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Foca morre após ficar presa em ralo de parque aquático enquanto visitantes assistem

Foto: AsiaWire
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Uma foca manchada (Phoca largha) jovem que vivia em cativeiro em um aquário e parque aquático chinês morreu na frente de uma plateia de pais e filhos horrorizados após ter sua cabeça sugada pelo ralo.

Imagens angustiantes mostram outras focas manchadas, uma espécie protegida no país, puxando desesperadamente as nadadeiras de sua amiga para salvá-la, quando um membro da equipe do aquário chega e tenta libertar o animal.

O parque oceânico lamentou a morte do mamífero marinho dizendo que ficou “triste” com a perda e estava investigando o assunto.

O incidente ocorreu ao meio-dia de domingo (29) no Sun Asia Ocean World, na cidade de Dalian, na província de Liaoning, no nordeste da China, segundo o parque.

Privados de sua liberdade, presos em tanques pequenos, sendo usados como entretenimento por dinheiro, esses animais indefesos ainda morrem vítimas de seus próprios cativeiros.

Um vídeo gravado por um visitante e compartilhado na plataforma de vídeos, Douyin, mostra uma foca aparecendo sem vida enquanto sua cabeça está firmemente presa em um buraco no fundo de um grande tanque de água.

Três outras focas tentaram libertar o animal imóvel nadando em torno de seu corpo. Um deles é visto no vídeo tentando puxar a foca presa pelas nadadeiras.

Foto: AsiaWire
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Um funcionário da equipe entra na água e tenta arrancar a foca do ralo puxando-a repetidamente.

Depois o clipe mostra o trabalhador verificando o corpo da foca, que se acredita estar morta, na beira da piscina.

De acordo com uma testemunha ocular, o cuidador de animais não conseguiu libertar a foca porque a sucção do tubo de drenagem era muito forte.

“O cuidador teve que desligar a bomba de água antes de arrastar o mamífero para fora da piscina” – a testemunha ocular descreveu em um post no Weibo (rede social), que seria equivalente chinês ao Twitter.

Foto: AsiaWire
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“O sangue da foca tornou o tanque vermelho”, lamentou o usuário da web.

O parque aquático, Sun Asia Ocean World, disse em comunicado na segunda-feira (30) que a fatalidade foi um “acidente”.

Ele disse que a jovem foca havia aberto uma placa de proteção sobre o ralo com a ajuda da boca e das garras antes de ser sugada.

O parque acrescentou que seus treinadores profissionais tentaram tudo o que podiam para realizar resgate de emergência, mas foi em vão.

A empresa disse ainda que ficou “triste” com a morte do animal, que havia sido criado e “treinado” por sua equipe.

O parque prometeu “continuar com seus esforços de proteção e conservação em relação aos animais marinhos” e investigar o assunto.

Focas manchadas vivem nas águas do Oceano Pacífico Norte e podem ser encontradas ao longo do nordeste da China, particularmente na Península de Liaodong, perto do Mar Amarelo. A espécie recebe o nome por seu padrão de pelagem.

Foto: AsiaWire
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Elas são uma espécie animal protegida na China – juntamente com pangolins, animais fortemente traficados e ursos pretos asiáticos. A caça, criação ou o comércio de focas manchadas sem permissão são proibidos pela Lei de Proteção da Vida Selvagem da China.

Apesar da proteção legal, as focas são um dos animais selvagens mais caçados na China devido a sua pele impermeável e órgãos genitais altamente desejáveis – que segundo a tradição chinesa são uma resposta tradicional ao “Viagra”.

A morte da jovem foca provocou indignação entre o público chinês, que acusou o aquário de evitar sua responsabilidade.

Uma pessoa com nome de usuário “ready fei” criticou o parque no Weibo: “O fato de poder abrir a placa de proteção significa que isso representa um risco à segurança. Pare de usar desculpas. O parque deveria fechar”.

Foto: AsiaWire
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Outro usuário usando o nome de “cheng meng xue zhang” prestou sua homenagem a foca morta na mesma plataforma: “R.I.P. (Descanse em paz). Que você seja uma foca livre em sua próxima vida”.

