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Filhote de cachorro morre após ser estuprado: ‘seu corpinho não resistiu mais’

Foto: @angie.l.chang/Newsflash

Um filhote de cachorro morreu após ser abusado sexualmente em Azapa, no Chile. Com apenas seis meses de idade, Weichafe foi resgatado com ferimentos graves e, apesar dos esforços para salvá-lo, não sobreviveu. O crime é investigado pelas autoridades chilenas.

“Weichafe, o bebê guerreiro, faleceu. Seu corpinho não resistiu mais. Só podemos agradecer a toda comunidade por suas orações, colaboração e às energias positivas para que Weichafe continuasse vivo. Sentimos muita tristeza. Só peço justiça a Deus”, afirmou Angie Lemo, presidente do grupo de proteção animal ACSA.

O caso revoltou a população de Azapa, que se uniu em prol do cachorro. Diante da esperança de que o pequeno Weichafe sobrevivesse, a notícia de sua morte foi recebida com grande pesar.

O filhote foi encontrado por moradores da cidade no final de agosto. Levado ao Hospital Veterinário Limari, ele foi examinado e o estupro foi constatado. No local, o cachorro foi medicado com anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos.

Foto: @angie.l.chang/Newsflash

Segundo a médica veterinária Claudia Concha, o cão estava gravemente ferido. “Este pequeno animal tinha várias lacerações retais com feridas também na base da cauda. Foram feitas radiografias que mostram um aumento da parte retal, o que corrobora que houve uma violação”, afirmou.

Abalados pela morte do filhote, os moradores do local no qual ele foi encontrado novamente se uniram, mas desta vez para homenageá-lo. Em meio a muitas lágrimas, a população segurou balões brancos para se despedir do cachorro. Uma missa também foi celebrada por um padre nas ruas do bairro em que Weichafe foi abandonado após o estupro.

“Mais um inocente morre por causa de uma pessoa cruel“, disse um dos moradores.


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Cães abandonados ganham uniformes após serem acolhidos por empresa

Reprodução/Twitter

A empresa chilena Buses Vule acolheu cachorros abandonados e os “contratou”, dando a eles uniformes para que se mantivessem aquecidos. O caso, registrado em Santiago, chamou a atenção dos usuários de ônibus e gerou comoção.

A ideia de proteger os cachorros veio durante a quarentena de combate ao coronavírus e foi aprovada pela população.

No Twitter, um passageiro que utilizou o serviço de transporte elogiou a iniciativa. Segundo ele, o “lindo gesto” fez com que os motoristas ganhassem “colegas caninos com suas respectivas jaquetas institucionais”.

Carinhosos, os cachorros recebem de maneira afetuosa todo passageiro que viaja nos ônibus, conquistando os corações de quem os conhece. Eles também são educados e inteligentes e esperam pacientemente a hora certa de entrar nos veículos.

A presença dos animais é vista com bons olhos pelos motoristas, que gostam muito deles. Em um vídeo, um dos funcionários da empresa brinca ao dizer que “está em uma reunião” com os cães e cumprimenta cada um deles.

A iniciativa serve de exemplo para muitas empresas. É comum, especialmente no Brasil, que estabelecimentos expulsem animais abandonados ou ignore-os ao invés de ajudá-los. Dessa forma, perde-se a oportunidade de realizar ações solidárias que não só beneficiariam os animais em situação de vulnerabilidade, como garantiriam uma boa imagem para as empresas.


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Chileno já resgatou sozinho mais de 600 cães das ruas de Santiago

Fernández tem a meta de ajudar mais 400 cachorros até os 30 anos, chegando a uma marca de mil cachorros resgatados das ruas


David Fernandez

David Fernández (26), é ativista e apaixonado pela causa animal. Até o momento, Fernández já resgatou e amparou cerca de 600 cachorros em situação de rua em Santiago, no Chile. Atualmente, registra em seu Instagram (@davidfernandez5293) as transformações dos cães, antes e depois de chegaram em suas mãos.

O estudante de Comunicação e Relações Públicas explica para a ANDA  por que começou a realizar o trabalho há 10 anos, quando tinha apenas 16 anos: “A ideia de resgatar e ajudar animais tem sua origem na superpopulação canina existente nas ruas do Chile. Eu sempre amei animais e não há nada mais bonito do que mudar uma vida”.

