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Homem agride cão até a morte, assa o corpo e come em Curitiba (PR)

Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um homem agrediu um cachorro até matá-lo, depois assou seu corpo e consumiu a carne em Curitiba, no Paraná. Na manhã de quinta-feira (6), uma equipe da Polícia Civil esteve na casa do agressor, mas não o encontrou.

O delegado Matheus Laiola afirmou ao G1 que o caso foi descoberto por conta de uma denúncia. O denunciante revelou que um rapaz teria matado um cão a chutes no dia 29 de julho e, em seguida, teria oferecido a carne aos vizinhos, tentando vendê-la como se fosse de porco.

A polícia informou ainda que o jovem tem passagens pela polícia por agressão, violação de domicílio e porte de simulacro de arma de fogo. Um irmão dele contou que o rapaz, que tem 19 anos, é viciado em drogas e mantém pouco contato com seus familiares.

Homem é flagrado carregando cachorro morto, segundo a polícia (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Laiola esteve no local do crime e, segundo ele, havia rastros de sangue pela casa e restos do corpo do cachorro no forno.

Assim que for localizado, o jovem irá responder por maus-tratos a animais, crime punido com detenção de até um ano, além de multa.

Um porco, um boi e 180 frangos mortos por segundo

Matar, assar e comer o corpo de um cachorro é um crime bárbaro que causa espanto e indignação. No entanto, os mesmos atos praticados contra outras espécies são tratados com naturalidade.

O Brasil mata um porco, um boi e 180 frangos por segundo, de acordo com dados do IBGE. Condenados a sofrimento inimaginável, esses animais vivem vidas miseráveis. Presos em locais pequenos, submetidos a procedimentos dolorosos (como castração sem anestesia, no caso dos filhotes de porco), transportados em caminhões superlotados, mortos como se fossem coisas. Não há diferença.

Assim como os cães, os demais animais também querem viver. E por entender que eles têm o direito à vida, a ANDA faz aos seus leitores um convite à reflexão e deixa um questionamento: que tal promover uma mudança de hábitos, fazendo seu coração falar mais alto do que o seu paladar?


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Porco que seria morto para consumo se torna membro da família em SP

Léu Britto/Agência Mural

O porco João tinha em seu destino a mesma crueldade imposta aos outros animais da sua espécie: a morte para consumo humano. Mas uma mudança em sua história permitiu que ele fosse visto como um ser que possui direitos – dentre eles, o de viver em paz.

Comprado pela diarista Rosangela Rosa, de 48 anos, ele seria morto para consumo. No entanto, a moradora do distrito de Cangaíba, em São Paulo, teve seu coração conquistado pelo porquinho e desistiu de matá-lo.

Em poucas semanas convivendo com o porco, Rosangela decidiu fazer dele um novo membro de sua família. “Comprei para comer e não consegui. Então, ele virou o meu mascote”, contou Rosangela, em entrevista à Agência Mural.

E o porquinho não conquistou apenas sua tutora, mas também os moradores da rua onde vive. Dócil, o animal de aproximadamente 170 kg é querido por todos.

Léu Britto/Agência Mural

O nome do animal foi inspirado em João Expedito. O estudante de direito revela o porquê: “quando eu era mais novo eu era atentado e deixava ela [Rose] de cabelo em pé. A gente tinha uma raiva que virou carinho e depois ela fez essa homenagem”.

Sensível como qualquer animal, o porquinho tem suas semelhanças com animais que não vão parar no prato dos brasileiros, como os cachorros. João adora assistir TV e passear pelas ruas do bairro onde mora.

Na casa onde mora, ele tem a companhia de galos, galinhas, cachorros e gatos.


