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Cães explorados para venda são resgatados após maus-tratos no RJ

Aproximadamente 60 cachorros de raça explorados para reprodução e venda foram resgatados após serem encontrados em situação de maus-tratos em um canil na Praia da Brisa, em Guaratiba, no Rio de Janeiro.

(Foto: Reprodução / G1)

A ação de resgate foi realizada pela Subsecretaria de Bem Estar Animal (Subem), além do 43ªDP (Guaratiba), o Centro de Controle e Zoonoses, a Vigilância Sanitária e a Comissão de Defesa dos Animais.

Mantidos em péssimas condições, os animais resgatados na última terça-feira (13) estavam presos em gaiolas enferrujadas ou em locais sem qualquer higiene. As informações são do portal G1.

(Foto: Reprodução / G1)

O canil clandestino, segundo a prefeitura, tinha um segundo andar no qual eram mantidos os animais doentes. “Constatamos, junto com o vereador Luiz Carlos Ramos Filho, após checar uma denúncia aqui em Sepetiba, que uma casa servia de canil clandestino para vendar de cães de raça. O local estava completamente insalubre e os animais acondicionados de maneira inadequada, constatando os maus-tratos”, disse o subsecretário Roberto de Paula.

Foram encontrados animais de diversas raças: lulu da pomerânia, shih tzu, yorkshire, maltês, buldogue e poodle. Eles ficarão sob a responsabilidade de duas ONGs de proteção animal.

(Foto: Reprodução / G1)
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Canil clandestino é descoberto pela polícia em Curitiba

Uma mulher de 46 foi presa esta semana, em Curitiba, suspeita de manter um canil clandestino e maltratar filhotes. Os animais eram mantidos na casa da mulher, no bairro Boa Vista, local que era usado como ponto de compra e venda de cachorros.

Reprodução

De acordo com a Polícia Civil, a mulher já havia sido proibida de exercer atividades comerciais de criação de animais em 2017. Na época, ela morava na região de Quatro Barras, e descumpria as condições de cuidados dos cachorros. Após investigações, porém, a polícia descobriu que ela continuava com as práticas, mas agora no Boa Vista, para onde se mudou.

O delegado Luis Carlos de Oliveira, responsável pelo caso, conta que a suspeita usava as redes sociais para combinar as vendas. Foi assim que policiais se passaram por clientes, para verificar o local onde os filhotes eram deixados. Assim que chegaram ao local, viram que a mulher manteve as práticas – e tinha, inclusive, máquina de cartão de crédito para fazer as vendas.

A mulher segue presa na delegacia do 8.º Distrito Policial, até nova decisão judicial. Ainda não há informações sobre para onde os cachorros serão levados.

Fonte: Gazeta do Povo

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Cães explorados por criador são mantidos em local sem limpeza há meses

Cinco cachorros foram resgatados de um canil clandestino na Lagoa da Conceição, próximo à praia da Joaquina, em Florianópolis, Santa Catarina. Os cães, que estavam presos no momento do resgate, eram mantidos em um local que não recebia limpeza há mais de oito meses.

(Foto: Kátia Chubaci/Divulgação)

O resgate foi realizado pela Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) e pela Polícia Militar, que estiveram na residência após uma denúncia de maus-tratos ser realizada através de um boletim de ocorrência.

A equipe não foi atendida ao chegar no local, mas conseguiu entrar na casa após receber autorização da dona do imóvel alugado para o proprietário do canil. Instalações improvisadas foram encontradas logo na entrada da residência, no pátio externo, em meio a muita sujeira e grande quantidade de fezes.

De acordo com a dona da casa, o aluguel não era pago há oito meses e a água já havia sido cortada. Os animais só conseguiam matar a sede graças à solidariedade dos vizinhos, que utilizavam mangueiras.

Ao saber que o proprietário do canil estava no local, o homem foi chamado pela equipe e apareceu. Ele também é dono de outro canil, localizado em Curitiba, no Paraná. As informações são do portal Notícias do Dia.

Relatos indicam que os cachorros subiam em baldes e casinhas para tentar se proteger, já que o chão estava completamente tomado por sujeira e excrementos.

A médica veterinária e protetora de animais, Kátia Chubici acompanhou o caso. Segundo ela, o morador da casa anunciava filhotes para a venda na internet. Nas redes sociais, o canil afirma ter sede em Curitiba.

A diretora da Diretoria de Bem-Estar Animal, Fabrícia Rosa Costa, participou da fiscalização e informou que a casa estava extremamente suja, com fezes e urina dos cachorros. “A pessoa responsável por esse canil estava lá e fez um TCO [Termo Circunstanciado de Ocorrência] com a polícia. Agora, o caso vai ser encaminhado para uma delegacia e para o Ministério Público”, explicou.

