Entrevista, Notícias

Anemia, fraqueza e alto custo: nutricionista desmente mitos sobre veganismo

Pixabay

O veganismo é cercado de mitos fundamentados na desinformação da sociedade. Em plena ascensão, essa filosofia pautada no reconhecimento dos animais como sujeitos de direito ainda enfrenta muito preconceito.

Para combater as ideias equivocadas acerca do veganismo e incentivar os leitores a conhecer mais sobre o tema e estimulá-los a se tornarem veganos, a Agência de Notícias de Direitos Animais convidou a nutricionista Maitê Ranheiri para desmentir mitos sobre o veganismo.

Ser vegano é caro? Quem consome apenas alimentos de origem vegetal pode se sentir fraco e desenvolver anemia? Vegetais causam saciedade? Atletas podem adotar o veganismo? Confira abaixo a lista de mitos desmentidos pela especialista.

(Foto: Impossible Foods)

“Veganismo é para ricos porque é muito caro ser vegano”

Maitê Ranheiri: Mito! Se formos pensar em custos, contando que os alimentos de origem animal – 1kg de carne custa de R$ 20,00 a R$ 40,00 – quanto compraríamos de vegetais com esse mesmo valor?

Uma alimentação vegana planejada pode ser e é mais barata. Sugiro preferir comprar vegetais em feiras abertas localizadas perto de sua casa, os valores normalmente são mais baratos e também damos preferência ao pequeno produtor.

“Atletas não podem ser veganos”

Maitê Ranheiri: Mito! O Journal of the International Society of Sports Nutrition mostrou em um artigo que com uma alimentação equilibrada e bem planejada, dando atenção as recomendações de energia, macro e micronutrientes, juntamente com a suplementação adequada, a alimentação vegana pode atender às necessidades dos atletas de forma satisfatória.

“É impossível um vegano ganhar massa magra durante a musculação”

Maitê Ranheiri: Mito. Conseguimos sim atingir as recomendações de carboidratos necessários para dar energia para o treino, e de proteínas para construção muscular, desde que a alimentação seja equilibrada e ajustada para o esporte e os objetivos do treinamento.

“A dieta à base de vegetais não promove a sensação de saciedade”

Maitê Ranheiri: Mito. A dieta a base de vegetais é a que maior promove a sensação de saciedade, por ter alimentos ricos em fibras solúveis que se transformam em gel após ingeridas, permanecem mais tempo no estômago promovendo sensação de saciedade. Este tipo de fibras é encontrado em leguminosas, sementes, farelos, frutas e hortaliças.

“Veganos ficam fracos e anêmicos”

Maitê Ranheiri: Mito. Qualquer pessoa, mesmo que seja onívora, pode ficar com deficiência de algumas vitaminas e minerais. Em relação aos veganos, a recomendação de ferro é maior justamente para evitar a deficiência. Porém, verificar os exames sempre é importante para analisar o perfil nutricional e a saúde. A vitamina B12 é encontrada somente em alimentos de origem animal, mas mesmo quem come carne pode ter deficiência dessa vitamina por depender de vários fatores para a absorção e manter os níveis destes nutrientes.

“Pessoas que trabalham com serviços pesados, como pedreiros, não teriam força física e energia para exercer a profissão se fossem veganos”

Maitê Ranheiri: Mito. Pelo contrário, a ingestão de carboidratos normalmente é maior em veganos, este nutriente é essencial para dar força e energia.

“Veganos só comem salada”

Maitê Ranheiri: Mito. Os veganos têm uma alimentação bem variada, incluindo cereais, raízes e tubérculos, frutas, verduras e legumes, oleaginosas e leguminosas.

“Só existe proteína de origem animal”

Maitê Ranheiri: Mito. A proteína de origem vegetal é encontrada nas leguminosas, cereais e oleaginosas. Esses três grupos alimentares são fontes de aminoácidos e se complementam formando as proteínas.

“A alimentação vegana não dispõe das vitaminas e minerais necessários à saúde humana”

Maitê Ranheiri: A alimentação vegana pode atingir a recomendação de todos os nutrientes, exceto a vitamina B12.