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Pandemia leva à redução do número de cães mortos para festival chinês

Cães explorados para consumo amontoados em gaiola no festival de Yulin (Foto: Humane Society International / Reuters)

A pandemia de coronavírus elevou a preocupação das pessoas em relação à segurança alimentar. Conscientes da relação entre exploração animal e o surgimento de pandemias, como a do coronavírus, chineses desistiram de consumir a carne de cães vendida no “Festival de Carne de Cachorro” de Yulin, cidade chinesa. Com isso, o número de adeptos ao festival caiu, livrando alguns cachorros de um destino cruel.

A China proibiu o comércio e o consumo de animais silvestres e tirou os cachorros da lista de animais considerados como adequados ao consumo. Essa reclassificação da espécie, no entanto, não impede a realização do festival, que mata milhares de cães todos os anos. O coronavírus ter surgido em um mercado que vendia animais vivos e mortos em Wuhan, na China, também são foi suficiente para por fim ao festival. Ativistas, no entanto, esperam que esse seja o último ano em que Yulin sedia tamanho horror.

É equivocada, no entanto, a ideia xenófoba de que chineses são um povo cruel que massacra os cachorros. Isso porque, além da China não fazer nada diferente do que o restante do mundo, alterando apenas as vítimas – no Brasil, por exemplo, animais como bois, porcos e frangos são mortos aos bilhões -, o costume de consumir cães está em queda no país. Há muitos chineses que rejeitam essa prática, outros tantos que são veganos e ativistas. A adoção de cachorros, criados como membros da família, também está em crescimento na China.

Além disso, militantes de outras nacionalidades atuam em prol da defesa animal na China. Um deles é o norte-americano Jeffrey Bari, que fundou um abrigo para cães nas proximidades de Pequim. Atualmente, 200 cães salvos da morte estão protegidos no local.

Para Bari, o festival de Yulin é desumano e bárbaro. Em entrevista à agência de notícias France Presse, ele contou que busca novos lares para os animais.

Cachorros que seriam mortos no festival são resgatados (Foto: Humane Society International / Reuters)

Além dele, ativistas salvam centenas de cães na China todos os anos. Entrando em matadouros ou interceptando caminhões que transportam esses animais, eles dão uma nova vida a cada um dos cachorros, que seriam mortos após serem pegos nas ruas ou sequestrados de seus tutores.

“Temos uma sensação de prazer quando conseguimos mudar o destino de um cachorro”, disse à agência Miss Ling, voluntária da ONG “No Dog Left Behind”.

Com início no último domingo (21), o festival que dura uma semana é sustentado às custas de muito sofrimento. Cachorros amontoados em gaiolas pequenas, conforme comprovado por fotos feitas pela AFP, são cenas comuns. Após serem mortos, os cães têm seus corpos empilhados em balcões para serem vendidos.

Mas o evento cruel que rendeu fama mundial à cidade rural de Yulin já não faz mais tanto sucesso entre os chineses. Chen, funcionário que está trabalhando no festival, revelou à AFP que a venda de carne de cachorro enfrenta dificuldades no país. “Há cada vez menos clientes”, disse. Segundo ele, a preocupação com a segurança alimentar, por conta da pandemia, tem acelerado a queda no número de chineses interessados no festival.

A má fama do evento é tamanha que até o nome foi mudado, sendo chamado agora de “Festa do solstício de verão”.

Cachorros que seriam mortos no festival são resgatados (Foto: Humane Society International / Reuters)

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Carne de ursos mortos por caçadores é vendida em restaurante na Albânia

Pixaba/Pixel-mixer/Imagem Ilustrativa

Ursos estão sendo mortos na Albânia para consumo humano. Uma reportagem do jornal britânico The Independent apontou que a carne desses animais está sendo vendida em um restaurante do país. A caça é feita de maneira ilegal.

Além dos ursos, macacos e aves de rapina são vendidos na Albânia por meio da internet. O comércio, descoberto pela ONG de proteção animal Four Paws, tem como clientes hotéis e restaurantes, além de pessoas que compram os animais para exibi-los como símbolo de status.

