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‘Muito animal queimado, é chocante’, diz voluntário sobre fogo no Pantanal

Foto: Reprodução/GRAD

A destruição causada pelas queimadas no Pantanal deixou Rodrigo dos Santos Dias estarrecido. Morador da comunidade do Alto Vera Cruz, na Região Leste de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ele viajou até Paconé, no Mato Grosso, para auxiliar no resgate a animais silvestres.

“É chocante. É muito animal queimado. É sapo, jacaré. Tudo destruído”, disse ao G1.

Rodrigo e seu amigo Cezar Augusto de Souza e Silva integram o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad), criado por voluntários que atuaram no resgate a animais em Mariana (MG) quando a barragem de Fundão se rompeu. O grupo também esteve em Brumadinho para ajudar animais vitimados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

O Grad também trabalhou de forma voluntária durante as enchentes que atingiram Belo Horizonte no início deste ano e nas queimadas que devastaram Goiás.

Foto: Reprodução/GRAD

Fundador do 135° Grupo Escoteiro do Taquaril, que tem como foco crianças carentes da periferia de Belo Horizonte, Rodrigo leva água aos animais que sobreviveram ao fogo no Pantanal. O trabalho é feito com o auxílio de Cezar.

“O que está passando na televisão não é nem 1% do que está acontecendo aqui”, contou Rodrigo. Os voluntários do Grad atuam no bioma desde o início do mês e já resgataram muitos animais. Dentre as vítimas, lagartos, veados campeiros, quatis e onças receberam ajuda do grupo.

“A gente espera que a situação melhore daqui para frente, mas ainda está muito bagunçado”, lamentou.

Foto: Reprodução/GRAD

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Éguas grávidas e potros entre os mais de dez cavalos encontrados baleados e mortos

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Pelo menos 15 cavalos foram mortos a tiros nesta semana em uma mina abandonada no leste do estado americano do Kentucky, um ato que o delegado responsável pela investigação chamou de “o pior caso de crueldade animal que eu já vi na minha vida”.

O crime descrito pelas autoridades como desumano e cruel está sob investigação. Alguns dos animais mortos tinham apenas 1 ano de idade, enquanto outros eram éguas grávidas, informou a afiliada da CBS WYMT na terça-feira (17).

“Parecia um campo de batalha apenas para cavalos”, disse o delegado John Hunt, responsável pelo condado de Floyd, onde ocorreu o crime, à emissora de televisão, observando que pelo menos um deles estava se alimentando quando foi baleado e ainda tinha grama na boca.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Os animais foram encontrados espalhados por uma área ao longo da estrada US 23, perto da fronteira dos Condados de Floyd e Pike. Ao que tudo indica os cavalos foram perseguidos e caçados, depois possivelmente baleados com um rifle ou espingarda, de acordo com o polícia local.

“Isso é muito desumano e é um ato muito cruel de alguém que aparentemente não tinha mais nada a fazer”, disse Hunt.

Ninguém foi preso no caso ainda, mas as autoridades disseram que o atirador responsável pelos assassinatos enfrentaria acusações de crueldade contra animais. Uma recompensa inicial de 500 dólares estava sendo oferecida para obter informações sobre possíveis suspeitos.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Atualmente a recompensa está estimada em 2 mil dólares por informações sobre o crime. Doações começaram a chegar de todo o país para aumentar o valor da recompensa e facilitar a punição dos criminosos.

Os assassinatos provocaram indignação entre os defensores dos animais na região e em todo o país.

“Estamos sendo contatados por pessoas maravilhosas dispostas a doar dinheiro para a recompensa, para que isso possa resultar na captura e condenação da pessoa ou pessoas responsáveis”, disse o grupo de resgate de animais Dumas Rescue, que está ajudando as autoridades na investigação, em um post no Facebook na quarta-feira (18).

“Vê-los mortos a tiros dessa forma foi mais do que horrível”, disse Tonya Conn, da Dumas Rescue. “Esses cavalos foram espalhados em vários lugares, distâncias diferentes um do outro, para que tivessem sido baleados e depois dispersados, caçados e mortos”.