A China Cetacean Alliance, uma coalizão de organizações internacionais de proteção e conservação de animais, condenou o parque por não cuidar de seus animais, muito menos por protegê-los.

O grupo disse em sua conta oficial no Weibo: “Se um local que mantém os animais em cativeiro não pode garantir sua segurança básica, como é possível realizar a conservação ou a educação?”

Esta não é a primeira vez que o Sun Asia Ocean World é criticado por maltratar animais.

Em junho de 2018, um treinador de animais no parque foi pego colocando batom vermelho em uma baleia beluga.

O aquário emitiu um pedido de desculpas público e expressou seu “profundo remorso” depois que um vídeo do incidente provocou críticas e revolta pelo mundo. As informações são do Daily Mail.

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Golfinho depressivo bate a cabeça contra as paredes do aquário que o mantém cativo

Foto: Tipwam/Shutterstock
Foto: Tipwam/Shutterstock

Durante uma visita ao Resorts World Sentosa (RWS) S.E.A. um aquário em Cingapura no ano passado, um visitante ficou tão perturbado com algo que viu que decidiu gravar as imagens em vídeo. Ele enviou as filmagens para a ONG Empty The Tanks (Esvaziem os Tanques), que está baseada nos Estados Unidos e luta acabar com o cativeiro de golfinhos e baleias. Recentemente, a Empty the Tanks compartilhou o vídeo nas mídias sociais para chamar a atenção para o sofrimento de mamíferos marinhos em cativeiro.

No vídeo, um golfinho (um dos vinte que são mantidos em cativeiro naquela instalação) pode ser visto repetidamente batendo a cabeça contra a parede do tanque. Este é um sinal claro de depressão. Naomi Rose, uma cientista especializada em mamíferos marinhos que trabalha no Instituto de Bem-Estar Animal dos EUA, disse ao jornal The Straits Times que este comportamento é “um sinal de tédio, neurose, depressão” e completou: “É difícil dizer exatamente o que está acontecendo nas imagens, mas é definitivamente um sinal de problemas de saúde emocional”.

A fundadora da ONG, Rachel Carbary, diz que compartilhou as imagens (que podem ser vistas acima) nas mídias sociais “na esperança de chamar mais atenção para a situação desses animais sensíveis que continuam sofrendo privados de sua liberdade e da companhia de seus companheiros”.

O Resorts World Sentosa afirma que o golfinho está “apenas curioso” sobre os arredores, como a maioria dos golfinhos. Mas esse tipo de comportamento repetitivo é um sinal de compulsão e tédio, resultado da vida em cativeiro. Na natureza, os mamíferos marinhos nadam livremente com suas famílias. Eles não vivem confinados a pequenos tanques.

Alguns comportamentos estereotipados de sofrimento mental incluem nadar em círculos repetidamente, bater com o bico (ou nariz) repetidamente no ar e permanecer imóvel na superfície ou no chão do aquário por períodos relativamente longos.

Em cativeiro, golfinhos e baleias até se machucam e chegam a quebrar os dentes no extremo do tédio, o que os leva a morder as barras de suas celas. Esses animais sofrem doenças incomuns, barbatanas dorsais que caem, mortes precoces e ficam tão deprimidos que muitos até se encalharam propositalmente na tentativa de cometer suicídio.

Se você não deseja apoiar o cativeiro de golfinhos e baleias, assine este compromisso de não visitar lugares que mantêm mamíferos marinhos em cativeiro para o entretenimento de humanos.

Você também pode assinar esta petição pedindo o fim do Sea World Organizations, um dos maiores e piores tipos de parques aquáticos com mamíferos marinhos em cativeiro de todo o mundo.

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Reconhecendo o “se” da sustentabilidade

Por Lisa Kemmerer (Tradução: Elis Tanajura – da Redação)

“Todas as opressões criam um estado de guerra.” – Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo

“Sustentabilidade” faz referência a “qualidade de se sustentar ao longo do tempo.” No movimento ambientalista, declarações de “sustentabilidade” implicam sempre em um não declarado “se”. Neste contexto, uma ação em particular é considerada insustentável, se nós valorizarmos e desejarmos proteger e preservar certo aspecto do ambiente natural. Certas ações/opções de consumo são consideradas sustentáveis, ​​se não causam problemas ambientais preocupantes.