Enquanto os estabelecimentos comerciais incluem nos cardápios pratos feitos, de maneira ilegal, com a carne desses animais, quem os compra para mantê-los em cativeiro os aprisiona em jaulas, condenando-os a uma vida miserável. Há restaurantes, no entanto, que também os enjaula para entretenimento humano.

Os ursos, que assim como outras espécies são protegidas por lei na Albânia, são vendidos em sites. Os anúncios mostram fotos dos animais com a boca fechada com cola ou com as patas acorrentadas.

Cada filhote de urso costuma ser comercializado por 500 euros – aproximadamente R$ 3 mil. Esse é o preço cobrado para condenar esses animais a situações de extremo sofrimento.

Reprodução/Maire Claire

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Homens matam saruê e comem a carne do animal em parque no litoral de SP

Reprodução/G1/Imagem Ilustrativa

Três homens caçaram e comeram um saruê no interior do Parque Estadual Restinga de Bertioga (Perb), no litoral de São Paulo. O crime ambiental foi flagrado por funcionários do local.

Os homens também cortaram palmitos no local, prática considerada ilegal na região. Eles responderão judicialmente pelos atos criminosos que praticaram.

O flagrante aconteceu durante patrulhamento dos guardas florestais, que encontraram uma cabana de madeira, improvisada pelo grupo, no meio da mata.

O trio, composto por homens de 36, 40 e 41 anos, confessou ter coletado o palmito e matado o saruê dentro do próprio parque. Eles também relataram estar dentro do parque, de maneira ilegal, desde terça-feira (26). A entrada no local, segundo o G1, só pode ser feita mediante agendamento prévio.

Foto: Divulgação

Dois facões encontrados com os homens foram apreendidos pelos guardas. Os três foram levados para a Delegacia de Polícia Sede de Bertioga, onde o crime ambiental foi registrado.

Apesar de terem tirado a vida de um animal silvestre, os homens foram liberados após assinarem um termo circunstanciado. A liberação se deve ao fato de crimes contra animais serem considerados de menor potencial ofensivo, não cabendo prisão.

O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) e será investigado.

Foto: Divulgação

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China tira cães da lista de animais que podem ser explorados para consumo

Reprodução/Incygneia/Pixabay

A China retirou os cachorros da lista de animais que podem ser criados, negociados e transportados para fins comerciais. A medida, que faz com que os cães deixem de ser considerados animais para consumo, foi executada durante atualização do Diretório de Recursos Genéticos Para Pecuária e Agricultura.

No mês passado, a China já tinha anunciado que cães não eram mais vistos como animais para consumo. O país decidiu passar a vê-los como animais domésticos, passíveis de viver na companhia humana, assim como ocorre no Brasil e em outros locais. A reclassificação, segundo o Ministério da Agricultura chinês, faz parte das medidas elaboradas em resposta à Covid-19.

A Humane Society, grupo de defesa dos direitos animais, considerou a atitude do governo chinês um “divisor de águas” no bem-estar animal.

O Ministério afirmou, através de nota publicada em seu site oficial, que “as ideias de civilização e hábitos alimentares estão em constante mudança e alguns costumes tradicionais sobre cachorros também vão mudar”.

Shenzhen e Zhuhai, duas cidades chinesas, já proibiram o consumo de carne de cachorro e gato.


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‘Fascínio pela proteína animal’ pode levar a novas pandemias, diz epidemiologista

Free-Photos/Pixabay

O médico epidemiologista e gerontólogo Alexandre Kalache, ex-diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), reforçou um alerta que tem sido feito por diversos especialistas e instituições: a exploração animal está intimamente ligada ao surgimento de vírus e, por isso, “o fascínio pela proteína animal”, afirmou o médico, aumenta consideravelmente os riscos do mundo enfrentar novas pandemias semelhantes a de Covid-19.

Segundo Kalache, além da possibilidade de novos vírus prejudicarem o ser humano, o consumo de produtos de origem animal, somado ao adensamento da população mundial, também pode fazer com que pandemias surjam num espaço de tempo cada vez mais breve.

