Campanha "Maio Sem Leite" denuncia a indústria de laticínios e sugere que consumidores façam substituições neste mês (Foto: Pixabay)
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“Maio Sem Leite”: campanha mostra o lado negro da indústria de laticínios

Uma campanha que está incentivando consumidores de leite a abandonar os laticínios faz parte de uma iniciativa no Reino Unido chamada “MooFree May”, ou “Maio Sem Leite”.

O esquema é uma campanha da instituição de proteção animal Vegetarian’s International Voice of Animals (Viva!) e concentra-se em incentivar o público a abandonar os laticínios e experimentar deliciosas alternativas veganas.

Campanha "Maio Sem Leite" denuncia a indústria de laticínios e sugere que consumidores façam substituições neste mês (Foto: Pixabay)
Campanha “Maio Sem Leite” denuncia a indústria de laticínios e sugere que consumidores façam substituições neste mês (Foto: Pixabay)

Durante o mês de maio, a Viva! está realizando uma série de eventos em cinco cidades do Reino Unido, onde a equipe oferecerá amostras públicas de produtos sem leite e distribuirá uma série de informações, incluindo livretos de receitas grátis, informações sobre saúde e nutrição e mini-guias de comidas livres de laticínios.

A campanha visa aumentar a conscientização sobre o lado sombrio e cruel da indústria de laticínio, e além dos eventos estará realizando uma enorme campanha de mídia social durante o mês de maio, compartilhando vídeos curtos de sua chocante exposição recente na indústria de laticínios das fazendas britânicas.

De acordo com a caridade: “Muitas pessoas não sabem que o ciclo de vida de uma vaca leiteira é uma exploração contínua do sistema reprodutivo feminino. Ela é inseminada artificialmente, carrega seu bebê por nove meses, apenas para o bezerro ser levado para longe dela, horas após o nascimento”.

“Esta prática é padrão em toda a indústria de laticínios e é usada para produzir sorvetes, leite, manteiga de queijo e iogurte. Isso acontece em todas as fazendas de gado leiteiro, de pequenos laticínios orgânicos a grandes pastagens mero zero”.

Denúncia

Recentemente uma investigação da Viva! mostrou as terríveis condições das fazendas leiteiras no Reino Unido. As fazendas britânicas denunciadas são enormes no comércio varejista e abastecem lojas como a Marks & Spencer, Tesco, Cadburys e Arla.

Nelas, vacas são obrigadas a transportar 14 litros de leite diariamente, e encontram-se animais magros e aflitos, vacas doentes deixadas para morrer e bezerros crescidos de forma solitária e longe de suas mães.

A denúncia foi feita em vídeo, e a diretora da Viva!, Juliet Gellatley, evidenciou um caso muito triste: “Em um piso de concreto úmido e imundo, encontramos uma vaca que estava tão doente que não conseguia se mexer, nem mesmo levantou a cabeça. Seu corpo estava se esvaindo e com grandes feridas, tanto antigas quanto novas. A dor e o sofrimento eram de partir o coração”.

Campanha pela mudança

Por causa de uma alergia ou de uma escolha de estilo de vida, as pessoas estão abandonando os produtos lácteos. “Viver sem leite de vaca é uma das mudanças mais naturais da sua dieta. Por quê? Simplesmente porque beber leite na infância não é o que a natureza pretende. Somos as únicas espécies no mundo a fazê-lo e, além do mais, consumimos leite de um animal diferente”, explicou Juliet, diretora da Viva!, de acordo com o Plant Based News.

A tentativa da campanha é mostrar que é possível a vida sem o leite. “Queremos mostrar ao público o quão simples, delicioso e fácil é tentar sem leite. O MooFree May (Maio Sem Leite) abrirá os olhos das pessoas para saborosas alternativas lácteas disponíveis, destacando as realidades brutais da indústria de laticínios, que sujeita as vacas leiteiras e seus bezerros” para uma vida de miséria”, evidenciou Juliet.

Você pode acompanhar a campanha no Facebook, Twitter e Instagram, e compartilhar posts de adesão à campanha usando a hashtag #MooFreeMay.

