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Batatas podem substituir insetos na fabricação de corante alimentar

O corante carmim tradicional é obtido pelo esmagamento de besouros fêmeas de cochonilha, cultivados predominantemente no Peru.

Pensando em oferecer alternativas veganas para empresas , Chr. Hansen desenvolveu o corante vermelho brilhante à base de batata-doce.

“Há mais de 10 anos, descobrimos um pigmento promissor em tubérculos, mas o conteúdo de pigmentos da planta estava no lado mais baixo”, disse Jakob Dalmose Rasmussen, vice-presidente de desenvolvimento comercial da Chr. Hansen.

“Pegamos essa planta e iniciamos um processo de reprodução seletiva usando métodos tradicionais, não-OGM.”

“O resultado é um vermelho brilhante à base de plantas que dá aos nossos clientes uma alternativa natural às cores carmim e sintéticas”, continuou ele.

Outras alternativas sintéticas para o carmim existem, mas várias desvantagens incluem um sabor residual desagradável e restrição a alimentos com uma vida útil curta.

Besouro cochonilha

A Starbucks usa o licopeno derivado de tomate em seus cafés e bolos gelados depois de ter recebido repercussão negativa pelo uso de carmim. O ingrediente, no entanto, não é tão duradouro nem tão fácil de usar quanto o carmim. Dalmose Rasmussen também sustenta que o gosto de outras alternativas de carmim é visivelmente diferente.

“Morango vermelho é uma sombra popular para produtos alimentícios – de bolos a confeitaria a milkshakes. Mas até agora tem sido quase impossível fazer uma cor vermelha, sem risco de gosto sem usar o carmim”, disse ele.

“Como os consumidores se movem em direção a escolhas vegetarianas e veganas, a necessidade de uma alternativa de carmim se tornou mais urgente”.

Em comparação com outras cores de alimentos vermelhos derivados naturalmente experimentadas anteriormente – por exemplo, aquelas de cenoura beterraba ou roxa – a alternativa de batata doce Hansen é leve e estável ao calor, o que a torna ideal para uso em panificação.

“A beterraba é um pigmento vermelho rosado com um custo de uso muito baixo”, disse Penille Borre Askorg, gerente sênior de marketing global da Chr. Hansen “Mas não é calor e luz estável e é mais rosado. A cenoura preta também é uma solução vermelho-rosada mais eficiente em termos de custo, mas se houver necessidade de uma solução estável vermelha brilhante, a cenoura preta pode ficar muito rosada ou sem brilho a um pH mais alto ”.

Manifestação da PETA

A organização já fez declarações sobre a morte de besouros para produzir o corante.
“Supostamente até 70 mil insetos são usados para produzir apenas 500g de corante, então, naturalmente, é um produto que os consumidores compassivos vão querer evitar”.

Felizmente, o rápido crescimento no número de pessoas seguindo um estilo de vida vegano está incentivando cada vez mais empresas a desenvolver produtos amigos dos animais”.

Cosméticos usam o carmim

De acordo com a PETA, “você pode estar espalhando o interior de milhares de insetos em seus lábios com seu batom vermelho favorito ou em suas bochechas com seu blush preferido”.

Muitas vezes rotulado como “extrato de cochonilha” ou “vermelho natural 4”, o carmim pode ser adicionado a uma variedade de produtos de beleza e autocuidado, incluindo xampu , batons e blush.

De acordo com a Afterglow cosmetics – uma marca de maquiagem vegana que não usa carmim – o ingrediente é usado “para adicionar vibração de cor, long-wear e intensidade de tonalidade”. As informações são do LiveKindly.

Como evitar

A maneira mais fácil de não contribuir com a morte de milhões de insetos é comprar produtos de empresas que declaram e divulgam 100% dos ingredientes no rótulo.

A PETA garante que Kat Von D Beauty , Too Faced, Urban Decay , Face It Natural Beauty e Fairy Girl, entre outras, oferecem produtos cosméticos veganos sem carmim.

Para os alimentos, existem diversas opções veganas de doces e de “carnes vermelhas” no mercado. O mercado de produtos à base de vegetais cresce a cada dia e com ele as ofertas de produtos sem crueldade animal.

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Bichos, Colunistas

Cochonilha – Você come insetos?