Ambientalistas que percebem que o nosso hábito de comer carne é insustentável estão, em fato, dizendo que o nosso hábito de se alimentar de carne não pode ser sustentado se quisermos preservar as florestas tropicais e as águas, se quisermos deter o crescimento de zonas mortas e todo o peso da mudança climática. Nestes casos, é facilmente perceptível que “sustentabilidade” repousa sobre um compromisso moral comum compartilhado para proteger o meio ambiente do qual dependemos. Neste contexto, se tivéssemos de fazer uma declaração detalhada e plena no que diz respeito à sustentabilidade, poderíamos dizer:

  • Comer atum-rabilho é insustentável, se temos a intenção de proteger as espécies ameaçadas de extinção.
  • Comer queijo é insustentável, se esperamos deter a propagação de zonas mortas.
  • Comer camarão é insustentável se nós valorizamos os ecossistemas oceânicos.

Em cada um dos casos acima o “se” é raramente mencionado. O que estamos propensos a ouvir ou ler apareceria dessa forma:

  • O atum rabilho é insustentável.
  • O queijo é insustentável.
  • Camarão é insustentável.

Quando terminamos a frase, afirmando claramente o não dito, mas essencial o “se” e a ação “comer”, nos damos conta de que as declarações de sustentabilidade ambiental se baseiam em um compromisso moral de agir de tal forma que diminua, em vez de aumentar, a degradação ambiental. Em suma, passamos a ver que as declarações de sustentabilidade baseiam-se nos valores morais comumente defendidos. Nós também percebemos que a nossa responsabilidade como consumidores é frequentemente omitida – que o ato de comer é o problema central. Em vez disso, o produto em si é rotulado como “insustentável”.

O mais interessante sobre o “se” que desaparece no contexto ambiental é que a reinserção desta conjunção nos permite ver que a sustentabilidade é a chave não apenas da justiça ambiental, mas também, de forma mais ampla, da justiça social. Sustentabilidade pode proveitosamente ser empregada em qualquer contexto de justiça social. Considere estas diversas aplicações do termo:

  • É insustentável que a polícia racista brutalize civis negros, se esperamos deter a propagação do ódio e da violência.
  • Forçar uma mulher a transportar um feto é insustentável, se valorizamos a auto-determinação e a auto-realização.
  • Permitir que apenas os heterossexuais desfrutem dos benefícios financeiros e sociais do casamento legal é insustentável de nós temos a intenção de proteger os direitos humanos.
  • Se estamos comprometidos com uma ética em que valoriza a justiça e protege os vulneráveis ​​da exploração dos poderosos, comer galinhas é insustentável.
  • Sustentabilidade não é apenas sobre ciclismo e reciclagem, é também sobre a redistribuição da riqueza, a produção de energia para os marginalizados e a proteção de todos os que são vulneráveis ​​das misérias da exploração e da opressão. Comportamentos insustentáveis – racistas, sexistas, homofóbicos, especistas, capacitistas, de discriminação por idade e de consumo – devem ser evitados, não apenas se nós valorizamos a água potável e as florestas, mas também se valorizamos a justiça e a paz.

    No final do dia, estas condutas insustentáveis estão interligadas. Por exemplo, a pesca industrial é insustentável, não só porque prejudica os ecossistemas do oceano, mas também porque prejudica comunidades indígenas dependentes dos ecossistemas esgotados para a sobrevivência e a subsistência. A pesca industrial é insustentável, se quisermos proteger os oprimidos, incluindo os ecossistemas oceânicos, os povos indígenas e os próprios peixes, de interesses corporativos poderosos e consumidores indiferentes/desinformados.

    Da mesma forma, a pecuária industrial é insustentável se valorizamos as florestas, as reservas de água doce e o clima atual da Terra, e também se valorizamos os direitos dos trabalhadores, a proteção dos animais indefesos e a saúde dos consumidores desavisados ​​que sofrem de ataques cardíacos, derrames, diabetes e obesidade por causa dos produtos de origem animal que consomem. Estas práticas são insustentáveis ​​se, mas não só se, pretendemos proteger o meio ambiente de uma terrível degradação ambiental. Essas também são insustentáveis, se temos a intenção de trazer a justiça e a paz, se nós queremos proteger os vulneráveis, os que são marginalizados e oprimidos, incluindo as minorias, as mulheres, os pobres e os animais não-humanos.

