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Contato com os seres humanos afeta comportamento de pássaros

Os seres humanos podem ser uma péssima influência para os pássaros. Corvos que vivem perto de pessoas podem acabar com o colesterol alto, pardais aumentam seus gritos para serem ouvidos sobre os ruídos da cidade e, em vez de migrar, algumas cegonhas começam a se alimentar de lixo.

Um pássaro da espécie weka
Foto: Jake Osborne

A interação entre pássaros e seres humanos pode até mesmo afetar ecossistemas inteiros. De acordo com um estudo publicado na Royal Society Open Science recentemente, uma espécie de ave da Nova Zelândia chamada weka pode passar a menosprezar a dispersão de sementes – tarefa crucial para a manutenção das florestas.

Kim McConkey, professor da Universidade de Nottingham, na Malásia, disse que a interação humana com a weka pode estar mudando a estrutura de algumas plantas em uma extensão notável.

As wekas, que possuem estômagos grandes e moelas adaptadas para ingerir sementes grandes, distribuem as sementes através dos excrementos. Na natureza, a espécie procura por comida. Mas aqueles que vivem em áreas ocupadas pelos seres humanos passaram a esperar por eles e os lanches que trazem.

Pesquisadores analisaram wekas que viviam isolados e wekas que conviviam com humanos. Eles constataram, então, que os pássaros das florestas dispersaram sementes em uma média de 50 a 350 metros. Alguns levaram sementes até dois quilômetros de distância. Já aqueles que tinham contato com os humanos, dispersaram menos da metade de seus semelhantes.

“Acho que realmente subestimamos a weka”, disse Carpenter, pesquisador da Universidade de Canterbury, referindo-se à capacidades que a espécie tem de dispersar sementes a longas distâncias. “Mas estamos impactando na eficácia dela”, concluiu.


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Convívio com animais faz bem à saúde

Foto: Reprodução/Cultura Mix

Ter um animalzinho em casa ajuda a controlar o estresse e diminuir a pressão arterial

Conviver com animais faz muito bem à saúde. Segundo um estudo publicado no American Journal of Cardiology, os animais ajudam a controlar o estresse, a diminuir a pressão arterial e a reduzir os problemas cardiovasculares.

A explicação é simples. Os animais representam uma motivação para a vida. Eles melhoram o estado emocional do ser humano pelo simples fato de se deixarem tocar e acariciar.

No contato com o cão há a liberação de vários neurotransmissores e hormônios de bem-estar, como dopamina, endorfina, feniletilamina, prolactina, entre outros.

No cachorro o ser humano projeta seus sentimentos e por isso ele passa uma experiência multissensorial, dando confiança ao ser humano. Os animais também ajudam na recuperação de crianças com distúrbios psicológicos e curam doenças.

Fonte: BemStar

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

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A janela é pequena, da basculante e com vidro do opaco, mas a vista que tenho lá de baixo é bonita de copas de árvore bem verdinhas e até um pouco douradas por causa do sol. E é de maritacas verdes também, que voam juntas e sozinhas de uma árvore a outra e de um telhado a outro. E passam voando até sumir da vista, que faz quina com o prédio, e de onde não consigo ver além, pois estou no chuveiro, vendo tudo de uma janela pequena, basculante e de vidro opaco.

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Você é o Repórter

Cadela com filhotes precisa de ajuda em praia de PE

Josiane Martins
josi_valdir@hotmail.com

Sou de São Paulo e passei alguns dias em Recife (PE). Fui visitar Gaibu e estive na praia de Calhetas, onde a forma miserável que os animais vivem me chamou a atenção, pois vivem próximos de pequenos restaurantes, onde esperam por sobras de comida, que são frequentes.

A pobreza e a miséria estão na falta de vontade das pessoas, foi o que vi por lá ao perguntar ao dono de uma barraca se eles não davam as sobras para os animais daquele lugar, ele me respondeu que jogam tudo fora mesmo.

Uma cachorra em particular me tocou mais a alma. Ela estava com uma bicheira imensa numa das patas, não conseguia sequer pisar no chão, magra e arrasada, ainda amamentando quatro filhotes sarnentos e desnutridos. Eu estava somente de passagem, num domingo. Não pude fazer absolutamente nada.

Se alguém de bom coração, que se preocupa com a causa animal, puder fazer alguma coisa, por favor, entre em contato comigo, o que eu puder fazer, mesmo de longe, farei. Posso ajudar com doação financeira para que possam tratar daquela pobrezinha.

Se alguém conhece protetor disposto a salvar essa cachorra, darei mais detalhes e farei um depósito para custear o tratamento.

Por favor me ajudem, estou aqui em São Paulo e não há um só dia que não pense naquele sofrimento todo.

Contatos no email acima.

