Notícias

Moradores fazem vaquinha para encontrar cachorro comunitário desaparecido

Toco tem até crachá de gerente | Fabio Emerim

O cãozinho sem raça definida Toco Daniel, conhecido como “gerente” do estacionamento Marujo, em Canoas, está desaparecido desde 31 de dezembro. Toco costumava levar os clientes do carro ao portão — em março do ano passado, recebeu até um crachá mostrando sua função. Rapidamente, ganhou muitos fãs e viralizou na internet após um tuíte com a sua foto.

O dono do estabelecimento, Altamiro Daniel, conta que viu Toco pela última vez no dia 31, no estacionamento em que o cachorro mora. O proprietário foi para casa, como sempre fez, para passar o Ano-Novo com a família. No outro dia, ao chegar ao local, Toco não estava mais lá. Altamiro pensou que ele havia feito um passeio e que logo voltaria:

“Sumiu na virada em função dos fogos. Achei que ia aparecer, pois tem livre acesso”.

No dia 2, com o cachorro ainda desaparecido, Altamiro começou a espalhar mensagens pelos grupos do WhatsApp pedindo ajuda para encontrá-lo.

Anúncio está sendo enviado por WhatsApp | Altamiro Daniel

Foi Eliane, uma cliente do estabelecimento, e Daiana, filha de Altamiro, que sugeriram fazer uma vaquinha e oferecer o dinheiro como recompensa para quem encontrar o cachorro. Cerca de 40 pessoas juntaram R$ 500.

“O clima está péssimo sem ele. Muita gente pergunta pelo Toco. Não apenas os clientes, mas quem passa por aqui”, diz Altamiro. “Tenho esperança que ele vai aparecer”.

Informações podem ser enviadas para o número (51) 99658-6732.

Fonte: Gaúcha ZH

​Read More
Notícias

Cão comunitário foge após se assustar com fogos em Curitiba (PR)

Um cão comunitário que vive no terminal de ônibus do Barreirinha, no município de Curitiba, no Paraná, fugiu do local após se assustar com o barulho de fogos de artifício. Horas depois, o animal retornou ao terminal.

O período em que o cachorro esteve desaparecido, no entanto, foi suficiente para desesperar protetores de animais. Pitoko, como é chamado, assustado com os ruído provocado pelos explosivos, entrou em um ônibus, na tentativa de se proteger. Em seguida, o veículo saiu do terminal, levando o cão.

(Foto: Reprodução/Facebook)

A presença do animal no ônibus foi percebida por uma passageira, que reconheceu Pitoko no momento em que ele desceu do veículo, na estação-tubo do Círculo Militar, no Centro do município, e seguiu em direção a uma lanchonete.

“Ela [a passageira] mandou uma mensagem para o segurança que trabalha no terminal e logo depois ele me avisou. Eu estava no shopping almoçando e entrei em desespero. Meu marido e eu paramos de comer, levamos nossos amigos para casa e voltamos para o Centro para começar as buscas”, contou a protetora Neusa dos Santos. “Nós parecíamos dois zumbis procurando o Pitoko. Ele reconhece meu assovio, então eu andava assoviando pelas ruas. Não sei nem o que as pessoas estavam pensando. Passamos pela reitoria da UFPR, seguimos para o Alto da XV, voltamos para a Rui Barbosa e nada”, relembrou a protetora ao relatar as buscas que fez pelo cão na região onde ele desceu do ônibus. Até gorjetas foram dadas por ela e pelo marido a pessoas em situação de rua para que elas ajudassem a procurar o cachorro.

Apesar da frustração ao procurar pelo cão sem conseguir encontrá-lo, Neusa logo recebeu uma boa notícia. Isso porque o guarda do terminal viu Pitoko descer de um ônibus da mesma linha em que havia entrado para se proteger do barulho dos fogos. Neusa, de imediato, foi até o terminal para ver como estava o animal e disse ter encontrado Pitoko “feliz e tranquilo”.

“Eu corri para o terminal e quando ele me viu, veio correndo feliz me abraçar. No fim, a situação foi bem engraçada. Acho que ele só queria dar uma volta”, brincou Neusa.