Ele acredita que a superpopulação de cães no país está atrelada à “incultura, ignorância e falta de empatia” das pessoas. Fernández tem a meta de ajudar mais 400 cachorros até seus 30 anos de idade, chegando a uma marca de mil cachorros resgatados das ruas, amparados e posteriormente adotados.

Questionado a respeito de como sustenta e dá suporte a todos os animais que resgata, ele declara: “As pessoas comuns (do bairro e da cidade) me ajudam, o governo do Chile não ajuda em nada”.

E completa: “Os animais costumam se hospedar na minha casa e depois eles vão para as casas das famílias que os adotam, que são selecionadas e pesquisadas por mim”.

Entre as 600 histórias com final feliz – pois ele garante que nenhum cachorro morreu em seus braços – ele conta a de Domingo, um cachorrinho de quatro anos com o qual teve uma relação em particular: “Ele me mordia muito. Isso me deixou abalado psicologicamente. Foi o único que me mordeu até hoje. Eu precisei me reinventar, aprender a conquistá-lo”.

Domingo antes e depois/ David Fernandez

Ele também relembra um resgate memorável, de uma cadelinha chamada Esperanza (Esperança), que ele chama de ‘comovente’ e diz lembrar até hoje: Ela estava abalada psicologicamente e muito desconfiada, mas com o tempo, amor e perseverança ela começou a demonstrar afeto por mim”.

Esperanza antes e depois/ David Fernandez

Questionado a respeito de planos para o futuro, além de alcançar a marca de mil cães até os 30 anos, ele diz que também tem o sonho trabalhar na National Geographic e ter um programa de TV que resgate cães abandonados nas ruas. Ele também declara que está reduzindo o consumo de carne e que pretende adotar o vegetarianismo.


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Cachorro se torna símbolo de manifestações no Chile

Na região central da cidade de Santiago, ativistas instalaram uma estátua de papelão em homenagem ao cão


Um cachorro preto, sem raça definida, tornou-se símbolo dos protestos no Chile após, em 2011, se unir a estudantes que foram às ruas para reivindicar a gratuidade da educação. O animal latia para os policiais e até tentava mordê-los.

Foto: RFI/Justine Fontaine

Apesar de ter morrido em 2017, ele ficou bastante famoso e foi transformado num ícone dos movimentos sociais de 18 de outubro de 2019. As informações são da agência RFI.

Atualmente, “Matapacos”, como foi batizado, estampa camisetas, bolsas, chaveiros, cartazes e grafites que podem ser encontrados em Santiago.

“Esse cão é um símbolo de resistência, sendo um cachorro perdido, simboliza o povo e as classes populares”, diz Paula, de 23 anos.

Na região central da cidade, ativistas instalaram uma estátua de papelão em homenagem ao cão. O objeto já foi queimado e destruído várias vezes e no dia 17 de janeiro foi reconstruído.

O cachorro recebia abrigo e comida de María Campos, que conta que ele saía correndo sempre que via uma manifestação. “Ele não conseguia se segurar e saia correndo atrás. Ele tinha uma casa, é verdade, mas na essência continuava sendo um cachorro em situação de rua, bem típico daqui”, disse.

“Os cães pretos têm menos chance de serem adotados, ninguém quer saber deles”, afirmou Carolina, manifestante de 32 anos. “Nos bairros chiques, ninguém liga para eles”, completou Diana, que também participou dos protestos.

Dados oficiais indicam que há mais de 250 mil cachorros abandonados no Chile e que eles aparecem com frequência em protestos.


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Cidade de São Paulo tem mais espécies de aves que Chile e Portugal

A avifauna da cidade de São Paulo é rica e diversa, composta por espécies residentes e migratórias, nativas e introduzidas


Existem 506 espécies de aves na cidade de São Paulo. O número é superior à quantidade de espécies do Chile e de Portugal, segundo o Inventário da Fauna Silvestre do Município de São Paulo-2018. O documento foi elaborado sob a coordenação da bióloga Anelisa Magalhães, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA).

