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Debilitados, cães são resgatados após serem trancados em caixas escuras

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Nove cachorros foram resgatados de uma propriedade em Itatinga, no interior de São Paulo, após sofrerem maus-tratos. Debilitados, eles foram encontrados dentro de caixas escuras, nas quais estavam trancados.

O resgate foi realizado pela Polícia Civil, que encontrou 11 cachorros no imóvel e resgatou os 9 que estavam doentes. A propriedade fica localizada na área rural do município. O caso foi descoberto por causa de uma denúncia feita na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal.

Ao chegarem no local, os policiais confirmaram os maus-tratos. Segundo eles, 9 dos 11 cachorros estavam muito debilitados porque, além de serem mantidos trancados em caixas, viviam expostos às condições climáticas.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

De acordo com o que foi informado ao G1 pelos agentes, os cães não recebiam cuidados básicos de higiene e alimentação. O responsável pelos maus-tratos foi identificado e multado. Ele responderá pelo crime e será julgado pelo Juizado Especial Criminal de Itatinga.

Os cachorros resgatados foram retirados do local pela Vigilância Sanitária. Levados ao abrigo municipal, eles estão recebendo os cuidados necessários.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Jornalismo cultural, Notícias

Gases do efeito estufa alcançam níveis recordes na atmosfera

Consequências incluem temperaturas crescentes, condições climáticas extremas, escassez de água, aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e perturbações nos ecossistemas


Temperaturas crescentes, condições climáticas extremas, escassez de água, aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e perturbações nos ecossistemas. Essas são algumas das graves consequências que as gerações futuras enfrentarão devido às mudanças climáticas.

“Mais uma vez, batemos recordes”, afirmou o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas (Foto: Pixabay)

De acordo com o último Boletim de Gases de Efeito Estufa da Organização Meteorológica Mundial, os chamados gases do efeito estufa “de longa duração” causaram, desde 1990, um aumento de 43% no total de forças radiativas – responsável pelo efeito do aquecimento no clima.

“Mais uma vez, batemos recordes”, afirmou o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, referindo-se às 407,8 partes por milhão da última leitura realizada, em 2018 – ano referente aos dados apresentados no Boletim.

“Isso já aconteceu há dois anos e o aumento da concentração de dióxido de carbono continuou”, explica Taalas. “O aumento do ano passado foi praticamente o mesmo que observamos nos últimos 10 anos, em média”, acrescentou.

Dentre os gases que respondem pelo aumento, o CO² é responsável por cerca de 80%, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, cujos dados são citados no Boletim da OMM.

Dióxido de carbono: o mais prejudicial

O CO² é particularmente prejudicial no contexto do aquecimento global, pois permanece na atmosfera por séculos – nos oceanos por mais tempo, segundo a organização.

Taalas observou também que, a última vez que a Terra teve concentrações semelhantes de CO², a temperatura “era de 2-3 graus Celsius mais quente, e o nível do mar, 10 a 20 metros mais alto do que agora”.

Em relação ao metano, responsável por 17% das forças radioativas que aquecem o planeta, o secretário comentou que “também estamos quebrando recordes”, pois o aumento do ano passado “foi o segundo mais alto nos últimos 10 anos”.

De acordo com o documento, as leituras das medições globais indicam que o metano atmosférico (CH4) atingiu uma nova alta de 1.869 partes por bilhão (ppb) em 2018, mais de duas vezes e meia o nível pré-industrial.

Aproximadamente 40% do metano vêm de fontes naturais, como zonas úmidas e cupins, mas 60% vêm de atividades humanas, incluindo criação de gado e mineração.

O documento constata que para o CH4, o aumento de 2017 a 2018 foi maior do que o observado de 2016 a 2017 e da média da última década.

Aumento das concentrações de gases

Essa tendência de emissões crescente se repete no caso do óxido nitroso (N²O), com concentrações estimadas, em 2018, em 331,1 ppb – ou 123% acima dos níveis pré-industriais.

“O óxido nitroso contribuiu com cerca de seis por cento do aquecimento até agora”, disse Taalas.

“É proveniente de terras agrícolas e, novamente, temos batido recordes; o crescimento constante da concentração de N²O ainda continua”, acrescentou.

Com base nos dados atuais, não é estimado que as emissões globais enfraqueçam até 2030 (nem mesmo até 2020) se as políticas climáticas existentes permanecerem inalteradas, pressupõe a OMM.