Pitoko, Max e Zoinho

Além de Pitoko, outros dois cachorros comunitários vivem no terminal do Barreirinha: Max e Zoinho. Os três recebem atendimento veterinário através de serviços prestados pela Prefeitura, mas são alimentados e supervisionados por voluntários.

Os animais, no entanto, não são contabilizados por nenhum tipo de pesquisa. Isso porque não há, em Curitiba, dados que indiquem o número de animais abandonados na cidade. A ausência da estatística prejudica a elaboração de políticas públicas voltadas aos animais.

No início de 2018, a Rede de Proteção Animal prometeu iniciar uma campanha para tentar encontrar novos lares para cachorros que vivem em terminais de ônibus, já que não há consenso sobre a manutenção dos animais nestes locais. As informações são do portal Tribuna PR.

A busca por adoção é uma forma de oferecer uma vida melhor aos animais e, inclusive, protegê-los de ações infelizes como a que foi promovida no ano passado no terminal de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Na época, sirenes foram colocadas no local pela empresa administradora do terminal com a intenção de espantar os cachorros.

A veterinária Adriane Molardi Bainy afirmou que o zunido emitido pelas sirenes pode ser prejudicial aos animais. “Pode afetar o tímpano se for muito alto. Em casos mais extremos pode gerar lesão física. Além do dano psicológico. É um barulho mecânico, logo é novo, que eles nunca ouviram enquanto filhotes. É o que gera o susto, a fobia. Eles associam o barulho a uma sensação muito ruim. Por isso se escondem”, explicou.

A veterinária disse ainda que o incômodo permanente pode agravar problemas cardíacos e endócrinos, especialmente em cães idosos. “Obviamente tem um impacto. A audição dos cães é duas vezes mais sensível que a nossa. Nós escutamos sons na faixa de 15 a 20 mil hertz. Cães escutam de 10 a 40 mil. Eles ouvem qualquer som numa distância quatro vezes maior do que nós”, disse.

PL prevê proibição de fogos de estampido

O caso de Pitoko teve um final feliz. Muitos outros, no entanto, não terminam bem. Animais desaparecem definitivamente, outros são atropelados enquanto correm em desespero pelas ruas, além dos que morrem em decorrência de paradas cardíacas, devido ao barulho dos fogos de artifício.

Há, no mercado, explosivos que produzem o efeito visual no céu sem promover barulho. No entanto, a preferência das pessoas, lamentavelmente, continua sendo por aqueles fogos que provocam um som alto. O barulho aterroriza animais e, numa tentativa de protegê-los, a vereadora Fabiane Rosa (PSDC), em 2017, apresentou um projeto de lei na Câmara dos Vereadores de Curitiba por meio do qual estabelece a proibição do uso de fogos de estampido na cidade.

 

No texto, a parlamentar argumentou que os fogos levam os animais a quadros de ansiedade, tremores, taquicardia, latido e choro excessivo e, em casos extremos, a morte. Um abaixo-assinado online de apoio ao projeto foi criado por ativistas.

O PL, que aguarda análise do plenário, já passou pelas comissões de Legislação, Justiça e Redação, Saúde, Bem-Estar Social e Esporte, Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

​Read More
Notícias

Hospital veterinário comunitário comemora um ano de funcionamento

O Hospital Veterinário do Recife (HVR), localizado no bairro do Cordeiro, atende gratuitamente os moradores que tutelam animais domésticos, sobretudo os de baixa renda, há um ano.

Para celebrar a data, na manhã de sexta-feira (8) foram distribuídos brindes para os cachorros e gatos que estiveram presentes na unidade de saúde das 8h às 12h.

Animais sendo atendidos no hospital veterinário de Recife
Hospital Veterinário do Recife oferece castração gratuita de cães e gatos (Foto: Luciano Ferreira/PCR/Divulgação)

Além disso, a Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais do Recife (Seda) ampliou a quantidade de linhas telefônicas para facilitar a marcação de consultas e castrações, e vai lançar um cartão de identificação dos pacientes e uma carteira de vacinação.

A partir desta semana, as pessoas que levarem o seu cachorro ou gato ao hospital poderão fazer o cartão de identificação do animal, com foto, nome, raça, sexo, nome do tutor e um número de cadastro, que facilitará a localização do prontuário do paciente no sistema acessado pelos veterinários. Essa ficha clínica contém, por exemplo, o histórico de doenças do animal, as informações dos atendimentos já feitos na unidade de saúde etc.

