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Golfinhos criam vínculos com base em afinidades como humanos

Considerados os mamíferos mais inteligentes entre as criaturas marinhas, os golfinhos tem sido comparados em muitos estudos aos seres humanos. Agora os cientistas descobriram outro ponto de semelhança entre seres humanos e seus primos cetáceos: como nós, os golfinhos fazem amigos com base em interesses mútuos ou afinidades.

No caso do golfinho-nariz-de-garrafa do Indo-Pacifico (Tursiops aduncus), os indivíduos tendem a sair em conjunto com outros que usam a mesma ferramenta para procurar por alimento.

Essa ferramenta é uma esponja do mar. Nas águas da Shar Bay (Baía dos Tubarões), na costa oeste da Austrália, os golfinhos foram observados usando esponjas como um dedal para proteger seus bicos enquanto se alimentam, permitindo que eles tenham acesso a alimentos em canais de águas mais profundas do que os golfinhos que não usam as esponjas.

Foto: Stephanie King
Golfinho “esponjador” | Foto: Stephanie King

Este é o único lugar no mundo em que esse comportamento foi visto, e tem sido bem documentado em golfinhos do sexo feminino que adotam as esponjas ao longo das linhas matrilineares, passando o truque de mãe para filha. Eles também tendem a se associar com outros “esponjadores” ou utilizadores de esponja.

Os machos parecem usar a técnica muito menos. Os cientistas acreditam que isto poderia ser porque a esponja – que se consome com o tempo – estava possivelmente a afastar-se de comportamentos adultos específicos do sexo masculino, como fazer amigos com outros golfinhos do sexo masculino.

Mas, depois de um extenso estudo sobre o uso de esponjas entre os golfinhos machos de Shark Bay (Baía dos Tubarões na Austrália), os pesquisadores descobriram que poderia haver um benefício na atividade, e parece ser um benefício social, afinal.

“Forragear (procurar alimento) com uma esponja é uma atividade demorada e em grande parte solitária, então foi considerado incompatível com as necessidades dos golfinhos machos em Shark Bay – investir tempo na formação de alianças próximas com outros machos”, disse o biólogo Simon Allen, da Universidade de Bristol.

“Este estudo sugere que, como suas contrapartes femininas e de fato como os humanos, os golfinhos machos formam laços sociais baseados em interesses compartilhados”.

Foto: David Tipling
Foto: David Tipling

A equipe analisou diversos dados coletados em 124 golfinhos do sexo masculinos em Shark Bay de 2007 a 2015, incluindo dados fotográficos, genéticos e comportamentais. Para os propósitos do estudo, eles identificaram 37 golfinhos dentro desse grupo que eram ou esponjosos (faziam uso da esponja) adultos ou não-esponjosos adultos – 13 dos primeiros e 24 dos últimos.

Eles descobriram que os golfinhos que faziam uso da esponja tendiam a passar mais tempo com outros esponjadores do que com não-esponjadoras – e essa relação não podia ser facilmente atribuída a outros fatores. Por exemplo, o quanto os dois golfinhos machos pareciam próximos não parecia ter um impacto significativo no tempo de folga.

Seu interesse comum em esponjas, no entanto, teve. Embora os esponjadores (aqueles que fazem uso da esponja) passassem mais tempo sozinhos, quando eram vistos com outros machos, na maior parte das vezes, seria com outro utilizador de esponja.

Isso sugere que os esforços associados ao uso da esponja para os golfinhos do sexo masculino podem ser compensados pelos benefícios de uma forte ligação entre golfinhos.

“Golfinhos machos em Shark Bay exibem um fascinante sistema social de formação de alianças”, explicou a bióloga marinha Manuela Bizzozzero, da Universidade de Zurique.

“Esses laços fortes entre os machos podem durar por décadas e são fundamentais para o sucesso de acasalamento de cada um deles. Ficamos muito entusiasmados em descobrir alianças de esponjadores, golfinhos formando amizades próximas com outros com traços similares aos deles”.

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Islândia cancela a temporada de caça às baleias de 2019

Baleia-comum | Foto: LifeGate
Baleia-comum | Foto: LifeGate

A Islândia não caçará baleias-comuns (Balaenoptera physalus) este ano, poupando a vida de mais de cem mamíferos marinhos.

A Hvalur hf., única companhia na ilha nórdica que caça baleias-comuns, anunciou que não vai matar os cetáceos neste verão. A empresa recebeu sua licença de caça às baleias muito tarde para terminar de consertar seus barcos a tempo para a temporada.