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Comidas de fim de ano prejudicam a saúde dos animais

Não adianta insistir, “só um pedacinho” das comidas de fim de ano pode, sim, fazer mal para o animal. Em alguns casos, a ingestão desses alimentos leva a doenças graves. Por isso, segundo a professora de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Carolina Zaghi Cavalcante, é importante manter a alimentação deles da forma como eles estão acostumados e não mudar a rotina por conta das festas.

Chocolates são altamente tóxicos aos animais (Foto: Pixabay)

“Se o animal recebe ração diariamente, ou come alimento natural, é necessário manter o alimento que é preparado. Qualquer variação na dieta pode causar diarreia neles”, explica a professora.

Como é comum que os tutores dos animais comam muitos alimentos gordurosos e doces nas festas de Natal e Ano Novo, os animais estão sempre à espera de algo que “sobre” para eles. Por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas a sobras de alimentos que caem no chão e lixeiras (que devem ficar fora do alcance dos animais).

Além disso, as visitas precisam ser alertadas sobre o assunto. “Toda mudança brusca de alimentação pode fazer mal aos animais. Mesmo em caso de alimentos indicados terapeuticamente, a troca [do que o animal come por algo novo] é progressiva, para não ocorrer diarreia e outras doenças”, exemplifica a professora.

Não dê ossos aos animais

Comidas ricas em gordura, bem como ossos ou restos de ossos podem causar danos ao sistema digestivo do animal. Esses tipos de alimentos podem levar a quadros de gastroenterocolite, que envolve diarreia, vômitos, dor abdominal, ou até mesmo consequências mais graves, como pancreatite aguda (inflamação no pâncreas) e perfurações intestinais.

Alimentos embutidos e muito temperados também devem ser evitados, conforme explica a professora. Isso porque os animais não estão acostumados a alimentos industrializados, que também podem causar doenças gastrointestinais graves.

Nada de chocolates

As sobremesas das pessoas nas ceias e almoços de fim de ano são regadas de saborosos alimentos doces, dentre eles chocolates. Porém, os animais não podem comer esse tipo de guloseima, por ser tóxica ao organismo. Segundo a professora, caso o animal venha a ingerir chocolate, pode apresentar algum sinal como diarreia, vômito ou alteração na frequência cardíaca.

Doces também devem ser evitados, inclusive os chocotones e panetones. Isso porque esse, que é um dos pães mais apreciados dessa época do ano, contém uva passa e fruta cristalizada, que são altamente tóxicas para cães e gatos. “Dependendo da quantidade [que o animal comer] pode causar insuficiência renal aguda”, explica a professora.

Expectativa de vida pode diminuir

Com tantos problemas que esses alimentos podem causar aos animais, os tutores precisam tomar cuidado para que eles não desenvolvam doenças crônicas, como é o caso da pancreatite, insuficiência renal e obesidade, conforme explica a professora. Isso diminui a expectativa de vida do animal, e ele terá que ter um acompanhamento mais de perto quanto à saúde.

“Além disso, a obesidade pode gerar várias outras consequências, como colesterol, diabetes, aumento da pressão arterial e altas taxas de triglicerídeos”, comenta. O aumento no nível de triglicerídeos pode levar a doenças cardíacas.

Fonte: Gazeta do Povo

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Aplicativo reúne comidas para vegetarianos e veganos em Fortaleza

Divulgação
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Os vegetarianos e veganos de Fortaleza (CE) agora têm um motivo para comemorar. Em um único aplicativo eles podem localizar, comprar e receber comidas em casa.

Com o Velivery, desenvolvido para os sistemas Android e iOS, é possível ao usuário localizar as opções vegetarianas mais próximas, efetuar pedidos e acessar informações sobre composição e ingredientes dos alimentos.

O lançamento na capital cearense é uma aposta dos idealizadores Benhur Antunes e Guilherme Ebling pela receptividade que este tipo de alimentação tem encontrado no Nordeste.

Crescimento na região
“Já temos inúmeros estabelecimentos cadastrados para começar as operações na cidade. A grande variedade de opções vegetarianas mostra que o veganismo está crescendo rápido na região”, acredita Benhur.