A carteira de vacinação personalizada do hospital tem, além do espaço para colar o adesivo da vacina tomada e a data da próxima dose, as informações completas do animal.

O agendamento de consultas para o Hospital Veterinário, que já era feito pelos telefones 3355-9415 e 3355-8179, em horário comercial, agora também pode ser feito pelos números 3446.9126 e 3446.6201. Já as cirurgias de castração, que eram agendadas apenas pelos telefones 3355-8639 e 3355-9413, agora também poderão ser marcadas pelo telefone 3446-9808, das 8h às 12h e das 14h às 17h, nos três primeiros dias úteis de cada mês.

Fonte: Diário de Pernambuco

​Read More
Notícias

Cão comunitário é protegido por lei e recebe carinho da população de Catanduva (SP)

05
Divulgação

A Lei Estadual 12.916/2008 oferece ao cão comunitário moradia e condições de sobrevivência. Em Catanduva, a Lei está sendo praticada e o cãozinho Duque que fica no Terminal Urbano foi o primeiro animal amparado. A casa do cãozinho tem chamado à atenção das pessoas que por ali passam. E, além de receber o carinho da população ele também está amparado de acordo com a Lei e até ganhou casinha, comida, água, microchipagem, esterilização e roupinha. A ação é realizada entre o município, voluntário e tem o respaldo de uma ONG de proteção aos animais.

“Toda vez que venho no terminal trago alguma coisa para o Duque, ele é muito dócil e se eu não morasse em apartamento pegaria ele para mim”, diz a diarista Adelaide Matias de Barros que habitualmente frequenta o Terminal Urbano de Catanduva. O cão comunitário recebeu do município a esterilização e a microchipagem.

“O Duque foi o nosso primeiro cãozinho que recebeu a esterilização e a microchipagem, mas em Catanduva deve ter mais de 100 cachorros em situação de rua e mais de 550 gatos. Só que para os gatos, por ser mais arrisco e não ter parada fixa, aí fica mais difícil de protegê-los, mas os cães temos a expectativa de ampará-los de acordo com a Lei Estadual”, explica Naiara Fonseca, diretora do Centro de Controle de Zoonoses de Catanduva (CCZ).

A doação da casinha foi realizada por meio das protetoras da ONG Aumigas do Pet que também é liderada por Naiara. “Sempre estamos realizando na cidade ações em prol dos animais carentes. E a compra da casinha foi possível por meio de doação, cada pessoa doa o que pode e agente compra. Além da casinha também compramos o cadeado e a corrente para amarrarmos ela no local. Também compramos potes para água e comida e a própria comunidade ajuda em abastecer os potinhos”, diz Naiara.

A Lei Estadual tem como objetivo proteger o animal do frio e dar direito a alimentação e condições dignas de vida. “No Terminal, o Duque já tem seus “donos”. Ele é muito querido pelos taxistas e comerciantes que diariamente oferecem comida e água limpa. Então a casinha, a esterilização e a microchipagem vem para protegê-lo ainda mais”, frisa Naiara.

04
Divulgação

Os primeiros bairros que serão atendidos com a Lei Estadual são: o Centro, o Cidade Jardim, o Km-7 e o Pachá I.

“Conhecemos o Duque por meio de um pedido que foi feito nas redes sociais para ajudá-lo a protegê-lo do frio. Um munícipe pediu a nossa ajuda e levamos ele ao veterinário onde foi diagnosticado com a doença do carrapato e problema grave de pele. Ele atualmente está sendo medicado duas vezes ao dia pelas protetoras e recebe o carinho da população que frequenta o local. A noite, além da caminha também colocamos a roupinha para esquentá-lo do frio”, aponta Naiara.

Outro cachorro que é atendido com todo carinho da população é o Gordo.

“O Gordo é um cachorro que há anos está no centro da cidade e os comerciantes o adoram. Pela manhã ele até tem a sua rotina de ir em cada estabelecimento”, conta Naiara. No Cidade Jardim um animalzinho também já foi atendido e tem como protetoras as moradoras do local. O cão comunitário também pode ser adotado.

