Notícias

Ciência tenta explicar compulsão de pessoas por acumular animais

Lolette Robrahn, que tem compulsão por acumular gatos. Foto: Divulgação

Se você acha que seu animal dá trabalho, imagine morar em uma casa com mais de 200 gatos.

Esse é o caso mais grave que o doutor em psicologia clínica Corey Gonzales conheceu desde que começou a trabalhar com acumuladores de animais, há 18 anos.

“A casa era um caos”, contou. “Mas eles nem percebiam.”

A americana Bonnie Emory, que tem compulsão por acumular cachorros, é um dos casos mostrados na série. Foto: Divulgação

Gonzales é um dos especialistas que dão depoimento em uma série do Animal Planet sobre a compulsão por criar dezenas –e até centenas– de animais.

Nos 16 episódios, o espectador é levado a conhecer alguns casos bizarros, como os das famílias com 87 cachorros e 158 galinhas.

Entre eles, está o de um casal dorme no sofá da sala porque os três quartos da casa são ocupados pelos seus 50 gatinhos.

Jack Sparks com os cachorros que ele acumula em seu apartamento. Foto: Divulgação

Vício

Apesar de ainda não ser reconhecido como transtorno psiquiátrico, Gonzales explica que se trata de uma espécie de vício.

Ele diz que, muitas vezes, as famílias que enfrentam o problema não conseguem abrigar os animais com higiene e segurança.

“Para conseguir tratar, é preciso entender o que os animais significam para essas pessoas”, afirma Gonzales.

Christine Querveaux com os gatos que acumula em sua casa. Foto: Divulgação

Segundo ele, muitas vezes a compulsão começa depois de o paciente sofrer algum trauma.

A pessoa passaria a adquirir animais como forma de substituir algo que está faltando em sua vida.

Por isso, ele indica terapia para tentar diminuir gradualmente o problema.

NA TV
Acumuladores de Animais
Estreia da série
QUANDO hoje, às 22h, no Animal Planet
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

Flossie em sua cama, com alguns de seus cachorros. Foto: Divulgação

 

Fonte: F5

​Read More
Notícias

Colecionismo animal é considerado transtorno psiquiátrico

Chamado de colecionismo animal ou hoarding, a necessidade de ter muitos animais em casa vem sendo analisada por psiquiatras como um tipo de transtorno obsessivo compulsivo. Um comportamento que não é bom para os animais, para o tutor e para a comunidade.

Essa excessiva acumulação de animais inevitavelmente interfere de forma negativa no dia a dia das pessoas, da família e da comunidade trazendo consequências para a saúde, o trabalho e a vida social de todos que estão próximos ao acumulador.

Foto: Divulgação

Segundo o Dr. Gary Patronek, veterinário americano, diretor do Centro para Animais e Políticas Públicas da Universidade de Tufts, estudioso e pesquisador do tema, reconhece-se um colecionador de animais em alguém que acumula um grande número de animais, mas são incapazes de garantir as necessidades básicas dos animaizinhos.

A questão dos acumuladores de animais ou animals hoarders, sob o ponto de vista psicológico, já vimos que é recomendado a cuidados psiquiátricos, pois geralmente são pessoas que têm dificuldade em tomar decisões racionais e de tomarem conta de si próprios, mesmo em relação ao básico. Também não conseguem lidar com situações que não possam controlar – geralmente a morte de qualquer animal leva a uma forte sensação de angústia.

Estudos ainda mostram que os acumuladores comportam-se acima de qualquer suspeita aparentando vida normal. São pessoas simpáticas, educadas e mantém bom relacionamento com outras pessoas. Porém, se tivermos acesso às suas casas certamente nos deparamos com uma situação crítica na qual se encontram os pobres animais vivendo entre fezes, urina e lixo, subnutridos e doentes. Os cães, geralmente, são infectados por várias doenças e os gatos com leucemia (FeLV), aids felina (FIV), etc.

Há relatos ainda mais surpreendentes sobre acumuladores denunciados, em que nas suas casas, além das fezes e urinas que cobriam o chão ou mesmo suas camas de dormir, havia muitos esqueletos de animais em vários estágios de decomposição.

É indiscutível que um acumulador de animais é uma pessoa mentalmente doente e por isso há controvérsias em relação à punição para este tipo de maus-tratos. Mas não podemos esquecer que os cães e gatos, nesses casos, são as principais vítimas e como uma defensora da guarda responsável, sou a favor da denúncia, como a primeira providência para se amenizar o sofrimento dos animais.

Fonte: O Povo


​Read More