O homem, que não teve a identidade revelada, deve ser multado pela Prefeitura de Florianópolis pela prática do crime de maus-tratos. O valor pode variar entre R$ 500 e R$ 2 mil por animal.

Dois cachorros da raça pug, outros dois da raça westie e um sem raça definida foram resgatados. Encaminhados à Diretoria de Bem-Estar Animal, eles serão submetidos à avaliação veterinária. O crime de maus-tratos pode ser agravado dependendo da condição de saúde dos cães, que serão mantidos em um lar temporário.

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Canil clandestino que comercializa cães é denunciado em Minas Gerais

Moradores do bairro Cachoeirinha, em Belo Horizonte, Minas Gerais, denunciaram um canil clandestino à Prefeitura do município. Os denunciantes são cinco irmãos idosos que reclamam de barulho e mau cheiro exalado pelo local.

Canil não tem alvará de funcionamento (Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativo)

Cachorros das raças bulldog francês e spitz alemão são covardemente explorados e tratados como objetos passíveis de venda pelo proprietário do canil, que os comercializa.

O engenheiro Flávio Norberto Pereira, irmão dos denunciantes, conta que o canil foi construído aproveitando a base do muro divisório, o que não é permitido legalmente. “A proximidade com os cômodos da casa impedem o sossego de meus irmãos”, afirma Pereira. Entre os idosos, está Terezinha Leopoldina de Freitas, de 88 anos, que sofre de mal de Alzheimer e se encontra em estado vegetativo.

Outra moradora da casa, Edna Aurora Martinha, de 74 anos, afirma ficar com as janelas da residência fechadas a maior parte do dia devido ao mau cheiro exalado pelo canil, que funciona há oito anos apesar de diversas tentativas de diálogo com o proprietário e com o poder público. As informações são do portal EM.

Vivaldo Ferreira Ramos, dono do canil, conta que o local abriga atualmente 40 cachorros e que uma mudança deve ser realizada para que os animais sejam levados para um terreno em Lagoa Santa. Ele nega as denúncias e afirma ter alvará de funcionamento, o que foi negado pela Prefeitura que, por sua vez, explica que o canil não tem alvará de localização e funcionamento e que o proprietário foi notificado para que realize a regulamentação do local, caso contrário será multado.

A Vigilância Sanitária da Regional Nordeste foi comunicada sobre o caso, após a denúncia, e afirmou que agentes de combate a endemias (ACEs) irão realizar uma vistoria no canil.  De acordo com nota emitida pelo órgão, a “Secretaria Municipal de Saúde irá verificar a situação do imóvel e dos animais, tanto no sentido da saúde animal, com teste de leishmaniose e análise de condições adequadas, quanto possíveis focos de Aedes aegypti; a atividade indicada não é sujeita à fiscalização da Vigilância Sanitária. As vistorias, neste caso, são realizadas somente mediante denúncia. A população pode acionar a Vigilância Sanitária por meio do telefone 156 e fazer a denúncia”.

Nota da Redação: o comércio de animais é uma prática exploratória que os trata como meros objetos passíveis de venda. Tratados como mercadorias, os animais são covardemente usados para gerar lucro, o que é repudiável. A ANDA lembra que vidas devem ser respeitadas e, em hipótese alguma, objetificadas e comercializadas, e reforça a necessidade de optar por adotar animais, sem levar em consideração raça, ao invés de comprá-los, contribuindo assim para o fim de um comércio cruel que, além de explorar os animais, está frequentemente envolvido em casos de maus-tratos.

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Caçador é multado em R$ 5 mil por assassinar veado-campeiro

Foto: Britannica Escola

Um caçador foi flagrado pela Polícia Ambiental depois de ter matado um veado-campeiro em Regente Feijó (SP). O animal foi desmembrado e  estava acondicionado num freezer.

A espécie, também conhecida como veado-galheiro, está sob ameaça no país e está classificada como em perigo de extinção no estado.

Os policiais foram à propriedade após uma denúncia. O homem alegou que o veado havia sido atacado por um cachorro.

Ele foi autuado em R$ 5 mil, por se tratar de um animal ameaçado na natureza.

Jabutis em cativeiro

Na mesma região, em Martinópolis, a Polícia Ambiental encontrou um cativeiro clandestino com sete jabutis-piranga, espécie da fauna silvestre brasileira.

A densidade dessa espécie na natureza é considerada baixa por causa de sua perda de habitat e de sua caçada para venda como animal doméstico.