“Um dos objetivos da lei é justamente esse: que ele tenha moradia digna. E as pessoas que se interessar em adotar – pode adotá-lo sim. Por enquanto ele está na rua e recebe a sua casinha, água e demais cuidados. Mas um dos objetivos é que a população possa conhecê-la, saber que ele é comunitário, que não é apenas um cão que saiu para dar uma voltinha e que se alguém se interessar pode adotá-lo. Até mesmo que se está na rua é que ainda não conseguiu uma moradia”, pontua.

Já a Lei Municipal 5.718/2015 artigo 29 determina que “entende-se por maus tratos contra animais toda e qualquer ação decorrente de imprudência, imperícia ou ato voluntário e intencional, que atende contra sua saúde e necessidades animais naturais, físicas e mentais”, diz a Lei.

A lei ainda punirá o autor de qualquer tipo de ameaça ao animal. A Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) define como crime os maus-tratos a animais com pena de três meses a um ano de detenção e multa.

“A Lei Municipal também entende como mau trato manter o animal sem abrigo, em lugares impróprios ou que lhe impeçam de movimentação e/ou descanso ou que ainda fiquem privados de ar ou luz solar, bem como alimentação adequada e água”, esclarece Naiara.

As pessoas interessadas em ajudar com qualquer quantia simbólica deve entrar em contato pelo Facebook Aumigas do Pet ou através dos telefones (17) 99128-7339 ou 99777-9907.

Fonte: O Regional

​Read More
Videos, Videos [Destaque]

Cadela que tira garrafas do Tietê vive com o pessoal que limpa o rio

O cão flagrado na última quinta-feira (28) pelo Bom Dia Brasil colhendo garrafas pet no Rio Tietê, em São Paulo é na verdade uma cadela chamada Sabrina. Ela vive no alojamento dos funcionários responsáveis pela limpeza das margens do rio. A equipe da TV Globo flagrou a cadela mergulhando no rio e retirando 25 garrafas em 20 minutos. Segundo reportagem de Filippo Mancuso e Dennys Leutz que foi ao ar no ‘Jornal Hoje’ de segunda-feira (1º), Sabrina vive há dois anos no canteiro de obras do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), que faz o trabalho de limpeza do Tietê. De tanto assistir seus tutores recolhendo lixo na beirada do rio a cadela tomou gosto pela coisa. “A primeira vez ela ficou rodando, andado e ficou ali também acompanhando aquela máquina pegando a sujeira”, conta o maquinista do barco Clóvis Lima da Silva. “Ela foi indo, acostumou e até hoje está desse jeito aí. Com uma cachorra que nem a Sabrina o trabalho fica mais tranquilo.” Desde 2011, o DAEE já retirou 15 milhões de toneladas do Rio Tietê. Veterinários ouvidos pela reportagem dizem que ela está sujeita a muitas doenças, como a leptospirose. Segundo os funcionários, a cachorrinha Sabrina é vacinada.

​Read More
Notícias

Cão ganha no voto o direito de morar em escola

coluna-dos-bichos-horizonte-ms

Uma escola do interior de SP acolheu carinhosamente um cãozinho. Já imaginou um plebiscito para decidir o futuro de um cachorro? Isso aconteceu em Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo. E funcionou. O exercício de democracia foi feito em uma escola pública da cidade. O cachorro ganhou o direito de morar na escola, onde é muito querido por todos. A reportagem é de Giuliano Tamura.

Além dos 800 alunos da escola, quem costuma frequentar as aulas é um SRD chamado Preto. Ele tem trânsito livre pela escola inteira, com direito a assistir às aulas. Uma das matérias preferidas dele é matemática. O cão tem até uniforme e se dá bem com todo mundo. Mas nem sempre foi assim. O animal precisou conquistar a confiança da garotada, e hoje exige atenção.

A polêmica sobre a permanência do cachorro na escola foi tão grande que a diretoria resolveu fazer um plebiscito. E, no voto direto, Preto mostrou que tem eleitorado. Recebeu 570 votos a favor e só 20 contra. O cachorro trouxe um diferencial para a escola. Ele não se separa dos alunos nem na hora do ensaio de dança no auditório.