“Não haverá temporada de caça às baleias”, disse Ólafur Ólafsson, o capitão do navio baleeiro Hvalur 9, disse ao Stöð 2. “Assim [as baleias] poderão nadar em paz pelo país. Nós vamos ‘pegar mais leve’ nesse meio tempo”.

“A permissão chegou tão tarde”, disse ele. “Não havia chegado até o final de fevereiro, e peças de reposição precisam ser encomendadas. Isso leva de seis a oito semanas, até dez semanas, e os navios precisam receber manutenção. Naquela altura, a temporada de caça já havia acabado”.

Os dois navios baleeiros operados pela empresa Hvalur, que mataram cerca de 146 baleias em 2018, permanecerão no cais durante a temporada. Algumas baleias ainda serão mortas por barcos na Islândia este ano; Hrafnreyður está autorizado a caçar baleias-anãs nesta temporada e planeja fazê-lo no final deste mês, segundo a Iceland Review.

Por que as baleias-comuns são caçadas?

A segunda maior espécie de baleias da Terra depois da baleia azul, a baleia-comum foi comercialmente caçada no século passado por petróleo, carne e barbatanas. As baleias-comuns no Atlântico Norte estão listadas como ameaçadas de extinção, segundo o World Wildlife Fund (WWF).

A organização não-governamental acrescentou que a perda de habitat, o lixo tóxico no oceano e a mudança climática também estão diminuindo os números da população da espécie.

A caça comercial de baleias ainda é uma ameaça para as baleias-comuns. A Islândia retomou a caça comercial à baleia em 2013 depois de um hiato de dois anos, anunciando que permitiria que mais de 2 mil baleias fossem mortas durante um período de cinco anos.

A medida foi tomada apesar do declínio do interesse da população em comer carne de baleia – a maior parte da carne vai para os mercados japoneses – e do fato de a Comissão Internacional da Baleia proibir a caça comercial de baleias desde 1987.

Mais pessoas estão se voltando para os frutos do mar baseados em vegetais para evitar a crueldade aos animais e os danos ecológicos.

A exploradora da National Geographic, bióloga marinha e oceanógrafa, Dra. Sylvia Earles, afirma que os frutos do mar livres de crueldade e vegetarianos poderiam ajudar a salvar nossos mares.

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Cinco doenças comuns que você precisa estar atento no cão ou gato

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Ter um animal doméstico em casa é algo extremamente positivo para o tutor e para o animal. Se cuidado com amor, carinho e segurança, com uma boa ração e cuidados, o animal adoecerá poucos. Mas segundo a médica veterinária Janaína Dias, mesmo assim os animais ficam doentes, e algumas dessas doenças são bem comuns e fáceis de tratar, mas se o tutor não dá atenção, podem fazer muito mal.
“Cães e gatos também adoecem, assim como nós, seres humanos. Então existem algumas doenças de um quadro mais comum que precisam ser observadas, ainda mais se o animalzinho está envelhecendo”, recomenda.

Ela ainda explica que todo diagnóstico deve ser feito por um veterinário especializado e que medicar seu animal sem a supervisão de um profissional pode ser prejudicial. “Evite colocar qualquer medicação que não seja assistida pelo veterinário de sua confiança, pois as doenças são comuns mas possuem diferentes estágios, gravidades e reações de cada tipo de organismo”, indica a profissional. Conheça algumas dessas doenças e fique atento.

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1. Otite
A otite é a popular inflamação de ouvido nos cães e gatos. A doença costuma ter origem infecciosa, parasitária, fúngica ou seborreica e se não for bem tratada pode causar até mesmo infecção generalizada ou meningite. Além da coceira intensa nas orelhas e o balançar frequente da cabeça do animal, uma secreção amarelada e com pedaços pretos, além de mau cheiro, tomam conta das orelhas do seu cão ou gato. O diagnóstico deve ser feito por um veterinário através de exames, e o tratamento é realizado com antibióticos, antifúngicos e antiparasitários, dependendo da causa. Para prevenir, evite deixar entrar água na orelha do animal e fique sempre atento às coceiras.

2. Sarna
A sarna é uma doença causada basicamente por ácaros, tanto nos cães quanto nos gatos. Entre os sintomas estão a descamação da pele, perda de pelo e é claro, a coceira incômoda. O tratamento de sarna pode ser feito na forma de banhos usando produtos acaricidas ou loções tópicas, dependendo da gravidade da doença. O veterinário poderá optar por medicação injetável para tratar da sarna, mas essa aplicação só deve ser feita por um profissional.