O epidemiologista lembrou, em entrevista ao Valor Econômico, que o excesso de rebanhos, sobretudo a criação de aves – que vivem amontoadas em pequenos espaços insalubres -, são repositórios de muitos vírus que vêm sendo propagados nas últimas décadas. O especialista explicou que a realidade da agropecuária faz com que a reincidência dos chamados “saltos do vírus” – de animais para humanos – seja uma perspectiva “muito possível”.

“Há milhares de vírus que estão esperando a oportunidade que a covid teve, de passar do animal para o homem. Essa densidade demográfica e o fato de que estamos caminhando para uma população [mundial] de 10 bilhões de pessoas, com consumo maior da proteína animal, fazem com que essa possibilidade exista”, explicou o ex-diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), em entrevista ao jornal.

“Vamos ter que reavaliar a forma como estamos vivendo”, disse Kalache. “É alarmante, mas é a realidade, principalmente para grupos de alto risco”, completou.

Após fazer contato com colegas e autoridades de saúde de outros países – como Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai -, o ex-diretor da OMS fez apontamentos a respeito da diferença entre esses locais e o Brasil no que se refere ao combate à pandemia.

“[Nesses países] Estão falando com voz única, a mensagem está chegando às populações de forma uníssona, não há essa divisão, essa fragmentação [que se vê no Brasil]. As populações adotaram medidas de isolamento muito mais rígidas, de fechar fronteiras, se isolar, fazer lockdown”, pontuou Kalache.

O cenário, no entanto, é incerto para qualquer nação, segundo o especialista. “O Chile estava numa situação que parecia mais confortável, então relaxaram, voltaram ao trabalho. E agora, certamente na região metropolitana de Santiago, onde está um terço da população, as medidas estão muito mais drásticas”, disse. “Mas não há dúvida de que eles evitaram aquilo que não estamos evitando, o colapso da saúde em várias capitais”, completou.

Em relação à cidade Nova York, a mais afetada pelo vírus nos Estados Unidos, o principal fator de agravamento, segundo Kalache, é a desigualdade social. “Você tem o país mais rico do mundo, a cidade mais rica do mundo, onde inclusive morei. Você vai para os grotões, Queens, Bronx, onde há situações lamentáveis, onde não existe um sistema universal de saúde”, explicou ao Valor Econômico.

O epidemiologista alertou ainda para o fato de que a realidade do município dos EUA pode se transpor para o Brasil por conta da vulnerabilidade de alguns estratos sociais.

“Os EUA, onde se gasta mais com saúde do que em qualquer outro país, U$ 10 mil dólares per capita por ano, 18,5% de um PIB gigantesco, não oferece o mínimo de proteção a uma parcela grande da população”, disse, fazendo referência principalmente à enorme parcela da população composta por imigrantes latinos e negros. “Há quatro vezes mais negros morrendo [nos EUA] em termos proporcionais que a população branca”, ressaltou.

“É o que já estamos vendo no Brasil, com a população negra e periférica, a subnotificação nas favelas. Recebi, nesta sexta, um relato do Complexo do Alemão, que oficialmente tem quatro mortes. Mas de acordo com eles próprios monitorando, são pelo menos 12”, disse.

A subnotificação, que leva a enterros de pessoas sem o diagnóstico da doença, é o mais grave neste cenário, na opinião do especialista. Esse fator e o ritmo de crescimento dos casos notificados no Brasil podem levar o país a alcançar os Estados Unidos em julho ou até ultrapassá-lo no total de mortes.

“Minha avaliação é sombria, primeiramente porque temos uma subnotificação imensa, não só de casos, mas também de mortes”, afirmou.

Alexandre Kalache tem estudado bastante o assunto ao analisar projeções de centros acadêmicos, como o Johns Hopkins, centro global de estudos em saúde de Baltimore (EUA), a Universidade de Oxford e a Organização Mundial de Saúde (OMS). “É muito sério e pode vir a ser trágico num período muito curto”, reforçou.