Preto é alimentado todos os dias antes das aulas. Mas os cuidados com o mascote não param por aí. Ele vai ao veterinário, toma banho, etc. Se algum aluno corre no pátio ou tenta fugir da escola, o cãozinho alerta os professores.

Fonte: Horizonte MS

​Read More
Notícias

Seminário discute tutela de animais comunitários em Salvador (BA)

(da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Durante o seminário “O animal comunitário – aspectos legislativos, sociais e jurídicos”, realizado nesta quarta-feira (7), estudantes e professores da Escola de Direito da UFBA debateram sobre Direito Animal com o promotor de Justiça da 2ª Promotoria do Meio Ambiente, Heron Santana, e a vereadora Ana Rita Tavares (PV), em Salvador (BA).

Também palestraram Ingrid Teixeira, vice-presidente da ONG de proteção animal Associação Brasileira Terra Verde Viva; Wagner Ferreira, jornalista especialista em Jornalismo Científico e Tecnológico e Gabriela Nery, médica veterinária e doutoranda do Laboratório de Infectologia Veterinária da UFBA.

Segundo a vereadora Ana Rita, o objetivo foi explicar aos futuros advogados o que é a figura do animal comunitário – aqueles que mesmo não domiciliados se diferenciam dos errantes por receberem cuidados como abrigo, alimentação, vacinação e castração – e os aspectos legais que garantem a permanência deles onde estejam ambientados sem que ofereçam riscos às pessoas.

“A ideia de realizar esse seminário partiu de um pedido que recebemos da direção da Faculdade para retirar daqui um cão que estaria oferecendo ‘riscos’ aos estudantes e professores”, revela a vereadora. “Nosso objetivo é detalhar as leis que protegem esses animais e fazer com que as pessoas não os vejam apenas como vetores de doenças, mas como integrantes do mesmo meio ambiente”, completa.

Professor de Direito Ambiental e Direito Constitucional, e o primeiro a escrever e defender, no Brasil, uma tese de doutoramento sobre a temática com o título “Abolicionismo Animal”, o promotor Heron Santana discutiu o início da doutrina no mundo e no País e analisou as visões antropocêntrica e não antropocêntrica sobre os animais.

“No decorrer da história, sempre vimos o animal sendo usado como cobaia na ciência, como ‘bode expiatório’ nas religiões ou como diversão para a maioria das pessoas, mas sempre fingimos não ver isso de maneira crítica, assim como na época da escravidão, quando fingiam que ela não existia. O silêncio é cúmplice de todo processo de exploração”, apontou Heron Santana. Ele também citou os principais pensadores da história que defenderam ou combateram a visão não antropocêntrica e deu destaque à eleição de políticos que trabalham a temática nas casas legislativas.

O jornalista Wagner Ferreira abordou a maneira como a causa animal vem sendo incluída na pauta política, elegendo muitos parlamentares com votações expressivas, a exemplo do vereador Roberto Tripoli, no quinto mandato em São Paulo com mais de 130 mil votos. “Ainda assim, a problemática dos maus-tratos aos animais de rua e silvestres continua sendo alvo de um jogo de empurra nas instituições públicas”, criticou Ferreira.

Vice-presidente da Associação Brasileira Terra Verde Viva, a também estudante de Direito, Ingrid Teixeira, chamou atenção para a realidade caótica dos animais de rua e destacou a necessidade de os profissionais de Direito se comprometerem com a causa. “As ONGs de proteção animal e os protetores independentes se esforçam além do que podem para suprir as demandas de uma cidade que não foi educada para respeitá-los”.

A ativista disse que passou a se dedicar à causa quando concluiu que o direito não deveria se resumir ao ser humano. “Por que podemos maltratar outros seres vivos, ainda nos achando coerentes com essas atrocidades? Jamais questionarei se não deveríamos estender a mão para uma criança ao invés de um animal, mas sim por que não estender a mão a um animal? Temos que respeitar tudo aquilo que é vivo, isso sim é justiça e dignidade”.