“Veganos precisam ingerir dezenas de suplementos”

Maitê Ranheiri: Mito. Pensando que ser vegano com uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, carboidratos e proteínas e precisando de uma quantidade maior para os nutrientes serem adequados, nem sempre essa população precisa tomar suplementos.

“Apenas veganos precisam de suplementação. Onívoros nunca precisarão suplementar a vitamina B12 ou realizar qualquer outra suplementação”

Maitê Ranheiri: Qualquer pessoa com deficiência de vitamina b12 deve suplementar. Alguns estudos mostram que a prevalência de deficiência desta vitamina é igual para onívoros e veganos.

“Veganos têm mais risco de desenvolver doenças, inclusive demência”

Maitê Ranheiri: Mito. Vários estudos comprovam que a alimentação baseada em plantas pode diminuir o risco de desenvolver doenças por ser uma alimentação rica em fatores protetores como vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios e reduzem o consumo de alimentos fontes de fatores causadores (como gordura trans, excesso de gordura saturada, carboidratos refinados, sódio em excesso e contaminantes químicos).

“A soja é rica em hormônios femininos e não deve ser consumida por homens”

Maitê Ranheiri: Mito. Soja não contém hormônio, ela tem uma estrutura molecular semelhante ao estrógeno – é chamada de fitoestrogêno – mas não desempenha a função do hormônio. Porém, em relação ao consumo de soja, prefira a orgânica.

“Bebês, crianças e grávidas não devem ser veganos”

Maitê Ranheiri: Mito. Segundo a posição da American Dietetic Association, as dietas vegetarianas bem planejadas são apropriadas para indivíduos durante todos os estágios do ciclo de vida, incluindo gravidez, lactação, infância e adolescência, e para atletas.

“É difícil ser vegano”

Maitê Ranheiri: Mito. Atualmente o mercado vegano está crescendo e temos muitas opções em vários lugares no país. A demanda do comércio vegano tem aumentado muito e a indústria está procurando se adaptar a isso.


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Notícias

Mercado de carnes vegetais estima crescimento pelos próximos quatro anos

Reprodução

O mercado global de carnes vegetais projeta um futuro promissor, segundo pesquisa realizada neste mês de setembro. A Arizton aponta que, até 2025, o segmento de alimentos deve alcançar uma receita próxima a R$ 62 bilhões e taxa de crescimento anual composta de 18%.

De acordo com o relatório, os novos produtos que imitam e oferecem alternativas à carne animal vêm se tornando frequentes, a indústria testemunha um grande número de lançamentos, dessa forma, os investimentos no setor são propícios ao aumento. Prevendo, ainda, novos ingredientes, avanços no processamento e uma redução de preços para os consumidores.

Globalmente, há tendências que consideram impactos na cadeia de produção e consumo, juntamente com os custos ambientais. “Esse fator impulsiona a demanda por alternativas à base de vegetais”. As pessoas estão consumindo cada vez mais proteínas, grande parte dos consumidores já não veem a falta de alimentação de produtos da indústria de carne como impedimento nutricional.

Apesar disso, o mercado de alimentos à base de vegetais ainda tem desafios a superar, mesmo com o crescimento do veganismo, que defende a abstenção de produtos de origem animal, e do semivegetarianismo, que visa reduzir o consumo de carne semana ou diariamente.

Por fim, o relatório afirma que startups do setor estão em busca da melhor combinação com óleo de coco, batata, ervilha ou outras proteínas substitutas e outros ingredientes vegetais para a criação de um produto comparável às carnes convencionais.


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Notícias

Empresa de carnes vegetais celebra 30 anos com crescimento de demandas

Reprodução

Neste mês de setembro, o grupo holandês Vivera, indústria de alimentos à base de vegetais que busca imitar o sabor e a textura de carne tradicional, completa 30 anos. Em comemoração, a companhia do mercado vegetariano, que atualmente comercializa mais de 50 produtos em cerca de 27 mil supermercados ao redor do mundo, anunciou futuros investimentos, equivalente a mais de R$ 187 milhões para aumentar a produção, segundo informações do grupo Distrifood.

A meta é ampliar o dobro do volume de alternativas à carne, de 17 milhões de quilos para 45 milhões, até o ano de 2025. A indústria conta com três fábricas em funcionamento e tem o objetivo de gerar a duplicação de empregos nos próximos anos. A CEO da Vivera, Willem van Weede, afirma que a expansão deve favorecer a baixa nos preços dos produtos para o consumidor.