Grupos de resgate locais dizem que parece que os cavalos foram caçados, e correram fugindo por suas vidas. A polícia acrescenta que as balas vieram de uma espingarda de baixo calibre.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

“No momento, estamos todos sofrendo com os efeitos que essa cena horrível teve sobre o nosso grupo e os oficiais de investigação”, dizia o post. “Por favor, mantenha-nos em suas orações”.

“Um ato muito desumano, violento praticado por criminosos que precisam ser levados à justiça”, acrescentou Hunt. As informações são da CBS News.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

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Bezerro é puxado para o chão em rodeio e quebra o pescoço

Imagens chocantes de um bezerro sendo puxado para o chão por uma corda em um rodeio em Queensland, na Austrália, provocou indignação online.

Filmado nas finais da National Rodeo Association (NRA) em Caboolture, a filmagem mostra o bezerro correndo pela arena em velocidade antes de ser puxado fortemente por uma corda e cair no chão.

Os oficiais de rodeio se reuniram em torno do animal, que aparentemente não conseguia levantar, antes de levá-lo para fora da arena.

As filmagens foram postadas no Animal Liberation Queensland (ALQ), que afirmou que o bezerro morreu. Entretanto, seus guardiões afirmaram que o animal está vivo e “indo bem”.

“Um som audível foi ouvido”, disse o ALQ. Eles acrescentaram que suspeitavam que o pescoço do bezerro estava quebrado.

As filmagens mostram um bezerro que é puxado para o chão subitamente por uma corda (Foto: Animal Liberation Queensland)

No entanto, o guardião do bezerro Nicky Cavanagh, da Toorbull, negou essas alegações e disse que o animal está de volta aos rodeios, segundo o The Courier Mail.

O presidente da NRA, Jason Hall, disse aos repórteres que o bezerro foi ferido, mas retirado do local para tratamento.

Sobre as palavras de Cavanagh de que o bezerro ainda estava vivo, a ALQ respondeu chamando-a de “uma mosca em face do que testemunhamos e filmamos”.

“Tivemos vários veterinários para ver as filmagens e sua opinião profissional foi de que o bezerro provavelmente quebrou o pescoço, já que é inédito para um bezerro não lutar nem um pouco depois de ter sido amarrado”, responderam.

“Se ele tivesse ‘apenas um pouco manco’, o fato de ele não se mexer é realmente intrigante. O QLD da RSPCA está atualmente investigando e aguardamos suas conclusões”.

No final do vídeo, o animal é visto sendo carregado por homens já que não consegue levantar (Foto: Animal Liberation Queensland)

O arrocho de bezerros foi banido no sul da Austrália e em Victoria, e a ALQ está pedindo uma proibição total em Queensland.

“A única coisa decente que o governo QLD pode fazer agora é parar com o bloqueio e proibir o esporte brutal de amarrar bezerros imediatamente”, dizia o post do Facebook.

Muitos comentários apoiam apaixonadamente a causa, chamando o incidente de ‘repugnante’, ‘triste’ e ‘pútrido’.

“Proibir isso imediatamente que o planeta ridículo em que vivemos é classificado como entretenimento. Repugnante. É uma vergonha”, escreveu uma pessoa.

“É preciso um homem grande para pegar um filhote indefeso, não é? Isso me faz querer ficar doente. Aquela pobre criatura assustada”, escreveu outro.

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Texugos são assassinados para fabricação de pincéis na China

Um vídeo expôs o extremo sofrimento de texugos que são mortos para o uso de seus pelos para a confecção de ​​pincéis de maquiagem e de barbear. Indústrias especializadas na China estão sendo investigadas pela PETA Asia.

De acordo com a organização, texugos em áreas protegidas são “ilegalmente caçados e mortos na natureza por meio de armadilhas e outros métodos cruéis. Depois são confinados em pequenas gaiolas em fazendas antes de serem violentamente mortos”.