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    Colunistas, Planeta Animal

    Gatos e Gatinhas

    Foto: Divulgação / Correio do Povo
    Foto: Divulgação / Correio do Povo

    Os gatos têm algumas particularidades e merecem alguns cuidados especiais para viverem sempre saudáveis. Apesar de muitas pessoas preferirem os cães e terem preconceito com os gatos, cada vez mais os felinos vem cativando os humanos e desmistificando antigos e errados conceitos sobre esses animais.

    Muitos acreditam, os gatos são animais preguiçosos que não se apegam a seus tutores, que são independentes e não necessitam de grandes cuidados. Mas isso está errado, os gatos são caçadores, têm hábitos noturnos por isso dormem muito durante o dia.

    Quando não são castrados geralmente saem de casa para procurar parceiros para a cruza e nessas saidinhas muitas vezes se perdem, são mortos ou acabam sendo adotados por outras famílias, dando a impressão que não se apegam a seu lar. Mas gatos castrados dificilmente dão essas escapadas.

    Quanto aos cuidados os gatos necessitam de tanta atenção quanto qualquer animal de estimação. E as vezes até mais, pois muitas vezes escondem os sintomas a um tutor pouco atento.

    E preciso prestar a atenção se o animal está comendo adequadamente, urinando e defecando com aspecto e quantidades normais, sem nenhum tipo de dificuldade. Pois é muito comum em gatos problemas urinários e ressecamento das fezes.

    Devemos dar bastante atenção a quedas de pelo, feridas e arranhaduras. Principalmente os arranhados por brigas que podem agravar e causarem lesões e infecções graves.

    Não devemos esquecer de castra-los, pois assim além de evitar as “escapadas perigosas”, estaremos evitando que tenham crias indesejadas e que mais filhotes fiquem abandonados pelas ruas. E neste sentido podemos colaborar adotando, em vez de comprar um animal, retirando um animal da rua, diretamente ou através de uma ONG, e dando um lar para ele.

    Cada espécie de animal tem suas características próprias, e mais que isso cada animal tem sua personalidade assim como os humanos e cabe a seu tutor observar e ajudar seu amigo felino para ter uma vida boa e feliz !

    “É um erro comparar os gatos com outros animais. Algumas pessoas pensam que seu gato deve agir como um cachorro que balança o rabo ao ver os donos. Gatos têm suas particularidades e outras formas de demonstrar carinho”, pontua a especialista.

    Segurança

    Quem mora em apartamento deve instalar telas de proteção nas janelas e varandas. Gatos têm o hábito de caçar, e se, por exemplo, estiverem atrás de uma borboleta, podem pular na janela e cair. Para quem mora em casa, o ideal é que tenha muros altos para que o felino não saia para a rua.

    Saúde

    É necessário manter as vacinas do animal em dia. Pelo menos uma vez ao ano devem ser feito exames de urina, fezes e sangue. Gatos são misteriosos e seus donos poderão não perceber que eles estão doentes.

    Caixas de areia

    Gatos não fazem as “cacas” em caixa de areia suja, por isso é importante limpá-las com frequência. O local onde a caixa será colocada também é muito importante. Geralmente ela fica em pontos que não incomodem os donos dos bichanos, como na varanda, mas muitas vezes os gatinhos não se sentem confortáveis com o local escolhido e por isso não usam a caixa de areia.

    O ideal é deixá-la em algum cômodo tranquilo, onde o animal se sinta à vontade. Aqueles que têm mais de um gato devem ter em casa uma caixa de areia para cada animal.

    Alimentação

    Algumas pessoas costumam encher a tigela de ração esperando que ele se alimente ao longo do dia, mas muitas vezes isso não acontece. Gatos gostam de comida nova e fresca, e comem em pequenas quantidades ao longo do dia.

    Cada animal tem sua particularidade, mas o ideal é que eles se alimentem pelo menos 4 vezes ao dia.