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Em tribo no Maranhão, índias amamentam animais

Awa-guajá é um dos últimos povos nômades da América

Os awá-guajá são uma das últimas tribos nômades das Américas. Em sua reserva, no noroeste do Maranhão, eles mantêm a a tradição de contato próximo com os animais. O filhote de cutia é alimentado com o fruto do babaçu. E o de macaco é amamentado pelas índias.

“O awá-guajá é um povo muito único. E essa relação que eles têm com o bicho, ele passa a ser membro da família”, conta Bruno Fragoso, coordenador de Índios Isolados da Funai. A índia Tapanií explica que, quando o macaco órfão que ela adotou ficar maior e mais agressivo, ela o soltará na mata. É na floresta que a vida dos awá-guajá se renova e também corre risco no encontro com invasores.

“O maior medo que eles têm é a doença que às vezes contraem no contato com a gente. E o segundo medo é pensar que é inimigo, pistoleiro, esse povo que vem invadindo as terras”, explica Patreolino Garreto Viana, auxiliar de campo da Funai. Imoin tem o medo estampado no rosto e, no braço, uma marca de bala. O filho dela conta que a emboscada aconteceu quando ela fazia coleta na mata.

O perigo do encontro com invasores, caçadores e madeireiros é grande, mas o espírito nômade dos awá-guajá é muito forte e mesmo os que moram nas aldeias passam boa parte do tempo na mata.

A ameaça é terrivelmente visível para os awás e para as outras etnias da região. Imagens de satélite mostram que os 820 mil hectares de terras indígenas demarcadas no Maranhão estão sendo devastadas sem dó.

“Os awá-guajá, no processo de aceleração de invasão em que se encontram, se não houver ação rápida e emergencial, o futuro desse povo é a extinção”, explica Bruno Fragoso, da Funai.

Com informações de Midia News

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Crianças que convivem com animais podem crescer mais saudáveis

Acariciar um gato, correr atrás de um coelho, sentir o cheirinho de um filhote, ouvir os latidos de festa de um cachorro… Ações simples como essas podem estimular todos os sentidos de uma criança que convive com animais. Recentemente, a Universidade Loyola, em Chicago, nos EUA, realizou um estudo sobre os benefícios da presença de animais até mesmo nos hospitais.
O contato com bichos de estimação estimula a responsabilidade infantil, revela pesquisa americana. Foto; Ana Branco

Os pesquisadores concluíram que fazer carinho num cão pode ajudar pacientes internados a reduzirem pela metade a quantidade de analgésicos que precisam tomar. Além disso, outros cientistas norte-americanos já haviam revelado que ter um animal é um ótimo aliado contra o estresse na vida das crianças.

Na mochila, nas paredes, nas roupas, na colcha da cama, os cachorros, gatos e passarinhos são personagens constantes no universo dos pequenos. O peixe “Nemo” virou astro de filme, o gato “Garfield” já se tornou herói e o rato “Mickey”, amigo inseparável. Essa boa relação entre os bichos e o imaginário infantil não é por acaso. O contato com animais ativa áreas do cérebro relacionadas às emoções e contribui para o desenvolvimento da afetividade. Nessa relação, a autoestima e autoconfiança são despertadas mais cedo. Ter um animal requer cuidados. Orientados, claro, por um adulto, isso estimula a autonomia e a responsabilidade. A criança ainda aprende a lidar com os mais diversos sentimentos, como a frustração, a alegria e a perda, podendo entender mais facilmente a morte.

Cuidados

Depois de decidir adotar, pense que tipo de animal melhor se adaptará a sua família, para isso, considere fatores como a idade e o temperamento do animal, a idade das crianças e o tempo disponível para cuidar do novo membro peludo da família.

Para crianças de até 5 anos, ao contrário do que se acredita, não é indicado o convívio com animais muito novinhos, pois nessa idade elas ainda não têm consciência de que filhotes são muito frágeis e podem machucá-los com alguma brincadeira mais brusca. Em contrapartida, o filhote, ao ser pego de maneira desajeitada, por exemplo, pode se assustar e reagir mordendo ou arranhando a criança.

O ideal, nessa faixa etária, seria adotar um gatinho ou cachorrinho adulto, ou jovem adulto, já que esses animais são mais fortes e também porque já podemos saber ao certo qual é o seu temperamento e como ele se comporta com crianças. Além disso, é preciso ensinar as crianças, independente da idade, que animais não são brinquedos e que elas devem respeitá-los. Ensine os seus filhos a interagir de maneira saudável com o novo bicho.

Fonte: Mogi News

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Cotidiano Vegano

Exercício para fazer com os olhos

Uma semente não vira uma árvore grande de repente, assim como tornar-se vegetariano não é algo que se dá de uma hora para outra. Ninguém acorda e simplesmente decide: a partir de agora serei vegetariano.

