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Pit bulls tuteladas por criminosos são resgatadas em Estrela (RS)

Sem comida, as cadelas viviam presas por um cercado e dormiam em casinhas precárias


A polícia do Vale do Taquari resgatou duas pit bulls em uma casa em Estrela (RS) na quarta-feira (5). O local onde os animais viviam ficou vazio após os tutores, que são criminosos, entrarem em confronto com a Brigada Militar. Três deles morreram no pátio da casa e cinco foram detidos.

Ronaldo Bernardi/Agência RBS

O major Ivan Urquia, comandante da BM no Vale do Taquari, decidiu então ajudar os animais. “Eu estava vendo os cães brincando na rua e me perguntei: o que será deles? Aí decidi falar com uma soldado do batalhão, que acionou uma entidade de cuidado a animais abandonados”, disse. As informações são do portal GaúchaZH.

A soldado que se uniu ao comandante nesta missão é Karin Barkert, de 29 anos, tutora de sete cães, seis gatos e uma galinha. “Retiradas de lá, (as cadelas) terão uma vida melhor, diferente da que tinham. Elas são um amor, super tranquilas e carinhosas”, disse Karin.

A presidente e fundadora da ONG Amando, Protegendo e Ajudando Muito os Animais (Apama), Ana Rita da Silva, 48 anos, disse que as cadelas viviam presas pelo cercado do terreno, dormiam em casinhas precárias e estavam com potes de ração vazios, além de usarem um vaso sanitário para beber água.

“Aquilo é uma cena de terror. Por que o ser humano se envolve em tanta coisa ruim? Tinha muito sangue e umas vinte aves mortas, entre perus, galinhas, patos… provavelmente o viveiro ficou aberto e por instinto elas atacaram. Uma das cadelas se demonstrou traumatizada, com muito medo de barulho, talvez pelo tiroteio que ocorreu”, contou Ana.

Um terceiro pit bull visto no local não foi encontrado. Como há pontos de fuga na propriedade, a suspeita é que ele tenha sido levado por alguém. As outras duas cadelas, porém, foram levadas pela ONG. Elas foram vacinadas e vermifugadas. Após serem castradas, serão doadas. Karin, no entanto, pretende adotar uma delas.

“Eu sempre digo que os animais nos adotam. E eu me apaixonei pela mais velha, mas preciso ver se ela é sociável com meus outros animais. Parece que sim, mas meu marido precisa concordar ainda”, disse Karin.

Quatro porcos abandonados no local também ficarão sob a responsabilidade da ONG. “Eles estão muito magros e, pela fome, nota-se que não eram bem alimentados. Vamos colocá-los para adoção também, mas somente se for para alguém que comprove que não vá matá-los”, disse Ana.


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‘Caçadores gritaram: vamos matar’, diz vigia sobrevivente de confronto na Serra da Capivara (PI)

O vigia Vilson, único sobrevivente sem ferimentos do confronto que aconteceu na sexta-feira (18) entre caçadores e guardas no Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, contou pela primeira vez como tudo aconteceu. Dois de seus companheiros foram baleados e um morreu.

“Estávamos andando no parque, quando o meu companheiro avistou um caçador atrás das pedras, com a espingarda apontada para nós. Dois dos guardas foram por outro lado e conseguiram tomar a arma e o facão dele, e o algemaram. Depois tentaram negociar com o outro caçador, que estava bastante alterado, então apareceram mais dois homens com a camisa amarrada no rosto e gritando: vamos matar eles”, lembrou.

Vilson foi o único sobrevivente sem ferimentos (Foto: Reprodução/TV Clube)

O guarda Edilson Aparecido da Costa Silva morreu na hora. Vilson conta que ouviu o tiro que vitimou seu companheiro e, desesperado, conseguiu fugir dos caçadores. Ele acionou a polícia, além dos funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os guardas, que desde março trabalham sem armas e coletes à prova de bala – por determinação do ICMBio – relatam que se depararam com quatro caçadores armados com espingardas e que apenas um deles portava um revólver calibre 38. No entanto, os vigias afirmam que dois guardas tinham revólveres e conseguiram acertar dois dos caçadores. Além da retirada de armas e coletes, o IMCBio fez uma reformulação de cargos e redução de salários.

Os quatro caçadores fugiram, porém dois deles foram localizados feridos e levados ao Hospital Regional Tibério Nunes, na cidade de Floriano. Na busca por vestígios, policiais militares encontraram três armadilhas em uma trilha, sendo que em umas delas havia um tatu morto. “Este tipo de crime é muito comum na região. Os caçadores costumam vir para área, como tem muito tatu eles colocam essas armadilhas”, declarou o guarda do parque Flávio Rocha.