Com mais de 10 mil cadastros e 5 mil downloads em pouco mais de um mês de funcionamento em Porto Alegre, o Velivery deve chegar a outras capitais brasileiras no começo de 2017.

“Os resultados nos fizeram acelerar o processo de expansão do aplicativo. Percebemos que é possível chegar a no mínimo mais dez capitais brasileiras até junho do ano que vem”, projeta Guilherme.

Segundo os sócios, a aceitação do Velivery foi instantânea devido ao volume de empresas, fornecedores e produtos cadastrados no aplicativo.

“Realizamos uma verdadeira caçada às opções vegetarianas e veganas nas cidades onde atuamos. Isto permite que os usuários encontrem em um só mecanismo de compras uma grande variedade de produtos e serviços”, explica Benhur.

Antes de estrear a versão em aplicativo, em agosto de 2016, o Velivery passou oito meses funcionando em uma versão beta, via web, acessível pelo site.

Foi suficiente para mostrar todo o potencial à dupla de criadores, ao movimentar mais de R$ 100 mil e gerar mais de 1 milhão de acessos durante o período em conjunto com o portal de conteúdo SouVegetariano

Mais informações sobre o Velivery podem ser obtidas pelo site ou direto na APP Store, disponível para celulares com sistemas iOS e Android. Também é possível saber todas as novidades sobre o aplicativo pelo site SouVegetariano.

Fonte: Tribuna do Ceará

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Você é o Repórter

Feira vegana traz diversas atrações em Curitiba (PR)

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O Bazar é um evento colaborativo, realizado pela união dos produtores locais na área de gastronomia, cuidados pessoais e do lar, permacultura, arte, música e yoga.

Expositores confirmados:

Comidas:
Anis Vegan Bistrot
Barra Forte – Comidinhas Naturais
Bike Fruit
Fejón – Cozinha Vegana
For Life Gastronomia
Gato Vegan Curitiba
Hangry Grrrls
La Semilla
Zanquetta Alimentos Congelados

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Cosméticos e Cuidados Pessoais:
Amber Produtos Naturais
Cuidados de Pano – absorventes ecológicos
Prema

ONGs:
Sustemtabilidade
Biomimética

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Ativismo:
SVB Curitiba

Alimentos para PETS:
Fridog Ração Vegetal

Artes:
Kuy

Atividades confirmadas:
14:00 – Apresentação com Dueto de MPB
16:00 – aulão de yoga com Camila Alves

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Serviço:
EVENTO: Bazar Vegano Edição Especial de Aniversário
DATA: 10/09/2016
HORÁRIO: das 11:00 as 18:00
LOCAL: Estação de Permacultura Vegana Tanguá
END: Rua Eugênio Flor, 468, Abranches. Curitiba/PR
ENTRADA GRATUÍTA

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Oficina de comidas salgadas veganas será realizada em Aracaju (SE)

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Divulgação

O chef André Vieland irá ministrar uma oficina de comida vegana nesta quarta (17) e quinta-feira (18), em Aracaju. O paulista vai ensinar a fazer doces e comidas salgadas.

“Resolvemos fazer em dias separados, uma oficina só de doce e outra de salgados para poder aprofundar mais. Pretendo usar ingredientes regionais e do período sazonal em ambas”, revelou o chef.

“Acredito que há uma crescente na procura por comida vegana. Isso faz com que mais gente invista nesse tipo de alimentação e quanto mais se investe, mais pessoas acabam conhecendo e aderindo. Acho também que as pessoas estão tendo mais informações, tanto em relação à sua saúde, como ao bem estar animal, que são duas coisas que levam ao veganismo”, opinou.

Serviço
As aulas serão das 19h às 22h, sendo na quarta-feira a oficina de doces e na quinta-feira a de comidas salgadas. As inscrições podem ser feitas através do link Oficina Vegana.

Fonte: G1

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Veja as comidas típicas juninas em versões veganas ou livres de glúten

Por mais ofuscadas que as festas juninas estejam com a Copa do Mundo acontecendo aqui no Brasil, ainda é possível aproveitar todas as comidas típicas que essa época oferece. Mas e as pessoas que possuem dietas com restrições alimentares como os celíacos, que não podem comer glúten, quem tem intolerância a lactose, ou ainda pessoas que são veganas podem aproveitar essa época do ano?