O responsável pelo cativeiro, localizado na Vila Alegrete, foi multado em R$ 3,4 mil pela criação .

Porém, os policiais deixaram os animais sob a guarda do proprietário do cativeiro, que assinou um termo de responsabilidade, uma vez que os animais estavam “bem cuidados”.

Ainda será avaliada a possibilidade de devolução à natureza.

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Animais sofriam maus-tratos em canil clandestino de Toledo (PR)

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As imagens que foram divulgadas pelas redes sociais, revoltaram inúmeras pessoas que lutam pela proteção de animais. O canil clandestino onde aparecem os cachorros em situações de maus-tratos foi fechado em Toledo.

Uma cadela com seis filhotes foi flagrada na terra úmida em uma cobertura improvisada. No local, animais de raça são trancados até o momento da cruza e quando chegam os filhotes, são levados à comercialização.

A denúncia foi feita pelo Conselho Municipal de Defesa e Proteção dos Animais em Toledo e o proprietário do canil irá responder pelos atos. A população que segue publicações do Conselho critica a ação e pede punições ao responsável pelos maus-tratos aos animais.

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Fonte: CatVe

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Mais de 100 pássaros são resgatados de viveiro clandestino em Santana (AL)

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A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco flagrou um viveiro clandestino após uma denúncia nesta quarta-feira (18). Cerca de 100 pássaros silvestres foram encontrados em um motel localizado no município de Santana do Ipanema.

Os animais achados no local foram resgatados pelas equipes da FPI e levados para uma base de triagem e tratamento do município onde ocorreu a operação.

De acordo com a equipe médica veterinária que acompanhava a fiscalização, os pássaros que estiverem aptos a voltar para o habitat serão soltos em breve numa unidade de conservação do Estado.

“Se o viveiro estivesse regularizado até poderia ser considerado adequado para criação de pássaros. A alimentação destinada aos animais é que precisa de muitos ajustes, pois esses animais não podem ter uma dieta composta por cuscuz e leite, por exemplo, como foi encontrado”, explica o médico-veterinário, Isaac Albuquerque.

O proprietário do estabelecimento em que a fiscalização foi feita alegou que comprou o imóvel, há 3 anos, já com o viveiro. Depois da operação desta quarta-feira, o ambiente de criação dos pássaros foi destruído para evitar que novos animais sejam presos no local.

Na operação, a FPI do São Francisco resgatou aves raras como o Sangue-de-Boi, espécimes de Craúna, Xexéu Boca-de-Ninho, Asa-Branca, Três-Cocos, Perdiz, Sabiá, Casaca-de-Couro, Galinha-D’água, Soldado-Inglês, Peito-de-Aço, Papa-Pimenta, Veludo, entre outros. Também foram encontrados ninhos de pássaros, onde pelo menos três deles, estão com os animais em risco de extinção.

Fonte: G1

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Polícia desmonta canil clandestino em péssimas condições no Maranhão

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A Delegacia do Meio Ambiente fez uma operação no bairro Araçagi, em São Luís (MA), e desmontou um canil clandestino que funcionava no local na última sexta-feira (6).

Segundo informações do G1, no canil, foram encontrados cães de diversas raças em péssimas condições de saúde. De acordo com a delegacia, alguns animais estavam isolados em quartos completamente escuros e imundos. Nos fundos da casa ainda foram verificados quatro animais mortos e escondidos dentro de sacos plásticos.

O canil Green City pertencia a um homem identificado como Alex Alves Itaboraí que teria alugado a casa há quatro anos. Segundo a administradora Claudia Freitas e dona do imóvel, no fim do ano passado Alex começou a atrasar o pagamento do aluguel. Foi, então, que ela descobriu que na casa funcionava o canil e decidiu denunciá-lo.

“A partir do momento que eu vim fazer outro tipo de atividade aqui na casa. Fazer o levantamento de uma planta baixa eu vi as condições da casa. A casa tá acabada, os maus tratos dos animais. Eles todos ali presos, dentro de gaiola enferrujada, todos sujos, a casa fedendo. Aí eu me sensibilizei pelos animais e resolvi fazer a denúncia junto a Secretaria de Meio Ambiente, fiz o BO e me encaminhou pra Delegacia de Proteção aos Animais”, contou a administradora.

A delegada de Meio Ambiente, Ludmila Pimenta, afirma que o descaso com os animais não se trata de um simples caso de maus tratos e acrescenta que a situação será averiguada com todo rigor.

“A gente vai fazer um procedimento mais robusto. Diante das investigações e tudo mais nós vamos fazer um inquérito policial devido a quantidade de animais em situação de negligência”.