Apesar do impacto da pandemia do novo coronavírus, os planos da companhia se mostram promissores, visto que a Vivera testemunhou o crescimento de 30% da demanda por alternativas à carne, prevendo faturamento equivalente a R$ 542 milhões em 2020 e R$ 1,6 bilhão nos próximos 4 anos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a redução do consumo de carne é a maior transformação para o enfrentamento da mudança climática. Diminuindo o consumo, é possível ajudar no combate às emissões de gás carbono no planeta em 24%, o equivalente a retirar 240 milhões de carros das ruas. Além disso, o órgão ressalta que comer carne causa impacto não só ao meio ambiente, mas também a saúde humana e a qualidade de vida dos animais.


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Notícias

Haddad revela que está comendo alimentos veganos na quarentena e diz que “esse é o caminho”

Foto: AFP

Fernando Haddad, que concorreu à presidência do Brasil nas últimas eleições, voltou a falar sobre veganismo. Anteriormente, o político já havia revelado que tem uma filha vegana que tem ensinado muito para ele sobre direitos animais.

Desta vez, Haddad contou que está comendo alimentos veganos durante a quarentena imposta pelo coronavírus. A revelação foi feita durante uma vídeo conferência, transmitida ao vivo na internet, com youtubers.

O político comentou sobre sua alimentação após sua aparência saudável ser elogiada pelos youtubers e, ao falar de veganismo, disse que “esse é o caminho”.

“Acho que é a alimentação vegana da minha filha. Eu estou convivendo com minha filha e minha mulher 24 horas por dia. Eu estou comendo comida vegana, esse é o caminho. Meu negócio é lentilha, abobrinha, grão-de-bico”, disse.


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Jornalismo cultural, Notícias

Grupo leva comida vegana para mais de 400 famílias em SP

Trabalho que surgiu sem pretensão se transformou em banco de alimentos veganos para pessoas em situação de vulnerabilidade (Fotos: Divulgação/Rango Solidário na Pandemia)

Durante a pandemia de coronavírus, alguns cozinheiros vegetarianos de São Paulo (SP) decidiram se unir para contribuir com a população carente da cidade. Ou seja, quem enfrenta mais dificuldades nesse período de isolamento social.

A iniciativa deu origem ao grupo Rango Solidário na Pandemia, que já funciona como um banco de alimentos veganos e transformou em rotina o auxílio às pessoas em situação de rua e às famílias em situação de vulnerabilidade na periferia.

Para fazer a diferença na vida dessas pessoas, o grupo distribui “cestas mais do que básicas”, como define a Chef Damodara, lembrando que o Rango Solidário entrega produtos de higiene, além de alimentos.

O objetivo da ação é distribuir cestas que atendam as famílias beneficiadas por pelo menos 20 dias sem precisarem sair de casa. “Muitas delas recebem também frutas e verduras para complementar a alimentação da criançada”, informa Damodara.

E não para por aí. O Rango Solidário também distribui comida vegana quentinha e água fresca para as pessoas em situação de rua.

A Chef Damodara explica que oferecer produtos sem nada de origem animal é importante porque os idealizadores pregam esse estilo de vida por respeito aos animais.

A ação já atendeu durante esta quarentena mais de 400 famílias com a ajuda de pessoas físicas e jurídicas. “Essa união de pessoas e recursos está dando apoio também a pequenas ações em toda a cidade.”

Para conhecer melhor o trabalho do Rango Solidário na Pandemia e saber como colaborar, acesse a página do grupo no Facebook – clique aqui.

Doações também podem ser feitas através de conta bancária ou boleto. Para solicitar os dados bancários ou a emissão do boleto, entre em contato com Yolanda M. Jaque – Chef Damodara pelo WhatsApp – (11) 98117-4517.


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Jornalismo cultural, Notícias

Hospitais ganham doações de comida vegana em Amsterdã

Com a crise do coronavírus e o sistema global de saúde exigindo cada vez mais dos profissionais da área, o restaurante Meatless District, em Amsterdã, decidiu preparar e distribuir refeições veganas de forma gratuita a funcionários dos três maiores hospitais da capital holandesa.

