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Cachorro cuida de filhotes de cervos órfãos resgatados por sua tutora

Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch

Sarge é um cão bastante especial. Desde que passou a conviver com os filhotes de cervos resgatados por sua tutora, a vida desses animais mudou. Órfãos, os cervos foram acolhidos por Sarge, que cuida deles com muita dedicação.

A primeira vez que o cachorro teve contato com um cervo foi há seis anos. Esses animais silvestres vivem, assim como Sarge, em uma fazenda em Ohio, nos Estados Unidos.

Cheryl Stephen, tutora dos animais, relevou ao portal Bored Panda que até mesmo o temperamento de Sarge mudou com a chegada dos cervos. Membro da família há 9 anos, o cachorro era um filhote brincalhão no passado, que adorava morder os dedos dos pés das pessoas. Isso mudou, no entanto, com o convívio com os filhotes resgatados por sua tutora.

Tudo começou quando o primeiro cervo foi levado para a fazenda. “Um amigo da família encontrou um bebê cervo no meio da rodovia. Ele esperou para ver se a mãe apareceria, mas isso nunca aconteceu. Ele sabia que nós amamos animais, então o trouxe para cá”, contou Cheryl.

Desde então, Sarge passou a se comportar como uma babá de cervos. Na fazenda, no entanto, vivem também outros animais, incluindo o boi Bucky, resgatado de um matadouro.

“Os animais aqui não são criados para virar comida. Nós os criamos para serem amados e celebrados, como todos os animais devem ser”, concluiu Cheryl.

Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch
Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch

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Cervos são flagrados comendo grama em conjunto habitacional de Londres

Foto: Dean Zetter

Após a inesperada visita de cabras da montanha que ocorreu em uma cidade galesa, foi a vez de cervos decidirem dar uma voltinha e acampar nos gramados de um bairro residencial no leste de Londres, na Inglaterra.

O flagrante foi feito pelos moradores de um conjunto habitacional, que fotografaram um rebanho de cerca de 20 cervos descansando nos gramados, os animais são comuns de serem avistados no local, pois vivem no parque público Dagnam Park, localizado em Harold Hill, que fica do outro lado do conjunto, no entanto foi a quantidade que chamou a atenção dos moradores.

Segundo o morador Dean Zetter, é possível que os animais tenham aparecido em maior quantidade devido ao isolamento social: “Eu os vi hoje de manhã. Foi a primeira vez que os vi. Mas pelo que entendi eles são bastante comuns em poucas quantidades, só que havia um rebanho de quinze ou vinte deles deitados mastigando a grama. Eu acho que estão aparecendo em maior número porque está mais silencioso”, disse Dean.

Foto: Dean Zetter

Com o isolamento social imposto pela quarentena para conter os avanços do surto de coronavírus, está se tornando cada vez mais frequente relatos de animais selvagens que tem saído de seu habitat natural para fazer uma visita em várias cidades em todo mundo, no Brasil temos o exemplo do lobo-guará que passeou tranquilamente durante a madrugada em uma rua de Volta Redonda no Rio de Janeiro.


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Vídeo: homem salva a vida de cervos presos em lago congelado no Canadá

O rapaz patinou em direção aos cervos e usou uma corda para retirá-los do lago, impedindo que eles morressem congelados


Ryan Peterson patinava em um lago congelado em Ontário, no Canadá, quando viu três cervos presos no local. O solo escorregadio impedia que os animais conseguissem sair do lago.

Reprodução/Ryan Peterson

Comovido com o sofrimento dos animais, Peterson decidiu ajudá-los. Como havia tirado um intervalo do trabalho para espairecer patinando no lago, bastou retornar ao escritório para buscar uma corda e, então, ajudar os cervos.

Toda a ação foi filmada por Peterson. Nas imagens, é possível vê-lo patinando em direção aos animais e colocando uma corda no pescoço de cada um deles. Em seguida, o patinador os puxa até a beira do lago. As informações são do Metro Jornal.

Após retirá-los do gelo, Peterson usa um galho de árvore para cutucá-los, sem machucá-los, para incentivá-los a sair do local e caminhar para uma região segura.

As imagens dos animais sendo resgatados viralizaram após serem divulgadas pelo site Storyful e comoveram internautas em todo o mundo.