A filmagem mostrou trabalhadores batendo na cabeça texugos assustados com vários objetos, incluindo uma perna de cadeira, antes de cortarem suas gargantas.

“Um texugo continuou a se mover por um minuto inteiro depois que sua garganta foi cortada, e outro não tinha um dos pés, que o proprietário da fazenda atribuiu a uma briga com outro texugo enjaulado”, afirmou a PETA Asia.

“Os texugos nas fazendas ficaram confinados em minúsculas gaiolas de arame expostas, e as condições estressantes muitas vezes levaram a lesões e distúrbios psicológicos graves”.

Os pincéis fabricados são vendidos por empresas como a Amazon e outras ao redor do mundo. A diretora da PETA, Elisa Allen, pediu para que houvesse um boicote: “A PETA está pedindo às empresas e consumidores que rejeitem esses pincéis feitos com sangue e abraçar aqueles que não contêm pelos e que nenhum animal teve que sofrer”.

Os texugos são confinados em pequenas gaiolas, onde é comum eles ficarem perturbados e assustados (Foto: PETA)

Como resultado, o grande conglomerado Proctor & Gamble prometeu abandonar os pelos de texugos:

“Ficamos perturbados ao saber dessas práticas terríveis. Embora não tenhamos evidências de que qualquer um de nossos fornecedores esteja envolvido nesses métodos, acreditamos que podemos tentar ajudar a parar tais práticas”, disse um porta-voz da P & G.

“Com isso em mente, decidimos parar imediatamente de comprar pelo de texugo em nosso negócio de barbear. Iremos acelerar nossos esforços para desenvolver alternativas ainda melhores para o futuro”.

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Funcionária de pet shop maltrata cachorro durante o banho; vídeo é chocante

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Uma funcionária de pet shop na Virgínia foi flagrada maltratando um cachorro durante o banho. O vídeo foi feito em maio por uma antiga empregada do estabelecimento e mostram a mulher usando força e violência contra o animal indefeso.

A mulher, identificada como Mironda Henning, já foi demitida, de acordo com a polícia local. O relatório das autoridades informa que a mulher empurrou e girou um cão branco da raça cockapoo chamado Gidget, enquanto secava a pelagem dele.

Mironda foi presa em julho, acusada de crueldade contra animais. Ela foi julgada e pagou multa de mil dólares. O vídeo agora foi cedido ao canal WTKR e caiu nas redes, gerando revolta em internautas, que acreditam que a sentença dada a ela foi branda demais.

Fonte: Extra Globo

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Choques, socos e pauladas: investigação chocante revela crueldade com o gado que vira bife

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Um bezerro é queimado no rosto com um ferro quente em Mato Grosso, bois tomam choques elétricos para entrar em um caminhão em Goiás, um animal recebe pauladas ao atravessar um curral em São Paulo e um filhote recém-nascido é arrastado pelo pescoço no Mato Grosso do Sul.

A investigação, feita entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, com apoio da ONG norte-americana PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), visitou fazendas que fornecem gado à JBS, em quatro estados diferentes. A JBS é a maior produtora de carne do mundo e é proprietária das marcas Friboi e Swift.

Cenas como essas foram registradas pela Repórter Brasil em fazendas que fornecem gado à JBS, a maior produtora de proteína animal do mundo. As práticas dos seus fornecedores violam a política de bem-estar animal estabelecida pela própria empresa. Além disso, o tratamento dado aos bois tampouco segue as recomendações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o assunto.

Para averiguar como as fazendas fornecedoras da JBS tratam os animais, a reportagem percorreu quatro estados diferentes entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016. Os locais visitados constam em um site da empresa, batizado de “Confiança desde a Origem”. O site mostra a localização, os nomes e as datas em que as fazendas forneceram bois aos frigoríficos da JBS. A partir dos dados georreferenciados fornecidos pela empresa, a reportagem encontrou os locais com o uso de GPS.