SABIÁ-LARANJEIRA (FOTO: JOSÉ CARLOS MOTTA-JUNIOR)

“Isso representa 63% das aves encontradas em todo o Estado e 26% do Brasil”, diz ela. “Entre elas, 116 são endêmicas da Mata Atlântica (23% da população), 39 rapinantes (gaviões, falcões e corujas), 22 são beija-flores e 273 são pássaros, além de algumas espécies de outros tipos, como os psitacídeos (araras, papagaios e periquitos). De todas elas, 31 estão ameaçadas de extinção”, disse à Época Negócios.

“A cidade tem apenas cerca de 200 a 300 menos espécies do que o Canadá, a Europa e a Rússia, territórios grandes o suficiente para abrigar milhares de ‘São Paulos'”, explicou João Menezes, mestre em Ecologia pela Universidade de São Paulo (USP) e observador de pássaros há 15 anos.

“Dentro do Brasil, a cidade é a terceira capital com mais espécies registradas, atrás apenas de Porto Velho e Manaus”, completou.

Karlla Barbosa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenadora de projetos da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) e membro da BirdLife International, disse que a avifauna da cidade de São Paulo é rica e diversa, composta por espécies residentes e migratórias, nativas e introduzidas.

BEM-TE-VI (FOTO: JOSÉ CARLOS MOTTA-JUNIOR)

“O que propicia essa grande diversidade são os dois corredores verdes que passam pela cidade: as serras da Cantareira, ao norte, e a do Mar, ao sul, além dos mais de cem parques urbanos espalhados por seu território”, explicou.

Como a cidade está dentro da Mata Atlântica e em parcelas do Cerrado, a avifauna do município tem relação com as espécies dessas regiões, segundo o biólogo José Carlos Motta-Junior, do Laboratório de Ecologia de Aves (Labecoaves), do Instituto de Biociências da USP (IB-USP).

De acordo com ele, a maior parte das espécies são generalistas ou oportunistas. “Elas têm ‘jogo de cintura’, no sentido de explorarem vários tipos de alimentos, ambientes diferentes e locais de nidificação variados, e assim não apresentam muita sensibilidade ambiental”, disse.

“Consequentemente elas, como os sabiás-laranjeira (Turdus rufiventris) e bem-te-vis (Pitangus sulphuratus), por exemplo, prosperam e são abundantes na cidade”, completou.

PARDAL (FOTO: JOSÉ CARLOS MOTTA-JUNIOR)

A diversidade de plantas frutíferas e de vegetação que atrai insetos facilita a alimentação dessas aves, que também consomem néctar ou micro-artrópodes.

“Vale destacar que a arborização de ruas, parques, jardins e quintais deveria ter forte incentivo dos gestores da cidade, para ser exclusivamente com plantas nativas, para as quais as aves podem prestar serviços ambientais, como polinização de flores e dispersão das sementes”, disse Motta-Júnior.

De acordo com Anelisa, a matriz florestal da cidade “é a principal responsável pela diversidade e deve ser pensada como uma grande riqueza”.

A maior parte das espécies, segundo Barbosa, é nativa, e apenas menos de 2% é exótica. “Além disso, há espécies que vêm para passar o período de invernada (não reprodutivo), como é o caso do príncipe (Pyrocephalus rubinus)”, explicou. “Não é surpreendente como um pássaro viaja todos os anos milhares de quilômetros, como a tesourinha, que pode ir até a Colômbia e voltar para se reproduzir nos nossos parques? Pra mim isso é fantástico”, acrescentou.

PERIQUITO-RICO (FOTO: JOSÉ CARLOS MOTTA-JUNIOR)

Motta-Junior explica que poucas espécies são exóticas ou introduzidas sem ocorrência natural no Brasil. Foram encontradas também, segundo ele, espécies que não tinham registro na cidade. Há ainda espécies migrantes que aparecem anualmente em São Paulo. “Como exemplos, temos a tesourinha, o suiriri, o bem-te-vi-rajado, a juruviara (Vireo chivi), o sovi ou gavião-sauveiro (Ictinia plumbea) e o andorinhão-dos-temporais (Chaetura meridionalis)”, enumerou.