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3. Erliquiose
Conhecida como a “doença do carrapato”, a erliquiose é mais comum em cães mas também pode afetar os gatos. Inclusive, os tutores podem contrair a doença, uma vez que esta é uma zoonose, doença que passa do animal para o homem. Os sinais clínicos da Erlichiose são: febre, anorexia, fraqueza muscular, secreção nasal purulenta, insuficiência hepática e renal. O tratamento começa pela retirada dos carrapatos, em seguida são usados antibióticos. Por causar anemia, prevenir e tratar são medidas importantes pois a Erlichiose é uma doença que tem cura.

4. Insuficiência renal
É a alteração na capacidade de filtragem dos rins, o que acarreta a retenção de ureia e creatinina – dois compostos tóxicos – no sangue e, em compensação, e na eliminação de água, vitaminas e proteínas importantes pela urina. A causa mais comum dessa doença é o envelhecimento do seu animal. Nos casos agudos, pode ser causada por fatores tóxicos ou infecciosos. O agravamento da doença pode provocar infecções do trato urinário, úlceras na boca e no estômago e pressão alta que leva à cegueira. Entre os sintomas estão: perda de apetite, beber muita água, vômitos, anemia e diarreia. O tratamento é feito estabelecendo uma dieta pouco proteica com suplementos e em alguns casos, até mesmo a hemodiálise.

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5. Depressão
Ainda faltam estudos que expliquem exatamente o que acontece no cérebro dos animais melancólicos, mas alguns apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos. O animal passa a recusar comida e brincadeiras, muda drasticamente de comportamento e fica arredio. Entre as causas estão grandes mudanças, separações e solidão são os principais fatores por trás do quadro depressivo.

A angústia em cães geralmente é sinalizada pela mania de se lamberem freneticamente. Alguns, de tanto fazer isso, até ficam com feridas graves nas patas. Entre os felinos, é o dorso que acaba machucado por essa compulsão. Atenção, cuidado e carinho, podem ajudar no quadro. Se o animal fica sozinho tempo demais, talvez seja o caso de arrumar outro bichinho para fazer companhia. Florais podem ajudar.

Fonte: Mídia Max

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Conheça três problemas de saúde comuns em gatos que merecem atenção

Foto: sxc
Foto: sxc

Os gatos são animais bastante discretos mesmo quando o assunto é a própria saúde. Mas até o gatinho mais resistente não consegue esconder certos sintomas que servem de alerta de que algo não vai bem e ele precisa de ajuda. Selecionamos os três problemas mais frequentes e que precisam ser avaliados pelo veterinário sempre.

1. Vômitos

O vômito, embora seja bastante comum, não deve ser encarado como algo normal. Ele pode aparecer por diversas causas, desde o excesso de pelo acumulado no estômago até problemas graves como corpo estranho, envenenamento, infecções, problemas renais, disfunções endócrinas, entre outros. Vômitos podem causar desequilíbrio dos eletrólitos, desidratação e fraqueza. Precisa ser corretamente investigado e tratado.

2. Doença do trato urinário inferior felina

Esse problema urinário tão frequente nos gatos pode ter inúmeras causas. Acomete machos e fêmeas, embora tenha algumas particularidades dependendo do sexo do animal. Animais em situação de estresse, com sobrepeso ou com dieta imprópria podem ser potenciais vitimas desse problema. Os sintomas podem ser desde a presença de sangue na urina, dificuldade para urinar, aumento na frequência de micção, miado de dor ao urinar, escapes de urina fora do local habitual, lamber em excesso a região do órgão genital na tentativa de aliviar o incômodo, até depressão, falta de apetite, vômitos e desidratação. Esta doença é muitas vezes uma emergência médica, principalmente em machos que podem ficar obstruídos sem conseguir urinar. Por isso a avaliação veterinária é imprescindível a qualquer sinal de doença urinária.

3. Diarreia

Assim como os vômitos, existem variadas causas para a diarreia. Esse sintoma nao deve ser menosprezado. Intoxicação alimentar, infecção intestinal, problemas renais e/ou hepáticos, verminose e viroses podem causar diarreia em seu gato. O tratamento adequado depende do diagnóstico correto.

Fonte: Época

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Conheça os nomes de cachorro mais comuns no Brasil

Foto: Divulgação
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Totó? Duque? Nada disso. O SINDAN (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) encomendou uma pesquisa para saber quais são os nomes preferidos pelos brasileiros.