Parque ameaçado

A presidente da Fundação do Museu do Homem Américo (Fumdham), Niède Guidon, demonstrou preocupação com tamanha violência e com a falta de segurança dos guardas. Segundo ela, os caçadores moram nos assentamentos próximos ao local.

“Agora na situação atual do país precisaria que eles [os guardas] estivessem armados e protegidos, porque é realmente uma coisa terrível isso que aconteceu. O parque é muito grande e atualmente foram feitos muitos assentamentos ao lado do parque e tem muita gente morando ali, pessoas que justamente vão caçar. Então precisaria existir um número maior no sistema de grupos e armados, porque da maneira que está é perigoso”, afirmou Niéde.

Os servidores do IMCBio regional estão abalados e comovidos com o caso, de acordo com a coordenadora do órgão, Ana Célia Coelho. Ela esteve na Serra da Capivara para prestar assistência aos vigias e às famílias.

“Nós sabemos que são pessoas que se doam para o parque, tanto a ponto de arriscar a própria vida. Nós estamos empenhados em rever o sistema de segurança aqui do parque”, acrescentou.

Velório

O velório do vigia Edilson Aparecido da Costa Silva, de 49 anos, foi realizado em São Raimundo Nonato no domingo (20). Ele trabalhava no parque há 13 anos. As informações são do portal G1.

A esposa do vigia, que deixa sete filhos, lamentou a morte de Edilson. “Ele era o alicerce da minha família. Meu marido saiu para trabalhar e voltou sem vida, porque a área que ele trabalha é de risco e isso poderia acontecer a qualquer momento”, declarou.

O irmão da vítima, José Wilson da Costa, lembrou que o vigia defendia o parque por amor, mas questionou a ausência de proteção no local. “Meu irmão estava sem proteção nenhuma, só com uma camisa para se defender de tiros, porque ele deveria trabalhar protegido, com colete”, lamentou.

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Protesto contra testes em animais fecha rodovia e tem confronto

Foto: Reprodução/G1
Foto: Reprodução/G1

Houve confronto entre a polícia e um grupo de ativistas durante uma manifestação em frente ao centro de pesquisas Royal, em São Roque (SP), na manhã deste sábado (19). Cerca de 500 pessoas estavam no local, na altura do quilômetro 56 da rodovia Raposo Tavares, quando manifestantes tentaram furar o isolamento policial que cercava o instituto.

A rodovia foi interditada por volta das 11h40. A Tropa de Choque da Polícia Militar disparou tiros de borracha e usou bombas de efeito moral para liberar a rodovia por volta das 13h15. Pelos menos dois carros da imprensa e um da polícia foram incendiados.

A manifestação ocorre um dia depois de mais de 100 ativistas entrarem no instituto para libertar 178 cães da raça Beagle, além de sete coelhos.

Na manhã deste sábado (19), a polícia posicionou os manifestantes no acesso da rodovia Raposo Tavares ao centro de pesquisas. Muitos ativistas chegaram de várias partes do país.

O confronto começou quando Policiais Militares da Tropa de Choque jogaram bombas de efeito moral e usaram gás de pimenta para conter os manifestantes. Muitos correram para a rodovia.

 

Com informações de G1

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Sea Shepherd articula ações para conter baleeiros japoneses

Os ativistas do Sea Shepherd finalizam os últimos preparativos para empreender nas águas da Antártida uma das mais intensas campanhas para cancelar a temporada de caça dos baleeiros japoneses.

(Foto: Reprodução)

Os navios da organização, intitulados de “Bob Barker”, “Steve Irwin” e “Brigitte Bardot”, vão partir da Austrália na próxima semana com a missão de impedir que a frota japonesa capture aproximadamente 900 baleias para supostos “fins científicos”.

O objetivo final do grupo é fazer com que o Japão suspenda a temporada anual de caça de baleias, assim como o êxito que foi alcançado no último mês de fevereiro. Esta será a oitava campanha da Sea Shepherd que se apresenta como “uma das mais extremas já realizadas até agora” e segue intitulada de “Operação Vento Divino”, como a dos “kamikazes”, os pilotos suicidas japoneses da Segunda Guerra Mundial.

Vários ativistas manifestaram recentemente que estão dispostos a arriscar sua vida em defesa dos cetáceos, mas o capitão da embarcação “Bob Barker”, Alex Cornelissen, declarou que “isto não significa atuar de forma estúpida e arriscar inutilmente a segurança das pessoas”.