De acordo com Macedo, as cidades costumam selecionar as espécies que se beneficiam dos distúrbios e alterações ambientais. Dentre elas, as que constroem ninhos em cavidades de árvores. “Exemplos disso são a corruíra (Troglodytes aedon), o pardal e o periquito-rico (Brotogeris tirica)”, explicou.

“Aves frugívoras pouco sensíveis a alterações, como os sanhaços cinzento (Thraupis sayaca) e do-coqueiro (Thraupis palmarum), podem se aproveitar de frutos abundantes na cidade, como a amora e a erva-de-passarinho”, afirmou.

Segundo ele, o sabiá-laranjeira, o bem-te-vi, o periquito-rico (Brotogeris tirica) e o sanhaço-cinzento podem ser facilmente encontrados na cidade. “Quem for um pouco além e fizer uma caminhada de uma hora no Parque Ibirapuera, com olhos e ouvidos atentos, pode registrar até 50 espécies”, contou.

Dentre as espécies estão ainda o gavião-pega-macaco e o papagaio. “Entre os pássaros, podemos citar espécies de mata fechada, que visitam os parques urbanos entre seus deslocamentos pelos fragmentos dessa vegetação”, disse. “São exemplos a araponga (Procnisas nudicolis) e o pavó (Pyroderus scutatus), que estão entre os maiores pássaros da nossa fauna”, acrescentou.

ASA-BRANCA (FOTO: JOSÉ CARLOS MOTTA-JUNIOR IMAGE CAPTION)

Há espécies que causam surpresa ao serem vistas na cidade. “Um exemplo é a ocasião em que ouvi uma araponga (espécie dependente de florestas bem preservadas e extensas) cantando em uma praça próxima ao centro de São Paulo”, lembrou Macedo.

“Outra tremenda surpresa foi quando os funcionários da Divisão de Fauna Silvestre da prefeitura resgataram um pinto-d’água-carijó (Coturnicops notatus) na zona leste da cidade. Para se ter uma ideia, essa espécie é tão difícil de ser encontrada que até então não se conhecia sequer a vocalização dela. Tanto um caso como o outro provavelmente estão ligados a movimentos sazonais que essas espécies fazem, mas que ainda não compreendemos bem”, completou.

As espécies, segundo Anelisa, são dinâmicas. Aparecem, colonizam, aumentam, às vezes diminuem e até somem. Como aconteceu com a asa-branca. “Ela se estabeleceu recentemente em São Paulo e aumentou bastante sua população. No início do nosso estudo, em 1992, a espécie era incomum e agora é bastante frequente. O sabiá-laranjeira é outro exemplo. Está em maior número na cidade do que nos fragmentos florestais e no interior do Estado”, explicou.

Na região do Butantã, segundo Motta-Júnior, a quantidade de periquitos-ricos aumentou. “Sabiás-laranjeira também parecem ter aumentado, cantam muito desde a madrugada. Ambas as espécies podem estar aumentando devido à oferta maior de alimentos, mas seriam necessários estudos para confirmar o real motivo”, disse.

O pardal, no entanto, está desaparecendo. “A estrutura das casas, principalmente a forma como são projetados os telhados agora, não fornecem mais abrigo para eles”, explicou Barbosa. “Isso pode ter contribuído para reduzir a reprodução”, afirmou.

O argumento é confirmado por Motta-Júnior. “Realmente, há uns 20 ou 25 anos, eles eram mais comuns na cidade. Sua diminuição pode estar relacionada a alguma doença específica e endêmica, ou a locais de formação de ninho, mas precisamos de pesquisas para descobrir a causa. De qualquer forma, por se tratar de espécie exótica, sinceramente não acho ruim estarem desaparecendo, pois em seu lugar podem prosperar, por exemplo, os tico-ticos (Zonotrichia capensis), que são da fauna nativa”, concluiu.


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Última elefanta explorada por circos no Chile inicia transferência para santuário

Ramba, a última elefanta explorada por circos do Chile, chegou ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), nesta quarta-feira (16). A viagem, que se iniciou em Santiago, segue até a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, onde está localizado o Santuário de Elefantes do Brasil. Ramba deve demorar dois dias para chegar ao seu novo lar.