De acordo com o especialista, o índice próximo a 30% de mortes de pessoas com menos de 60 anos no estado de São Paulo, está relacionado ao fato de que a população brasileira já estava adoecida antes da chegada do vírus. “E já vem doente pelas desigualdades sociais que conhecemos”, explicou.

A população brasileira tem envelhecido mal e precocemente, o que levou o vírus a “rejuvenescer”, segundo Kalache. Essa é uma das situações que explicam, do ponto de vista etário, a diferença entre o perfil de mortos brasileiros e estrangeiros que vivem em nações ricas. O que, segundo o especialista, já era esperado, já que pessoas que moram na Europa, em países como Itália, Espanha e França, tem acesso à promoção da saúde.

“O que é mais grave no Brasil é que, aos 45 ou 50 anos, você pode ter indicadores biológicos que equivaleriam aos de uma pessoa que tem 75 ou 80 na Itália. Isso porque temos as famosas comorbidades. Aqui você envelhece cedo, porque tem hipertensão, diabetes, obesidade, problemas respiratórios crônicos. Tudo isso começando muito mais cedo”, destacou Kalache.

“Trinta por cento de mortes abaixo dos 60 anos apontam para uma situação bastante difícil”, pontuou. Segundo ele, o congelamento dos gastos durante 20 anos, aprovado durante o governo de Michel Temer, causa impacto negativo nas políticas de saúde com a atenção primária sofrendo cortes substanciais. “E agora as autoridades, e o ministro que caiu [Luiz Henrique Mandetta] perceberam a importância do SUS para oferecermos uma resposta”, concluiu.

Nota da Redação: diante dos diversos alertas feitos por especialistas e instituições acerca da relação entre as pandemias e a exploração animal, a ANDA convida seus leitores a promover uma mudança de hábitos, deixando para trás o consumo de produtos de origem animal, que além de colocarem a saúde pública em risco, prejudicam os humanos ao gerarem inúmeras doenças, como o câncer; devastam a natureza (sabe-se que a maior parte do desmatamento, inclusive na Amazônia, é para criar bois e plantar grãos para alimentá-los, como a soja); e tiram a vida de animais inocentes. Optar pelo veganismo é a escolha mais ética a se fazer, pensando nos animais, na vida humana (de maneira individual e coletiva) e no planeta.


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Escassez de carne durante pandemia eleva consumo de produtos veganos

(Foto: Beyond Meat/Divulgação)

A escassez de carne nos mercados norte-americanos, causada crise gerada pela pandemia de coronavírus, abriu um espaço maior para as proteínas vegetais.

“Acho que é realmente uma oportunidade”, disse Jennifer Bartashus, analista da Bloomberg Intelligence. “As pessoas estarão mais dispostas a experimentar alternativas de plantas”, completou.

Com os setores de carne repletos de prateleiras vazias, consumidores estão dando uma chance aos produtos veganos, como as “carnes” vegetais produzidas pelas empresas Impossible Foods e Beyond Meat. As informações, da Bloomberg, foram divulgadas no portal UOL.

Com produtos sendo estocados por consumidores preocupados com a crise, 5,3 milhões de unidades de produtos veganos foram comprados nas oito semanas encerradas em 25 de abril. A quantidade é três vezes superior ao que foi vendido um ano antes, de acordo com dados da Nielsen.

“O aumento das vendas nos supermercados potencialmente atrai novos clientes para experimentar produtos à base de plantas, caso carnes e laticínios tradicionais estiverem temporariamente esgotados”, explicou Alex Frederick, analista de capital de risco da PitchBook.


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Dia das Mães: exploradas para consumo, fêmeas têm direito à maternidade roubado

Pixabay/272447

A maternidade não é uma condição exclusiva dos humanos. Animais explorados para consumo também se reproduzem e constroem famílias. O laço de afeto existente entre uma mulher e seu bebê não é diferente do carinho que um animal sente por seu filhote.