A médica veterinária Gabriela Nery chamou atenção para os cuidados que devem receber os animais comunitários, a exemplo do abrigo adequado, castração, vermifugação, vacinação e consultas veterinárias. “Apenas dar comida para os cães e gatos de rua não resolve o problema, porque isso só contribui para que eles se reproduzam em massa. Também não é solução levá-los para abrigos, pois, no dia seguinte, outro animal errante estará ali em seu lugar”.

​Read More
Notícias

Após apelos, cão Ventania permanece morando na Câmara Municipal de Porto Velho (RO)

Funcionário e protetor ao lado do cãozinho Ventania (Foto: Reprodução/Rondoniaovivo)

O cachorro “Ventania” que tem como residência o quintal da Câmara dos Vereadores de Porto Velho(RO), não foi expulso de sua moradia, aliás, Ventania foi inclusive vacinado na campanha municipal antirrábica neste último final de semana.

Ao lado de seu protetor, o funcionário da Câmara de Vereadores e presidente da ASCRON (Associação dos Cornos de Rondônia) Pedro Soares, Ventania está feliz, alimentado e bem tratado.

Segundo Pedro Soares a matéria publicada pelo jornal eletrônico Rondoniaovivo em que ele afirmou que Ventania estava prestes a ser mandado para o canil municipal desagradou alguns vereadores.

“Teve vereador que ficou bravo comigo, porém a verdade é que conseguimos salvar a vida do Ventania, isso é o que importa. Por uma causa nobre desse não tenho medo de enfrentar qualquer pessoa”, enfatizou Pedro Soares.

Pedro Soares ainda fez um pedido para os leitores que se comoveram com a história de Ventania e pediu para que algum proprietário de Pet Shop ofereça para o cãozinho um dia de “Cãobeleleiro”.

“O Ventania merece um dia desses após tudo que ele passou, pois é cachorro muito simpático que conquistou a todos na Câmara Municipal”, concluiu Pedro Soares.

Quem estiver interessado em oferecer esse presente ao Ventania basta entrar em contato pelos telefones (69) 3229-8673, 9981-5821 e 9283-3976.

Fonte: Rondoniaovivo

​Read More
Você é o Repórter

Cão comunitário precisa de um lar de verdade em Porto Alegre (RS)

Fernanda Ott
fernanda_ott@yahoo.es

Foto: Divulgação

O Caramelo é um doce de cachorro. Já é adulto, de porte médio, dócil e sociável, tanto que costumeiramente recebe água e comida dos taxistas e da vizinhança. As crianças brincam com ele, que fica esperando que elas apareçam. Alguns de nós estamos nos mobilizando para achar um lar para o Caramelo, pois ele ultimamente tem entrado na área de um condomínio, o que irrita alguns moradores.

Já se ouviram planos de “dar um sumiço” no Caramelo e ele já apanhou de um vigia (era um substituto, pois a maioria dos vigias já o conhece e preza sua companhia). Está na Zona Norte de Porto Alegre, e queremos que o Caramelo consiga um lar que o acolha e que dê o carinho que ele merece. Será entregue castrado.

Contato:
Fernanda  fernanda_ott@yahoo.es
Tels.: Fernando 51-8417-4040 e Fernanda 51-9611-5884

​Read More
Notícias

Para atender liminar e continuar em condomínio, Fred é castrado

Foto: Reprodução/EP Ribeirão

O cachorro vira-lata que conquistou o direito de morar em um condomínio, no bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto, SP, foi castrado na manhã desta quinta-feira (27). Essa era a última condição exigida pela Justiça, para garantir a liminar que concede a permanência de “Fred” no local.

Veja as fotos do cão Fred no condomínio.

A decisão foi baseada na Lei Estadual n.º 12.916/08, conhecida como lei do cão comunitário – aquele que não tem um dono especifico, mas é cuidado por vários moradores. O pedido foi solicitado pela moradora Eliana Aparecida Grisola, nomeada “cuidadora oficial”.

De acordo com a veterinária Dayse de Oliveira, Fred não demonstrou sinal de agressividade e, ao ser levado para castração, ficou bastante acoado. Ela explica que, de forma geral, a castração pode deixar os animais mais calmos e dóceis. “Essa história de que o cachorro fica triste é mentira. A mudança nos hormônios faz com que ele deixe de brigar com outros cães por território e não procure fêmeas no cio”, afirma.