O Vírgula Lifestyle descobriu quais são as vantagens de uma dieta vegana ou sem glúten e sem lactose, as dificuldades e ainda separou algumas delícias juninas para as pessoas aproveitarem a época sem medo que quebrarem a dieta.

Veganismo

Pessoas veganas não consomem nenhum tipo de produto que tenha origem animal, desde os alimentos, que incluem leite e ovos, até objetos feitos de couro e afins.

De acordo com o biólogo especializado em nutrição Sergio Greif, que também é vegano, a maior vantagem nesse tipo de dieta é que a pessoa que a adota deixa de participar da exploração animal. Já em relação à saúde, ele afirma que ser vegano também traz benefícios pois envolve um menor consumo de gorduras saturadas, colesterol exógeno e proteínas, além de um maior consume de vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras.

Cristina Mallmann, do Casal Natureba, que é vegana há um pouco mais de um ano, assegura que se a dieta vegana é feita corretamente, trás benefícios que vão desde “não se sentir pesado” até “melhoras no funcionamento do organismo”.

Entretanto, pessoas que escolhem se tornar veganas também passam por algumas dificuldades. Cris Maejima, da Vegan Cakes, afirma que as maiores dificuldades aparecem quando ela vai a algum restaurante que não possui nenhum prato vegano que não seja salada ou batata frita.

Nathalia Soares, da Chubby Vegan, considera que a cada dia que passa as dificuldades são cada vez menores, mas ela afirma que a maior dificuldade é encontrar alguns dos ingredientes para o preparo dos pratos.

Sergio culpa a escassa oferta de alimentos preparados que sejam veganos e o preço que são atribuidos a eles. Apesar disso, ele ressalta que para as pessoas que cozinham em casa, a dieta vegana não possui nenhuma desvantagem.

Eliminando o glúten e a lactose

Existem muitas pessoas que são celíacas ou que possuem intolerância a lactose, mas não são apenas essas pessoas que escolhem cortar isso de suas vidas. Débora Costa, do site Sem Glúten Sem Lactose é uma delas. Mesmo não sendo intolerante, ela procura comer alimentos que não possuam leite e seus derivados e sem glúten também.

Sérgio Greif explica isso: “Mesmo pessoas que toleram lactose e glúten se beneficiam de dietas livres dos mesmos. Uma pessoa pode não mostrar reações agudas à lactose, mas ainda assim não irá absorvê-la. Ela não experimentará episódios agudos como os vividos por pessoas intolerantes, mas certamente poderá ter algum grau de desconforto. Igualmente, o glúten não afeta apenas os celíacos. Esses apenas são mais sensíveis a ele. Mas ele afeta o sistema imunológico de todas as pessoas, por isso ainda que consumido deve ser feito com moderação”.

Como dificuldades, novamente são ressaltados os dias de quebrar a rotina. Débora afirma que os momentos de ir a jantares na casa de amigos estão entre as situações mais complicadas.

Como curtir as festas juninas?

Apesar do que pode ser pensado num primeiro momento, curtir as festas juninas e todas as suas comidas típicas sem sair da dieta vegana e sem consumir glútem e lactose é mais fácil do que se pensa.

Muitas festas juninas são feitas especialmente para esse público, como a da Veg Nice, que acontecerá em São Paulo.

Além disso, algumas das comidas típicas de festa junina já são normalmente livres de glúten e produtos originados dos animais, como o milho verde e a pipoca.

Fonte: Boa Informação

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Lista traz dez alimentos proibidos para cachorro

Diversos tutores de cães têm o forte desejo de agradar seus animais com alguma guloseima, especialmente, quando ele faz aquela carinha de pidão. No entanto, alguns alimentos podem ser prejudiciais e causar danos irreversíveis à saúde do bicho e, inclusive, levá-lo a morte.

Do abacate à uva, diversas comidas comumente usadas nas refeições dos donos podem prejudicar a saúde ou até matar os seus cachorros. (Foto: Divulgação)
Do abacate à uva, diversas comidas comumente usadas nas refeições dos donos podem prejudicar a saúde ou até matar os seus cachorros. (Foto: Divulgação)

Confira a lista com os 10 alimentos de consumo proibido para cachorros.