Cornelissen assinalou que em todos esses anos que foram realizadas campanhas nunca ninguém ficou ferido, mas admitiu que este ano os confrontos podem ser “potencialmente mais violentos”, já que os navios da frota japonesa reforçaram a segurança.

Para esta temporada na Antártida, o Japão destinou aproximadamente US$ 29 milhões adicionais para reforçar a proteção de seus três navios, comandados pelo Yushin Maru, que partiu rumo ao sul na última terça-feira ao lado de várias embarcações da guarda costeira.

Diversas organizações ambientalistas internacionais denunciaram que este dinheiro procede do fundo de reconstrução pelo terremoto e tsunami, o mesmo que afetou o Japão em março.

As autoridades japonesas justificaram o uso destes fundos na campanha de caça com o argumento que muitas comunidades pesqueiras foram prejudicadas, uma versão que não convence os ambientalistas, que consideram que o dinheiro deveria ser utilizado para atender às pessoas e não para matar baleias.

A Austrália – que no último ano chegou a enviar um requerimento à Corte Internacional de Justiça contra a caça japonesa de baleias, por considerar que possui fins comerciais e não científicos -, se negou a enviar navios para proteger os ativistas neste ano.

O ministro australiano do Meio Ambiente, Tony Burke, assegurou que seu país, que tem o Japão como um de seus principais parceiros comerciais, fez esforços para que essa reivindicação prospere. Porém, enfatizou que “infelizmente, como toda ação legal, a demora acaba impedindo algumas ações”.

Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Uruguai, integrantes da Comissão Baleeira Internacional, também enviaram um comunicado a Tóquio para buscar o fim das caças às baleias.

Cornelissen elogiou a iniciativa do chamado Grupo de Buenos Aires e também destacou a importância do Chile na atuação contra a frota baleeira japonesa. “Esperamos que (os baleeiros japoneses) cometam um erro para que países como o Chile os detenham”, acrescentou o capitão.

A caça comercial de baleias está proibida desde 1986, mas diversas exceções permitiram países como o Japão, Islândia e Noruega a continuar com as capturas.

No Japão, que retomou em 1987 a caça de baleias alegando motivos científicos e desde então fixa de forma unilateral uma cota de mil animais anuais, o consumo da carne destes mamíferos teve uma queda em seu consumo nos últimos anos.

Fonte: Terra

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Paul Watson, fundador da Sea Shepherd, luta incansavelmente contra caça de baleias

Em 1975, o ex-marinheiro canadense Paul Watson, de 50 anos, eleito em 2000 pela revista Time um dos “heróis ambientais” do século XX pelo trabalho em defesa das espécies marinhas, participava da campanha do Greenpeace contra a caça de baleias pelos soviéticos. Em alto-mar, a tática era colocar seu bote inflável Zodiac entre o baleeiro e os animais, para impedir o ataque.

No confronto, Watson viu uma baleia ser ferida por um arpão que passou pelo bote. Temeu que ela revidasse, mas diz ter enxergado compreensão nos olhos do animal moribundo, que deslizou nas águas e desapareceu. “Ela podia ter nos matado, mas de certa forma sabia que estávamos ao seu lado”, diz. “Vi que a baleia fez uma escolha de não nos matar e isso fez toda a diferença na minha vida.”

Em 1977, Watson rompeu com o Greenpeace, que ajudara a fundar, alegando que ele se tornara “burocrático”. Criou a Sea Shepherd, ONG que faz uma espécie de guerrilha no combate a baleeiros, usando métodos como a invasão de embarcações e até colisões propositais no mar.

Watson é combativo e midiático. Em 1977, algemou-se a uma pilha de peles de focas para protestar contra a caça aos animais. Foi espancado por caçadores. Há dois anos, levou dois tiros. Escapou porque vestia um colete à prova de balas. O drama foi mostrado pela TV, no Whale Wars, espécie de reality show do canal Animal Planet sobre o trabalho da Sea Shepherd. “São riscos que você precisa tomar.”

Paul Watson e companheira de combate (Foto:Eric Cheng/REUTERS)

Segundo Watson, as estratégias da ONG permitiram salvar dezenas de milhares de baleias. A última ofensiva ocorreu em abril e frustrou a campanha anual de caça às baleias do Japão. Os baleeiros, que tinham uma cota de 935 animais para abater, mataram 507. Na guerrilha marinha, em janeiro, a equipe da Sea Shepherd lançou sua superlancha contra um baleeiro. O barco da ONG naufragou. “Barcos podem ser repostos, mas as baleias não”, diz Watson. O capitão da lancha Pete Bethune, está retido no Japão, aguardando o veredito do julgamento em que é acusado de ter invadido o arpoador. Pode pegar 15 anos de prisão.

