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Espetáculo circense “Piratas” não utiliza animais em suas apresentações

O circo está para a cultura chinesa como o futebol e o samba estão para a brasileira. A arte milenar, que remonta aos tempos das dinastias Qin e Han (221 a.C. — 221 d.C.), chega em versão de luxo a Brasília com a vinda do conceituado Circo Nacional da China. A trupe, criada há 56 anos na cidade de Shenyang, desembarca na capital com o espetáculo Piratas, numa turnê que já encantou mais de 200 mil pessoas desde sua estreia em Manaus, em março. “É a segunda vez que a companhia vem ao Brasil, mas não com essa envergadura, com essa grandeza”, comenta, animado, Lúcio Oliveira, diretor de turnê da companhia. “Este ano, o grupo passará por 25 cidades ao longo de seis meses. É o maior tempo de um espetáculo estrangeiro no Brasil”, festeja. As apresentações estão marcadas para sábado e domingo, no Centro de Convenções.

Foto de artistas circenses durante performance em espetáculoNo ano passado, o Circo Nacional da China mostrou no Ginásio Nilson Nelson o espetáculo ecológico Natureza. “Não esqueço da data até hoje: era aniversário da cidade”, recorda-se Oliveira. “Mas, desta vez, optamos por um lugar mais adequado para a cenografia do espetáculo”, explica o diretor de turnê, referindo-se ao cenário, que requer extensa preparação para a montagem.

Piratas é um dos grandes espetáculos de linguagem circense que chegam a Brasília a partir deste mês. Este fim de semana, além do Circo Nacional da China, o público local terá oportunidade de assistir até domingo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), à companhia de palhaços russos Teatr Licedei. Em setembro, é a vez do prestigiado grupo Cirque du Soleil apresentar na cidade o espetáculo Quidam. “O Circo Nacional da China está no mesmo nível de atrações do gênero, não deixa nada a desejar a outros espetáculos”, defende Lúcio Oliveira.

Em Piratas, as pessoas não encontrarão palhaços nem animais. Trata-se de um modo ético de fazer circo, calcado na tradição dos voos acrobáticos e malabares. Ainda traz impressionantes efeitos visuais e sonoridade percussiva. Elementos que já encantaram o público em produções como O tigre e o dragão e a abertura das Olimpíadas de Pequim. Tudo isso costurado em enredo que invoca inconscientemente as aventuras de piratas. “Os 13 números apresentados em cena não são gratuitos; há uma história com início, meio e fim que envolve o público. A companhia sempre fala de temas universais em suas produções”, observa.

Circo legal é circo sem animais: mais um exemplo em que a arte encontra o respeito e a consciência.

(Com informações do Correio Braziliense)

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