Cochonilhas fêmeas
Cochonilhas fêmeas

Se você come produtos industrializados com a cor vermelha, marrom, laranja ou rosada, como biscoitos, bolachas recheadas de chocolate (!) além das de morango, leites de soja sabor morango, acerola, laranja, mamão, maçã, etc., doces, bolos, sucos de morango, sucos de goiaba, sucos de laranja (sim, de laranja!), balas, cereais, geleias, chicletes, sorvetes, campari, licores e outras bebidas alcoólicas, refrigerantes, cerejas em calda e se não for vegano e ingerir laticínios como iogurtes sabor morango, iogurtes sabor uva, queijos, embutidos (patês, salames, salsichas, mortadelas, etc.), carnes, gelatinas sabor morango e uva, pudins, xaropes para sucos em geral incluindo os de açaí, peito de peru light, temperos prontos, alimentos pré processados, rações para animais domésticos (inclusive aves), sopas e outros industrializados com os sabores cereja, framboesa, açaí, sim, você come insetos – come o pigmento vermelho produzido a partir de cochonilhas (“Dactylopius coccus”).

Além de comê-las, você também as utiliza quando usa xampus, sombras, batons, tintas, corantes de roupas, detergentes, etc. Além do corante carmim (“Dactylopius coccus”) que vai do laranja ao vermelho, as cochonilhas também fazem parte da produção de medicamentos (“Ceroplastes ceriferus”), verniz (“Llaveia axin”), cera (“Ceroplastes ceriferus”) e laca (“Laccifer lacca”).

Corantes são substâncias que apenas “colorem” os alimentos com a finalidade de melhorar o seu aspecto, fazendo com que tenham uma aparência mais próxima aos dos produtos naturais, deixando-os portanto, mais “apetitosos” aos olhos do consumidor. Não acrescentam nem sabor nem odor, apenas cor.

Bilhões de cochonilhas (são necessárias 70 mil fêmeas para se obter apenas meio quilo de corante. Para colorir uma bola de sorvete de morango são necessários, no mínimo, 40 insetos.) são criadas em laboratórios, fervidas, (elas são mortas por imersão em água quente ou por exposição ao calor de um forno) assadas, tostadas, esmagadas, maceradas, para dar origem ao corante vermelho ou corante carmim e esse corante é classificado como “natural” – o termo “corante natural” é extensivo aos produtos obtidos de animais (!).

Esse aditivo é normalmente especificado como “corante natural carmim de cochonilha”, “corante natural” , “C.I. 75470”, “E 120”, “vermelho 3”, “carmim” , “cochineal”, “ corante C.I.” , “INS 120” ou “corante natural ácido carmínico”. Ele não é tóxico ou cancerígeno como muitos corantes vermelhos artificiais, no entanto, pode provocar reações alérgicas, chegando mesmo a causar choque anafilático em alguns consumidores.

A longo prazo pode causar danos digestivos, metabólicos e neurológicos. E, o mais espantoso é que nas embalagens não está escrito qual é a matéria prima desse corante, isto é, que é de insetos. O consumidor não sabe o que está ingerindo. Declarar os ingredientes dos alimentos industrializados é lei federal mas as indústrias somente colocam os nomes científicos nos rótulos.

A cochonilha é um parasita de cactos, medindo de 3 a 5 milímetros de comprimento, nas cores marrom ou amarela. Cochonilhas são parentes próximas das cigarrinhas, cigarras e dos pulgões. A base do corante é o ácido carmínico, retirado dos corpos e ovos desses insetos. Os predadores naturais deles são a joaninha e alguns tipos de vespa.

O inseto é originário do México, Peru e América Central e seu corante é conhecido e utilizado desde as civilizações asteca e maia, principalmente para tingir tecidos. Durante o período colonial mexicano, a cochonilha se tornou o segundo produto em valor exportado do México, superado apenas pela prata. Esse corante era consumido em larga escala na Europa mas durante o século XIX a demanda diminuiu e quase parou no século XX, devido à forte concorrência de produtos industrializados, enquanto o corante cochonilha era produzido artesanalmente por indígenas.

Apenas nos últimos anos a cochonilha voltou a ser comercialmente viável (não tóxica e não cancerígena). O corante carmim consumido no Brasil é, praticamente todo, proveniente do Peru.

As fêmeas é que são usada como base do corante – figura da esquerda
As fêmeas é que são usada como base do corante – figura da esquerda

E por que não usar beterrabas como corante vermelho? Porque o produto feito com as cochonilhas, um pó avermelhado, tem características “interessantes” para a indústria de alimentos: é muito estável ao calor, à oxidação e a variações de acidez (pH), isto é, não estraga facilmente. A quantidade de cada aditivo considerada “segura” para cada tipo de alimento é determinada pela “FAO”, (“Food and Agriculture Organization” – “Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura”) e pela “OMS” (“Organização Mundial de Saúde”).