    Algumas pessoas costumam dar leite para os gatos. Eles adoram, mas isso é um perigo para seu animal. Eles não têm enzimas que metabolizam leite que não seja de uma gata. Isso provocará diarreia no animal.

    Pelos

    Gatos se lambem para fazer a limpeza deles e por isso acabam ingerindo muito pelos que se acumulam no estômago e podem prejudicar a saúde do animal. Existe no mercado uma pasta que ajuda na digestão dos pelos. Basta misturá-la à ração.

    Há também algumas soluções naturais, como o uso de algumas plantas que animais adoram comer, como o pé de alpiste. A dica da veterinária é plantar o alpiste em jarrinhos e deixá-los em um local onde o gato tenha acesso.

    Arranhador

    Se o seu gato arranha tudo dentro de casa não é porque ele é um bichinho arteiro. Gatos costumam mesmo afiar as garras. Para que você não tenha a casa destruída, basta comprar um arranhador para ele.

    O local onde o arranhador deve ficar também é importante. Algumas pessoas colocam ao lado da caixa de areia e por isso o animal acaba não se interessando pelo arranhador. É preciso observar o animal para identificar o local ondem ele gosta de brincar. Um truque que funciona é colocar ao lado de objetos que ele costume arranhar.

    Atividades

    Gatos não são preguiçosos como muitos pensam. Se eles dormem muito é porque não têm nada para fazer. É preciso criar uma rotina de atividades com o seu animal. Eles adoram brincar com lanternas, rolo de lã, papel amassado, mas nenhum brinquedo é interessante se estiver parado. Os donos precisam interagir com o animal.

    Também é possível passear com os gatinhos usando uma coleira. Eles não se incomodam, mas é claro que tudo é uma questão de adaptação. O ideal é que ele passe a utilizá-la quando ainda é um filhote.

    Higiene

    Também não é verdade que gatos não gostam de água. É preciso acostumá-los com o banho desde pequenos. Desta forma eles não irão arranhar você quando estiverem maiores. O ideal é dar um banho a cada 15 dias. O uso de produtos adequados para a limpeza dos pelos também é importante.

    Castração

    Se você não tem intenção de deixar seu gatinho procriar, castrá-lo deixará seu animal mais tranquilo e caseiro. Com a castração os animais deixam de fazer xixi para marcar território dentro de casa e de sair para passear e sumir por dias. O ideal é buscar um veterinário para examinar o bichano e avaliar o procedimento.

    Água

    Potes de água não devem ficar distantes dos animais. Coloque em locais onde seu gatinho costuma ficar. Se ele estiver dormindo e o pote de água estiver distante ele não levantará para beber. Um pote de água pode não ser o suficiente. Deixe mais potes em outros cômodos da casa. A água deve estar sempre limpa e fresca. Seu gato não beberá se estiver suja. Lave os potes com frequência.

    Uma dica da veterinária é ter em casa uma fonte de água. Os gatinhos adoram água em movimento.

    “Consciencia Animal” procurando transformar proprietários de bichos em tutores de almas. OBRIGADO.

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    Notícias

    A decisão de adotar um animal requer responsabilidade e consciência

    Por Jaime Leitão,
    do Jornal Cidade de Rio Claro

    Nunca as pessoas adotaram tantos cães como nos dias de hoje. E os motivos são vários: solidão, vontade de adotar um cão de uma raça que está na moda, amor genuíno por esses animais. O problema é que, excluindo os que nutrem amor pelos cães, há muitos indivíduos que adotam um cão empolgados e que nos primeiros meses já desanimam e abandonam o seu animal de estimação na rua ou mesmo em casa. Vão no embalo, sem a mínima noção do que significa cuidar de um cão.

    Pesquisa realizada por entidades voltadas para a proteção de animais concluiu que o abandono de cães dobra no verão. Muita gente sai de férias, vai para a praia e não assume gastos com alguém que possa tratar do cão diariamente na própria casa ou colocando-o em uma clínica ou hotel de cães no período em que estiver fora.

