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Brigitte Bardot declara que 2019 foi um ano miserável para os animais na França

O balanço da atriz aponta que várias lutas pelos direitos animais continuam sem progresso

Brigitte Bardot diz que 2019 foi um ano miserável para os animais na França. Foto site Fundação Brigitte Bardot

Num desabafo publicado no site de sua Fundação, a atriz e ativista Brigitte Bardot começa dizendo: “Os resultados infelizmente não são felizes!”. Ela assinala cada um dos segmentos onde não houve progresso na França, seu país de origem.

Com relação aos matadouros ela diz: “Sempre abominável sem câmeras de vigilância” – referindo-se a uma antiga reivindicação sua ao governo para evitar abusos. Ela comenta que ainda são bem tolerados os rituais religiosos nos matadouros, quando os animais muitas vezes precisam ser degolados ainda vivos, apesar das leis francesas e europeias proibirem.

Os matadouros franceses continuam sem câmera de vigilância. Foto Pexels/Pixabay

Sua crítica também faz referência ao transporte de animais vivos, ao consumo de carne de cavalo e fábrica de peles para atender o segmento da moda. Sobre os animais usados em laboratório ela diz: “A pesquisa laboratorial continua em pleno andamento. Estamos experimentando em nome da saúde humana, que nunca foi tão ameaçada por drogas nocivas. Os animais pagam caro. Ciência sem consciência!”

Ela fala dos porcos, martirizados desde o nascimento até a morte trágica, e do “foie gras”: “Continua o eterno genocídio de gansos e patos. Aqui o público é responsável!”. E critica duramente a caça: “A situação está pior ainda. A França é o último país da Europa em que a caça com cães ainda é permitida com o apoio do Presidente Macron! Uma licença atroz para matar animais em condições escandalosas. Que pena, Sr. Presidente!”.

O “foie gras”, feito de fígado inchado de ganso, continua bastante apreciado na França. Foto bzwei/Pixabay

Segundo o relatório da atriz, ainda persiste na França um comércio de filhotes  de cães desmamados vendidos em lojas de animais com certificados falsos e que “morrem às dúzias” e os jardins zoológicos que representam “prisão perpétua de animais que enlouquecem por falta de liberdade”.

O único ponto positivo do manifesto é a diminuição de animais selvagens em circos: “Está ganhando força graças à revolta do público! Obrigado ao público por sua lucidez e empatia”.

E termina assim:

Aqui, fiz um rápido tour pela angústia animal que inunda o país. Minhas últimas palavras para encerrar este ano miserável de 2019, empresto de um grande chefe indiano

“Quando a última árvore for cortada. O último rio secar. O último peixe for pecado, o homem perceberá que o dinheiro não é comestível”.

 

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