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Autoridade finlandesa investiga abusos em matadouro

(da Redação)

Captura de tela do vídeo feito pelos ativistas (Créditos: Oikeutta eläimille / Lehtikuva)
Captura de tela do vídeo feito pelos ativistas (Créditos: Oikeutta eläimille / Lehtikuva)

A Autoridade Finlandesa de Segurança Alimentar Evira planeja investigar abusos que ocorreram em um matadouro da Finlândia. De acordo com uma matéria da agência de notícias Yle, vídeos encobertos mostraram o o tratamento violento que alguns animais recebiam. A Autoridade Finlandesa Elvira relatou na última semana que investigará as alegações feitas por ativistas que disseram que alguns açougueiros violaram a proteção ao animal.

Em um comunicado de imprensa, a Elvira disse que o vídeo deu razão para as suspeitas de oficiais que alegaram que houveram violações. As filmagens foram feitas pela ONG, Direitos Aos Animais (Oikeutta eläimille) em quatro matadouros diferentes.

De acordo com os ativistas, os animais apanharam e foram submetidos a choques elétricos durante o processo. Segundo a organização, os veterinários presentes não interferiram.

Elvira afirmou que trabalhará com os inspetores veterinários para terminar com as práticas mostradas nos vídeos. Investigará também as ações dos veterinários que não fizeram nada no momento em que os animais estavam sendo agredidos.

A autoridade acrescentou que si descobrirem que os veterinários estavam cientes da crueldade que estava acontecendo e não fizeram nada para pará-la, tomarão uma ação contra eles.

Além disso, se for necessário, pedirão uma investigação policial nos lugares onde os abusos ocorreram. A autoridade ressaltou que açougueiros têm a responsabilidade de assegurar que os animais sofram o mínimo possível.

Captura de tela do vídeo feito pelos ativistas (Créditos: Oikeutta eläimille / Lehtikuva)
Captura de tela do vídeo feito pelos ativistas (Créditos: Oikeutta eläimille / Lehtikuva)
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Centenas de animais são vítimas de choques elétricos na Costa Rica

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: Javier Acuña
Foto: Javier Acuña

Um centro de resgate animal na Lima, na Costa Rica, informou que até agora foram reportados 73 animais atendidos em 2013. As espécies mais vulneráveis ​​a eletrocussão são macacos, preguiças, quase todos os tipos de aves e gatos-maracajás, e outros felinos. As informações são da Nación.

De acordo com o Centro de Resgate Jaguar, localizado em Puerto Viejo de Limon, semanalmente são recebidos animais que sofreram um choque, em estado de saúde grave.

Até agosto do ano passado, as associações atenderam 73 animais silvestres com queimaduras, mutilações e lesões causadas por choque elétrico. As maiorias deles não conseguiram se recuperar e morreram.

O problema não é exclusivo da região do caribe do país, o centro de Resgate Nosara, na Guanacaste, também relataram mais de 100 casos de animais afetados até agora este ano, mas esses números não incluem os animais que morrem no local.

“Este é um massacre. Esqueça a caça, mais animais estão morrendo por electrocussão que pela caça”, lamentou Sandro Alviani, herpetólogo e diretor do centro de Resgate Jaguar de Limón.

O especialista acredita que as ações ainda são poucas da parte do Instituto de Eletricidade da Costa Rica (ICE) para reverter a situação ou minimizar os danos ambientais. “Por exemplo, um macaco que morre não é apenas um macaco menos”, disse.

“Se o macaco era o líder da matilha, por exemplo, que irá causar um desequilíbrio significativo. O grupo pode arruinar-se e deixarão de fornecer proteção para as fêmeas”, adicionou o diretor.

Brenda Bombard, diretora do centro de resgate Nosara, reconhece que tem notado um interesse crescente do ICE nos últimos anos para agir contra o problema, mas sugere que pode ser feito ainda mais.

Erl Junier diretor da Área de Conservação da Vida Silvestre Amistad-Caribe, se limitou a afirmar que conhece a situação e está coordenando com a ICE para fazer as melhorias necessárias .

Defesa

Vladimir Perez, gestor ambiental do ICE na região do Atlântico, rejeitou as críticas e defendeu o progresso da instituição que tem sido realizado desde 2009. Segundo Perez, a instituição precisa de tempo para conseguir todas as ferramentas necessárias.

O funcionário disse que na província de Limón, há 70 quilômetros de cabos semi-isolados, mas não pôde especificar os lugares. Este tipo de cabeamento ajuda a evitar acidentes com animais.