    E há ainda aqueles que simplesmente abandonam os cães no quintal, sem comida e sem água, num ato de crueldade terrível. Não é raro, principalmente nesse período do ano, os vizinhos ouvirem o lamento dos cães por falta de comida e se desdobrarem para alimentá-los. Muitos ficam acorrentados. Querem cão de guarda, mas não guardam o cão, tratando-o com total desleixo.

    A população canina só aumenta enquanto a população de crianças diminui na mesma medida. Esse é um fenômeno que precisa ser acompanhado de responsabilidade. Alguns países desenvolvidos, além de exigir o registro do cão adotado em nome do tutor, ministram cursos para que ele aprenda a lidar com o animal.

    Muitos tutores não passeiam com seus cães, levando-os a desenvolver precocemente obesidade e outros males ligados ao sedentarismo. Não só as pessoas sofrem com o sedentarismo, os cães também são vítimas dele e do estresse.

    Quem mora sozinho e trabalha o dia todo, só chegando em casa à noite, precisa arrumar um horário para interagir com o animal que ele diz para os amigos amar tanto, exibindo fotos dele, mas tratando-o com desprezo, alegando falta de tempo.

    A moda, seja qual for, induz a comportamentos automáticos, sem reflexão, com consequências desastrosas. Ter cão de determinada raça faz parte desse modo de agir. Mas, antes de adotá-lo, cabe fazer a pergunta: “ Será que terei tempo de cuidar bem dele ou o abandonarei na primeira dificuldade?” Que cada um responda de acordo com a sua consciência.

    E os cães de apartamento? Há quem crie um Labrador e outros cães de porte em um espaço exíguo. Cães grandes precisam de muito espaço, querem correr, caçar, viver a liberdade que lhes foi arrancada por alguém que pensou só em si, não no seu animal de estimação. Estimação? A palavra não seria bem essa. Talvez animal de exploração caia melhor.

    (O autor é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação. jaimeleitao@linkway.com.br)

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    Associação desenvolve campanha contra o abandono de animais em Santa Catarina

    Imagem: Jornal do Vale do Itapocu
    Imagem: Jornal do Vale do Itapocu

    A Ajapra (Associação Jaraguaense Protetora dos Animais) está desenvolvendo em Jaraguá do Sul (SC) campanha contra o abandono de animais.

    A presidente Sirley Terezinha Rank registra que no final do ano cresce de maneira absurda o abandono de cães e gatos, lembrando que é crime e está previsto na lei de crimes ambientais.

    A punição pode ser aumentada de um sexto a um terço em caso de morte do animal. A presidente da Ajapra pede que antes de assumir o carinho e as responsabilidades de ter um animal de estimação é preciso se informar sobre seus comportamentos e hábitos.

    “Quando sair de férias, não esqueça que eles também fazem parte da família”, observa.

    Fonte: Jornal do Vale do Itapocu

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    Olhar Literário

    A “Pietá” de Piero Martinetti

    Um dos pensadores italianos mais devotados à filosofia e, sobretudo, à causa animal, foi o professor Piero Martinetti,  nascido Pier Federico Giuseppe Celestino Mario Martinetti, na província de Torino, em 1872.  Foi ele que, como poucos, conseguiu compreender o alcance da expressão “piedade”, de modo a estendê-la aos animais.

    Martinetti surgiu na academia com a publicação de Introduzione alla metafisica, em 1902, tornando-se na maturidade opositor do emergente regime fascista, o que lhe custou, aliás, alguns dias na prisão. Estudioso das obras de Kant e Shopenhauer, das quais foi tradutor, aprofundou-se em Spinoza, cumprindo assim uma singular trilogia filosófica.  

    Importa dizer que deixou à posteridade dois livros sobre o tema dos animais:  La psiche degli animali  (A psique dos animais) e Pietà per gli animali (Piedade para com os animais), nos quais propõe uma moral mais justa e generosa, capaz de acolher, indistintamente, todos os seres da natureza. Vegetariano, também escreveu Breviario spirituale, um belíssimo ensaio sobre a sensibilidade animal, em que afirma que os animais são seres sensíveis capazes de moralidade, de afeto e de gratidão. 