Os comportamentos de cada mãe com seu filho, tratando-se de famílias compostas por humanos ou animais, se diferenciam, mas o amor sempre existe. Por isso, neste Dia das Mães, a reflexão que fica é: por que a sociedade passa por cima desse afeto, condenando milhares de animais ao sofrimento ao separar famílias apenas para fabricar produtos repletos de crueldade, como carnes, leite, ovos e derivados?

Vídeos de vacas sendo separadas de seus filhotes deixam claro o sofrimento psicológico ao qual esses animais são submetidos. Imagens obtidas durante investigação feita pela Mercy For Animals mostram uma porca em uma fazenda cooperada da Aurora, em Xanxerê, Santa Catarina, em completo desespero ao ver seu filhote ser castrado sem anestesia, suportando forte dor (leia mais sobre esse caso clicando aqui). Esses registros também são mais uma prova do amor e do sofrimento vivenciado pelas mães no mundo animal.

E o que impede esses mães de viverem vidas dignas e felizes ao lado de seus filhotes é justamente a barreira que os humanos construíram. Um muro foi criado pelas pessoas para que elas possam impedir a si mesmas de ver a realidade dos animais. Essa obstrução existe para que quem consome produtos de origem animal consiga seguir fingindo que não há sofrimento, dor, matança, exploração e tortura por trás de um pedaço de carne ou de um copo de leite, por exemplo.

Pixabay/Filinecek

Essa barreira, no entanto, afasta o ser humano do melhor que ele pode ser. Retira dele a compaixão, a empatia e o afeto por seres inocentes, que não fazem mal algum a ninguém e que querem viver, mas não podem desfrutar dessa vontade porque terminam sempre nos matadouros.

Uma porca rolando na lama, uma égua pastando tranquilamente, filhotes de uma porca mamando na mãe, animais correndo e brincando livremente, pintinhos se aconchegando nas galinhas. Cenas como essas, que poderiam ser mais comuns se a exploração animal não existisse, demonstram o desejo que um desses seres tem de viver. Por que, então, os humanos seguem impedindo-os?

Opções vegetais para a alimentação humana existem aos montes. Além disso, são mais saudáveis do que os produtos de origem animal. Comidas saborosas, nutritivas, que dão prazer ao serem consumidas, tanto pelo sabor, quanto pela certeza de que quem as consome está nutrindo seu corpo com vida, sem explorar e matar inocentes. Desde vegetais como batatas, brócolis, grão de bico, arroz e feijão, até pratos veganos mais elaborados, como pizzas, bolos, tortas, salgadinhos, pastéis, milkshakes com leites vegetais, entre tantos outros, vendidos em lojas ou facilmente feitos em casa, com receitas disponibilizadas na internet.

Pixabay/Marmax

Com tantas possibilidades, por que, então, tantos preferem continuar separando mães de seus filhos? Por que nesta quarentena de combate ao coronavírus, essas pessoas lamentam a separação forçada de suas mães, que os impede de sentar à mesa juntos neste domingo (10), no qual o Dia das Mães é celebrado, e ao mesmo tempo se alimentam de produtos que impedem mães do mundo animal de exercer a maternidade? Qual é a vantagem de trocar produtos vegetais por carnes, queijos, ovos e mel? O paladar não pode ser a resposta, já que alimentos de origem vegetal também são gostosos. A saúde, tampouco, já que estudos revelaram a relação clara entre o consumo de produtos de origem animal e diversas doenças, inclusive o câncer. A defesa ao meio ambiente, menos ainda, já que a agropecuária devasta a natureza.

Logo, conclui-se que não há qualquer vantagem ou justificativa. Não existe motivo para perpetuar o sofrimento animal, enquanto se destrói a natureza e adoece a si mesmo. Por isso, neste Dias das Mães, fica o pedido: deixe de ser o responsável por uma dor que você não gostaria de sentir, que você não desejaria para a sua mãe, mas que acomete milhares de fêmeas exploradas pela indústria.