Desde o dia 22 de março, o restaurante deixou de atender também pedidos de entrega em domicílio (Fotos: Divulgação/Meatless District)

Embora os restaurantes estejam oficialmente fechados para os clientes desde o dia 15 de março, o que deve ser mantido pelo menos até o dia 28 deste mês, o Meatless District decidiu se focar no que considera mais importante no momento – ajudar quem está atuando na linha de frente no combate à covid-19.

Desde o dia 22 de março, o restaurante deixou de atender também pedidos de entrega em domicílio. A prioridade é se dedicar exclusivamente a preparar refeições veganas aos profissionais que estão enfrentando uma jornada exaustiva de trabalho para cuidar dos pacientes infectados com o coronavírus.

Conheça mais histórias de solidariedade em tempos de coronavírus – clique aqui. 


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João Gordo cria projeto para distribuir comida vegana a pessoas em situação de rua

João Gordo, em parceria com Vivi Torrico, criou o projeto Solidariedade Vegan, por meio do qual refeições veganas são distribuídas a pessoas em situação de rua em São Paulo.

Com a chegada da Covid-19 ao país, aumentou a quantidade de pessoas passando fome. Por essa razão, a iniciativa é de extrema necessidade.

Arte: @w.loud

A dupla investe R$ 15 para produzir cada marmita. Como são produzidas 100 marmitas, o investimento total é de R$ 1,5 mil. O objetivo é entregar, no mínimo, 3 mil refeições por mês.

“Se as pessoas puderem contribuir de alguma forma, esse número pode aumentar”, explicou Vivi.

Para colaborar financeiramente com o projeto, basta fazer a doação através do site de financiamento coletivo Catarse. Além das doações em dinheiro, o projeto também recebe alimentos e embalagens.

O projeto social e cultural Pimp My Carroça, que visa tirar catadores da invisibilidade através da arte e da coletividade, está auxiliando nas entregas das marmitas, feitas na região do Bixiga. Artistas também estão apoiando o projeto por meio de doações e divulgação.


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Bistrô vegano cria campanha de entrega de almoço grátis

Green Vegg divulgando nesta segunda-feira (23) o prato do dia (Fotos: Green Vegg/Divulgação)

Um bistrô vegano em Fortaleza (CE) decidiu criar uma campanha para facilitar o acesso à alimentação vegana nesse período de pandemia do coronavírus (covid-19).

Pelo iFood, cada pessoa que colabora com R$ 5 permite que o Green Vegg consiga realizar a entrega de um almoço grátis.

Por meio da sua conta no Instagram, o bistrô tem atualizado os seus seguidores sobre a campanha e destacado quais são os pratos do dia. Para mais informações, entre em contato pelo Instagram ou telefone (85) 3122-3001.


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Jornalismo cultural, Notícias

Aplicativo vai remunerar quem consumir comida vegana

Eiko Onishi: “Especialmente nesta época do ano, o povo chinês come muita carne e frutos do mar. Quero mudar isso”


Um aplicativo que será lançado na China vai pagar para as pessoas consumirem comida vegana. O processo é bem simples. Cada vez que alguém pagar por um prato sem ingredientes de origem animal em um restaurante cadastrado no sistema, o Pay-a-Vegan pagará um dólar ao consumidor. No entanto, para receber o benefício é preciso se cadastrar primeiro.

Cada vez que alguém pagar por um prato sem ingredientes de origem animal em um restaurante cadastrado no sistema, o Pay-a-Vegan pagará um dólar ao consumidor (Foto: Expat Living)

“Especialmente nesta época do ano, o povo chinês come muita carne e frutos do mar. Quero mudar isso”, explicou a fundadora do aplicativo, Eiko Onishi, em entrevista ao South China Morning Post (SCMP). A intenção também é estimular os restaurantes chineses a oferecerem cada vez mais opções veganas.

Dessa forma, eles entram no sistema e se tornam uma referência para pessoas em busca de pratos veganos, o que acaba também atraindo mais visibilidade para esses restaurantes.

A ideia do aplicativo surgiu depois que Eiko, nascida e criada em Hong Kong, participou de um programa de aceleração de startups do Founder Institute nos Estados Unidos, que é uma incubadora de empreendimentos que visam beneficiar o planeta.