A legislação brasileira em relação aos corantes, além de seguir as recomendações da “FAO” e “OMS”, possui a regulamentação do uso de aditivos para os alimentos realizada pela “ANVISA” (“Agência Nacional de Vigilância Sanitária”). A resolução “CNNPA no 44” estabeleceu as condições gerais de elaboração, classificação, apresentação, designação, composição e fatores essenciais de qualidade dos corantes empregados na produção de alimentos e bebidas.

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Eticamente não é aceitável a morte de milhões desses animais apenas para dar “cor” a alguns alimentos para humanos se deleitarem. Veganos e várias organizações em defesa dos direitos dos animais alertam para o fato de ser essa matança brutal e extremamente fútil. Importantíssimo é conhecer todo esse processo de fabricação e boicotar alimentos que contenham o corante carmim. Além disso, para aditivos alimentares há muitos testes feitos em animais escravos (inclusive desenvolvimento de tumores), procurando as implicações desse corante na saúde humana, o que é bárbaro, moralmente inaceitável, além de inútil.

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Vanguarda Abolicionista

O que você promete aos animais?

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Diz você a palavra amor como acessório indissociável a toda referência que faz ‘aos animais’? Algo difuso, para alguns escolhidos sortudos. Mesmo que ignore, ou faça vista grossa de fiscal corrupto à concussão e pressão contidos naquele café com leite, inocente, e na fatia de queijo que bem lembra a infância? Repete, você, ‘compaixão’ a animais não-humanos distantes do ponto em que a vista alcança, tal como golfinhos, baleias, focas e ursos na China? Mesmo que não se permita abrir mão do sapato de couro, resíduo do esfolamento final de um cadáver que, em sua vida de expectativas, apenas engordou à força, a ferro & fogo? É ‘paixão’ o termo que melhor descreve as imagens idealizadas que compartilha na Internet, mostrando cãezinhos fofos, patinhos idem, porquinhos cor-de-rosa dormindo? Mas, à la Dr. Jeckyll / Mr. Hyde, não se furte a perder, no minuto seguinte, a promoção de grelhados em compra coletiva?

Acumula patologicamente cães e gatos embaixo de sua asa, dentro da lógica de que um campo de concetração é melhor que as ruas, e para tal empenha sua vida, sua saúde e seu crédito bancário? Argamassa é o que preenche seu vazio sentimental cada vez que seus asilados vibram na hora da ração?

Ou é você um herói da nova era, antenado e consciente, que toca o tambor do ovolactovegetarianismo o mais alto que consegue, ecoando um som que já aumenta e incomoda? Mas, em uma impotência de objetivos, falha ao romper o hímen dos ingredientes culinários ‘obrigatórios’ – leite, ovo, queijo, manteiga? Ideologiza, ainda, essa permanência com um pé em cada lado da fronteira, minimizando o terror vivo da produção leiteira e de poedeiras? Segue prometendo a si e aos animais, por remorso, uma vida de ‘galinha feliz’, ‘vaca feliz’, já que é escravo das próprias papilas gustativas sádicas, indiferentes, egóicas e ‘umbigo do mundo’? Acredita, então, na Vovó Donalda?

Alivia a culpa assinando tsunamis de petições virtuais que, via de regra, se perderão no mesmo ralo eletrônico?

Ou lê os autores recomendáveis, apropria-se dos jargões abolicionistas, informa-se, discute com colegas e com desconhecidos nas redes sociais, idolatra a ALF, mas a portas fechadas, sem ninguém olhando, defeca sobre o auto-propalado veganismo? Trai os animais, ao fazer questão de comrpar este ou aquele produto industrializado, tapando o rótulo com uma peneira? Caga e anda para testes, e ainda acha que os demais não verão que esqueceu de puxar a descarga? Não resiste e come guloseimas que trazem ‘um ovinho’, ‘um pouquinho só’ de leite, cochonilha, traços? Esforça-se por ignorar, em restaurantes, que naquele prato estão itens que você publicamente combate, mas intimamente consome, espelhado nas pequenas hipocrisias que todos, afinal, carregam em si?