Pixabay/771141

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Dia do Índio: precisamos aprender com os indígenas a preservar a natureza

Yanomami em fileira durante encontro de lideranças Yanomami e Ye’kwana contra o garimpo (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

Os índios são grandes defensores da natureza. Frequentemente, eles travam batalhas contra o homem branco para proteger florestas, como ocorreu recentemente em São Paulo, quando índios do povo Guarani-Mbya ocuparam uma área de preservação ambiental para impedir que uma obra da construtora Tenda continuasse levando as árvores ao chão. A ocupação aconteceu no dia 30 de janeiro e se estendeu até o dia 10 de fevereiro. No início de abril, a Justiça proibiu a construtora de realizar obras no local por entender que “há potencial risco de dano ao meio ambiente e ao direito indígena”.

E é pela postura dos índios diante da natureza que a data de hoje, 19 de abril, Dia do Índio, deve ser vista como uma oportunidade para observarmos o que nós, pessoas que vivemos na cidade, estamos fazendo para preservar a natureza e, em seguida, nos questionar: porque fazemos tão pouco ou, pior, muitas vezes não fazemos nada?

Vivendo tão longe da natureza, como a maior parte de nós vive, é importante não só tomar pequenas atitudes – como preservar árvores existentes nas cidades em que vivemos e plantar outras -, como também promover uma mudança em nossos hábitos de consumo.

A devastação da natureza não está só na retroescavadeira que derruba uma árvore na Amazônia. Ela está também no prato de cada pessoa que se alimenta de produtos de origem animal, mesmo havendo uma imensa quantidade de produtos vegetais à disposição.

Nos últimos 30 anos, aumentou em 74% a quantidade de terras amazônicas transformadas em pasto para criar bois, segundo dados do Mapbiomas. Estimativas do Museu Emílio Goeldi indicam que 80% das áreas desmatadas na Amazônia são destruídas pela pecuária.

Líderes indígenas do povo Kayapó em protesto pela manutenção de seus direitos (Foto: Agência Câmara)

E embora quem dê a determinação para a derrubada das árvores – ou para que seja ateado fogo nelas -, sejam os pecuaristas e madeireiros, a responsabilidade não é só deles, é compartilhada. De nada adianta pedir a preservação da Amazônia, colocar filtros com dizeres como “salvem a floresta amazônica” nas fotos nas redes sociais, enquanto se consome produtos de origem animal – que não só destroem a natureza através do desmatamento, como também por meio da poluição e do uso de recursos naturais.

Os dejetos dos animais poluem a água e o solo. Os gases liberados pelos animais são de efeito estufa e colaboram com as mudanças climáticas. E durante toda a cadeia produtiva, a pecuária desperdiça quantidades exorbitantes de água. Enquanto produtos de origem vegetal necessitam de menores quantidades de água para serem produzidos – a soja, por exemplo, demanda 1.800 litros por quilo produzido, enquanto o milho utiliza 900 litros por quilo -, os de origem animal desperdiçam muitos litros. Para se produzir um quilo de queijo, 5.000 litros são usados; 2.400 litros em um único hambúrguer de carne; 3.900 litros para cada quilo de frango e surpreendentes 16.000 litros para cada quilo de carne produzido. Os dados são da organização Water Footprint Network.

Diante desta realidade, a lição que fica no Dia do Índio é: devemos respeitá-los e apoiá-los, posicionando-nos a favor das demarcações de terras indígenas e exigindo que o Estado os proteja de madeireiros, garimpeiros e pecuaristas que invadem suas terras, muitas vezes matando-os. Protegê-los significa não só proteger a vida humana, mas também a natureza, da qual eles são guardiões. E o respeito que devemos ter por eles não deve se restringir a palavras afetuosas ditas por nossas bocas. É necessário embutir esse respeito em nossas ações, mudando nossos hábitos de consumo para deixarmos de ser os responsáveis por sustentar as grandes empresas que os oprimem e destroem a natureza em nome do lucro.