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Jornalismo cultural, Notícias

Alternativas à carne ganham “tecnologia inédita” no Brasil

Iniciativa é resultado do crescente interesse dos brasileiros por alimentos à base de plantas


Uma empresa brasileira fundada em Campinas (SP) está investindo em soluções de alta tecnologia para a produção de alternativas à carne que imitam cortes de frango, porco e peixes. A iniciativa é resultado do crescente interesse dos brasileiros por alimentos à base de plantas, além da preocupação em incentivar o consumo desses produtos.

Alternativas à carne que imitam cortes de frango estão entre as apostas da R & S Blumos (Foto: Vegan Gluten Free Life)

A R & S Blumos anunciou que sua mais recente aposta é em uma nova fábrica em Cotia (SP), onde será colocado em prática processo inédito no Brasil de extrusão úmida de proteínas, permitindo a criação de “texturas e estruturas até então impossíveis” de versões vegetais de carnes ou “carne sem carne”.

Para alcançar esse objetivo, a empresa firmou uma parceria com o grupo Wenger, que é líder global em processos de extrusão. A previsão é de que no primeiro trimestre de 2020 seja possível fornecer seus produtos ao mercado industrial e de “food service”.

“Trata-se do maior investimento da história da empresa e marcaremos uma nova fase no desenvolvimento do setor no Brasil e na América do Sul”, garante o diretor de estratégia e novos negócios da R & S Blumos, Fernando Santana.

A expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de plantas. Hoje a marca é conhecida no setor de fornecimento de proteína texturizada de ervilha, ligantes naturais, fibras e amido.

De acordo com o diretor geral do Good Food Institute (GFI) no Brasil, Gustavo Guadagnini, a R & S Blumos está trilhando um caminho promissor porque a transformação da indústria de alimentos depende da disponibilidade de ingredientes de alta qualidade e processos inovadores.

“O primeiro passo de uma transformação na cadeia de produção de alimentos é o investimento em ingredientes mais sofisticados, sustentáveis e saudáveis, que permitem novas aplicações e produtos que antes não seriam possíveis, transformando os hábitos alimentares dos consumidores”, destaca Guadagnini.

Saiba Mais

O Good Food Institute é parceiro da R & S Blumos no projeto de desenvolvimento de “carne sem carne”.


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Promotora defende cardápio vegano implementado em escolas na Bahia

O Programa Escola Sustentável oferece aos alunos opções éticas, sustentáveis e saudáveis


A promotora Leticia Baird defendeu o cardápio vegano nas escolas públicas da Bahia. Instituições de quatro municípios – Serrinha, Teofilândia, Biritinga e Barrocas – foram contempladas com a alimentação livre de origem animal graças a importante atuação da promotora.

Foto: Terrence McCoy – Washington Post

A iniciativa é uma diretriz do Ministério Público da Bahia, estabelecida em 2018 em prol da sustentabilidade. Após os municípios serem convidados a assinar um termo de ajustamento de conduta, carnes, ovos e leite estão sendo progressivamente retirados da merenda escolar. Pasta de amendoim, pão vegano, carne de soja e outros alimentos vegetais estão sendo inseridos na alimentação dos alunos.

Atualmente, 40% do cardápio é de origem vegetal. O objetivo é que, no futuro, seja 100%. O projeto é apoiado pela ONG Humane Society International, que defende causas ambientais. As informações são da Gazeta do Povo.

No YouTube, a promotora aparece em vídeos nos quais defende os animais e alerta para o “perigo quase irreversível” dos dejetos de matadouros que contaminam a água e o solo. Ao jornal Washington Post, Letícia afirmou que, na Bahia, “encontrou uma culinária baseada em raízes, e que todos os nutrientes que ela precisa estão nos vegetais, além de estar tentando cortar o glúten”.

“Se uma alimentação à base de vegetais é mais barata financeiramente, custa menos para o meio ambiente e fornece igual suporte nutricional, por que o governo vai ter que comprar carne?”, defende. “Aquecimento global tá aí, emissão de gases do efeito estufa está aí, e qual é hoje a maior fonte de degradação ambiental atrelada a aquecimento global e gases poluentes? Sistema de produção alimentar”, completa.