Segundo a organização, resolver isso envolverá a promoção de fontes de energia não fósseis, uma vez que “produzimos 85% da energia global baseada em fontes fósseis – carvão, petróleo e gás”, explica Taalas, “e apenas 15% em energia nuclear, hidrelétricas e renováveis”.

De acordo com o secretário-geral da OMM, para ter sucesso na implementação do Acordo de Paris, “devemos reverter esses números nas próximas décadas”.

China é emissor número um

Destacando a necessidade de a comunidade global combater as emissões, a liderança da OMM explicou que os maiores poluidores “costumavam ser o continente da Europa, a região da América do Norte e os Estados Unidos da América, mas a China se tornou o emissor número um”.

Taalas também sublinhou o crescimento das emissões de países não membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e apontou a necessidade de uma perspectiva e estratégia globais para resolver o problema.

Segundo ele, “a União Europeia, os EUA ou a China não conseguem resolver isso sozinhos. É preciso ter todos os países envolvidos”, pontuou.

Embora os governos entendam que isso é um desafio, o mesmo ocorre com o setor privado, acrescentou Taalas, observando que as empresas estão “cada vez mais interessadas em encontrar soluções”.

Clique aqui para ter acesso ao último Boletim de Gases de Efeito Estufa da OMM.


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Borboleta-monarca se recupera de baixa populacional de 2010

Tempo mais frio e seco pode estar contribuindo com desaparecimento de borboletas-monarca (Foto: Miguel Tovar/AP)

A quantidade de borboletas-monarca que estão migrando de regiões do Canadá e dos Estados Unidos em direção ao México aumentou. O dado é positivo: no ano passado, houve uma queda recorde de 75% das espécies.

Ainda assim, continua a preocupação quanto à sobrevivência das borboletas a longo prazo. Mesmo com o crescimento deste ano, os números permanecem abaixo do nível adequado.

As flutuações vistas nas populações de insetos costumam ser normais na natureza, mas no caso das borboletas-monarca, a ameaça pode estar principalmente nas condições climáticas. Ou seja, temporadas mais frias e secas que atingem o Canadá e os Estados Unidos, onde ocorre sua procriação.

Outro fator, segundo o WWF (sigla do grupo conservacionista World Wildlife Fund), é o desmatamento em Michoacan, no México, cujas árvores serviam como um protetor natural das borboletas durante períodos de frio e chuva.

Para contornar o problema, o WWF, companhias privadas, grupos internacionais e o governo mexicano têm atuado no combate ao desmate ao longo dos últimos dez anos, agindo contra serralherias ilegais ou apoiando métodos de plantio.

O especialista em borboletas-monarca e professor de zoologia da Universidade da Flórida (EUA), Lincoln Brower aponta uma série de outras possibilidades para o declínio dos animais. Ele cita a mudança climática, alterações na fórmula de pesticidas e as plantações geneticamente modificadas.

As borboletas-monarca vivem muitos anos e são capazes de fazer a viagem de ida e volta entre Canadá-EUA e México. Brower atualmente investiga se os insetos marcam quimicamente o chão dos lugares que consideram seguro para seguir o trajeto no ano seguinte.

Fonte: Folha de São Paulo

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Fogos de artíficio foram os responsáveis pela morte de milhares de aves nos EUA

(da Redação)

Ornitólogos norte-americanos explicaram que a morte de milhares de aves na noite de ano novo, no Arkansas, EUA, é resultado do choque das aves com as casas, ao fugirem das árvores assustadas, em voo baixo, devido aos fogos de artifício.

Os cinco mil pássaros, em sua maioria turpiais e estorninhos, de pequeno porte, morreram ao se chocarem contra os prédios e carros.

Os cientistas explicaram que são aves que não voam à noite e dormem abrigadas, em grupo. Além do mais, as condições climáticas naquela noite eram más, com fraca visibilidade e muito vento. Assim, assustados, os pássaros fugiram desnorteados e em voo baixo, o que os levou contra as edificações.

Habitantes da cidade de Beebe, no Arkansas, testemunharam o sucedido. “Ouvimos petardos e um minuto depois ouvimos os pássaros a bater contras as janelas”, recordou um dos populares ouvidos pela Audubon Society, a autoridade máxima ornitológica dos EUA.

Nota da Redação: Mais um triste exemplo dos terríveis efeitos do barulho provocado pelos fogos. É preciso consciência nas comemorações. Esse tipo de barulho é sinônimo de neurose e não de alegria. Cinco mil aves morreram de susto. Um absurdo!

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