Confira o resultado:

1. Mel

2. Nina

3. Billy

4. Bob

5. Susi

6. Princesa

7. Rex

Está em dúvida de qual nome escolher pro seu cachorro? Veja a lista com mais de 1.000 nomes que preparamos pra você.

Fonte: Catraca Livre

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Saiba cinco problemas comuns em cães idosos

Foto: Thinkstock
Foto: Thinkstock

A vida passa rápido, principalmente quando pensamos na vida de um cão. Estima-se que um quarto da vida de um cachorro corresponde à fase “senior”, ou como gostamos de dizer, à terceira idade. E a tendência é que esta proporção aumente cada vez mais.

Por volta dos 6 a 7 anos de idade, o corpo do cão começa a apresentar os primeiros sinais de velhice. Mas os tutores não devem atribuir todo e qualquer desconforto ou limitação à idade avançada, e sim buscar auxílio para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao animal. Para prevenir e detectar doenças ainda na fase inicial, é recomendado levar o cachorro ao veterinário a cada seis meses.

Selecionamos cinco problemas bastante comuns em cães idosos. Confira abaixo como preveni-los, ou, ao menos, minimizar seus efeitos na vida do cachorro.

1. Doença periodontal – É o problema mais comum em cães adultos e idosos. Se não for tratada, pode levar a infecções graves; perda dos dentes; alterações ósseas na mandíbula e no maxilar; e dificuldade para se alimentar, provocando fraqueza, perda de peso e baixa da imunidade. A escovação dental diária durante toda a vida, assim como a limpeza periódica feita pelo veterinário, auxiliam a prevenção.

2. Obesidade – Com a idade, diminuímos erroneamente a atividade física e os estímulos (por meio de passeios e brincadeiras), e ao mesmo tempo, aumentamos a oferta de comida e petiscos. Respeitando os limites individuais do seu cão, é fundamental usar a criatividade para manter sempre a boa forma e uma alimentação saudável.

3. Artrite – Seja por desgaste, por diminuição da lubrificação, problemas genéticos ou traumas, com o passar dos anos as articulações podem causar desconforto e dor ao levantar, caminhar ou deitar. O uso de protetores articulares, a manutenção do peso ideal para a raça, terapia com acupuntura, fisioterapia e, em casos agudos, medicações específicas, possibilitam conviver com o problema sem prejudicar a qualidade de vida do animal.

4. Hipotireoidismo – Animais com sobrepeso, baixa atividade física, sonolentos e com lesões na pele e pelos podem sofrer de hipotireoidismo. Se não for diagnosticada e tratada adequadamente, a doença compromete muito a vida do animal. Por acometer em sua maioria cães idosos, os tutores muitas vezes associam os sintomas à idade avançada e não buscam auxílio veterinário. Por isso, qualquer alteração no comportamento e na rotina de seu cão deve ser informada ao veterinário para um correto diagnóstico e tratamento.

5. Câncer – Assim como acontece com as pessoas, o aumento do tempo de vida acaba trazendo à tona algumas doenças que em jovens são menos frequentes, como câncer. A doença não tem cura. Mas a noticia boa é que para grande parte dos tumores benignos ou malignos (câncer) em cães, existe tratamento para minimizar os sintomas e levar um pouco de conforto ao animal.

Quem escolheu ter um cão quer que ele viva por muitos e muitos anos. E quer, acima de tudo, que este tempo de vida seja aproveitado ao máximo, com muito amor, carinho, conforto, saúde e bem estar.

Fonte: Época

 

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Veterinária alerta que dermatites alérgicas são comuns em cães

Um dos problemas de saúde mais comuns entre os pets são as doenças de pele. Coceira, vermelhidão, ferida e queda de pelo são os principais sintomas de que o animal está com algum problema dermatológico. O mais comum deles é a dermatite alérgica.

Segundo a médica veterinária Sirlei Manzan, as alergias cutâneas representam 15% das consultas em sua clínica e a mais comum entre os pets é a atopia, causada pelo contato com ácaros, bolores, pólen e poeira.

Há também a alergia causada pela picada de pulga. Atualmente existem vários produtos no mercado que combatem de forma eficaz o inseto deixando o animal livre desse tipo de alergia.

Outra forma de dermatite alérgica é a alimentar. Segundo Sirlei, uma das formas de evitar o mal é dar aos pets apenas produtos destinados a eles. “Doces, pães, queijo e outros alimentos que comemos devem ser evitados”, afirmou a veterinária.

