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MP recebe denúncia contra pista de corrida para exploração de galgos no RS

Galgo resgatado após ser explorado em corridas (RSPCA NSW)

O Ministério Público de Bagé, no Rio Grande do Sul, recebeu uma denúncia contra a construção de um centro de eventos ao lado da pista de corrida do Parque do Gaúcho, usada por criadores de galgos para a exploração dos cachorros em competições.

A denúncia, feita pelo Instituto Sulamericano de Estudos e Defesa Animal (i-SEDA), trata da “violação ao dever constitucional imposto ao Poder Público de proteção da fauna contra todas as formas de crueldade e possível prática de improbidade administrativa pelos agentes públicos envolvidos, por meio da construção do Centro de Eventos da Pista de Galgos que objetiva promover corridas competitivas no município de Bagé”.

Explorar galgos em corridas é uma prática proibida quase no mundo todo – apenas oito países, incluindo o Brasil, ainda permitem que as competições sejam realizadas. As proibições se dão pela crueldade imposta aos animais, que sofrem lesões, fraturas, paradas cardíacas e são abandonados.

No caso de Bagé, uma emenda parlamentar de autoria do Deputado Dionilso Marcon (PT), no valor de R$250 mil, possibilitou a construção do centro de eventos.

Nas redes sociais, a ex-deputada estadual do Rio Grande do Sul e ativista da causa animal, Regina Becker Fortunati, posicionou-se sobre o caso. Segundo ela, a disponibilização da emenda parlamentar através do Ministério do Turismo, do Governo Federal, “caracteriza inegável incentivo à cruel prática de exploração dos animais, submetidos a abusos físicos e psicológicos, o que não é aceito nem pelos bageenses, nem pelos gaúchos e é repudiada por entidades, ativistas e membros da rede de proteção animal mundial”.

A ativista citou em sua publicação o posicionamento do advogado animalista Rogério Rammê. Segundo ele, ironicamente pretendem realizar a obra no Parque do Gaúcho, onde existe uma verdadeira obra de cultura local, com visitação suspensa pela falta de investimentos, a Cidade Cenográfica de Fé, construída em 2012, para as filmagens do longa-metragem “O Tempo e o Vento”.

“Os criadores de galgos encontram espaço em jornais de grande circulação para defender as corridas, mas, os defensores e protetores de animais repudiam veementemente as corridas! Somos nós, os protetores, quem responde por todos aqueles sequelados, quebrados, esgotados ainda tão jovens e abandonados por não ter ‘mais serventia'”, criticou Regina.

A ex-deputada afirmou ainda que confia na atuação do Ministério Público e aguarda medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para proteger os galgos.  “Que sejam apuradas as responsabilidades dos agentes envolvidos no uso de dinheiro público para tão incabível investimento”, reforçou.

“Gratidão, Rammê e Angélica Caruso por tão importante parceria com o i-Seda, do qual sou uma das fundadoras! É por eles, os animais, e por todos nós!”, concluiu.


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Reino Unido registra quase mil mortes de galgos explorados em corridas em 2018

Quase mil cachorros da raça galgo explorados em corridas morreram ou foram mortos em 2018 no Reino Unido, segundo a Greyhound Board of Great Britain (GBGB), entidade reguladora desses eventos.

O dado deu força aos pedidos de proibição das corridas. No entanto, segundo o jornal The Guardian, o objetivo da entidade ao divulgar os números é dar início a uma transformação nas corridas, o que ONGs de direitos animais afirmam não ser possível. As informações são do portal 4MEN Magazine.

AFP/Arquivos

Mudar a forma como esses eventos são feitos não é o bastante. De acordo com as associações, é preciso proibir a prática, já que, entre outras razões, as próprias pistas de corrida apresentam riscos para os galgos, que invariavelmente sofrem lesões que impedem que, depois, sejam facilmente adotados.

Muitos dos cães que foram mortos poderiam estar vivos se tivessem encontrado pessoas comprometidas em dar a eles uma chance. Isso porque boa parte dos quase mil cães mortos tiveram suas vidas tiradas devido “aos custos elevados dos tratamentos médicos” e por serem considerados inúteis para os treinadores e competidores, que não tinham mais como explorá-los.