As câmeras registraram fazendeiros separando bezerros das próprias mães, arremessando-os contra o chão e marcando o rosto deles com ferro quente. Além disso, a investigação flagrou funcionários chutando e dando choques elétricos em bois.

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Embora a investigação tenha encontrado tratamento cruel aos animais pela JBS, a JBS divulga que sua carne é produzida a partir de animais tratados com “respeito e sem sofrimento” e que os mantém livres de “dor, injúria e doença”, uma descrição distante da realidade encontrada nas fazendas. A empresa também afirma que seus fornecedores recebem treinamento constante sobre o assunto, mas fazendeiros e empregados ouvidos pela reportagem alegam nunca ter recebido supervisão da empresa. “Nunca veio ninguém fiscalizando nada. Eu tenho 12 anos morando aqui e ninguém nunca fez isso”, disse à reportagem o funcionário de uma propriedade em Mato Grosso do Sul. As imagens flagradas refletem uma prática comum em diversas fazendas no Brasil, e não são restritas somente aos fornecedores da Friboi.

Além das regras da JBS, as fazendas também não atendem às diversas recomendações do Ministério da Agricultura sobre o bem-estar dos animais. Desde 2008, quando estabeleceu uma Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal, o órgão federal publica uma série de manuais sobre como os animais devem ser tratados. Os guias servem para orientar os produtores, mas não são de cumprimento obrigatório.

A JBS confirmou a localização dos fornecedores, após ser informada da sua localização, do seu nome e dos problemas encontrados em cada uma delas. Para ler a resposta da JBS, e saber quais foram e onde ficam as propriedades visitadas pela reportagem, clique aqui.

A JBS alegou que “não é responsável pelo manejo interno das fazendas”. A empresa também afirma que “100% dos motoristas da JBS e terceiros são treinados em Bem-Estar Animal, recebem certificados e assinam um termo de responsabilidade sobre essa política da companhia”.

Confira os “problemas” encontrados pela reportagem e as alternativas propostas pelo Ministério da Agricultura em cada caso:

Choque elétricos e pauladas
Choques elétricos são usados para que animais entrem mais rápido em caminhões ou para que eles fiquem de pé dentro das carrocerias. Para acelerar o embarque dos bois, pauladas também são desferidas. Os golpes deixam os animais agitados e fazem até com que eles se pisoteiem.

O uso do bastão de choques elétricos é desencorajada pelo Ministério da Agricultura. Segundo as recomendações do órgão federal, o instrumento deve ser “usado apenas em situações de emergência, não sendo indicado como prática de manejo devido ao alto risco de acidentes em função das reações dos animais”.

A reportagem presenciou animais recebendo choques em dois caminhões. Um deles, da própria JBS, levava gado de uma fazenda ao matadouro de Barra do Garças, em Mato Grosso. Em outro caso, uma fazenda fornecedora da unidade de abate de Goiânia transportava o gado entre duas fazendas do mesmo proprietário.

Ferro no rosto e imobilização
Imobilizados de forma violenta, bezerros recebem marcas em seu rosto com ferro quente em uma fazenda no interior do Mato Grosso. O processo, que visa a identificar os filhotes, é feito sem qualquer tipo de cuidado com o animal.

O Ministério da Agricultura recomenda que se evite a marcação com ferro quente no rosto do gado sempre que possível. E, caso o procedimento seja necessário, “que se proteja o olho do animal no momento de marcar”, o que não ocorreu nas fazendas visitadas pela reportagem. O manual também aconselha que a parte do corpo do boi a ser marcada passe anteriormente por um procedimento de higienização, o que também não aconteceu nos casos presenciados pela reportagem.

As marcações também aconteciam com os animais agitados, contrariando as recomendações do Ministério. Em outra fazenda no Mato Grosso, vacas eram marcadas a ferro em suas pernas ao mesmo tempo em que um funcionário da fazenda realizava um exame de ultrassom – o que deixava os animais extremamente agitados.

