Notícias

Furacão Dorian pode ter causado a extinção de espécie de pássaro endêmica das Bahamas

Segundo os números da espécie apurados em 2018 restavam apenas dois pica-paus-cinzentos Bahama e com a passagem do furacão as aves podem não ter resistido


 

Foto: Tom Benson/Flickr
Foto: Tom Benson/Flickr

Por Eliane Arakaki

No fim de semana, as ilhas Abaco e Grand Bahama foram atingidas em cheio pelo furacão Dorian quando este atingiu em sua intensidade máxima. Com ventos de até 185 km/h acompanhados de uma forte tempestade, cerca de 13 mil casas nas ilhas das Bahamas, foram destruídas ou danificadas. Sete mortes foram confirmadas até o momentos, e o número de mortos deve aumentar.

Os biomas únicos da ilha também foram atingidos pela tempestade. Os pinheiros (árvore nativa) das Bahamas servem de lar para várias espécies cuja conservação é motivo de preocupação, incluindo o pica-pau Bahama, que está classificado como criticamente ameaçado de extinção. Os cientistas temem que tanto os seres humanos quanto os ecossistemas que resistiram à tempestade possam levar décadas para se recuperar.

“É obviamente um desastre humanitário para as pessoas que vivem nessas ilhas do norte, e a extensão ainda é desconhecida, mas esperamos que a assistência médica e de infraestrutura internacional chegue rápida e generosamente”, Diana Bell, professora de biologia da conservação na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, disse à Earther.

“Também é altamente provável também que este tenha sido um desastre ecológico que afeta as áreas já fragmentadas da floresta de pinheiros do Caribe que suportam a fauna de aves endêmica da região”.

Os pinheiros formam uma região de floresta de coníferas que cobre uma área menor que Rhode Island nas Bahamas, bem como nas ilhas Turks e Caicos. O ecossistema é especialmente predominante na ilha de Grand Bahama.

O desmatamento para o desenvolvimento já ameaçou a floresta e a água salgada das tempestades também pode matar os pinheiros. Grande parte da ilha ainda está embaixo d’água, e as primeiras imagens mostram que grande parte do dossel das árvores foi destruído.

Dos animais afetados pela tempestade, os cientistas temem mais pelo pica-pau-cinzento Bahama. Uma pesquisa de 2004 estimou que a população do pássaro era de cerca de 1.800 indivíduos.

Em seguida, uma série de furacões reduziu sua população para 23, segundo uma pesquisa de 2007. O furacão Matthew em 2016 reduziu ainda mais a população do pássaro, e uma pesquisa exaustiva em 2018 resultou em apenas dois. O furacão Dorian pode ter sido o prego no caixão da espécie, uma vez que o desmatamento, os ventos fortes e as inundações de água salgada das tempestades continuaram a matar as árvores da floresta.

O pica-pau-cinzento Bahama é apenas uma das espécies endêmicas entre outras – que dependem do habitat dos pinheiros. Os cientistas também se preocupam com o destino da toutinegra de Bahama, bem como da famosa toutinegra de Kirtland, que passa seus invernos nos pinheiros.

De acordo com a mais recente avaliação nacional do clima, os cientistas preveem que as temperaturas mais quentes do oceano e os níveis mais altos do mar devido às mudanças climáticas tornem os furacões no Atlântico e no Caribe mais fortes.

Outras pesquisas recentes indicam que os furacões estão desacelerando, levando a impactos mais longos se isso vier acontecer sobre a terra, embora o vínculo com a mudança climática ainda esteja sendo investigado. Mas, independentemente disso, tempestades mais violentas que duram mais tempo podem significar um desastre tanto para as espécies endêmicas como para as pessoas que habitam as ilhas.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques, Notícias

Estados Unidos continuam querendo impedir proteção dos lobos cinzentos como espécie ameaçada

Por Rachel Siqueira  (da Redação)

Foto: Dawn Villella / Associated Press

O debate sobre lobos cinzentos do estado de Michigan, nos Estados Unidos, serem protegidos ou não como espécie ameaçada de extinção provavelmente virá à tona novamente, uma vez que o “U.S. Fish and Wildlife Service” anunciou que tentará remover proteções federais para os lobos.
Até abril, funcionários do “U.S. Fish and Wildlife Service” apresentarão uma proposta para colocar a gestão dos lobos cinzentos nas mãos de agências estatais em Michigan, bem como em Minnesota e Wisconsin. Não é a primeira vez que fazem essa tentativa, tendo a última das quais se dado em abril de 2009.

Funcionários federais acreditam que há um número suficiente de lobos na região dos Grandes Lagos para justificar sua retirada da lista de espécies ameaçadas.

No tribunal federal, até o momento todas tentativas de cessar a proteção aos lobos foram frustradas. “Estamos fazendo nosso melhor para desenvolver algo que seja cientificamente correto e legalmente defensável”, disse Georgia Parham, porta-voz regional do “U.S. Fish and Wildlife Service”.

Nos últimos anos temos visto cada vez mais relatos de aparecimentos de lobos na Península Baixa, mas não há debate a respeito do lobo aqui estar em número grande o suficiente para manter uma população reprodutora.

O diretor-executivo da “Wildlife Conservancy Michigan”, Dennis Fijalkowskis, disse que os números de lobos cinzentos na Península Baixa têm crescido. Como resultado, ele apoia os esforços de retirada do lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas.

“A Lei de Espécies Ameaçadas não permite qualquer ‘recolhimento’ dos lobos, exceto sob circunstâncias extraordinárias, tais como uma ameaça à vida humana”, disse Dennis Fijalkowski, complementando: “É preciso haver mais flexibilidade do que isso.”

Como exemplo, ele apontou o caso de agricultores da Alta Península, que estão proibidos de matar lobos, mesmo quando atacam animais.

Uma crescente população de lobos na Península Baixa significaria interações mais problemáticas com o gado e, potencialmente, com seres humanos. “Eles têm de ser ‘recolhidos’ e controlados de alguma forma, ou realmente teremos problemas”, alega Fijalkowski.

As informações são do jornal “Det News”.

​Read More
Notícias

Governo Obama libera caça aos lobos cinzentos

(da Redação)

O lobo cinza foi retirado da lista das espécies protegidas nos Estados Unidos, onde havia sido inscrito em 1974, depois de ter praticamente desaparecido do país. Atualmente, há cerca de 4.000 lobos cinzas na região dos Grandes Lagos e mais de 1.300 nas Rochosas. Ainda há entre 8.000 e 10.000 lobos no Alasca. Em Wyoming, eles são 300.

“As populações de lobos são agora viáveis, com grande diversidade genética, apesar de terem sido praticamente exterminadas”, destacou Ed Bangs, o principal responsável pela gestão dos lobos nos US Fish and Wildlife Services (FWS), especializados na gestão da fauna no departamento do Interior. “A lei sobre as espécies ameaçadas foi um sucesso e permitiu o retorno dos lobos”, acrescentou.

O que seria uma excelente notícia na verdade é uma tragédia para a espécie. O governo Obama acaba de autorizar a volta da caça desses animais. Crueldade e insensatez.

​Read More