Por trás de toda mudança (verdadeira e sólida), existe uma mobilização interna na forma como compreendemos e sentimos as coisas. E essa evolução se dá conforme vamos tomando contato com o que vive em tudo, com a verdadeira natureza dos acontecimentos, com o que realmente existe e importa.

Pensando nisso, eu gostaria de propor aqui um exercício para fazer com os olhos. Quero fazer um convite desprovido de qualquer intenção de mudança. Quero apenas compartilhar com quem me lê os efeitos da experiência de olhar e ver.

A experiência simples de olhar nos olhos

Empatia é quando acessamos o que o outro está sentindo. É quando experimentamos na pele, por meio desse acesso, o que se passa no outro, e conseguimos compreender exatamente como o outro se sente.

Com o tempo, fomos minimizando nossa capacidade de empatia por conta da distância. Talvez tenha sido uma forma de nos protegermos do sofrimento que nos acomete quando passamos a saber de algumas coisas dolorosas. Porque saber é conhecer. E se eu conheço a dor que é ser torturado para virar casaco de pele, por exemplo, eu não vou querer isso para o outro. Nem para um humano, nem para um animal: a dor existe para os dois.

Foto do olhar triste de um animal perto do momento do abate para consumo humanoAcontece algo dentro da gente, depois que vemos ou presenciamos o sofrimento de um ser. No caso dos animais que são retirados de seus habitats, de sua vida natural, para serem confinados e depois serem abatidos para o consumo humano, tudo isso se dá por trás de paredes espessas, e dentro de lugares bem distantes das nossas casas. Dos nossos ouvidos, dos nossos olhos, dos nossos filhos. E ai de quem quiser nos mostrar algum vídeo que revela essa triste e dolorosa realidade: “apelação”, respondemos sem pestanejar.

Pelo contrário: mostrar uma verdade que querem esconder de nós nunca é uma “apelação”. Ora, se precisamos saber de algumas coisas, e isso só se dá pelos olhos (por conta da distância convenientemente estabelecida entre a origem das coisas e o que consumimos) então precisamos ver. Enquanto não sabemos, precisamos ver.

Pensemos: por que será que não existe um abatedouro no centro das cidades, ali perto da igrejinha? Se o consumo de carne é algo tão dentro das diretrizes divinas e que respeita os direitos fundamentais de todos os seres, por que escondemos dos nossos olhos a origem do que comemos? Será que é porque não suportaríamos ver nem ouvir o sofrimento de um animal agonizando antes de ser abatido? Será que é porque não suportaríamos perceber que fazemos parte desse grande erro cometido contra seres indefesos, à medida em que consumimos sofrimento? Será que é porque não queremos nos abrir para a consciência que nos leva à mudança?

O exercício de olhar é um exercício também de coragem. E foi justamente esse exercício que me deu a capacidade de ver o que antes eu não via. Não via porque nunca tinha me permitido antes olhar e acessar a dor dos animais que são explorados pelo homem, em especial os que são criados e confinados para o consumo humano. O máximo que eu conhecia até então era a dor de um animal abandonado na calçada, passando fome, frio e tristeza.

O meu “exercício para fazer com os olhos” foi quando me recomendaram assistir ao documentário “A carne é fraca”. O filme começa com muitas informações e depoimentos, e vai avançando o olhar para dentro da triste realidade escondida nos abatedouros. Ter permanecido o meu olhar nos olhos de um animal segundos antes de seu suspiro final, a caminho do abate, mudou tudo para mim. Bastou para que eu não mais consumisse carne. Ninguém me convenceu de nada: eu experimentei a dor daquele olhar mudo de morte e convivo com ele todos os dias, sempre que vejo um pedaço de carne no supermercado, na propaganda da televisão, no cardápio de um restaurante.

Eu me tornei vegetariana justamente e imediatamente depois de experimentar a dor desse animal morrendo. Eu acessei um silêncio triste de morte e a comoção que aquilo me causou fechou um ciclo na minha vida: eu não mais olharia para um pedaço de carne sem enxergar aqueles olhos tristes de morte.

Ver um animal sofrendo ou morrendo por escolha do ser humano talvez signifique para você a gota d’água para uma mudança. Mas não necessariamente: a gota d’água é a água que transborda. Mas só transborda porque o copo já estava cheio.

Independentemente do compromisso de vivenciar qualquer tipo de mudança, olhe nos olhos da vida. Se uma experiência foi significativa para mim não significa que reverberará da mesma forma nas outras pessoas, em você. Mas uma coisa é certa: o exercício de olhar nos olhos é um convite à alma, e a escolha de mudar é de cada um. Transbordar é consequência do que a alma consegue enxergar.

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