O funcionário também assegurou que estão colocando uma espécie de cones de plástico nos postes com transformadores para que os animais não consigam ir para cima e assim evitar acidentes.

Existem também dispositivos que dão um pequeno choque eléctrico para advertir ao animal que há perigo nas proximidades, disse.

Perez adicionou que a ICE está fazendo os esforços para identificar as áreas em que há mais casos de animais eletrocutados.

“Isso é importante para o atendimento das espécies e porque na maioria dos casos as descargas geram avarias e interrupções no serviço que tem um custo”, disse ele.

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Prefeitura de Ponta Grossa (PR) desobedece liminar que proíbe o uso de esporas em animais em rodeio

(da Redação)

Mesmo diante da Ação Civil Pública de número 0010586-38.2011.8.16.0019 conquistada pelo Grupo Fauna, entidade de Defesa dos Direitos Animais e Ambientais, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PR) e demais organizadores do 17º Rodeio Crioulo fez o uso de esporas nas provas de gineteada (montar em cavalo e fazê-lo corcovear e dar pinotes, agarrando-se eu sua crina), fato comprovado por membros do Grupo Fauna e Ativeg PG no dia 30 de maio de 2011.

Os militantes voluntários estiveram fiscalizando exaustivamente as provas e registrando com fotografias e filmagens. As provas com o uso de esporas iniciaram no final da tarde.

A decisão liminar proibiu “qualquer subterfúgio capaz de provocar nos animais sofrimento atroz ou que vise estimular sua inquietação injustificada, como a espora pontiaguda, o uso de choques elétricos e/ou mecânicos, ou ainda o espancamento nos bretes”.

Acompanhe a notícia em vídeo.

De acordo com a liminar concedida ao Grupo Fauna, neste caso a Prefeitura Municipal e demais organizadores do 17° Rodeio Crioulo ficam sujeitos à multa pecuniária de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por cada prática contrária ao comando judicial.

Em princípio, a o Grupo Fauna entrou com pedido de proibição de todo e qualquer apetrecho ou atividade que gerasse maus-tratos aos animais, bem como a proibição das atividades de “rodeio mirim”, onde crianças são incentivadas precocemente à esta prática, considerada cruel diante de uma série de justificativas citadas na Ação Civil Pública, como o incentivo à banalização da violência e exploração dos animais, dentre eles filhotes, como terneiros e animais pequenos, como ovelhas, utilizadas em provas de laço e rodeio mirim.

De acordo com a vice-presidente da entidade, Andresa Jacobs, “se recebemos incansáveis alegações dos defensores de rodeio de que o uso do laço, sedém, esporas, eletrochoques e espancamentos no brete não interferem no comportamento dos animais, nada mais lógico do que não realizá-los, pois são, desta forma, desnecessários. Fomos acionados pela organização do 17° Rodeio para que fizéssemos um acordo para permitir o uso da espora, o que foi imediatamente negado. Sabemos que se não há maus-tratos, os animais não pulam, pois estes inocentes só dão o ‘show’ que os organizadores querem, às custas de terror e dor. Nossa missão é essa, ser a voz dos que não tem voz, assim faremos sempre que necessário e possível.”

A entidade aguarda providências e informações da justiça para que os réus sejam punidos pelo descumprimento da decisão liminar.

Grupo Fauna

O objetivo das ações do Grupo Fauna, além de coibir diretamente os maus-tratos aos animais, é de informar e sensibilizar a população de que práticas como a dos rodeios, sejam eles crioulos ou não, são consideradas completamente desnecessárias e violentas, atingindo seres que não tem condições de escolha nem autodefesa.

“Práticas como estas, arcaicas e retrógadas, não podem ser defendidas pelo simples fato de terem um histórico arraigado culturalmente na sociedade. Toda cultura é passível de mudança, graças a Deus, se não estaríamos até hoje lançando cristãos aos leões ou escravizando as pessoas de pele negra”, completa Andresa.

Contato: grupofauna@gmail.com

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Diretor da Animal Welfare defende a utilização de animais em circos

Por Karina Ramos (da Redação)

Várias associações de proteção aos animais demonstraram, recentemente, sua profunda decepção com relação aos comentários feitos pelo diretor do Animal Welfare (Bem-estar Animal). Ele disse que o uso de animais selvagens em apresentações de circo não constitui crueldade contra animais.

