Coalas podem ser salvos da clamídia por tratamento correto com antibiótico. (Foto: Currumbin Wildlife Hospital)
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Cientistas podem ter descoberto como salvar coalas da clamídia

O marsupial da Austrália está com um problema que continua a crescer: a clamídia, uma doença sexualmente transmissível também encontrada em humanos, atinge os coalas selvagens. Em algumas populações de coalas, a taxa de infecção pode chegar a 100%.

Coalas podem ser salvos da clamídia por tratamento correto com antibiótico. (Foto: Currumbin Wildlife Hospital)
Coalas podem ser salvos da clamídia por tratamento correto com antibiótico. (Foto: Currumbin Wildlife Hospital)

A doença bacteriana nos coalas não chega a ser fatal, mas pode afetar de forma severa a saúde desses animais, e as altas taxas de infecção são preocupantes. Afinal, a União Internacional para Conservação da Natureza já considera o mamífero vulnerável à extinção, principalmente devido à perda de seu habitat para o desenvolvimento urbano.

De acordo com informação do Daily Mail, uma vacina para proteger coalas contra a doença foi desenvolvida pela Universidade de Tecnologia de Queensland e, há mais de duas décadas, cientistas têm especializado o antibiótico contra a clamídia. Porém, há uma desvantagem para o tratamento com antibiótico.

Quando infectados, coalas jovens, ainda na bolsa da mãe, não conseguiriam comer a “matéria fecal” nutritiva da mãe, alimento dos coalas após a amamentação e antes que comecem a comer folhas de eucalipto. Essa matéria fecal é essencial para que os micróbios do intestino do coala sejam capazes de digerir taninos tóxicos no eucalipto, a principal fonte de alimento da espécie.

Ainda, Katherine Dahlhausen, aluna de doutorado da Universidade da Califórnia, explicou, em entrevista à National Geographic, que “os antibióticos podem estar alterando os micróbios intestinais que permitem que os coalas comam eucalipto”.

Dahlhausen, então, conduziu um estudo investigando os microbiomas desses mamíferos durante o tratamento com antibióticos. Foi descoberta a presença de uma bactéria relacionada a um conhecido degradador de taninos, que são substâncias naturais que podem ser encontradas em inúmeras plantas.

Tratamentos alternativos, além dos antibióticos, que restauram boas bactérias no organismo dos coalas também são possibilidades. (Foto: Getty Images/Visuals Unlimited)
Tratamentos alternativos, além dos antibióticos, que restauram boas bactérias no organismo dos coalas também são possibilidades. (Foto: Getty Images/Visuals Unlimited)

A descoberta pode determinar se um coala sobreviveria ao tratamento com antibiótico ou não, pois agora é possível descobrir, antes de se iniciar o tratamento, se há como manter o micróbio protetor vivo no coala durante o curso de antibióticos.

Tratamentos alternativos que restauram boas bactérias no organismo dos coalas também são possibilidades. A introdução de probióticos nos coalas pode ser útil, já que são importantes para a saúde do animal infectado com clamídia.

Também é destaque o perigo do manuseio com animais selvagens. “Sempre que você lida com animais selvagens, o estresse diminui a função imunológica deles”, diz Dalen Agnew, professor associado do Departamento de Patobiologia e Investigação Diagnóstica da Michigan State University, em entrevista para o National Geographic.

Além dos problemas do tratamento, os marsupiais australianos precisam se adaptar cada vez mais com um ambiente natural pouco confiável, já que seus habitats tem sido destruídos, tornando mais difícil a busca por alimentos e o encontro de parceiros que sejam saudáveis e geneticamente diferentes.

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Pavões sofrem de clamídia em zoo que registrou a morte de 500 animais

Os cães de pradaria também foram encontrados cavando buracos perto de uma cerca que separa o zoo da casa do antigo proprietário do local David Gill.

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Foto: PA

O comitê de regulamentação de licenciamento do conselho fará uma reunião para decidir se os novos patrões do South Lakes Safari Zoo têm cumprido suas condições de licenciamento.

O zoo chamou a atenção da imprensa depois que quase 500 animais morreram no local em um período de apenas quatro anos e a funcionária Sarah McClay foi morta por um tigre em 2013.

Na época, os inspetores do governo denominaram o zoo de “inadequado”. Porém, ele permaneceu em operação depois que seu proprietário e fundador David Gill saiu e foi substituído pela recém-formada Cumbria Zoo Company Ltd. Em Janeiro, Gill foi considerado “inapto”  para gerenciar o estabelecimento.