Watson se defende das acusações de uso de violência. “Se eu fosse terrorista, estaria na prisão. O fato é que nunca ferimos ninguém e eu realmente não ligo para o que as pessoas falam.”

O canadense diz que seu trabalho está longe de acabar, porque países como Japão, Noruega e Islândia ainda caçam baleias para consumo de carne, usando como pretexto “fins científicos”. No fim deste mês, a Comissão Internacional de Baleias estuda liberar a caça com uma cota máxima. “É verdadeiramente uma organização inútil”, critica Watson. “Mas é a única coisa que temos, precisamos nos ater a isso. Leis internacionais eficazes deveriam existir, mas não há vontade política dos países para isso.”

Fonte: Estadão

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Sea Shepherd se defende de acusações de baleeiros japoneses

Por Raquel Soldera (da Redação)

O Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) emitiu um comunicado à mídia no final da quinta-feira (11), alegando que três barcos baleeiros japoneses foram atacados pela Sea Shepherd no confronto do mesmo dia (leia notícia publicada na ANDA aqui).

A Sea Shepherd Conservation Society nega esta alegação.

“Este é apenas uma tentativa do Japão de ganhar simpatia”, disse o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd. “Os navios da frota baleeira japonesa, o Shonan Maru 2, o Yushin Maru 1 e o Yushin Maru 2 atacaram o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, e tentaram destruir o helicóptero da Sea Shepherd no convés, utilizando canhões de água de alta potência. A tripulação do Steve Irwin retaliou o ataque, com sinalizadores de alerta e usando um bote inflável para atirar garrafas de manteiga podre no convés dos baleeiros. Foi um confronto muito intenso que durou cinco horas, mas não houve colisões nem feridos.”

A alegação dos baleeiros japoneses de que a manteiga podre causou ferimentos a marinheiros é falsa. Não é a primeira vez que os baleeiros japoneses alegam que a Sea Shepherd joga ácido, insinuando ser um líquido cáustico como ácido sulfúrico, quando na verdade é simplesmente manteiga podre, que também é conhecido como ácido butírico (ácido assim como o encontrado no leite, o ácido láctico, e o encontrado em suco de laranja, o ácido cítrico). Ácido butírico é uma substância fétida, mas não causa danos ao contato da pele. É menos ácida do que a cerveja.

Os navios da Sea Shepherd não tentaram danificar os motores dos baleeiros japoneses, tal como alegado pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos. Os navios Bob Barker e Steve Irwin se defenderam dos ataques com canhões de água e dispositivos acústicos de longo alcance (LRAD, em inglês), que também foram utilizados pelos baleeiros japoneses. O único perigo real foi quando as embarcações baleeiras japonesas se aproximaram dos navios da Sea Shepherd com seus arpões. A ação da Sea Shepherd foi defensiva, e não ofensiva.

Os três navios de arpão da frota japonesa são mais rápidos e mais ágeis que os dois navios da Sea Shepherd. Os japoneses alegarem que a Sea Shepherd atacou seus navios é ridículo, considerando que os navios da Sea Shepherd não têm a velocidade para interceptar um navio de arpão. A Sea Shepherd utiliza barcos infláveis apenas para lançar as bombas de manteiga podre para o convés dos baleeiros japoneses.

A acusação dos japoneses de que o navio Steve Irwin usou um canhão de água é totalmente sem sentido, considerando que existem seis canhões de água no navio Nisshin Maru e dois canhões de água em cada um dos navios arpão. Isso significa um total de 12 canhões de água contra um da Sea Shepherd.

Vale ressaltar que Sea Shepherd instalou um canhão de água para a campanha deste ano apenas para se defender dos ataques de canhões de água dos baleeiros japoneses.

A Sea Shepherd Conservation Society condena veementemente a frota baleeira japonesa de entrar novamente no Santuário de Baleias do Oceano Austral e pretende impedir quaisquer atividades de caça às baleias no Santuário. Todas as operações de caça foram encerradas na semana passada e a Sea Shepherd pretende continuar impedindo as operações por mais uma semana, aumentando o custo da frota baleeira japonesa, reduzindo os lucros obtidos com a caça e impedindo a matança de baleias.