A retirada dos animais também foi acompanhada pela Organização Não Governamental (ONG) Cães e Gatos de Rua.

“Eles vão ter que tomar banho. Feitos os procedimentos mesmo de tratamento desse animal e aí assim como os animais são tutorados pela Justiça, não são mais animais que vivem em canis. Será averiguado se há guardiões porque tem pessoas aqui reivindicando que tem documento. Tudo isso vai ser resolvido legalmente”, finalizou a vice-presidente.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Noticias ao minuto

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Protetora é espancada após denunciar rodeio clandestino no Ceará

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Um rodeio que funcionava de forma clandestina no Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, foi fechado na noite dessa segunda-feira (2). A denúncia foi feita por uma ativista à Sociedade Protetora dos Animais que foi ao local com apoio da Polícia Militar.

O espaço funcionava na rua Paranaí e, mesmo em plena segunda-feira, atraia um bom público para assistir a competições de homens sobre touros e cavalos. A Sociedade Protetora dos Animais recebeu a denúncia de uma protetora de que um rodeio clandestino estaria funcionando no local.

“Fomos informados por uma senhora que estava assistindo ao rodeio e, ao ver cenas chocantes, entrou em contato com a nossa equipe. E após entrar em contato com a nossa equipe, ela foi brutalmente espancada. Inclusive, estamos com a guia do exame de corpo e delito”, disse um policial.

A autora da denúncia confirma a agressão no último sábado (30) e ressalta que é contra apenas a exploração animal. “Fui agredida, sim. Quebrei o microfone do locutor, sim. Fui ao IML, sim. Minha cabeça ainda dói. Tudo isso, para tentar dizer que eles continuassem a festa, mas que, pelo amor de Deus, esqueçam de colocar os animais”, informou a ambientalista Adriana Fidelino.

Segundo a representante da Sociedade Protetora dos Animais, a realização de rodeios é proibida em Fortaleza, de acordo com uma lei de 2014, que caracteriza a ção como maus-tratos. “O proprietário não apresenta documentação nenhuma. O local também não tem estrutura nenhuma, altamente clandestino. Isso eu confirmo”, disse o policial que atendeu à ocorrência.

O responsável pelo rodeio ainda lamentou a proibição. “Eu estou com o rodeio lotado. O que eu vou fazer para devolver o dinheiro desse povo? Eu sou trabalhador, eu trabalho para ganhar a minha vida. Se eu deixar de fazer isso daqui, como eu vou fazer para ganhar a vida?”, questionou.

A Polícia Militar apoiou a interdição e após uma longa conversa, o público teve que deixar o local reservado para rodeios e o proprietário do local vai responder pelo crime.

Fonte: TV Diário

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ONG denuncia maus-tratos em canil clandestino em Belém (PA)

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Uma equipe da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves apuram na manhã desta segunda-feira (18) uma denúncia de uma ONG sobre maus-tratos contra animais em um canil clandestino localizado no conjunto Cidade Nova IV, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.

Segundo voluntários que atuam em defesa dos animais e moradores vizinhos ao local, cerca de 40 cachorros de raças como bulldogs, pugs, maltês, boxers, poodles e yorkshires estariam sendo mantidos em um espaço pequeno e inadequado, onde seriam criados para comercialização.

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“Eles estão presos em cercados pequenos, sem poder sair, separados apenas por raça e cobertos por uma lona, por isso, eles nem ao menos podem ver o sol. Há fêmeas grávidas e os cães estão visivelmente magros e maltratados”, aponta Valéria Lima, voluntária da ONG Protetores de Belém.

A voluntária também afirma que após a repercussão do caso nas redes sociais, cerca de 15 animais teriam sido retirados do local na madrugada desta segunda (18). “Antes, eram cerca de 40, agora resta pouco mais de 25 deles”, revela.

Investigação
A equipe que foi ao canil é composta por policiais civis, uma veterinária e um engenheiro ambiental do setor de Engenharia Ambiental do CPC. Os profissionais fazem uma perícia de constatação, ou seja, avaliam as condições de funcionamento do canil e se os cuidados com os cães e documentação seguem as recomendações da legislação vigente.

Fonte: G1

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"Fábrica de filhotes" do DF perde causa na justiça e cães ficarão com novos tutores

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A fábrica de filhotes que funcionava em um condomínio no Jardim Botânico, no Distrito Federal, perdeu a batalha nos tribunais para reaver os 86 animais resgatados pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema) durante uma operação de combate a maus-tratos no fim do ano passado. O caso foi denunciado pelo Metrópoles em 21 de dezembro de 2015 e, na manhã da última segunda-feira (21), a juíza Elisabeth Amarante Minaré, do 1º Juizado Especial Criminal, decidiu que todos os cães permanecerão em seus lares adotivos de forma definitiva.