“A Coalizão pelos Direitos dos Animais de Circo não esperava que essa interpretação tão limitada a respeito dos direitos animais viesse de um dos principais representantes deles, que deveria lutar pelo bem-estar animal. Está claro que o Dr. Mario Spiteri decidiu fazer uma comparação limitada e errônea entre a vida dos animais domésticos, como gatos e cachorros, e a vida dos animais selvagens utilizados em circos.”

A coalizão disse que a exploração de animais nos picadeiros vai totalmente contra a natureza básica e os instintos dos animais selvagens, como tigres, elefantes e jacarés, que são forçados a participar de apresentações que visam ao entretenimento humano. Estes animais são obrigados a aprender a “fazer graça” para os seres humanos. Quando não conseguem, são punidos com choques elétricos e surras, entre outras crueldades.

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Também é uma crueldade que animais selvagens tenham que passar sua vida viajando por longas distâncias, confinados em contêineres minúsculos e em jaulas pequenas.

“Isso tudo significa que, mesmo que as condições dentro do circo fossem aceitáveis, ainda assim manter animais selvagens em cativeiro e forçá-los a se apresentar em situações estressantes resultaria em tortura física e psicológica para esses animais.”

A coalizão deve fazer um protesto hoje contra o uso de animais em circos, de City Gate a Blata I-Bajda.

Fonte: Animal Concerns

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Você é o Repórter

Grupo Fauna encaminha ação contra o Rodeio na EFAPI 2009

Andresa Jacobs
andresa.jacobs@gmail.com

Olá pessoal,

Informamos que encaminhamos hoje ação civil pública contra os promotores do rodeio country da EFAPI. Isso porque não admitimos o uso do sedém com lã, como alternativa para que os animais não sofram maus-tratos. Se realmente não sofrem maus-tratos, não precisam de sedém para pular, é essa a nossa grande alegação. Nossa ação solicita dos organizadores do rodeio:

I) Absterem-se as requeridas, seus prepostos e contratados, nas provas de rodeio em que forem responsáveis e/ou promoventes, de forma direta ou mediante terceirização, na 32ª EFAPI 2009 e também nos anos vindouros, no âmbito desta Comarca,  de:

a) fazer uso de todo e qualquer subterfúgio capaz de provocar nos animais sofrimento atroz e desnecessário, como o sedém (qualquer que seja seu material), a “corda americana” e as esporas (rombudas ou pontiagudas);

b) fazer uso de meios que visem a estimular a inquietação nos animais, como choques elétricos e/ou mecânicos e espancamento nos bretes;

c) realizar provas que, conforme demonstrado, são torturantes e causadoras de maus-tratos aos animais, como o bulldogging (derrubada de boi) o team roping (laço em dupla), calf roping (laço do bezerro), ou quaisquer outras provas de laço e de derrubada;

d) perfazer o chamado rodeio mirim  para crianças e adolescentes, com a utilização de pôneis, bezerros, ovelhas ou carneiros em simulação de montaria ou em práticas sugestivas de laçamento,  doma ou subjugação.

Multa em caso de não se cumprir.

Agora há pouco houve pronunciamento do Marcius nos representando na ACP, no Jornal da TVE local.

Amanhã sai alguma coisa no Diário dos Campos.

Pedimos que, quem puder, se manifeste com comentários no site do DC, contra essa prática cruel, retrógada, sendo a voz dos que não têm voz, daqueles seres subjugados por nossa “superioridade” que deveria estar a serviço da vida em toda a sua manifestação, e não lucrando com seu sofrimento.

É uma mudança de paradigma. O pessoal do movimento de defesa dos direitos animais de São Paulo tem lutado arduamente contra os rodeios de lá. Agora a mesma empresa de Barretos está em PG, com esse rodeio country.

Não podemos admitir isso. Precisamos evoluir, avançar.

Solicitamos às pessoas que vão à festa da EFAPI para registrar tudo, fotografando, filmando – principalmente – e depois passando para nós, pois é muito importante o acompanhamento e registro, independentemente da decisão judicial. Parte dos voluntários estará na 1° Conferência Estadual de Saúde Ambiental no final de semana, em Faxinal do Céu.

Precisamos de apoio da sociedade agora. Todos podem ser os olhos e ouvidos dos que defendem os animais. Por uma cultura e tradição de paz e respeito a todas as formas de vida, torcemos para que a liminar seja concedida.

Abraço,

Andresa Jacobs

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.”

Edmund Burke

Grupo Fauna

Ponta Grossa PR

Site: www.grupofauna.org

Blog “Adota Eu!”: www.grupofauna.blogspot.com

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