Foto: Luciano Claudino/Código 19

Trinta funcionários participaram da operação organizada para receber a elefanta no aeroporto. Foram usados equipamentos como guindaste e empilhadeira com capacidade para 30 toneladas – a elefanta, que tem 53 anos, pesa aproximadamente 3,5 toneladas.

Foi a primeira vez que o aeroporto de Viracopos recebeu um animal desse porte. Ramba viajou por três horas a bordo de um Boeing 747. Para realizar o percurso, a elefanta não teve que ser sedada e foi transportada dentro de um contêiner, onde permanecerá até chegar ao santuário. As informações são do portal A Cidade ON.

No aeroporto, funcionários seguravam uma faixa de boas-vindas à elefanta com a frase: “Ramba, seja bem-vinda ao Brasil! Viracopos te recebe de braços abertos!”. Ramba foi recebida não só por uma equipe do terminal, mas também por membros do santuário que foram ao local para resolver trâmites com o Ibama, a Receita Federal e o Ministério da Agricultura – necessários para a liberação da viagem terrestre de Campinas até a Chapada dos Guimarães, que contará com escolta da Polícia Rodoviária e paradas durante o trajeto para alimentar o animal.

Um representante do santuário também esteve presente durante todo o voo. Segundo ele, a viagem foi tranquila.

Foto: Luciano Claudino/Código 19

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Campanha arrecada fundos para levar elefanta explorada por circo para santuário

Ramba foi explorada por anos para entretenimento humano. Forçada a suportar viagens intermináveis, presa a correntes e sendo obrigada a aprender truques anti-naturais, ela viveu uma vida miserável durante o período em que esteve em um circo no Chile. O destino dela, no entanto, mudou quando o Ibama aprovou a licença e autorizou o processo de transporte da elefanta para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB). Mas, para que isso aconteça, recursos precisam ser arrecadados.

Ramba tem 52 anos e vive atualmente no Chile (Foto: SEB/Divulgação)

A elefanta de 52 anos atualmente vive no zoológico do Parque Safari em Rancagua, no Chile. De acordo com informações publicadas no site oficial da campanha de arrecadação de fundos em prol do transporte do animal até o santuário no Mato Grosso, Ramba, “além de sofrer com os invernos rigorosos no Chile, é uma elefanta solitária, possui abcessos recorrentes na pata dianteira e tem comprometimento renal e hepático, necessitando de dieta e suplementação adequados. Seu recinto no zoológico Parque Safári é inadequado, e, como agravante, em função de ampliações que estão sendo realizadas, a passagem de água natural para o recinto de Ramba foi cortada”.

No santuário, Ramba terá Maia e Rana como companheiras. A terceira elefanta que vivia no local, Guida, morreu em junho deste ano. As informações são do G1.

Ramba foi confiscada do circo ‘Los Tachuelas’ em 1997 pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) após ser vítima de abusos. O animal, porém, permaneceu sob a tutela do circo até 2012, após a ONG chilena Ecopolis conseguir uma permissão para remover a elefanta do local. A entidade, então, entrou em contato com o Parque Safari, que aceitou recebê-la. Sob coordenação de Scott e Katherine Blais, atuais diretores do SEB, Ramba foi levada ao zoológico.

A elefanta foi explorada e maltratada por um circo (Foto: SEB/Divulgação)

Apesar de Ramba ter começado a ser explorada, na década de 1980, em espetáculos circenses na Argentina, ela ficou conhecida como a última elefante de circo do Chile, país onde chegou em 1995.

Transporte

Ramba será levada do Parque Safári ao Santuário de Elefantes Brasil por meio de transporte aéreo e terrestre. Como o zoológico está localizado atrás da Cordilheira dos Andes, a elefanta será transportada, dentro de uma caixa, por um avião.

Recursos arrecadados por campanha pagarão transporte de elefanta do Chile ao Brasil (Foto: SEB/Divulgação)

Para que a viagem seja o mais tranquila possível, a caixa será colocada no local onde Ramba vive atualmente para que ela se acostume a ficar dentro dela. Antes da transferência, alimentos serão oferecidos dentro da caixa para atrair a elefanta, que poderá entrar e sair dela quando quiser. Não se sabe exatamente quando tempo levará para que o animal se adapte à caixa. Guida e Maia levaram apenas três dias, mas cada elefante é único e tem seu próprio tempo.