    Sustentava ele, já naquele tempo, que os animais sencientes – porque dotados de um sistema nervoso – possuem intelecto e consciência, sendo, portanto, suscetíveis a dores e sofrimentos. No texto de Pietá, publicado em 1920, o autor faz menção, por exemplo, à manifesta inteligência dos cães, dos cavalos e à impressionante capacidade de organização das formigas e de muitos insetos, o que nos revela sua visão da alteridade, em que os animais merecem ser respeitados pelo que simplemente são.

    Ao rebater, com peculiar magnitude, as teorias que negavam alma, sentimento, sensibilidade e inteligência aos animais, Piero Martinetti dizia que “os grandes espíritos veem o mundo que o vulgar não vê, um mundo mais vasto, mais rico, mais verdadeiro.”

    Nas singelas páginas de Pietà verso gli animali, as palavras ganham a força de uma revelação:

    “O animal é dotado tanto de intelecto quanto de consciência e, por isso, o seu sofrimento deve suscitar no homem uma profunda piedade. Não somente a conduta dos animais, mas seus próprios comportamentos, gestos e fisionomia revelam neles a existência de uma vida interior: uma vida talvez diversa e distante da nossa, mas dotada de consciência, de modo que não pode ser reduzida a um simples mecanismo fisiológico.”

    Para exprimir a grandiosidade desse autor italiano, merecem transcrição os excelentes comentários de Alessandro di Chiara, autor do prefácio de Pietà:

    “Para Martinetti, a dor dos animais assim como o sofrimento dos inocentes testemunha o mistério da existência e ao mesmo tempo revela o aspecto trágico da realidade, na qual o problema do mal, do ‘misteryum iniquitatis’, confirma a maldade e a aparência do mundo fenomênico. Diante dessas insuperáveis dificuldades que assinalam a vida, Martinetti propõe uma moral superior, na qual a justiça e a caridade orientem o homem além de uma Ética baseada em um fundamento religioso. Por esse motivo, a piedade representa, para ele, o verdadeiro símbolo da união que deve ocorrer entre o homem, a natureza e os animais, porque somente por meio da união de todos os espíritos individuais poderemos alcançar o realizar a virtude moral; trata-se de iludir a forma empírica da experiência temporal para procurar uma dimensão do eterno à qual possam aspirar todos os seres viventes.”  

    Segundo bem definiu o filósofo Norberto Bobbio, o saber de Martinetti se expressa em três direções: 1) no desprezo pelo clamor mundano; 2) na comunhão religiosa com o todo universal; e 3) no silencioso exercício da meditação interior.

    Tamanho era seu sentimento de amor e  piedade pelos animais que Piero Martinetti, falecido em 1943, dispôs em testamento a doação de vultosa contribuição financeira à Sociedade Protetora dos Animais. Seu legado maior, todavia, já havia sido deixado em vida. Foi uma pérola das letras, sua singela obra-prima chamada Pietá per gli animale.

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    Notícias

    Florais de Bach para animais

    “Em todas as coisas, a alegria deve ser estimulada,
    e não devemos permitir que sejamos oprimidos pela
    dúvida e pela depressão, mas lembrar que tudo isso
    não faz parte de nós, pois nossas almas
    conhecem apenas alegria e felicidade.”

    Edward Bach

    Os pensamentos e comportamentos de um animal não podem ser explicados por nossa natureza humana nem traduzidos em termos humanos. O nariz do cão é muito mais sensível que o nosso. As ramificações dos nervos olfativos na cavidade nasal de um cão ocupam 160 centímetros quadrados e, no homem, ocupam 5 centímetros quadrados. As células olfativas, no homem, são em numero de 5 milhões. Em um pastor alemão, por exemplo, são 220 milhões.

    No gato, a visão é o mais importante sentido (alguns cientistas dizem que é a audição). Os olhos são grandes em comparação ao tamanho do seu crânio. Os gatos têm capacidade de observação de um campo amplo com um mínimo movimento. Eles estão aptos a enxergar em condições que poderíamos considerar de total escuridão.

    Então, o que é ser um cão ou um cavalo? Nós não sabemos.

    Devemos procurar conhecer, o mais profundamente possível, cada animal e seu comportamento, para estabelecermos as diferenças e as semelhanças entre a nossa espécie e as demais.