De acordo com o Metro, o relatório mais recente, compilado após uma inspeção surpresa em Agosto, afirma que, desde que recebeu uma nova licença, o zoo realizou mudanças.

Elas incluem a nomeação de um diretor de animais, Andreas Kaufmann, e o fechamento de algumas das áreas onde os animais poderiam ter contato com o público. Porém, em Agosto, sete incidentes envolvendo contato entre animais e visitantes foram relatados ao longo de 14 dias.

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Confinados a espaços menores, coalas enfrentam doença fatal

Foto: National Geographic

Uma das criaturas mais apreciadas da Austrália, o coala enfrenta sérios problemas. Em face da perda de seu habitat, das alterações climáticas e de doenças causadas por bactérias, ele está sendo forçado a ocupar regiões cada vez menores do país. No vasto estado de Queensland, que fica no extremo nordeste do país, pesquisas sugerem que de 2001 a 2008 o número de coalas diminuiu até 45 por cento nas áreas urbanas e 15 por cento no cerrado.

Além disso, embora as mudanças climáticas e a perda de habitat também afetem muitos outros animais exclusivos da Austrália – de pássaros e rãs a marsupiais como os vombates, pequenos cangurus e bandicoots – o que vem preocupando vários cientistas em relação ao destino dos coalas é uma infecção bacteriana.

“A doença é uma assassina de certa forma silenciosa e possui potencial bastante real para acabar com a população de coalas de Queensland”, afirmou a Dra. Amber Gillett, veterinária do Hospital da Vida Selvagem do Zoológico da Austrália, em Beerwah, Queensland.

A culpada pelas mortes é a clamídia, gênero de bactérias muito mais conhecido por causar doenças venéreas em humanos do que por devastar populações de coalas. Pesquisas recentes em Queensland mostraram o desenvolvimento de sintomas da doença em até 50 por cento dos coalas selvagens do estado, e muitos outros provavelmente estão infectados, mas sem apresentar os sintomas.

A bactéria é transmitida durante o nascimento, através do acasalamento e talvez em disputas, e as duas cepas encontradas são diferentes das causadoras da forma humana da doença. A primeira é Chlamydia pecorum, que vem causando a maior parte dos problemas de saúde dos coalas do estado de Queensland, e a segunda e menos comum é a C. pneumoniae.

Ao contrário da C. pecorum, a cepa pneumoniae pode ser transmitida a outras espécies, mas até agora não há evidências de que tenha passado dos coalas para os seres humanos ou vice-versa.

A clamídia causa diversos sintomas nos coalas, incluindo infecção nos olhos, que pode levar à cegueira, tornando difícil a procura pelas escassas folhas de eucalipto, sua principal fonte de alimentação. A bactéria também pode produzir infecções respiratórias, junto com cistos que podem tornar as fêmeas de coalas inférteis.

A epidemia tem sido particularmente grave em Queensland, onde quase todos os animais estão infectados por um retrovírus, afirmou Gillett. O retrovírus que atinge os coalas é uma infecção semelhante ao HIV, que suprime o sistema imunológico e interfere na capacidade de lutar contra a clamídia.

“Nas populações de coalas do sul do país, onde a predominância do retrovírus é bem menor, funções imunes normais tendem a resultar em poucos casos de clamídia”, afirmou Gillett.

Tratar a clamídia em coalas selvagens é um desafio, afirmou Gillett. A doença é tão devastadora que apenas uma porcentagem pequena de animais pode ser tratada com sucesso e devolvida à natureza. Além disso, as fêmeas infectadas ficam muitas vezes inférteis – como a condição é irreversível, o crescimento futuro das populações também é afetado.

Não há tratamento disponível para o retrovírus dos coalas, contudo, pesquisadores estão trabalhando para testar uma vacina que ajudaria a evitar uma maior propagação da infecção por clamídia nos coalas de Queensland.

Um estudo publicado em 2010 no The American Journal of Reproductive Immunology descobriu que a vacina é segura e eficaz no tratamento de fêmeas de coala saudáveis. Mais trabalhos estão sendo realizados para testá-la em coalas infectados.

Professor de microbiologia da Universidade de Tecnologia de Queensland, Peter Timms está na liderança dos esforços para testar a vacina contra a clamídia em coalas, e tem esperanças de que outros testes da vacina sejam realizados este ano em coalas machos em cativeiro e posteriormente em coalas selvagens. Se tudo correr bem, os planos de distribuir a vacina mais amplamente podem ser postos em ação.