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Dois cervos vivem há meses em propriedade da prefeitura em Cajamar (SP)

Moradores da região se preocupam com o bem-estar dos cervos e pedem que eles sejam resgatados


Dois cervos estão vivendo desde fevereiro em uma área de mata de propriedade da Prefeitura de Cajamar (SP). Os animais silvestres apareceram na região ainda filhotes.

Pixabay/congerdesign/Imagem Ilustrativa

Moradores se preocupam com o bem-estar dos cervos e suspeitam da presença de caçadores na área onde estão os animais, localizada no bairro Portal dos Ipês I. As informações são da TV Globo.

“A gente começou a escutar tiro. Na madrugada de quarta-feira foi relatado um tiro de espingarda. E a gente não sabe se as pessoas estão vindo caçar”, afirmou a gerente de marketing Ana Carolina Souza Silva, que mora no bairro.

A falta de estrutura adequada para os animais também preocupa os moradores, que pedem que os cervos sejam retirados do local e que a área seja revitalizada para garantir segurança à população.

“Tem áreas na região, como a Serra do Japi, que é um ambiente mais apropriado para eles. Até porque aqui era o ambiente deles, mas devido à expansão imobiliária, eles têm sido suprimidos”, afirmou o estudante Edcarlos Ribeiro da Silva.

A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Cajamar afirmou que foi procurada pelos moradores e que o Ministério Público Federal acompanha o caso. De acordo com a administração municipal, foi iniciada nesta semana uma ação para resgatar os cervos.


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Renas são amarradas e forçadas a puxar trenó em shopping center

Foto: Instagram
Foto: Instagram

Duas renas foram acorrentadas a um trenó e puxadas ao redor de um shopping durante um desfile de Natal que provocou indignação e revolta nos clientes do local.

O Shopping Grafton Shoppingworld, no norte de Nova Gales do Sul, na Austrália, realizou seu desfile festivo anual na quinta-feira (5).

As renas foram desfiladas pelos manipuladores por duas horas, enquanto estavam acorrentadas ao trenó e conduzidas por uma corda.

As crianças paravam repetidamente os animais para que pudessem tirar uma foto como lembrança do feriado com elas.

Mas os usuários das mídias sociais demonstraram descontentamento com o episódio e disseram que a gerência do centro deveria ter “vergonha de si mesma” por patrocinar tal ato “nojento”.

Uma pessoa disse em um comentário: “Qualquer lugar que explora animais dessa maneira não é um lugar onde eu faria minhas compras. Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos”.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

“Todos os outros shopping centers conseguem celebrar perfeitamente o Natal sem trazer renas reais a um ambiente não natural. Repugnante”.

Outra pessoa disse: “O Grafton Shoppingworld decidiu que o abuso de animais é um grande presente para as pessoas neste Natal. Eles acorrentaram renas para divertir as pessoas”.

Outro comentarista nada satisfeito com a situação disse: “É necessário colocar esse pobre animal no shopping lotado e barulhento? Não. É crueldade com animais”.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

Mesmo assim, o Grafton Shoppingworld disse ao 7news.com.au que o evento foi “bem recebido” e os animais foram tratados adequadamente e que o shopping possui ar-condicionado”.

“Eles foram puxados por uma equipe de manuseio registrada na RSPCA (entidade de proteção animal), amarrados a um trenó e pais e filhos tiveram a oportunidade de acariciar os animais sob a supervisão de seus tratadores na conclusão do desfile”, disse o porta-voz do shopping.

“O Grafton Shoppingworld garantiu que a equipe de manejo cumprisse os protocolos de gerenciamento dos animais e estivesse satisfeita com os cuidados prestados às renas durante sua breve aparição”.

Foto: Animal Logic
Foto: Animal Logic

O Grafton Shoppingworld disse que as renas ficaram nas lojas por duas horas e eram alimentadas e bebiam água oferecida pelos manipuladores.

O Daily Mail Australia entrou em contato com Grafton Shoppingworld para obter comentários adicionais. As informações são do Daily Mail.

Foto: Blendspace
Foto: Blendspace

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Veados selvagens contribuem para a preservação de paisagens abertas

Foto: ©shaftinaction / Adobe Stock
Foto: ©shaftinaction/Adobe Stock

Semelhante aos animais de fazenda, como vacas, porcos ou ovelha, veados ou cervos selvagens ao pastar em paisagens abertas também podem contribuir para a conservação e saúde de habitats protegidos.

Esse fato foi demonstrado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Göttingen e do Instituto de Biologia da Vida Selvagem de Göttingen e Dresden na Alemanha. Os resultados foram publicados no Journal of Applied Ecology.