Com informações da Sea Shepherd

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Novo confronto entre ativistas da Sea Shepherd e baleeiros japoneses dura mais de cinco horas

Por Raquel Soldera (da Redação)

Uma batalha foi travada entre os navios da Sea Shepherd Conservation Society e da frota baleeira japonesa, quando os baleeiros ignoraram um aviso do Sea Shepherd para não entrar novamente no Santuário do Oceano Austral.

A frota japonesa foi escoltada para fora do Santuário de Baleias do Oceano Austral na terça-feira, 9 (leia notícia publicada na ANDA aqui).

No entanto, a frota baleeira japonesa voltou para o Santuário no fim da tarde de quinta-feira (11). O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, alertou a frota do Nisshin Maru para que não entrasse no Santuário das Baleias. O Nisshin Maru respondeu com canhões de água e dispositivos acústicos de longo alcance (LRAD, em inglês). O Steve Irwin respondeu à agressão direcionando canhões de água ao navio Nisshin Maru.

Em seguida, os tripulantes do Steve Irwin tentaram lançar o helicóptero quando as três embarcações japonesas, utilizando-se de canhões de água, tentaram destruir o helicóptero da Sea Shepherd que estava na plataforma. O outro navio da Sea Shepherd, Bob Barker, se posicionou tentando bloquear as embarcações japonesas, enquanto os tripulantes do navio Steve Irwin dispararam foguetes de aviso para forçar os japoneses a recuar.




Confronto entre os navios Steve Irwin e Nisshin Maru. (Foto: Barbara Viega/Sea Shepherd)




O confronto entre os seis navios, quatro baleeiros japoneses e dois navios da Sea Shepherd durou mais de cinco horas. Muitos acidentes estiveram próximos de acontecer, mas não houve colisões, nem feridos.

A Sea Shepherd tentou irritar os baleeiros japoneses atirando manteiga podre. Todos os navios da frota baleeira japonesa recuaram e continuam em direção ao santuário de baleias do Oceano Antártico.

“Hoje faz uma semana que nenhuma baleia foi morta”, disse o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd Conservation Society. “Nosso objetivo agora é completar duas semanas, e depois de três semanas. Nós não vamos tolerar a morte de uma única baleia. Se eles tentarem matar uma baleia e tranferi-la para o navio Nisshin Maru, haverá colisões inevitáveis, porque não vamos nos retirar, nem deixar de bloquear a rampa de lançamento. Isso eu posso prometer”.

Com informações da Sea Shepherd

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Ativistas da Sea Shepherd são acusados de jogar ácido em baleeiros japoneses

Três tripulantes de um navio baleeiro japonês alegam terem se ferido por ácido corrosivo lançado por ecologistas que protestam contra suas atividades em águas da Antártida, informaram hoje fontes japonesas.

Os marinheiros dizem ter sofrido lesões em seus olhos e rostos por conta da agressão, segundo Glenn Inwood, porta-voz do Instituto Japonês de Investigação de Cetáceos, que assinalou que os ativistas estavam em um barco da organização conservacionista Sea Shepherd.

Os ecologistas confirmaram que atiraram ácido em direção ao pesqueiro, mas garantiram que não era tóxico. O fato ocorreu nesta quinta-feira (11), durante um confronto entre quatro embarcações japonesas e dois navios de ativistas ambientais nas águas do continente gelado.

Integrante (à esquerda) do grupo ecologista Sea Sheperd aponta o lançador de ácido para o baleeiro (Imagem: AP/Estadão)

Os ativistas primeiro tentaram bloquear o pesqueiro para danificar o motor, depois apontaram um laser cegante em direção aos tripulantes e por fim lançaram bombas de mau cheiro e o ácido corrosivo, segundo denunciaram os baleeiros.

Há dois anos os ecologistas perseguem os pesqueiros japoneses para sabotar suas atividades na Antártida, onde estão autorizados a caçar uma cota anual de baleias para estudá-las com “fins científicos”, segundo o Governo japonês.

Austrália e Japão estiveram a ponto de uma crise diplomática em 2009, quando um juiz australiano decidiu que era ilegal capturar cetáceos na reserva marinha declarada por Canberra no continente, cuja soberania não é reconhecida por Tóquio.

Pouco depois, um navio do Departamento de Alfândegas australiano vigiou e filmou durante semanas as atividades dos baleeiros japoneses, que foram atacados em várias ocasiões por ecologistas da Austrália e Nova Zelândia.

A Comissão Baleeira Internacional condena a atividade dos pesqueiros japoneses, mas Tóquio ignora os protestos e exige que seja cancelada a moratória vigente para permitir capturas de cetáceos em pequena escala.

Fonte: Estadão

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