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Caçadores se comunicam por código para traficar corpos de animais na Índia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/IndiaToday
Reprodução/IndiaToday

Apesar da forte oposição à comercialização de animais e de suas partes em vários portais online, caçadores e traficantes têm usado palavras codificadas para vender corpos de animais assassinados.

Agora, o desafio das agências de segurança é rastrear a rota comercial difundida no universo online, informa o India Today.

Um alto funcionário do governo indiano disse que o comércio online de partes de animais é conduzido por meio de compras populares, sites de anúncios e publicação gratuitos, sites de várias empresas e até mesmo redes sociais.

O uso desenfreado da internet para a venda de espécies protegidas é evidente. Em 15 de junho, autoridades em Uttarakhand prenderam um homem que vendeu uma espécie protegida de tartaruga no site OLX.

Youth colocou um anúncio para vender inúmeras tartarugas no portal. A demanda por esses animais é bastante elevada em Deli, onde ele estava tentando vender os animais.

“Há uma vigilância rigorosa em vários sites, que estão sendo usados para vender esses animais. No entanto, é impossível manter uma verificação completa, pois novos sites surgem todos os dias”, disse Triveni Singh, superintendente adicional do STF.

“Surgem problemas legais quando a negociação está sendo feita em um site hospedado fora da Índia e, na maioria dos casos, os vendedores usam identidades falsas e mudam seu IP para operar “, completou ele, que neste mês desmantelou um grupo de caçadores que estavam envolvidos com a morte de cervos e com a venda de seus chifres.

Segundo Singh, os comerciantes estão usando códigos para falar de animais e de suas partes sem serem rastreados pelas autoridades.

O superintendente também acredita que esses portais são negligentes e permitem anúncios sem que haja critérios mais rigorosos.

“Existem mais de 400 pássaros e animais protegidos, mas os sites e portais sequer sabem disso. Eles estão vendendo animais e suas partes e não sabem que são cúmplices desse crime”.

Um oficial sênior do Departamento de Controle de Crimes Contra a Vida Selvagem (WCCB) também confirmou que existem mais de 200 sites, que estão sendo usados para alimentar o comércio de animais.

“As pessoas usam nomes codificados, como aloo [que é uma batata indiana] para almiscareiro, kola (banana) para elefantes etc. Apesar da proibição de todos os anúncios de marfim, os comerciantes os vendem e usam códigos”, disse um oficial sênior da WCCB, acrescentando que estes nomes de código são frequentemente alterado para impedir que a polícia descubra as operações.

Por exemplo, assim que as autoridades descobrem que a expressão “ouro branco” é um código para o marfim, uma nova palavra aparece.

“Até a PETA monitorou uma codificação similar usada por um vendedor no OLX”, adicionou o oficial.

“Os traficantes de animais selvagens usam essas palavras e outras técnicas para mascarar suas atividades, o que torna praticamente impossível que os portais se certifiquem de que seus anúncios nunca facilitem o comércio de animais silvestres “, explicou Nikunj Sharma, oficial de ligação da PETA.

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Aves usam sons específicos para “dizer” que têm fome

Espécie Ploceus Jacksoni foi identificada em 2005 (Foto: Reprodução/Ciência Hoje)

Da mesma forma que os bebês humanos choram para “avisar” que têm fome, as crias de aves da espécie Ploceus jacksoni emitem um som específico para alertar os pais que precisam de se alimentar, revelaram investigadores da Alemanha e da Suíça, que chegaram a esta conclusão depois de estudarem uma colônia destas aves no Lago Baringo, no Quênia.

Segundo um artigo publicado na  revista “BMC Ecology”, as crias famintas têm códigos próprios para comunicarem com os seus progenitores e estes  conseguem interpretar os sons, percebendo em que momento os seus filhos querem comida e até que ponto estão famintos.

Embora os cientistas já soubessem que as aves são capazes de distinguir os seus descendentes pelos sons que emitem, mesmo que estejam envolvidos por outros animais, o que lhes permite identificá-los quando retornam ao ninho com alimento, desconheciam esta especificidade.

Para realizar este estudo, as crias de Ploceus jacksoni foram retiradas dos ninhos temporariamente. Foram instalados câmaras e microfones que registaram o seu comportamento e os sons que produziam.

Segundo Hendrick Reers, principal autor desta investigação, foram detectadas duas partes distintas nas chamadas de atenção das crias desta espécie. Primeiro emitiam um som semelhante a um apito e depois uma espécie de vibração.

Quando não queriam comer, ambas os momentos eram ligeiramente diferentes, dependendo de cada pássaro, o que permitia às mães identificarem os seus filhos.  À medida que iam ficando com fome, as crias modificavam a duração, o tom e a amplitude dos sons, tornando-os cada vez mais fortes.

Fonte: Ciência Hoje

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Estudo traça semelhanças entre linguagem humana e gestual de golfinhos

Especialistas europeus disseram ter detectado semelhanças entre a linguagem humana e a linguagem corporal de golfinhos. Segundo eles, quando golfinhos se movem na superfície da água, tendem a usar sequências mais simples de movimentos, da mesma forma como, entre humanos, as palavras usadas com mais frequência são as mais curtas.

Segundo os pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, e da Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha, as duas espécies seguem a chamada “lei da brevidade” na linguagem, proposta pelo filologista americano George K. Zipf.

“Padrões de comportamento de golfinhos na superfície obedecem à mesma lei da brevidade da linguagem humana, com ambas as espécies procurando os códigos mais simples e eficientes”, disse Ramón Ferrer i Cancho, co-autor do estudo, publicado na revista científica Complexity.

Segundo a lei da brevidade, proposta por Zipf e outros, as palavras usadas com mais frequência em uma determinada língua são sempre as mais curtas.

Os pesquisadores observaram o comportamento de golfinhos na costa da Nova Zelândia e verificaram que, seguindo um padrão semelhante, quando estão na superfície da água os animais tendem a utilizar séries simples de movimentos com mais frequência do que outras, mais complexas.

Após as observações, os especialistas identificaram mais de 30 séries de movimentos.

Cada série continha entre um e quatro gestos distintos, ou “unidades”. Entre as unidades estavam, por exemplo, bater com a cauda, saltar ou cair de lado.

Os especialistas constataram que os golfinhos usam séries compostas de uma unidade com mais frequência do que as séries que envolvem quatro unidades.

“Os resultados mostram que as estratégias de comportamento simples e eficientes dos golfinhos são similares às usadas por humanos com palavras, e são as mesmas usadas, por exemplo, quando nós reduzimos o tamanho de uma imagem fotografica ou de vídeo de forma a economizar espaço”, disse Ferrer.

O pesquisador disse que estudos como esse mostram que a linguagem humana está baseada nos mesmos princípios que governam sistemas biológicos “o que nos leva à conclusão de que as barreiras tradicionais entre as disciplinas deveriams er removidas”.

Estudos anteriores constataram que golfinhos se comunicam principalmente por meio de assovios e outros sons. Os especialistas acreditam, no entanto, que eles também usam linguagem corporal quando estão nadando perto uns dos outros.

O conteúdo dessa linguagem complexa, no entanto, não foi decifrado.

Fonte: G1

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