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Violência contra bezerros
Antes ainda de serem marcados no rosto, os bezerros já sofrem com violência na chamada “maternidade” – onde ficam as vacas que pariram recentemente, separadas do restante do rebanho. Bezerros nascidos no dia anterior à visita da reportagem eram amarrados pelas pernas ou pelo pescoço e, posteriormente, arrastados por cavalos.

O Ministério da Agricultura recomenda que o bezerro não seja jogado no chão, prática também vista pela reportagem durante a identificação dos animais. Segundo o manual, o vaqueiro deve erguer o bezerro do solo e utilizar sua perna como apoio para colocá-lo no chão.

Pauladas e pontapés
A agressão a bezerros e bois dentro de currais foi presenciada pela reportagem diversas vezes. Em um confinamento na cidade de Guarantã, interior de São Paulo, e em uma fazenda em Damolândia, interior de Goiás, bandeiras brancas eram usadas para agredir o gado. As flâmulas deveriam servir apenas para indicar o caminho ao gado. Segundo as recomendações do Ministério, elas devem ser usadas como “extensão do braço e não como instrumento de agressão para bater ou cutucar os animais”.

A lotação dos currais de diferentes fazendas também estava acima da capacidade máxima sugerida pelo Ministério da Agricultura. A recomendação é de que os animais ocupem no máximo “metade do espaço disponível”, mas fazendeiros trabalhavam com os currais abarrotados e os animais agitados, muitas vezes machucando uns aos outros.

As vacinações também aconteciam com os animais em movimento, o que pode causar lesões. A recomendação do Ministério da Agricultura é de que os bois sejam imobilizados antes da aplicação –o que não acontecia em fazendas visitadas pela reportagem.

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Sistema da JBS é falho
A reportagem visitou ao menos quarenta e oito locais apontados pelo sistema do site “Confiança desde a origem” da JBS. Ao procurar os locais apontados pelo banco de dados (acesse aqui), a reportagem se deparou com um sistema impreciso e, muitas vezes, falho.

Em alguns casos, o banco de dados apontava para fazendas com nomes diferentes daqueles que eram encontrados no local. Em outros, fazendeiros negavam vender gado à empresa. O site também mostrava fazendas localizadas dentro de cidades, lagos de barragens e até de Terras Indígenas. A JBS alega que “os dados geográficos das fazendas fornecedoras de gado são checados periodicamente por uma empresa terceira para evitar possíveis erros de localização”. (Leia a íntegra da resposta).

Os problemas referentes à promoção do bem-estar animal mencionados nessa reportagem se referem somente a fazendas com localização precisa e que tiveram relação comercial com a JBS confirmada pela própria companhia.

Brasil não tem lei sobre bem-estar em fazendas
A Constituição de 1988 estabelece que compete ao poder público vedar “práticas que submetam os animais a crueldade”, mas não há legislação específica sobre o “bem-estar” no manejo de animais no país.

Para tentar se adequar a padrões mundiais, o governo criou em 2008 uma “Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal”. Nos anos seguintes, foram publicadas as recomendações utilizadas nessa reportagem, elaboradas por universidades que pesquisam o tema no Brasil.

Já a JBS publica em seu site a sua política de bem-estar animal, baseada no princípio das “cinco liberdades”. Segundo essas regras, os animais da sua cadeia produtiva devem ser livres de “fome e sede; desconforto; dor, injúria e doença; medo e estresse; e serem aptos a expressar seu comportamento natural”. A JBS também afirma estar entre “as melhores empresas do mundo no que se refere às práticas de ‘bem-estar’ animal”.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que maus-tratos são flagrados na indústria da carne brasileira. Apesar de alguns alegarem que no Brasil a situação “é diferente”, a verdade é que a crueldade da pecuária ocorre no mundo inteiro. Uma vez que a indústria enxerga animais como commodities, a única saída é parar de financiá-la.

Fonte: UOL Notícias – Blog do Sakamoto com informações da Holocausto Animal

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