Esse é o caso da poodle Meg, a cadela de 12 anos, que, além de alergia alimentar, possui atopia. A estudante Janaína Fernandes conta que Meg sempre sofreu com coceiras pelo corpo e, com a idade, o quadro clínico piorou.

No ano passado, Janaína Fernandes decidiu fazer teste alérgico em Meg. O resultado mostrou que a poodle é alérgica a perfume, cigarro, poeira, grama, milho, cenoura e tomate. “Ela toma medicamentos à base de corticoide e come uma ração hipoalergênica. Fico agoniada quando a Meg começa a se coçar e por isso nem penso, faço qualquer coisa para que ela fique bem”, disse.

Além das alergias como a de Meg, há dermatites provocadas por tristeza, estresse, depressão e outras causas emocionais. “Todo animal que lambe a pata possui alguma doença psicológica. Nesse caso é preciso entrar com tratamentos antidepressivos e ansiolíticos”, disse a veterinária.

Micoses e piodermites são outros tipos de doenças de pele que exigem atenção. As micoses são causadas por fungos e são transmissíveis, inclusive ao homem. E as piodermites são infecções mais profundas, causadas por bactérias.

Outro tipo de doença de pele está ligado a problemas nas glândulas tireoides e na glândula supra-renal. Segundo a veterinária, as dermatites hormonais estão sempre ligadas a outros problemas de saúde como hipotireoidismo, a obesidade e problemas renais.

Doença possui dois tipos e é transmissível

Popularmente conhecida, a sarna é outro problema comum dos pets. Existem dois tipos delas, a escabiose, transmissível a outros animais e ao homem, e a demodécica, considerada mais grave e transmitida nas primeiras horas de vida da mãe para o filhote, que é amamentado.

A dona de casa Cristiane Silva descobriu que seu cachorro Fred tinha sarna demodécica na primeira semana que chegou à sua residência. O shitzu de 3 anos apresenta os sintomas da doença sempre que está com a imunidade baixa.

Cristiane já chegou a gastar R$ 700 reais por mês em tratamentos para Fred. A dona de casa conta que, quando descobriu a doença, foi muito difícil. “Tinha acabado de perder meu marido e tive que cuidar do Fred. Ele apresentava sangramento e cerca de 90% de sua pele estava com ferida”, disse.

Uma amiga da dona de casa até sugeriu que o cachorro fosse sacrificado, mas, mesmo diante das dificuldades, Cristiane não desistiu de Fred. “Acho que, por conta das perdas que tive na vida, criei um envolvimento maior com meu cachorro, é um amor incondicional”, afirmou a dona de casa.

Depois de muita luta, a doença de Fred está controlada. Cristiane segue rigorosamente as orientações da veterinária e o shitzu visita a clínica semanalmente para tomar antibióticos e remédios para aumentar a imunidade.

“Pela primeira vez, o Fred está há três meses sem ter a doença e mesmo ainda gastando cerca R$ 300 por mês, vejo que valeu a pena não sacrificá-lo. A companhia de Fred me faz muito bem. Ele é muito carinhoso.”

Formas de tratamento e prevenção das doenças de pele

De acordo com a médica veterinária Sirlei Manzan, cada doença tem uma forma de tratamento. “De uma forma geral, todas precisam de tratamento tópico com xampu. Algumas de medicação oral como antifúngicos e antibióticos, outras de reposição hormonal. E algumas alergias podem necessitar até de vacinas ou mudança drástica na dieta e no ambiente do animal”, afirmou.

Com exceção das dermatites que são de origem genética, muitas doenças de pele podem ser evitadas com cuidados simples. “É preciso manter o animal sempre limpo e em um ambiente adequado”, disse Sirlei.

Os banhos devem ser frequentes com produtos apropriados ao tipo de pelo e pele do animal. Pelos com nós ou molhados formam um ambiente propício para o aparecimento das dermatites.

A veterinária deixa uma alerta aos proprietários de cães. “Nem sempre feridas pelo corpo é sinal de dermatite. Uma doença grave e fatal para cães e humanos é a leishmaniose que tem como sintoma justamente o aparecimento de feridas pelo corpo. Por isso, o ideal é que, ao encontrar alguma ferida no animal, procure um médico veterinário o mais rápido possível”, disse Sirlei Manzan.

Fonte: Correio de Uberlândia

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