O Programa Escola Sustentável foi idealizado pelo Ministério Público não só para garantir mais sustentabilidade, mas também para combater doenças causadas por produtos de origem animal, como a obesidade, o colesterol e a pressão alta. O órgão pretende, também, fomentar a agricultura familiar na região através do projeto.

“Modernamente, as entidades de pesquisa mais renomadas, inclusive The Lancet, que é a maior revista de publicação de medicina hoje no mundo, é muito antiga, Harvard, Stanford, Oxford, promovem esse tipo de alimentação”, diz a promotora. Segundo ela, o cardápio vegano garante melhorias na “qualidade da alimentação escolar, prevenção de doenças e melhor gestão de recursos públicos financeiros”.

“Não há na nossa legislação nenhuma norma que obrigue que a fonte seja de origem animal (…) os únicos itens obrigatórios são frutas e hortaliças. Não existe obrigatoriedade, não fala que é obrigatório usar ovo, leite, queijo, não existe”, continua.

Sobre a determinação feita em 2018 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a respeito da necessidade de haver proteína animal no cardápio escolar, Letícia disse que “isso foi já em 2018, quando o programa já tinha sido lançado, então não há norma, não há lei”.

Sobre as pessoas que insistem em criticar o programa, a promotora afirmou que “talvez, exista um desajuste de informação quanto ao que hoje diz a ciência com relação à eficiência nutricional de uma alimentação à base de vegetais”. “É um descompasso desses críticos no que, modernamente, se sustenta sobre viabilidade nutricional, numa alimentação a base de vegetais”, reforçou.

De acordo com a coordenadora do projeto na região de Biritinga, Valdiceia Leão, inicialmente o programa encontrou resistência de algumas famílias. “Realmente, houve um impacto, até pela questão da cultura, houve um choque, teve reação”, explica. “Nós dissemos aos pais que seria gradativo e que, ao passo que a criança ia comendo, ia se adaptando”. Orgulhosa, Valdiceia conta que a filha, de 9 anos, não come carne. “Ela não come nada de doce, eu não dou, não deixo de jeito nenhum. E ama verdura. Não come carne, eu não dou carne, nem frango”, diz.

Em entrevista à Gazeta do Povo, a promotora defendeu a manutenção do programa, que oferece aos alunos opções éticas, sustentáveis e saudáveis. Confira abaixo.

Quando vocês substituírem 100%, e as pessoas que não… de repente vai ter alguém que não vai concordar com isso. Como é que fica essa questão?

Primeiro que a gente não chegou lá no 100% ainda, a gente está teorizando.

Mas pode ter gente que hoje mesmo, com 40%, não concorde, não é?

Quando você chega no hospital, para ser atendida, você pergunta se a marca da aspirina que ele vai te dar é x ou y ou você quer saber se a aspirina vai ter o mesmo efeito? É o que eu estou tentando dizer, e que a sociedade brasileira tem uma dificuldade para entender, porque nós ainda vemos o poder público de uma forma pessoalizada. Dinheiro público, recurso público não pode ser visto de acordo com as minhas preferências, meu gosto. Não, dinheiro público é escasso, não tem dinheiro para todas as coisas, então tem que fazer o máximo com o mínimo.

Se isso se mostra producente, sobre todas as perspectivas quando comparado a uma outra opção, o poder público nem pode ter escolha, porque é regido pelo princípio da eficiência. Infelizmente, a eficiência não é um princípio muito observado na prática da administração pública, e talvez por isso haja tanta divergência e essas ponderações das pessoas.

Hoje, por exemplo, se uma criança quisesse uma alimentação dessa [vegana], como é que isso seria? Pense o inverso, uma criança que por razões, não de saúde, até porque o acordo do MP, o TAC, tem uma cláusula muito expressa, se houver uma recomendação médica, de que a criança objetivamente precisa fazer uso, o governo vai ter que dar, se aquilo faz parte da saúde, uma prescrição médica fundamentada. Mas e uma criança que seja vegetariana, se ela for comer hoje na escola, vai ter arroz com charque. E aí? Ninguém pensa o outro lado?

Mas então não seria justo equilibrar o cardápio? E quando chegar em 100%? E essas crianças que querem comer carne?