Relativiza certas situações, para condenar a pecuária industrial mas não quem ‘tem um porquinho no quintal’, concorda com ‘A Carne É Fraca’ mas sustenta que no sítio do próprio tio é diferente, e crê que liberdade é sinônimo de usar um animal tratando-o bem? Engole muitas arapucas do consumo por medo de perder a convivênia social? Tolera no parceiro carnista tudo o que diz condenar nas demais pessoas, com medo da solidão? Tem medo de parecer idiota? Vê no espelho um tirano, um populista, um bipolar ou um anti-especista de ocasião?

Afinal, o que promete aos animais? E o quanto você se compromete?

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Você é o Repórter

Glossário de produtos derivados de origem animal escondidos nos cosméticos

Alex Avancini
alexavancini@gmail.com

Ácido Caprílico (Caprylic Acid)
Ácido líquido e gorduroso do leite de vaca ou cabra. Encontrado em perfumes e sabonetes. Possui derivados, como o Triglicerídeo Caprílico. Alternativas: fontes vegetais, como óleo de palma e de coco.

Ácidos Graxos Naturais
Pode ser composto de sebo bovino.

Ácido Esteárico (Stearic Acid)
Gordura de vacas e ovelhas, e cães e gatos sacrificados. Na maioria das vezes se refere a uma substância gordurosa tirada do estômago de porcos. Pode provocar irritações. Usado em sabonetes, lubrificantes, velas, spray de cabelo, condicionadores, desodorantes, cremes. Possui diversos derivados, como os estearatos. Alternativas: o ácido esteárico pode ser encontrado em várias gorduras vegetais, como a noz de côco.

Álcool Cetílico (Cetyl Alcohol)
Cera encontrada no espermacete (cetina) do esperma de baleias e golfinhos.
Alternativas: Álcool cetílico vegetal (ex: noz de côco), espermacete sintético.

Albúmen, Albumina (Albumen, Albumin)
Proveniente de ovos, leite, músculos, sangue e vários tecidos e fluídos vegetais. Em cosméticos a albumina geralmente é derivada de claras de ovos e usada como agente coagulante. Pode causar reação alérgica.

Almíscar, Almiscareiro (óleo de) (Musk (Oil)
Secreção seca obtida dolorosamente dos órgãos genitais do cervo almiscareiro, castor, rato silvestre e outros. Gatos selvagens são capturados e mantido em gaiolas em condições horríveis e são chicoteados ao redor dos genitais para produzir o odor. Castores são pegos em armadilhas, cervos são caçados com tiros. Usado na fabricação de perfumes. Alternativas: plantas com odor almiscarado.

Aminoácidos (Amino Acids)
Blocos construtores de proteína em todos os animais e plantas. Usado em cosméticos, xampus etc. Alternativas: sintéticos e vegetais.

Aminoácido da Seda
“Para a produção da seda o casulo é fervido com a larva dentro. O pobre animal se contorce quando é submetido a essa morte dolorosa.” – Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215.

Carmim, Cochonilha, Ácido Carmínico (Carmine. Cochineal. Carminic Acid)
Pigmento vermelho obtido através da compressão da fêmea do inseto cochonilha. De acordo com o reportado, 70.000 insetos precisam ser mortos para produzir cerca de 450 gramas deste corante vermelho. Usado em cosméticos, pós, ruges, xampus. Pode causar reação alérgica. Alternativas: suco de beterraba (não possui qualquer toxidade).

Caseína, Sódio Caseinado (Casein, Caseinate, Sodium Caseinate)
Proteína do leite. Usado em vários cosméticos para cabelo, máscaras para pele etc. Alternativas: proteína de soja, leite vegetal.

Cera de Abelha, Geléia Real, Mel, Pólen, Própolis
“Ao contrário do que muitos pensam, a produção de mel também é responsável pela crueldade com animais. Muitos criadores matam as abelhas no inverno para não ter que gastar para protegê-las do frio. Além disso, para inseminar artificialmente as abelhas rainhas, é “tirado” esperma do zangão com o método cruel de esmagar suas cabeças. A decapitação gera um impulso elétrico tão forte que o animal ejacula.” – Cozinhando Sem Crueldade, pág. 214.

Colágeno (Collagen)
Proteína fibrosa, de natureza mucopolissacarídica, que é constituinte essencial da substância intercelular do tecido conjuntivo. Geralmente proveniente de animais.
Não afeta o colágeno da pele. Pode causar alergias. Alternativas: proteína da soja, óleo de amêndoas etc.

Elastina (Elastin)
Proteína elástica, encontrada nos ligamentos do pescoço e nas paredes arteriais das vacas. Similar ao colágeno. Não afeta a elasticidade da pele. Alternativas: sintética, proteína de fontes vegetais.