Mais de 200 cães foram mortos nas pistas no ano passado e outros sofreram morte súbita. As mortes, segundo a GBGB, são “evitáveis e desnecessárias”.

“A verdade é que centenas de cães registados como reformados pela GBGB continuam num ambiente comercial, confinados aos canis dos treinadores que continuam a não cumprir com as especificações exigidas, usados para procriação e regularmente forçados a doar sangue ou simplesmente a aguardarem adoção. Outras centenas são vendidos ou dados para criação, para correrem em pistas estrangeiras ou usados para pesquisa e dissecção”, denuncia ao “The Guardian” Trudy Baker, uma organização não-governamental que combate a exploração dos galgos.

A PETA, entidade internacional de defesa animal, também luta contra as corridas. “A indústria das corridas de galgos trata os cães como máquinas. Fora os minutos que passam na pista durante a corrida, passam quase 23 horas do dia confinados a uma jaula ou a um canil”, alertou a organização.

Os galgos são forçados a começar a correr nas pistas aos 18 meses e muitos deles não chegam a idade em que param de ser obrigados a competir – aos 4 ou 5 anos de idade -, pois morrem antes.

Dados da GREY2K USA, citados pela PETA, indicam que os galgos sofreram mais de 15 mil lesões entre 2008 e 2018, desde pernas e colunas partidas até eletrocuções.

Atualmente, as corridas de galgos alimentam casas virtuais de apostas, por meio das quais apostadores podem fazer suas apostas em todo o mundo, especialmente no Reino Unido e na Irlanda, mas também na África do Sul, na Austrália e nos Estados Unidos.

Corridas em Portugal

A exploração e a crueldade animal promovida pelas corridas teve um crescimento, em Portugal, em 2016. As técnicas cruéis de treino, as coleiras que dão choque nos cães mais lentos, os casos de doping e as inevitáveis lesões – que frequentemente os condenam ao abandono e à morte – chegaram ao país português vindas do exterior.

Segundo uma reportagem do portal Visão, aos dois anos de idade os cachorros explorados em Portugal “já se encontram de tal forma desgastados que são aposentados”, revela a reportagem.

As consequências das corridas na vida dos animais são terríveis e alarmantes. De acordo com o jornal Público, muitos cães são abandonados, quase todos com sequelas físicas e psicológicas. Assustados, amedrontados e com cicatrizes pelos corpos, eles são deixados à própria sorte, conforme explicou ao portal Cristina Gonçalo, fundadora da Katefriends, entidade que luta contra o abandono de galgos em Portugal.

Projeto de lei

Em Portugal, um projeto de lei, de autoria do deputado André Silva (PAN), que visa proibir as corridas de galgos em todo o território nacional, foi entregue à Assembleia da República no início de 2019. A proposta estabelece multas e penas de prisão para quem desobedecê-la.

Existem seis pistas, todas amadoras, no país, além de um campeonato nacional e mais de 20 criadores de galgos que os exploram em corridas.

O partido do deputado criou ainda uma petição contra as corridas. O abaixo-assinado conta com 6.499 adesões. “Sendo criados com o único propósito de correr e vencer, muitos cães jovens e saudáveis são descartados e mortos. Os cães que vão para as pistas enfrentam um duro programa de treino e, durante os treinos e as corridas, sofrem riscos significativos de lesões, como fraturas de pernas ou traumatismos cranianos. Alguns chegam a morrer de ataque cardíaco devido ao intenso desgaste físico. Os danos físicos são muitas vezes considerados ‘inviáveis financeiramente’ para serem tratados e o treinador – que se diz ‘tutor’ – opta por matar o cão”, afirma a petição.


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Corridas de cavalo matam cerca de 130 mil cavalos sadios por ano só nos EUA

O contraste entre o luxo e glamour observados nas arquibancadas dos famigerados circuitos de derby de Kentucky (EUA) e a realidade vivida pelos cavalos que participam da competição fica ainda mais nítido quando dados estatísticos são trazidos à luz.

