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Inventor de cinta que dá choques em porcas ganha prêmio de “Empreendedor do Ano”

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Portais do Centro-Oeste norte-americano trazem como manchete a história de dois estudantes sêniors da Universidade de Iowa que ganharam o prêmio “Empreendedor do Ano” após criarem uma tecnologia capaz de salvar porquinhos da morte.

A notícia, que erradamente pode ser interpretada como uma invenção compassiva pautada na preservação da vida de animais, esconde uma verdade chocante e cruel baseada exclusivamente na busca do lucro e da maximação da exploração de porcos.

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Os acadêmicos Matthew Rooda e Abraham Espinoza são os fundadores da SwineTech Inc. e foram premiados no concurso “Rural Entrepreneurship Challenge” (Desafio do Empreendedor Rural, em tradução literal) após inventarem uma cinta de choques para porcos.

Mas como um objeto de tortura pode ser premiado por supostamente salvar vidas? De acordo com os jovens empresários, porcas domesticadas e confinadas podem acidentalmente esmagar ou pisar em seus filhotes, causando grandes prejuízos para fazendeiros.

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O objetivo da cinta, que é aderida à pele de porcas adultas, é fornecer vibrações e descargas elétricas que as afastem dos bebês, impedindo mortes e mantendo o número ideal de animais que serão destinados para consumo humano.

A invenção, que beira a psicopatia e cria a política de “salvar para matar”, já está presente em três fazendas do estado e arrecadou o equivalente a US $ 100 mil em vendas. O sucesso da cinta deriva do fato que impedindo mortes acidentais, ele possibilita os animais possam viver em locais cada vez mais confinados gerando 100% de lucro para grandes indústrias e fazendas.

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A implantação desta prática é tão desumana e absurda que pode ser comparada ao caso britânico que chocou o mundo onde bombeiros salvaram porquinhos de um incêndio e depois foram presenteados com linguiças feitas dos animais resgatados.

Nota da Redação: é lamentável que em pleno ano de 2018 jovens acadêmicos invistam tempo e recursos para a elaboração de práticas torturantes e degradantes para animais, que já vivem em intenso sofrimento e maus-tratos desde seu nascimento. A premiação para este tipo de invenção é retrógrada e um desrespeito à vida, abrindo margens para o especismo e para crueldades consentidas em nome da ganância e do lucro financeiro.

 

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