Chocolate: Apesar de ser delicioso, o chocolate possui teobromina, uma substância similar à cafeína. A ingestão, mesmo que em pequenas quantidades, pode provocar vômito, diarréia, sede excessiva, além de tremores, convulsões e alteração nos batimentos cardíacos. A guloseima também pode causar alergias e provocar uma intoxicação grave que leva à morte.

Sendo assim, opte apenas pelos chocolates desenvolvidos exclusivamente para animais e vendidos sob supervisão veterinária.

Bebidas alcoólicas: Cerveja, licor, vinho, e bebidas em geral que contenham álcool geram os mesmos efeitos no fígado e cérebro de um cão que nos seres humanos. No entanto, os malefícios para os cães podem ser ainda maiores, uma vez que causam vômitos, diarréia, alterações no sistema nervoso central, problemas de coordenação, dificuldade respiratória, coma e até a morte. De acordo com as proporções, quanto menor for o cão, maior o efeito.

Uva ou uva passa: Embora muitos petiscos para cães possuem uvas ou passas, esse é um alimento que não deveria ser oferecido para o animal. Ainda não se sabe ao certo o motivo, mas uvas e passas podem causar insuficiência renal precoce, vômitos e podem deixar o cão bastante apático.

Macadâmia: Basta uma pequena quantidade de macadâmia para o cão ser envenenado e até mesmo morrer. Isso porque esses tipos de nozes, se ingeridos, geram uma intoxicação grave com sintomas que incluem tremores musculares, fraqueza ou paralisia dos membros posteriores, vômitos, temperatura corporal elevada e frequência cardíaca rápida.

Alho e cebola: O alho e a cebola causam o mesmo efeito negativo na saúde dos cães. Tanto em suas versões cozidas, desidratadas, em pó ou mesmo cru, os dois alimentos podem ser responsáveis pela destruição de células vermelhas no sangue do animal, levando-o à anemia. Se for ingerido em grandes quantidades, o alho e a cebola podem causar intoxicação que apresentam sintomas como fraqueza, vômitos, apatia, falta de apetite e de ar.

Abacate: Apesar de ser inofensivo para humanos, o abacate entrou para a lista de alimentos mais perigosos para cães da ASPCA, em 2009. Isso porque toda a planta do abacate – semente, casca, folhas e fruto – contém uma substância denominada Persin, que é altamente tóxica e letal para cães. Procure evitar qualquer tipo de contato.

Bebidas com cafeína: Pouco importa a quantidade ingerida, a cafeína pode ser letal para o cachorro e não há antídotos. A reação no corpo dos animais é similar a um envenenamento, uma vez que provoca sintomas como agitação, respiração acelerada, palpitações cardíacas, tremores musculares, convulsões e sangramento. É importante ter em mente, que além do chá e café, a cafeína também pode ser encontrada em bebidas com cacau, chocolate e energéticos. Alguns medicamentos para resfriado e analgésicos humanos também podem conter cafeína.

Ossos: Tutores comumente pensam em agradar seus cachorros com um osso. No entanto, os ossos cozidos, fervidos ou esquentados podem ser responsáveis por lesões nos dentes e boca, problemas estomacais (caso o osso fique colado na parede no estômago) e até hemorragia, se o animal engolir um pedaço pontiagudo. Nesse caso, tutores devem optar pelas opções industrializadas, uma vez que não possuem este tipo de risco.

Frutas com sementes: O problema não é sempre as frutas em geral, mas sim, as suas sementes. Isso porque os caroços presentes em frutos podem causar uma inflamação no intestino delgado dos cães. Além disso, as sementes também podem causar obstruções, hemorragias e até envenenamento. Evite ao máximo oferecer frutos com sementes e caroços ao animal.

Doces e comidas açucaradas: Guloseimas são muito saborosas, mas podem ser grandes vilãs dos animais. Os doces em geral e alguns produtos de panificação possuem o xilitol, uma substância responsável pelo aumento da insulina que circula no corpo do cachorro. Caso isso ocorra, haverá uma alteração na taxa de açúcar do cão que pode levá-lo a insuficiência hepática. Os sintomas iniciais incluem vômitos, letargia e perda de coordenação. Eventualmente, o cão pode ter convulsões. A insuficiência hepática pode ocorrer dentro de poucos dias.