Todo ano, 130 mil cavalos são transportados em caminhões superlotados para matadouros no México ou no Canadá. As viagens duram cerca de 24 horas e, nesse período, eles sequer recebem água ou comida. Passam por todo esse sacrifício para, chegando lá, serem brutalmente executados.

Cavalos de corrida costumam ter suas vidas encurtadas. São treinados desde o nascimento e começam a competir ao atingir entre dois ou três anos de idade – geralmente dois. Nesse período, os ossos dos animais ainda estão em processo de formação e, por isso, as chances do esforço levar a lesões mais graves aumenta significativamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, 92,3% desses animais levados aos matadouros estão saudáveis e poderiam viver o resto de suas vidas normalmente, em outro lugar. São levados à execução pura e simplesmente por não serem considerados bons o suficiente no que fazem, ou por sofrerem lesões que os impeçam de correr (mesmo que sejam ferimentos facilmente tratáveis).

Enquanto as disputas são um mero entretenimento para o público, que entra em êxtase ao apostar em um cavalo vencedor, e uma questão de lucro para os “donos” dos cavalos, do ponto de vista dos animais, ganhar as partidas é a única maneira de garantir mais algum tempo de vida. Anos? Meses? Tudo irá depender de sua performance nos próximos campeonatos.

Público muito bem vestido e animado para acompanhar a competição (Reprodução | CNBC.com)

A principal razão para que esses animais tenham o terrível fim que foi apresentado é a procriação excessiva. Nascem 20.000 cavalos por ano. Por mais que a adoção de cavalos tenha se popularizado, ela ainda não é uma opção tão realista assim, já que cuidar de um cavalo é algo muito mais complexo do que criar um cachorro ou gato, por exemplo.

Além disso, no mundo ocidental não é socialmente aceita a carne de cavalo como uma alternativa para alimentação, mas países como a China são um ótimo mercado consumidor do produto. Para os matadouros, portanto, é um negócio muito rentável assassinar essa quantidade exorbitante de cavalos ao ano.

Enquanto os animais sofrem, a indústria das corridas – que envolve os criadores, treinadores, tutores e também os matadouros – continua a prosperar.

Para Katherine “Kate” Denton, treinadora de cavalos nos circuitos da cidade de Camden, na Carolina do Norte (EUA) – que é sede de grandes campeonatos, como a Copa da Carolina – a solução mais viável para o problema seria executar os animais nos Estados Unidos. De acordo com ela, existem locais que possuem práticas relativamente humanitárias que já são usadas em vacas e outros animais.

Justify, um dos cavalos mais bem avaliados nos circuitos atuais (Reprodução | USA TODAY Sports)

Impossível imaginar que um assassinato esteja livre de sofrimento, e a Human Society insiste que a biologia dos cavalos, com uma técnica de reflexo de “corra-ou-lute”, torna essa possibilidade ainda mais inviável. Infelizmente, essa é a menos pior das possibilidades.

Em um cenário em que uma “morte humanizada” é a opção mais razoável entre as existentes, é preciso repensar toda a estrutura por trás dele. Qual a relevância dessas competições, a não ser a pura tradição e o entretenimento de pessoas ricas apostando seus dinheiros às custas do sofrimento animal? É realmente necessário que esses cavalos sejam procriados em grande escala, e submetidos a maus-tratos desde o nascimento até a morte? Os circuitos de derby, assim como circos e aquários, não são negócios sustentáveis e nem deveriam ser legais.

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Cavalo foi morto após cair de exaustão
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Cavalo é morto depois de sofrer um colapso em pista de corrida

 

Cavalo foi morto após cair de exaustão
Foto: Reprodução, The Holidog Times

Wanztbwicked tinha apenas três anos quando faleceu no Saratoga Race Course enquanto era forçado a treinar. Ele foi morto no local em que caiu depois de sofrer uma lesão, embora o tipo de ferimento não tenha sido divulgado.