Condomínio contesta liminar

O advogado que representa o Residencial Primavera afirmou nesta quarta-feira (26), que vai entrar com um pedido de revogação da liminar. Segundo Luis Otávio Dalto de Moraes, cerca de 20 reclamações já foram registradas no livro de ocorrências do condomínio.

A advogada da Associação Vida Animal (AVA), Viviane Alexandre, que entrou com a ação na Justiça, enfatizou que Fred não coloca em risco a saúde dos moradores. “Ele já está vacinado e a castração, que estava agendada pelo CCZ [Centro de Controle de Zoonoses], foi antecipada pela AVA, para que todas as exigências fossem cumpridas”, diz.

Moraes enfatiza que o objetivo não é expulsar o cão, mas deixar as obrigações sob a responsabilidade da cuidadora. “O condomínio não proíbe o cachorro. Proíbe ele de circular livremente na área comum”, declarou.

Fonte: EP Ribeirão

​Read More
Notícias

Advogado contesta liminar e tenta proibir cão comunitário em condomínio de Ribeirão Preto (SP)

Fred é vítima da intolerância (Foto: Reprodução)

O advogado que representa o Residencial Primavera, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto (SP), vai entrar com um pedido de revogação da liminar que garante a moradia do vira-lata “Fred” no condomínio. Uma moradora ganhou na Justiça o direito de manter o cachorro solto no local, baseando-se na lei estadual do cão comunitário.

Veja fotos do cão comunitário Fred

Para Luis Otávio Dalto de Moraes, a decisão expedida pela Justiça fere as regras do condomínio e perturba parte dos moradores. “A Eliana (Aparecida Grisola), que entrou na Justiça para deixar o cachorro no condomínio, tem que assumir as responsabilidades sobre o cachorro. Ele tem que dormir na casa dela. Quando for solto no condomínio, ela precisa estar junto para limpar as fezes e intervir, caso o cachorro avance nos moradores”, explicou Moraes.

De acordo com o advogado, cerca de 20 reclamações já foram registradas no livro de ocorrências do residencial. Os aborrecimentos são confirmados pelo porteiro Wanderson Nascimento. “Ele sobe em cima dos carros, não deixa os funcionários entrarem no prédio”, afirmou.

Quem também reclama é a dona de casa Quênia do Lago, que acusa o cachorro de ter mordido a filha, de 8 anos. “Ele avança. Ele cisma com algumas pessoas e avança”, comentou.

Moraes enfatiza que o objetivo não é expulsar o cachorro do condomínio, mas sim deixar as obrigações sob a responsabilidade da tutora/cuidadora. “O condomínio não proíbe o cachorro. Proíbe ele de circular livremente na área comum”, declarou.

Multa

Outra preocupação do condomínio é com relação ao comportamento do cachorro. Segundo Moraes, é impossível controlar as vontades de “Fred”. O advogado teme que ele saia e faça alguma coisa. “Ele já saiu algumas vezes do condomínio. Até chegou a ser adotado por um funcionário, mas fugiu e voltou para o residencial. Ele fica uma temporada, vai embora. O condomínio não tem o controle sobre o animal. E se ele sumir?”, argumentou o advogado.

Fonte: EP Ribeirão

​Read More
Você é o Repórter

Procura-se cãozinho comunitário que desapareceu em Guarulhos (SP)

Helena
helena_mazzei@hotmail.com

Foto: Divulgação

Amigos esse cachorrinho, o Guaximim, também é morador da Praça Getúlio Vargas no Centro de Guarulhos, em SP, é cuidado por alguns comerciantes do local, inclusive pelo Francisco que trabalha na ótica, que recentemente pediu ajuda para a Preta (vovozinha que já foi resgatada pela Regina).

Há mais de uma semana o Guaximim sumiu da Praça, todos já o procuraram pelas ruas, avenidas, e nada.

Ele é lindo, dócil, e muito brincalhão, ia com qualquer pessoa que o chamasse.

Iria ser divulgado para resgate e adoção.

Caso alguém o tenha visto, por favor entrem em contato:

Helena
helena_mazzei@hotmail.com
(11) 7618-7227

Sandra
sandraeduque@gmail.com
(11) 7581-7949

​Read More