Com informações de Link Animal.

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O poder das comidas cruas

Entrevista com Aris La Tham

Com exclusividade, por telefone à IHU On-Line, Aris La Tham, chef vegetariano famoso por seus alimentos feitos ao Sol, disse que nos alimentos há vida e devemos absorver com eles a energia solar que vão acumulando.

Aris La Tham, panamenho da Zona do Canal, é vegetariano há 34 anos e usa alimentos vegans, crus e vivos, há 28 anos. É descendente direto de uma família de mestres culinários africanos das Índias Ocidentais e tornou-se famoso defensor dos alimentos saudáveis. Formou-se no campus de Fullerton, da Universidade do Estado da Califórnia, com mestrado em Lingüística. É Ph.D. em Ciência da Alimentação e Nutrição. Trabalhou como administrador de Educação Bilíngüe. Foi eleito um dos melhores chefes vegetarianos dos EUA pela revista Vegetarian Times. Já apareceu nas páginas de publicações como Vegetarian Gourmet, Health Quest, Upscale, Essence e Tarzan Fitness Magazine, do Japão, e do jornal Washington Post. La Tham foi homenageado pelo Raw Food Culinary Masters Showcase (exposição de mestres da culinária crudívora) no Swept Away Resort. Trabalhou como consultor executivo de alimentação do Strawberry Hill Resort e atualmente dá curso para chefs vegans e crudívoros em hotéis internacionais e resorts. Seus serviços no campo da cura e da nutrição estão disponíveis no Spa Detox & Health, St Mary, Jamaica.


IHU On-Line
–  Por que se tornou vegetariano?

Aris La Tham – Eu me tornei vegetariano na década de 1960. Estava na faculdade e, naquela época, vivia-se um momento de contestação popular nos campus universitários, um movimento de conscientização e de busca por estilos de vida alternativos, então foi uma evolução natural para mim tornar-me vegetariano. Há mais de 30 anos eu não consumo nenhum tipo de comida cozida. E agora, observando a evolução da minha vida como um todo, em comparação com outras pessoas, eu vejo que, a medida que envelheço, me torno cada vez mais forte, mais criativo, enfim – estou cada vez melhor.

IHU On-Line – O que significa essa opção e como você a vive?

Aris La Tham – Todas as comidas cruas, ou vivas, são um estilo de vida. Deve-se entender que o corpo é composto de muitos líquidos e muitos fluídos então a maior parte do que consumo é em forma de creme. Basicamente, a minha alimentação é composta por vegetais, especialmente os não-protéicos, pasta de vegetais, nozes em geral e algas, essas últimas muito ricas em minerais. Uma porção muito pequena da minha alimentação vem de grãos ou legumes. O que eu consumo, basicamente, é suco de frutas frescas e suco de vegetais e bastante água de coco.

IHU On-Line – Quais são os alimentos considerados saudáveis? Ainda, o senhor poderia explicar com mais detalhes o que é uma comida preparada pelo sol?

Aris La Tham – Quando falamos em tipos de comida mais saudável, devemos ter em mente que não existe apenas um tipo mais saudável de comida. Devemos começar refletindo sobre a finalidade do ato de comer e então devemos buscar aquele tipo de comida que mais satisfaz esse fim. Então, estamos falando de alimentos que são eficientemente processados pelo corpo e que não requerem muito tempo de digestão. Os alimentos cozidos simplesmente destroem as enzimas digestivas, então o corpo é forçado a produzir uma quantidade extra de enzimas, um processo enormemente desgastante para o corpo. Assim, todo o princípio da sunfire food, ou alimentos cozidos pelo sol, baseia-se no fato de que o sol cozinha o alimento a medida em que ele cresce, ou seja, a própria transformação de uma semente em fruta ou vegetal que pode ser comido é, em si, um processo de cozimento. Ou seja, o alimento é cozido pelo sol durante todo o período do seu desenvolvimento. Então, o que eu faço é simplesmente “não fazer nada” com esse alimento, para não destruir a energia solar nele contida. Ainda, esses alimentos são, basicamente, auto-digestíveis.