A equipe de pesquisa interdisciplinar, que envolveu as divisões de ciência de pastagens e ciências da vida selvagem da Universidade de Göttingen, realizou pesquisas durante um período de três anos na Grafenwöhr Training Area, uma base de treinamento do exército, na Baviera (Alemanha).

“Esta área não é lar apenas de numerosos habitats protegidos e espécies raras, mas também de uma grande população de cervos vermelhos de vida livre”, diz Friederike Riesch, estudante de doutorado na Divisão de Ciências de Pastagens da Universidade de Göttingen e primeiro autor de o estudo.

Como os animais ainda são caçados mas apenas durante alguns dias por ano nas áreas não florestadas da área de treinamento (exército), eles podem usar as áreas de pastagem e charneca durante todo o dia para procurar por alimento (ato também conhecido como forragem: gramíneas e leguminosos comidos pelos animais).

Os cientistas registraram o crescimento de plantas acima do solo, a qualidade da forragem e a remoção de forragem por cervos vermelhos em pastagens protegidas e habitats saudáveis. O resultado: a proporção de crescimento de plantas consumida por veados vermelhos selvagens é comparável à do pastoreio extensivo de animais de criação.

Enquanto a remoção de forragem do cervo vermelho foi maior na primavera em pastagem, as charnecas foram pastadas mais intensamente no inverno. Estes diferentes padrões sazonais se encaixam bem com os diferentes requisitos de pastagem das comunidades de vegetação tanto nas pastagens como nas charnecas e contribuíram para ambos os tipos de habitat que se beneficiam da presença do veado-vermelho.

“Nossos resultados podem dar um ímpeto para adaptar a gestão da vida selvagem – especialmente em grandes reservas naturais – para permitir que os veados vermelhos usem paisagens abertas durante todo o dia para forragear”, diz Riesch.

“Desta forma, uma contribuição pode ser feita para a conservação de habitats de terras abertas semi-naturais e, ao mesmo tempo, o risco de danos causados por veados em florestas pode ser reduzido”, acrescenta o co-autor Dr. Bettina Tonn, também de a Divisão de Ciência das Pastagens da Universidade de Göttingen.

O projeto foi financiado pelo Landwirtschaftliche Rentenbank e apoiado pelo Bundesforst.

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Em sigilo, Pampas Safari mata cerca de 300 cervos

O Pampas Safari, localizado em Gravataí (RS), matou de forma sigilosa toda a população de cervos do local, estimada em cerca de 300 animais. Levados a um matadouro em Santa Maria do Herval, no período entre 30 de novembro e 12 de dezembro, os cervos foram mortos e tiveram seus restos mortais encaminhados para a graxaria.

Jefferson Botega / Agencia RBS

Na graxaria, os resíduos são esterilizados em fornos de intenso calor e são transformados em sabão, farinha de osso e ração animal. O procedimento de extermínio dos cervos foi acompanhado e autorizado pela Secretaria da Agricultura e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As informações são do portal Gaúcha ZH.

A justificativa dos proprietários do parque para matar os animais é de suspeita de tuberculose. A doença, no entanto, nunca foi confirmada. Isso porque exames identificaram a tuberculose em cervos do Pampas Safari apenas entre o período de 2003 e 2017, tendo sido registrado o contágio da doença em 74 animais. Quando se iniciaram as discussões sobre os animais que viviam atualmente no parque, no entanto, não foram feitos novos exames. A alternativa de examinar cada um dos cervos foi levantada, mas logo descartada e se optou por matar todos eles, sem qualquer conhecimento sobre o estado de saúde dos animais.

A decisão de matar todos os cervos foi apoiada pelos órgãos fiscalizadores desde o início, demonstrando, inclusive, uma incoerência por parte do Ibama, que como órgão ambiental deveria zelar pela vida animal. O caso se tornou polêmica em 2017, quando uma batalha judicial se iniciou entre os proprietários do Pampas Safari e ativistas pelos direitos animais.

“Houve questões judiciais que travaram o processo. As liminares (judiciais que impediam a morte) acabaram sendo levantadas, tanto na Justiça estadual quanto na federal. A partir disso, recebemos a demanda da parte requerente (família proprietária)”, explica Antônio Machado de Aguiar, diretor-geral da Secretaria da Agricultura.