É aquilo que eu acabei de falar, que talvez você ainda não compreendeu, a gente está falando de recurso público.

Tá, mas o recurso…

Mas o que?! Você vai escolher se o governo vai comprar ambulância branca que custa 100 mil?

Mas quando chegar a 100% vai tender a um lado, ao veganismo. E o outro lado?

Não, a questão não é veganismo. É utilização de recurso público, é isso que eu sempre tento deixar claro.

Mas vão continuar existindo pessoas que querem se alimentar com carne, não é?

Que comam em casa com o seu dinheiro, porque aqui a gente está falando de recurso público.


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Notícias

Ator Emiliano d’Avila abre restaurante vegano em São Paulo

O artista decidiu abrir o restaurante para mostrar que é possível se alimentar bem sendo vegano, saboreando comidas gostosas, e para fazer ativismo, propagando o veganismo por meio da alimentação


O ator Emiliano d’Avila, de 33 anos, abriu um restaurante vegano em sociedade com sua irmã, Joana, há dois meses em São Paulo. O “Vegamo”, como é chamado o estabelecimento, foi uma forma encontrada pelo artista de fazer ativismo em prol dos animais.

Reprodução/Instagram/@emiliano.davila

“O restaurante é uma forma de ativismo meu. Depois que virei vegano, fiquei com vontade de reverberar essa causa – é importante as pessoas verem que isso é possível e prazeroso. Sabemos que ter uma experiência ruim com uma comida vegana pode ser desastroso”, disse o ator ao jornal Folha de S. Paulo.

No local, são servidos pratos como macarrão à carbonara, hambúrguer, strogonoff de cogumelos e feijoada com linguiça e torresmo vegetais. Há ainda sobremesas como sorvete de coco queimado com creme de avelã, cheesecakes e brownies.

“Eu me coloquei no papel do cliente, porque não há nada mais importante do que ele sair do restaurante satisfeito e gostando do que comeu”, afirmou. Segundo ele, a comida vendida no restaurante tem rendido elogios do público.

Emiliano se tornou vegano há cerca de três anos, após conversas com a namorada Natália Rosa. Assistir documentários, como “Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade” (Netflix), também ajudou o ator na transição para o veganismo.

“Comia carne naturalmente por entender que isso fazia parte da natureza. Tive que rever todo o hábito de uma vida, perceber que a educação alimentar que eu tinha tido era uma balela. Puro marketing, pura indústria da carne. E percebi o quão mal eu estava fazendo para mim, para o meio ambiente e para os animais. A partir daí, nunca mais comi carne, ovos, leite, queijo… Nada de origem de laticínios. Nem mel”, explicou à Folha.

“Hoje tenho uma consciência muito tranquila e feliz por não participar de nenhuma forma de sofrimento animal. Tenho muito orgulho dessa minha tomada de lucidez. E em relação à saúde, eu percebo um benefício grande principalmente na digestão, que se tornou mais fácil. Eu me sinto mais leve depois de uma grande refeição”, completou.

Como o ator mora no Rio de Janeiro, quem administra o restaurante é Joana. A escolha por São Paulo se deu porque, segundo os irmãos, a cidade é “economicamente muito mais próspera e promissora” do que o Rio de Janeiro. Além disso, Emiliano disse que a dramaturgia é sua “primeira profissão” e que por isso seria melhor que o restaurante fosse aberto na capital paulista.

“Virei sócio empreendedor do empório principalmente pela causa vegana, mas nunca vou deixar de ser artista”, disse.

No restaurante, o cliente pode comprar também ingredientes frescos e produtos de higiene pessoal e beleza. O estabelecimento também oferece um delivery de massas, salgados e hambúrgueres – todos congelados.

“O veganismo não é só uma dieta, é uma filosofia de vida, um comportamento de consumo e um ato político que necessita a mudança também no vestuário e no entretenimento, por exemplo. Não vamos a zoológicos, a eventos de rodeio, a aquários e parques. Não usamos lã e nem nada de couro. É um hábito muito enraizado nas pessoas, por isso a mudança de fora para dentro é importante – e mais difícil”, concluiu.

O restaurante está localizado na Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 1113 – Itaim Bibi.


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