“Será impossível vacinar todos os coalas da natureza”, afirmou.

Não há um plano para salvar os coalas na Austrália. Cabe a cada região estabelecer planos de manejo para a sua população de coalas. Por isso, assim que for demonstrado que a vacina é totalmente segura e eficaz, Timms sugere a aplicação em populações específicas e ameaçadas, de locais que facilitem a captura e a soltura dos animais, como as populações cujas áreas estão totalmente delimitadas por estradas e empreendimentos habitacionais.

Timms também está trabalhando em uma vacina de dose única, para tornar mais viável a vacinação dos coalas selvagens.

Outra possibilidade seria tornar a distribuição da vacina parte da rotina no tratamento dos milhares de coalas trazidos aos centros de assistência todos os anos, após terem sido atropelados ou atacados por cães, afirmou Timms.

Embora seja uma combinação de problemas o que aflige a população de coalas selvagens, para muitos especialistas a vacina seria um passo importante a fim de contribuir para que sobrevivam por mais tempo. Ela pode proporcionar ganho de tempo suficiente para fornecer aos pesquisadores a oportunidade de resolver alguns dos outros problemas que os coalas enfrentam na Austrália.

“Nas situações em que estão associadas diminuição de habitat, ataques de cães domésticos e atropelamentos à infecção grave por clamídia, as consequências podem ser devastadoras”, afirmou Gillett.

Fonte: Último Segundo

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Doença sexualmente transmissível ameaça a sobrevivência dos coalas, na Austrália

Por Vanessa Perez  (da Redação)

Foto: Reprodução/Animals Change

A clamídia não é apenas uma doença sexualmente transmissível em humanos, é também uma das principais ameaças aos coalas da Austrália, um especialistas acredita que isso pode levar a espécie à extinção.

A Australian Koala Foundation espera usar a educação como principal ferramenta para ajudar os animais, mas também lançou uma campanha pedindo ao Ministro do Meio Ambiente para proteger os coalas. O grupo está determinado a convencer o governo australiano a usar seu poder para salvar a espécie.

Embora não esteja totalmente claro como a clamídia infectou pela primeira vez os coalas, os cientistas entendem que o estresse provoca as doenças associadas a esta. De acordo com o Australian Koala Foundation, 80% do habitat do coala foi destruído e boa parte dos 20% restantes não está protegida, assim o estresse da perda do habitat trabalha lado a lado com a ameaça da clamídia.

A AKF do grupo”Militantes dos Coalas” expõe a dura verdade do que o “desenvolvimento” humano tem feito para a espécie. Eles apontam que dez milhões de coalas viveram na Austrália a apenas 220 anos atrás, e agora existem menos de 85.000. Escrevendo cartas para organizar comícios, os militantes dos coalas não irão parar até que os coalas e suas terras estejam protegidas.

AKF explica que a conjuntivite, pneumonia, infecções do trato urinário e infecções do trato reprodutivo (que pode causar infertilidade na fêmea) são quatro doenças observadas nos coalas e que são causadas pela clamídia. Estima-se que 40% dos coalas fêmeas são inférteis devido à doença.

E, como o seu habitat desaparece, as populações livres de doenças são forçadas a viver mais e mais próximo às populações doentes.

Segundo informações da Animals Change, os pesquisadores acreditam que 50 a 80% dos coalas estão carregando a clamídia, e se a vacina não for dada logo, os coalas não existirão mais dentro de poucas décadas. No entanto, alguns pesquisadores e ativistas estão apreensivos sobre uma possível vacina que a Universidade de Tecnologia de Queensland está trabalhando. Eles temem que a vacina possa prejudicar o aparelho digestivo dos coalas, que poderia trazer problemas ainda maiores do que a clamídia.

A Australia Zoo Wildlife Warriors , uma organização dedicada à conservação da natureza, está tentando resolver o problema da melhor maneira possível com as ferramentas limitadas que tem contra a epidemia. Infelizmente, eles afirmam que os coalas com danos reprodutivos graves ou em estado terminal da doença serão sacrificados.

Apesar de grupos de defesa e pesquisadores australianos estarem tentando encontrar uma solução, o governo falhou em não proteger  adequadamente a espécie.

Assine aqui uma petição pedindo ao governo australiano maior proteção aos coalas.

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