Além de ser o terceiro cavalo que morreu na pista nesta temporada, Wanztbwicked é um dos mais de 50 cavalos do estado de Nova York que faleceu de forma trágica somente neste ano.

Dezessete morreram em Saratoga em 2016 e outras centenas de animais ficam feridos quando são forçados a competir, especialmente em condições exaustivas.

A alta exigência das corridas faz com que os cavalos explorados corram risco de ter lesões, como pernas deformadas ou quebradas ou exaustão. Isso significa que eles poderiam “desmoronar” – alcançar um ponto de ruptura e tropeçar ou ter um colapso – enquanto correm a velocidades superiores a 56 quilômetros por hora.

Esses acidentes são muito perigosos tanto para o cavalo quanto para o jóquei, mas como as corridas de cavalos fazem parte de uma indústria de vários bilhões de dólares, existe uma pressão crescente pelas altas velocidades. revelou o The Holidog Times.

Cavalo se fere durante corrida
Foto: Animals Australia

Isso acontece mesmo quando o cavalo está ferido. Nessas situações, o animal recebe drogas e é forçado a correr em meio ao sofrimento. Esses animais majestosos são vistos como objetos lucrativos que podem ser descartados e substituídos quando não são mais considerados adequados para esse “esporte” cruel.

Há muitos anos, os grupos de direitos animais denunciam os horrores que aterrorizam os cavalos explorados nessas competições. Um artigo publicado no New York Times em 2012 estimou que aproximadamente 20 cavalos morreram em ringues e corridas norte-americanas semanalmente, principalmente devido às overdoses de drogas usadas para melhorar o desempenho.

Os casos de crueldade envolvendo esses animais são generalizados. Uma investigação realizada em 2014 pela PETA acusou os famosos jockeys norte-americanos de dar choques elétricos nos cavalos para obrigá-los a correr mais rápido.

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Cavalo forçado a participar de corrida
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Nove cavalos morrem durante temporada de corrida nos EUA

Durante a temporada de corrida de cavalos nos Estados Unidos, nove animais morreram. Na mesma corrida, o cavalo Munjaz, de seis anos, cometeu um erro no trajeto e foi morto porque tinha uma “lesão irrecuperável na perna traseira esquerda”, segundo o Daily Racing Form.

A morte de cavalos em competições é algo comum
A morte de cavalos em competições é algo comum (Foto: Finishing Post)

A morte de cavalos explorados em competições não é incomum. Além de serem forçados a participar de corridas apenas para entreter o público, quando os cavalos se ferem ou não trazem mais lucratividade aos exploradores, eles são mortos.

Nesta competição morreram dois animais, sendo que nove cavalos faleceram na temporada, de acordo com o que foi divulgado pelo Horseracing Wrongs.

Esses casos mostram a extrema crueldade desta indústria. Entre os cavalos mortos estavam Lakalas, que teve um colapso, Queen B, que fraturou a perna e Wanztbwicked, que sofreu uma lesão. Os dois últimos passaram por um processo de morte induzida, sendo que no caso de Wanztbwiched o procedimento aconteceu na própria pista em que ele era explorado para corridas.

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Defensores dos animais pedem fim de provas hípicas

Foto: Reprodução/TV Net

Após a morte de um cavalo em Tarragona, Espanha, os elementos de organizações de defesa dos animais exigem que competições de hipismo acabem.

O Partido Animalista Contra o Maltrato Animal espanhol (Pacma) solicitou o fim das competições de hipismo e outros espetáculos baseados em animais, no país vizinho. Esta organização partidária lamenta a morte de um cavalo que morreu após a competição num festival numa localidade de Tarragona, em Espanha.

Os ativistas dizem que o animal em causa teve uma morte imediata e fulminante ao finalizar uma prova onde correu até à exaustação total e recorda que este tipo de eventos, aparentemente inofensivos, esconde uma realidade amarga e terrível para os animais.

Por esta convicção, este partido defende no seu programa eleitoral que se devem retirar apoios estatais a hipódromos ou sociedades hípicas e que devem fomentar-se outras atividades de ócio que não explorem a vida animal.

Fonte: TV Net

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