Protesto na Terra Indígena Ianomâmi (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

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Hamilton comemora proibição do consumo de carne de cachorro e gato em cidade da China

Reprodução/Instagram/Lewis Hamilton

O automobilista Lewis Hamilton usou as redes sociais para comemorar a decisão da cidade de Shenzhen, na China, de proibir o consumo de carne de cachorro e gato.

Recentemente, a China proibiu temporariamente a venda de animais silvestres para consumo e o Ministério da Agricultura do país deixou classificar cães como animais para consumo. As mudanças têm relação com a pandemia de Covid-19, iniciada graças à exploração animal no mercado de Wuhan, conhecido por comercializar animais vivos e mortos.

“Acordei com ótimas notícias, as melhores que leio em um bom tempo. Obrigado, Shenzhen, agora vamos torcer para que aconteça com o resto da China”, escreveu Hamilton.

Vegano desde 2017, o automobilista, hexacampeão mundial de Fórmula 1, usa suas redes sociais para falar de veganismo e sustentabilidade com frequência, conscientizando seus seguidores.

“Em última análise, você quer se sentir bem. Você quer ter energia, para ser consistente. Você não quer ter grandes oscilações, altos e baixos em seus níveis de energia. O veganismo erradicou isso. Quando eu tinha 22 anos, era um talento bruto. Você tem uma abundância de energia, você está em forma, não há dores… Mas eu estou sempre olhando como posso melhorar”, disse Hamilton à revista “GQ”, ao incentivar o veganismo.


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China deixa de classificar cães como animais para consumo após Covid-19

Cachorros não serão mais considerados animais de consumo na China. O país decidiu passar a vê-los como animais domésticos, passíveis de viver na companhia humana, assim como ocorre no Brasil e em outros locais. A reclassificação, segundo o Ministério da Agricultura chinês, faz parte das medidas elaboradas em resposta à Covid-19.

A Humane Society, grupo de defesa dos direitos animais, considerou a atitude do governo chinês um “divisor de águas” no bem-estar animal.

Foto: Animals Asia

Na China, animais para consumo podem ser explorados para a produção de carne, leite, peles, fibras e remédios. E embora a população chinesa esteja consumindo anualmente o equivalente a mais de 50 bilhões de reais em alternativas à carne, há regiões do país que ainda consomem carne de cachorro.

“No que diz respeito aos cães, o progresso da civilização humana junto com a preocupação pública e o amor pela proteção dos animais, os cães internacionalmente não são considerados animais para consumo, e não serão regulamentados como animais para consumo na China”, afirmou a pasta, segundo informações da agência Reuters.

Após ter sido descoberto que o coronavírus teria se originado em morcegos-de-ferradura, com transmissão para humanos por meio de animais explorados para consumo, que eram expostos em mercados em Wuhan, a China proibiu a criação, o comércio e o consumo de animais selvagens temporariamente e revogou as licenças existentes. O país prometeu revisar a legislação para tornar a proibição permanente.

Lamentavelmente, outras espécies continuam sendo classificadas para consumo. Algumas delas, exploradas e mortas também pelos brasileiros. Bois, porcos, aves e camelos incluem a lista dos que não foram poupados de sofrimento.

Além disso, a China adicionou 13 espécies que podem ser comercializadas, apesar de serem animais silvestres, o que abriu exceção na proibição do comércio de vida selvagem. Dentre elas, renas, alpacas, faisões, avestruzes e raposas.

De acordo com a Humane Society International, aproximadamente 10 milhões de cães são mortos por ano na China para consumo, inclusive animais que tinham tutores e foram sequestrados. Em Yulin, anualmente é realizado, no mês de junho, um festival de carne de cachorro.

“Esta proposta pode sinalizar um divisor de águas para a proteção dos animais na China”, disse Wendy Higgins, porta-voz da Humane Society International.


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