Esqualeno (Squalene)
Óleo de fígado de tubarão. Usado em hidratantes, tinta de cabelo etc. Alternativas: vegetais emolientes como azeite de oliva, óleo de gérmen de trigo, óleo de farelo de arroz etc.

Esterol (Stearyl Alcohol, Sterols)
Uma mistura de álcoois sólidos. Pode ser obtido do óleo de esperma de baleia. Usado em cremes, xampus etc. Possuí diversos derivados. Alternativas: fontes vegetais, ácido esteárico vegetal.

Esteróide, Esterol (Steroids, Sterols)
De várias glândulas de animais ou de fontes vegetais. Esteróides inclui esteróis. Esteróis são álcoois de animais ou plantas (ex: colesterol). Em cremes, loções, condicionadores de cabelo, perfumes etc. Alternativas: fontes vegetais e sintéticas.

Estrogênio, Estradiol (Estrogen, Estradiol)
Hormônio feminino obtido da urina de éguas grávidas. Usado em cremes, perfumes e loções. Possui efeito insignificante em cremes e restauradores da pele, fontes emolientes vegetais são consideradas melhores.

“Fontes Naturais” (”Natural Sources”)
Pode significar fontes animais ou vegetais. Especialmente em cosméticos, isso significa fontes animais, como elastina, gordura, proteína e óleo animais. Alternativas: fontes vegetais.

Gelatina, Gel (Gelatin, Gel)
Proteína obtida de pele, tendões, ligamentos e/ou ossos fervidos com água. De vacas e porcos. Utilizada em xampus, máscaras faciais, e outros cosméticos.
Alternativas: carragena, algas (algina, agar-agar, kelp), dextrina, goma de algodão, gel de sílica.

Glicerina, Glicerol (Glycerine, Glycerol)
Substância líquida, incolor e xaroposa, que é o princípio doce dos óleos e a base dos corpos gordos conhecidos. Geralmente é produzida a partir da gordura animal. Alternativas: glicerina vegetal e sintética.

Goma Laca (Shellac, Resinous Glaze)
Excreção resinosa de determinados insetos. Utilizada em laquês para cabelo. Alternativas: cera de plantas.

Lactose (Lactose)
Açúcar do leite dos mamíferos. Alternativas: açúcar do leite de plantas.

Lanolina e Crodalan LA (Alcool de Lanolina Acetilado)
O Crodalan LA é um derivado de Lanolina e consequentemente de graxa de lã, que é a matéria-prima principal para a fabricação da Lanolina. Esta graxa de lã é um resíduo obtido na lavagem da lã do carneiro, onde a lã é direcionada aos lanifícios e o subproduto (graxa) é utilizado na produção de Lanolina.
“Para aumentar o lucro, cientistas têm criado espécies de ovelhas que têm lã em demasia. Isso faz com que muitas ovelhas morram de calor no verão, enquanto outras morrem de frio no inverno depois de terem sua lã extraída.” – Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215.

Pó de Seda (Silk Powder)
Seda é a fibra brilhante feita pelo bicho-da-seda para formar seus casulo. Os bichos são fervidos em seus casulos para retirar a seda. Pó de seda é obtido da secreção do bicho-da-seda. É usado como corante em pós faciais, sabonetes etc. Pode causar severa reação alérgica na pele e reações sistemáticas (por inalação ou ingestão).

Progesterona (Progesterone)
Hormônio utilizado em cremes anti-rugas. Alternativas: sintético.

Queratina (Keratin)
Proteína insolúvel, principal constituinte da epiderme, unhas, pêlos, tecidos córneos e esmalte dos dentes. Pode ser obtida nos chifres, cascos, penas e pêlo de vários animais. Utilizada em condicionadores de cabelo, xampus, soluções para permanente. Alternativas: óleo de amêndoas, proteína de soja, óleo de amla (do fruto de uma árvore indiana), cabelo humano proveniente de salões (que iriam para o lixo). Alecrim e urtiga dão corpo e força aos cabelos.

Tirosina (Tyrosine)
Aminoácido hidrolisado da caseína. Utilizado em cremes.

Uréia, Carbamida (Urea, Carbamide)
Excretada da urina e outros fluídos corpóreos. Usada em desodorantes, pasta de dentes com amônia, enxaguantes bucais, tintura para cabelos, cremes para mãos, loções, xampus etc. Derivados: Ácido Úrico. Alternativas: sintéticos.

Fonte:  Blog Vegan

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