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Chefe de cozinha se torna ativista vegana após descobrir a verdade sobre a pecuária

Foto: DXE

“Como gerente de cozinha da Chipotle, nunca imaginei descobrir que eu estava alimentando o público com uma mentira.

Falei orgulhosamente com os clientes e treinei novos funcionários, repetindo respeitosamente os discursos corporativos sobre nossa ‘comida com integridade’.

Então eu vi uma investigação feita pela Direct Action Everywhere (DxE) de uma fazenda de ovos ‘humanitária’ da Whole Foods. Ativistas encontraram galinhas doentes, feridas e famintas espremidas em galpões industriais imundos.

Minha confiança em nosso marketing humano começou a se desfazer. Comecei a questionar nossas próprias afirmações sobre o bem-estar animal, que eram muito semelhantes às usadas pela Whole Foods”.

Foto: DXE

A investigação

“Tudo começou com um rótulo “Bell & Evans” em uma caixa de frango. Inspirado pela investigação da Direct Action Everywhere, acompanhei a cadeia de suprimentos até um matadouro da Bell & Evans.

Pesquisando cidades vizinhas, eu identifiquei o fornecimento de fazendas e tirei fotos do lado de fora dos celeiros, onde nenhum animal estava presente – e os enviei para o DxE.

Eu sabia que, com o treinamento de DxE, eu também poderia entrar e expor a verdade às massas. Logo me vi em minha primeira Animal Liberation Conference (ALC), um evento anual organizado pelo DxE para treinar ativistas em resgate aberto, construção de comunidades e muito mais”.

Descobrindo a realidade das criações

Foto: DXE

“Foi lá que ganhei as habilidades para entrar em uma das fazendas e descobrir que, como a Whole Foods, a Chipotle estavam mentindo para seus clientes. Com uma câmera e um rouba de biossegurança, entrei na fazenda Bell & Evans para documentar milhares de aves amontoadas, muitos dos quais tinham ferimentos como a perna esticada, na qual os filhotes são incapazes de suportar o peso de seus corpos que crescem rapidamente.

Vi que a Chipotle estava lucrando com o mesmo abuso de animais que outras empresas e comprando das mesmas fazendas convencionais.

Corporações como Chipotle  e Whole Foods aproveitam os consumidores compassivos que não querem apoiar a crueldade contra os animais. Eles não estão apenas torturando animais, mas também mentindo sobre isso para o público e ganhando bilhões no processo.

Um movimento crescente

Mais pessoas apaixonadas estão enxergando além do que é mostrado. O vídeo investigativo DxE que eu vi atingiu a milhares de pessoas  e, agora, eu estou em destaque no vídeo de resgate aberto mais visto do DxE com mais de 4,6 milhões de visualizações.

Outros ex-gerentes da rede entraram em contato comigo depois da minha investigação, dizendo que também deixaram a Chipotle, sentindo-se traídos por suas mentiras. A mesma compaixão inerente das pessoas comuns que a empresa explora é, na verdade, nosso maior trunfo em desafiar a Big Ag.

Foto: DXE

O engano da indústria é continuamente exposto à medida que o poder do movimento pelos direitos animais está em ascensão. Continuaremos a agir diretamente em todos os lugares, expondo a violência e inspirando o crescimento em um movimento com o poder de transformar lugares de violência em lugares de paz.

Minha esperança é que minha história tenha desempenhado algum papel no fim do mito humano e da indústria massiva de violência que tão desesperadamente se baseia nela. Devemos continuar sem medo de agir para expor a verdade, inspirando as massas a libertar os mais vulneráveis ​​entre nós, nunca comprometendo a verdadeira demanda por “comida com integridade”.  As informações são do Plant Based News.

