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Lei pode proibir venda e uso de coleiras elétricas em animais no Reino Unido

O secretário do Meio Ambiente do Reino Unido Michael Gove propôs uma nova lei que proíbe coleiras de choque elétrico para cães e gatos. O governo britânico está prestes a implantar a medida para proibir sua venda.

Os colares são usados com o objetivo de treinar animais a serem obedientes, ou ainda, evitar latidos. A coleira acompanha um dispositivos de controle remoto, que quando acionado, dispara pulsos eletrônicos de força variável no pescoço do animal.

Alguns dispositivos também emitem sprays nocivos, que segundo ativistas, podem perturbar o olfato agudo de um cão. Outros também emitem sons que um animal pode achar extremamente incômodo.

Gove, que como Secretário de Meio Ambiente fez do bem-estar animal uma prioridade política fundamental, foi advertido de que os coleiras estavam sendo mal utilizados para maltratar animais domésticos e gerar “comportamentos baseados na ansiedade”.

Ele reprovou o uso das coleiras, afirmando que são “dispositivos punitivos que podem causar danos e sofrimento, intencionalmente ou não, aos animais”.

Coleiras elétricas são usadas como meios cruéis e opressores de forçar o animal a ter obediência (Foto: Reprodução)

De acordo com o Dogs Trust, os aparelhos fazem com que os cães gritem, agachem e exibam sinais fisiológicos de angústia.

O uso dos colares foi banido no País de Gales e, no início deste ano, a Escócia também aderiu à causa. Entretanto, apenas o governo do Reino Unido pode proibir sua venda em todo o país.

No Brasil, o seu uso não é muito comum. Mas ainda assim, não existe lei que proibe e muitas pessoas acreditam ser uma maneira eficiente de ensinar obediência aos seus animais. Infelizmente ela é uma maneira de tortura cruel aos animais, e é uma prática que deve ser banida.

 

 

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