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Restam apenas 250 mil chimpanzés no continente africano

Restam apenas 250 mil chimpanzés na África. O número, quando comparado ao que foi registrado há 10 anos, quando cerca de 2 milhões desses animais viviam em 25 países do continente africano, expõe uma grave queda na população da espécie.

Foto: Pixabay

A diretora adjunta do Instituto Jane Goodall, Laia Dotras, afirmou à agência EFE o declive populacional drástico que os chimpanzés vivenciam é provocado “sobretudo pela perda do habitat” devido à “exploração de madeira e recursos minerais”. A espécie é vítima também da caça.

Segundo Dotras, essa é “uma das maiores crises de biodiversidade” atuais e se não forem tomadas medidas urgentes, os chimpanzés “não tardarão a desaparecer”. As informações são do portal Público.

A diretora afirma que é “essencial educar e fazer entender os problemas socioambientais locais” para evitar a extinção da espécie. Para “assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, Dotras sugere que seja incentivado o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões africanas.

“A pobreza e o desconhecimento induzem muitos africanos a usar os recursos do seu meio ambiente de forma insustentável”, asseverou Dotras, que citou como exemplo o desmatamento, que faz com que áreas fiquem “quase desertas e a terra já não se pode aproveitar para cultivar”.


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Ave marinha percorre 71 mil quilômetros por ano em rota migratória

Gaivina do Antártico. (Foto: Público)
Gaivota do Ártico. (Foto: Público)

Durante décadas desconfiou-se que uma pequena ave marinha chamada gaivota-do-ártico (Sterna paradisaea) fosse a ave que fazia a mais longa rota migratória. Mas não se sabia quanto conseguia mesmo percorrer durante um ano. A resposta é 71 mil quilômetros.

Uma equipe do British Antartic Survey conseguiu seguir a rota migratória da ave por meio de um geolocalizador sensível à luz, que conseguia, pelas horas de luz, traçar as coordenadas geográficas dos locais pelos quais passava a gaivota-do-ártico.

Sabia-se que ela percorria a distância entre os polos norte e sul na sua rota, começando na Groenlândia e acabando no mar de Wedell, no Oceano Antártico. Mas não se sabia por onde passava nem onde parava pelo caminho.

A equipe revela agora, nas páginas da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a PNAS, que a gaivina passa ainda quase um mês no Oceano Atlântico norte, a mil quilômetros dos Açores, em Portugal. É lá que se alimenta para mais uma longa etapa da viagem, escassa em alimento.

Depois, ao chegar à costa africana, parte delas opta por cruzar o continente africano e outra parte escolhe uma alternativa contornando a costa sul-americana. E passam o inverno em vários pontos da Antártida.

Já de regresso não fazem o caminho mais curto. Traçam antes um enorme “S” de regresso ao norte pelo Atlântico, fazendo ainda mais uns milhares de quilômetros por causa deste capricho.

Fonte: Público

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