No dia da transferência do zoológico para o santuário, um guindaste fará o içamento da caixa, que será colocada em uma carreta de transporte para ser levada até o aeroporto de Santiago, percorrendo cerca de 97 km. Ao chegar no local, Ramba embarcará com destino ao Brasil. Após a chegada ao país, ela será colocada em um caminhão que a transportará até o SEB, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Todo o transporte será feito sob escolta.


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Crianças reaproveitam caixas de suco para construir casinhas para animais abandonados

Um grupo de crianças se uniu para construir casinhas para cachorros e gatos abandonados no Chile. Entre elas está a idealizadora do projeto, Constanza Osorio Zaldivia.

Foto: Reprodução / Histórias com Valor

Constanza decidiu reaproveitar caixas de suco jogadas no lixo por seus vizinhos para fabricar casinhas. A ideia tem beneficiado não só os animais, mas também o meio ambiente, e surgiu após a garota se informar sobre o efeito devastador do lixo na natureza. As informações são do portal Razoes Para Acreditar.

Dezenas de crianças fazem parte do projeto. Elas juntam as caixas vazias, lavam, recortam e constroem as casinhas. Depois, as colocam em praças e calçadas, além de doar algumas para abrigos de animais.

Para fazer com que as casinhas fiquem impermeáveis à água, as crianças as forram com fita adesiva. Além disso, graças à tecnologia Tetra Pak, as pequenas casas para animais são bastante resistentes.

O projeto teve início há dois meses e, de acordo com Constanza, “está apenas começando”.


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Cão é amarrado a linha de trem e maquinista freia veículo para salvá-lo

Um cachorro que foi amarrado para morrer em uma linha de trem no Chile teve a vida salva pelo maquinista do veículo, que efetuou uma frenagem de emergência, impedindo o atropelamento. O ato do homem fez com que ele passasse a ser tratado como herói pela população.

Foto: Reprodução / Instagram

Após parar o trem, o maquinista desceu da cabine para ajudar o animal. “Quem é que é capaz de ser tão mau a ponto de fazer uma coisa destas?”, questionou. “Espero que um dia a raça humana mude”, completou. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

O homem, então, caminhou até o cachorro e o soltou. Assustado, o animal saiu correndo e fugiu. O caso de crueldade contra o cão aconteceu na cidade de Llay.Lalay, na região de Valparaiso.

A administração local afirmou que a situação será investigada para que se tente descobrir quem cometeu o ato de abuso contra o animal e que uma queixa por maus-tratos será apresentada.

 

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Ônibus elétricos colocam Chile no caminho de um futuro mais sustentável

Por David Arioch

Os 200 veículos chegaram às ruas da capital Santiago (Foto: Divulgação)

O Chile possui atualmente a maior frota de ônibus elétricos da América Latina. Os 200 veículos chegaram às ruas da capital, Santiago, este ano como parte de um plano para cortar emissões e reduzir a poluição do ar. Até 2040, o país busca ter uma frota totalmente elétrica em seu sistema público de transporte.

“Para enfrentar decisivamente a mudança climática, a mobilidade elétrica é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de trasportes mais limpo, mais eficaz e sustentável”, disse Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP25.

Em dezembro, o país irá sediar a COP25 e tentar conseguir compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões dos países com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

Transportes sustentáveis são essenciais para ações climáticas, mas também para proteger a saúde de cidadãos. Um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos.

No Chile, a poluição do ar causa ao menos quatro mil mortes prematuras anualmente. Além disso, 10 milhões de chilenos estão expostos diariamente a níveis de partículas finas acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com dados oficiais.

Um estudo de 2017 da ONU Meio Ambiente estima que a transição para uma frota totalmente elétrica de táxis e ônibus irá evitar 1.379 mortes prematuras até 2030.

Em nível nacional, o combate à poluição do ar irá gerar benefícios anuais à saúde de oito bilhões de dólares, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Chile.