IHU On-Line–  Basicamente, quais são os principais inimigos do alimento saudável? 

Aris La Tham– Qualquer alimento que você colocar dentro do seu sistema tem de passar pela corrente sangüínea para que o corpo possa utilizá-lo, para que o corpo tire para si o valor desse alimento. Dessa forma, os alimentos que desafiam esse processo são os mais perigosos para o sistema. Estamos falando de produtos industrializados em geral, de produtos lácteos, de alimentos gordurosos e salgados, de proteína animal e gordura animal. Entre os animais, por exemplo, estão os onívoros, que comem de tudo; herbívoros, que se alimentam do que vem da terra; e frutíferos, que só se alimentam de frutas. O fato de os humanos optarem por serem onívoros é um grande equívoco porque é o pior tipo de sistema de alimentação que existe, principalmente por causa do consumo de carne.

IHU On-Line– Pensando na população mundial como um todo, é possível, economicamente,  que todos se tornem vegetarianos?

Aris La Tham– Na verdade, já está provado que custa muito mais dinheiro para produzir proteína animal e que, em termos de custo-benefício, seria muito melhor se a humanidade adotasse uma alimentação vegetariana, particularmente a alimentação frutífera, que é a que mais se adapta a nós humanos, já que o nosso corpo está mais preparado para esse tipo de alimentação. Frutas como abacate e manga, por exemplo, têm a capacidade de se reproduzir sozinhas, ou seja, cada uma de suas sementes pode gerar uma nova árvore, numa cadeia que pode gerar bilhões de frutos para serem consumidos diretamente pelos seres humanos. Agora, árvores frutíferas precisam ser derrubadas para que o gado possa ser criado e os frangos alimentados. Em suma, o custo de produção dos alimentos de que o corpo realmente necessita para desempenhar suas funções é muito menor.

IHU On-Line– Ser vegetariano traria, então, benefícios econômicos, políticos e éticos?

Aris La Tham– Em primeiro lugar, temos que ter em mente que comer não é uma opção. Nós temos que comer, e isso é facilmente passível de exploração pelos interesses do capital comercial mundial, como as super-mega companhias multinacionais agrícolas, produtoras de fertilizantes, enfim, proprietários de todas as hiper-instalações que são necessárias para manter esse mega negócio chamado agro-business. Então, a opção de ser vegetariano, além de ser muito mais saudável e higiênico, é também uma posição política, pelo menos foi isso que eu aprendi na minha vida estudantil dos anos 1960, nos campus universitários dos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã, quando a juventude daquela época tinha uma plataforma e queria ser ouvida, que a verdadeira contracultura era uma alternativa contra o establishment político. Dessa forma, ser vegetariano é uma enorme realização em termos políticos e, logicamente, também em termos ambientalistas é uma grande conquista. Enfim, nós temos de achar uma maneira de conscientizar as pessoas sobre a importância da escolha daquilo que elas vão comer, de maneira que fiquem mais seriamente conscientes de quais são as escolhas.

IHU On-Line– Gostaria de acrescentar mais alguma questão para finalizar esta entrevista?

Aris La Tham– Diria que cabe a nós viver nossa vida em força plena, viver a plena capacidade de vida que temos em nós. Então tentar manter um corpo vivo através de comida morta cozida, de comida sem vida, não é caminho certo a tomar. Assim, minha posição em relação à comida, é que há vida na comida que nós comemos! E isso deve ser considerado quando fazemos nossas escolhas. Eu nasci no Panamá e cresci nos Estados Unidos, e conheci diferentes tipos de cozinha – chinesa, africana, européia – totalmente imerso em meus estudos, então eu estou absolutamente consciente do impacto da dieta em diferentes comunidades pelo mundo, então nós temos o legado da comida latino-americana, caribenha que utiliza muitos alimentos frescos e que são realmente muito bons. O processo de cozinhar, embalar, engarrafar, enfim, é tudo muito custoso e desnecessário e não lhe trará os benefícios daquilo que você pode encontrar no seu quintal.

Fonte: UNISINOS

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