    Existem, também, similaridades entre nós e os animais. Praticamente não há diferenças entre nossos cérebros e os dos demais mamíferos, o que nos leva a crer que é mais fácil supormos que os animais tenham emoções do que negá-las.
    Hoje, o estudo do comportamento animal tem uma tendência a ser mais subjetivo, e isso é muito apropriado, pois sempre soubemos, intuitivamente, que os animais têm emoções.

    A palavra “animal” vem do latim “anima”, que significa princípio vital, alento, alma, ser vivo.

    Segundo Penelope Smith, em seu livro Linguagem Animal: “animais e humanos têm em comum o fato de serem a combinação de corpo e espírito – formas biológicas animadas por seres ou essências espirituais”. Bach acreditava que animais têm alma.

    Duas citações: Hipócrates – “A alma é a mesma em todas as criaturas vivas, apesar de o corpo de cada um ser diferente”.

    Pitágoras – “Animais compartilham conosco o privilégio de terem uma alma”.
    FILOSOFIA: PRINCÍPIOS BÁSICOS:
    – Os florais tratam o animal e não a doença.
    – Simplicidade
    – Nenhuma essência pode causar danos ou dependências – não há química.
    – A essência é energética, vibracional.
    – Os florais podem ser usados com qualquer outro tratamento – é um tratamento complementar, e não alternativo.
    – Efetividade.
    – Sistema de tratamento completo.
    – Os florais não substituem o tratamento ortodoxo – medicina veterinária ortodoxa.

    AS CAUSAS DA DOENÇA:

    A alma é perfeita – a mente é que cria os desequilíbrios.

    Os florais não são usados para doenças físicas, mas para os estados patológicos da mente, os quais, para Bach, impedem o animal de recuperar a saúde, além de serem, eles mesmos, causas primárias de doenças. Os florais atuam sobre a desarmonia profunda do animal e, assim fazendo, formam a base para a recuperação dos sintomas físicos.

    E essa desarmonia na saúde dos animais acontece porque, a cada dia, as pessoas se afeiçoam mais a seus animais de estimação, por inúmeros motivos. Os animais acabam sendo catalisadores dentro do ambiente doméstico, estando diretamente expostos a diferentes energias. Além disso, os animais também se afeiçoam mais intensamente a seus proprietários e são capazes de sentir ciúmes, medos, tristeza, saudade etc. Há o floral de tipo (para a personalidade do animal) e os florais de situação.

    O EFEITO DAS ESSÊNCIAS:

    – Ajustam o sistema de maneira gentil (não há efeitos colaterais nem contraindicações. Porém podem provocar catarse (processo de depuração) – vômito e/ou leve diarreia).

    – O animal com problemas tem a virtude oposta para contra-atacar.
    – Quanto mais agudo o processo, mais agudo o efeito.
    – Essência errada não existe – simplesmente não fará efeito.
    – Recomenda-se não tomar mais de doze essências ao mês.
    – Recomenda-se o máximo de seis essências por fórmula (por vidrinho).
    – A ação se dá entre três horas a oito semanas após terem sido administradas.

    DOSAGEM:

    – Quatro gotas quatro vezes ao dia ou a critério do terapeuta.

    MÉTODOS DE ADMINISTRAÇÃO:

    Água de beber, misturar na ração, via oral, borrifador, compressas para ferimentos abertos, no soro fisiológico para os olhos, na água do banho.
    Pode-se também esfregar nos coxins plantares (almofadinhas) e na parte interna das orelhas, se o animal estiver inconsciente.

    Para os animais, no vidrinho, só vão as essências e a água (para os humanos vai um pouco, 30%, de conhaque de uvas, para conservação. O conhaque é para conservar a água, as essências não estragam com o tempo. Existem essências na Inglaterra que foram manipuladas pelo Dr. Bach há mais de setenta anos que conservam o seu poder de atuação.). O floral para o animal, por não conter o conservante, deve ser guardado em geladeira. O Instituto Dr. Edward Bach do Brasil (Bach Centre da Inglaterra) não aconselha nenhum conservante para os animais: nem glicerina, nem álcool de cereais, nem vinagre de maçã, nem conhaque.

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