 

 

 

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Destaques, Notícias

Ativistas protestam contra rede de restaurantes que diz vender carne de animais “felizes”

(da Redação)

Cena de vídeo promocional da empresa Chipotle
Cena de vídeo promocional da empresa Chipotle

São Francisco é uma cidade americana famosa por concentrar defensores de animais. Foi uma das primeiras cidades do país, seguida por Boulder, Berkeley, e Amherst, a alterar legalmente a nomenclatura dos chamados “proprietários de animais” para “tutores”. Na região, os cães de companhia já ultrapassam em número as crianças, e foi o local onde surgiu o movimento de abrigos não letais – que não induzem a morte de animais resgatados.

Não é de se surpreender que a culinária vegetariana faça parte da cultura da cidade de maneira significativa. Mesmo as redes de fast food que atendem a área estão começando a se mover na direção da alimentação livre de crueldade. Um exemplo é o que aconteceu há duas semanas, quando a rede Chipotle anunciou a introdução de uma opção vegana. A Chipotle é a terceira maior companhia de restaurantes, e alcançou um crescimento explosivo nos últimos anos, superando até mesmo gigantes do setor como o Mc Donald’s, seu antigo proprietário. De acordo com a reportagem, o prato vegano é anunciado como o primeiro passo de um caminho em direção à alimentação ética, sem ingredientes animais.

No entanto, a rede é alvo de protestos de ativistas de direitos animais. A ONG Direct Action Everywhere está conduzindo a campanha internacional “It’s not Food, It’s Violence” (Não é comida, é violência) contra a Chipotle. As informações são da Beyond Chron.

Ativistas fazem protesto em frente a um restaurante da rede Chipotle (Foto: Divulgação)
Ativistas fazem protesto em frente a um restaurante da rede Chipotle (Foto: Divulgação)

A empresa é um dos maiores exemplos do que os ativistas descrevem como “humane washing”, que consiste em tentativas de disfarçar a realidade brutal da agropecuária como “humana”, “responsável”, ou mesmo “compassiva”. O site da empresa, por exemplo, é cheio de belas fotos de animais felizes em pastos verdes (muitas vezes filhotes, para maximizar a adesão popular). A companhia distingue seus produtos animais dos concorrentes com o apelido “responsavelmente criado” – e cobra um prêmio elevado para a distinção, que são os altos preços. O diretor Steve Ells fez uma promessa pública de “gerir o negócio de uma forma que não explore os animais”.

Mas mesmo publicações da indústria de carne têm notado que, nas fazendas que servem à empresa, os animais enlouquecem devido ao confinamento em gaiolas escuras e aterrorizantes. A Chipotle utiliza uma linguagem de marketing – como “natural” – que não tem nenhum significado regulamentar e não corresponde à realidade. E, como o criador de porcos Bob Comis aponta, as práticas que são tidas como padrão mesmo nas “fazendas humanitárias” envolvem maus-tratos brutais aos animais. Devido a essas discrepâncias, advogados que atuam na área de defesa ao consumidor, sem conexão com o movimento pelos direitos animais, entraram com uma ação questionando as práticas enganosas da Chipotle.

De acordo com a reportagem, a fraude da Chipotle é problemática pois reforça a  “mentira violenta” que as indústrias e a cultura dominante tentam empurrar para o mercado consumidor há muito tempo: que os animais são apenas objetos que devem ser usados, mortos e transformados em alimento, mas “com responsabilidade”. A questão da “humane washing” levantada por esse caso só traz a necessidade de revisão desta cultura já instaurada, apesar de, contraditoriamente, já se fazer perceber uma crescente compreensão no senso comum de que os animais são seres que merecem o mesmo respeito e dignidade que as pessoas.

Outro ponto a se observar com este exemplo da Chipotle é que a tendência das redes de restaurantes que estão criando, sobretudo nos Estados Unidos, opções vegetarianas e veganas, pode representar uma forma de encobrir ao público o fato de que essas empresas ainda vendem carne na maioria de suas opções, e gerar uma falsa ideia de que estão se tornando mais éticas ou preocupadas com os animais.

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