A mobilidade pública elétrica também está em alta em outras partes da América Latina. Guayaquil, a cidade mais populosa do Equador, lançou em março deste ano uma frota de 20 ônibus elétricos, que irão transportar 10.500 usuários todos os dias. Na Colômbia, a cidade de Cali irá completar uma frota de 125 unidades neste ano, enquanto Medellín já comprou 64 ônibus do tipo.

A Costa Rica prometeu ter uma frota de ônibus e táxis totalmente elétrica até 2050, como parte de um plano nacional para redução de emissões de carbono. Outros países também estão apresentando incentivos para consumidores, como o Peru, onde um imposto sobre veículos elétricos foi suspenso em 2018.

A ONU Meio Ambiente, por meio de sua plataforma MOVE, e com apoio do projeto Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com suas estratégias nacionais de mobilidade elétrica.

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Chilenas desenvolvem bioplástico a partir de cascas de nozes

Por enquanto, as fundadoras da Valnux estão priorizando o desenvolvimento de utensílios de cozinha como tábuas de cortar (Fotos: Divulgação)

As engenheiras chilenas Patricia Olave e Natalia Valencia, fundadoras da startup Valnux, estão desenvolvendo bioplástico a partir de cascas de nozes.

As cascas são aproveitadas na produção de um termoplástico biodegradável com propriedades antibacterianas e antimicrobianas. Segundo Patricia e Natalia, isso é possível graças a um composto orgânico chamado juglona, encontrado nas nozes.

Como o Chile é um grande produtor da oleaginosa, elas viram uma oportunidade de aproveitar um material com alto potencial. Afinal, só em 2018, 12 mil toneladas de cascas de nozes foram descartadas no país.

Além disso, o produto oferece uma alternativa sustentável ao uso de plástico, que há muito tempo tem contribuído com a poluição global. Mas, por enquanto, as fundadoras da Valnux estão priorizando a criação de utensílios de cozinha como tábuas de cortar e fruteiras.

No entanto, já preveem o uso do bioplástico como embalagem para alimentos no futuro. “Temos diferentes possibilidades industriais para esse material, mas para [utilizá-lo na indústria de] alimentos é necessário continuar investigando propriedades como a permeabilidade de gases ou a filtragem ultravioleta”, explicou Patricia ao FoodNavigator-LATAM.

A engenheira acrescentou também que para o produto não perder a sua validade ecológica é preciso que o processo todo envolva basicamente componentes naturais.

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Destaques, Notícias

Tutor ajuda seu cãozinho de 20 anos a passear por parque

A relação entre um cão e seu tutor ultrapassa o entendimento de muitas pessoas. Dependência, admiração, cumplicidade e fidelidade são sentimentos presentes durante toda a vida em que passam juntos. Não importa a idade, raça ou temperamento, estes animais incríveis ensinam muito sobre o que é o amor verdadeiro.

As imagens mostram o tutor Abraham, passeando com eu cão idoso ‘Gabriel’ por um parque infantil em Puente Alto, na Região Metropolitana de Santiago, no centro do Chile.

O animal sofre de problemas de mobilidade e se esforça para andar por conta própria e precisa ficar apoiado pelo estômago para se manter de pé. Lado a lado eles caminham com passos bem lentos e, de vez em quando, Abraham diminui ainda mais a velocidade para que Gabriel possa recuperar o fôlego e continuar seu passeio.

Um vizinho do tutor foi quem fez a filmagem e a compartilhou escrevendo: “Este é meu vizinho, ele é um homem admirável.”

“Ele anda com o cachorro todos os dias para que ele possa se exercitar.”

“Ele é um exemplo para todas aquelas pessoas que pensam em abandonar seus animais.”

https://youtu.be/Pom2Yd3poRo

De acordo com a mídia local, Gabriel está na família há 20 anos e Abraham não apenas cuida dele, mas também de seu irmão que vive acamado e de sua mãe idosa.

O lindo e comovente momento entre os dois encantou a internet.

“Belas imagens que são uma verdadeira demonstração de amor por um animal doméstico”, comentou Isa Gamboa.

“Isso é incrível, um exemplo real para a sociedade – é assim que devemos cuidar de todos os idosos e animais”, escreveu Gavita Gonzalez.

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