Durante a audiência de conciliação, da qual participaram a proprietária do canil, Edmê Maria de Oliveira, um representante do Ministério Público e a advogada de um grupo de protetores de animais, foi sacramentado o acordo para a suspensão da ação penal em troca de a ex-tutora dos cachorros não recorrer da decisão. A magistrada que julgou o caso ainda determinou que a residência onde funcionava a fábrica de filhotes seja alvo de visitas mensais, feitas por protetores que vão fiscalizar o local a fim de evitar que mais cães sejam criados sem o devido cuidado.

Segundo a advogada Ana Paula Vasconcelos, que defende o grupo de protetores, as pessoas que acolheram os cães assinarão um termo de doação para garantir a propriedade sobre os animais. “Além disso, os tutores vão se comprometer a castrar os animais para afastar qualquer possibilidade de que voltem a ser usados como matrizes”, disse.

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Recuperação
Atualmente, os cães resgatados se recuperaram quase por completo de doenças graves que haviam contraído quando estavam enjaulados no canil clandestino. “Com carinho, amor e também muitos cuidados veterinários, todos os animais ganharam uma vida nova e não sofrem mais”, contou a protetora Márcia Moscoso, que ajudou a encontrar lares para alguns dos animais resgatados.

Dos 86 animais tirados da fábrica de filhotes, 83 necessitaram de cuidados, como acompanhamento veterinário e tratamento com medicação. “Muitos tinham doenças graves, em decorrência do abandono. Queda de pelos, dentes caídos e erupções no couro foram apenas alguns dos sintomas que esses cães apresentavam quando foram resgatados”, lembrou Márcia.

De acordo com o delegado-chefe da Delegacia do Meio Ambiente, Ivan Dantas, o inquérito sobre a fábrica de filhotes foi bem respaldado com fotos, vídeos e com o laudo do Instituto de Criminalística, que confirmaram os maus-tratos.

Fonte: Metrópoles

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Denúncia de biopirataria em hotel no Amazonas é rebatida por americano

O americano Philip Marsteller, responsável pelo Rio Negro Lodge, no município de Barcelos, no Amazonas, negou nesta terça-feira que mantenha um laboratório clandestino no hotel. A suspeita de que o luxuoso empreendimento esteja envolvido em biopirataria é investigada pelo Ibama desde que uma operação de fiscalização encontrou no local, em abril, um laboratório equipado com instrumentos de pesquisa de material biológico.

Em audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, Philip Marsteller informou que mantém no hotel apenas um alojamento para integrantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que realizariam estudos sobre o tucanaré, um peixe da região. Ele não soube informar, no entanto, se existe algum documento que comprove a parceria com o instituto.

As explicações de Marsteller não convenceram a autora do pedido para a realização da audiência, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). “É um centro de pesquisas todo equipado. Ele afirmou que há convênio, depois disse que era verbal e nós sabemos que nem é verbal nem o Inpa desenvolve essa linha de pesquisa”, ressaltou.

Marsteller se disse perseguido: “Estou aqui para responder por biopirataria e isso não acontece; eu tenho lutado pela preservação do tucanaré e da área. Muito dessa pressão é devido às denúncias que tenho feito ao Ministério Público Federal sobre ilegalidades no município – houve cinco indiciamentos por causa de atividades de turismo sexual de crianças, e tenho falado sério contra isso.”

Indícios
 
Em abril, uma operação conjunta do Ibama, da Marinha e da Receita Federal encontrou uma série de irregularidades no Rio Negro Lodge, como problemas na importação de equipamentos; ausência de licença ambiental; funcionamento irregular de uma marcenaria; posse de madeira sem documentação de origem; e manutenção de animais silvestres em cativeiro. O empreendimento foi embargado e multado em mais de R$ 2 milhões.

Segundo o diretor de Fiscalização do Ibama, Luciano Evaristo, foram encontrados no local indícios “bastante consistentes” de biopirataria, como dois besouros ameaçados de extinção acondicionados para viagem. “Vamos aprofundar as investigações”, informou Evaristo.

Próximos passos
 
A Comissão da Amazônia deverá realizar uma reunião secreta sobre o caso no dia 16 de junho, para receber informações mais detalhadas da Receita Federal e do Ibama. Parlamentares também devem agendar uma visita ao Rio Negro Lodge.

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados

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