O parque, que já estava encerrando as atividades, está agora dando continuidade a esse processo. Fechado para visitação desde junho de 2016, o Pampas Safari teve a licença de funcionamento cancelada pelo Ibama devido à estrutura degradada do local. Antes do fechamento completo, no entanto, é preciso encaminhar os animais que ainda vivem no parque para outros locais. Restam animais como capivaras, que são nativas e, por isso, são protegidas pela lei e não podem ter o mesmo cruel destino que tiveram os cervos.

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Cientistas desvendam mistério dos chifres dos cervos, que caem no inverno e ‘brotam’ na primavera

Descoberta pode levar a avanços nos tratamentos de doenças ósseas como a osteoporose e de fraturas em seres humanos — Foto: Mariana Veiga/BBC

Os chifres dos cervídeos têm um interessante ciclo na natureza. Eles caem no inverno – e “brotam” novamente na primavera. Na realidade, não são exatamente chifres, mas sim ossos externos. E esse crescimento tão rápido há muito intriga a comunidade científica.

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, solucionaram este mistério: eles identificaram que o crescimento abrupto desses ossos externos temporários está ligado à ação de dois genes.

E, agora, planejam utilizar tais conhecimento para melhorar tratamentos em humanos com doenças ósseas ou mesmo na recuperação de fraturas. A pesquisa ainda está em estágios iniciais. Mas há um amplo leque de aplicações possíveis.

“Atualmente, vislumbramos duas formas de implementação potencial para a medicina humana”, adianta à BBC News Brasil Yunzhi Peter Yang, pesquisador do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Escola de Medicina de Stanford e um dos autores da pesquisa, que será publicada nesta quarta em The Journal of Stem Cell Research and Therapy.

“Primeiro, poderíamos projetar células com esses genes específicos e depois colocá-las no local desejado. Outra ideia seria desenvolver terapias biológicas, com proteínas ou medicamentos, resultantes de nossa descoberta. Mais a longo prazo, terapias genéticas também podem ser possíveis.”

Yang afirma que o desafio é entender a regulação genética do crescimento do chifre para, então, adaptar tais informações a fim de criar agentes terapêuticos.

Assim, novos tratamentos para doenças como osteoporose e reparação de fraturas ósseas seriam criados. Essas novas terapias também poderiam servir como prevenção a doenças crônicas dos ossos.

Genes específicos

“Conhecer a genética por trás da regeneração desses chifres de cervídeos, com rápido crescimento ósseo e mineralização, é fundamental para o nosso objetivo terapêutico final”, afirma Yang. “É fundamental para entender também como funciona a regeneração óssea em outras espécies, como os humanos.”

Os genes identificados são o uhrf1 – que possibilita a rápida proliferação de células ósseas – e o s100a10 – que propicia a mineralização rápida, ou seja, o endurecimento do tecido ósseo. Juntos, esses dois genes trabalham em uma linha de produção extremamente coesa e eficaz: o primeiro gera as células ósseas, o segundo cimenta a matriz estrutura do osso.

Yang e sua equipe já sabem que esses dois genes também estão presentes no processo de desenvolvimento ósseo dos seres humanos.

Pesquisador da área ortopedia, Yang teve o insight de estudar como ocorrem esses processos em cervídeos quando, durante suas férias em 2009, conheceu um guia turístico no Alasca e ficou impressionado com as curiosidades ditas por ele a respeito de um veado selvagem que habita aquela região.

“Chifres de cervídeos podem crescer impressionantes 2 centímetros por dia no verão”, pontua o pesquisador. “Isso me fez levantar a hipótese: existem genes especiais que estão por trás desse crescimento ósseo excepcionalmente rápido?”

Na volta das férias, Yang decidiu levar a questão para seu laboratório. Foi, com sua equipe, para um fazenda de veados na Califórnia e, ali, coletou amostras do tecido desses ossos externos. Trata-se de uma estrutura composta basicamente de células-tronco.

Eles crescem de cima para baixo, ou seja, enquanto se desenvolvem, um reservatório de células-tronco permanece no topo dos chifres.

“A regeneração dos chifres desses animais é um fenômeno único. Para mim, valeria a pena estudar esse fenômeno apenas por curiosidade”, diz Yang. “Mas eis que esse estudo pode ter algumas aplicações muito interessantes para a saúde humana.”

Ao longo do desenvolvimento, o tecido é macio – com consistência semelhante a dos narizes de seres humanos. Assim, recolher as amostras foi uma tarefa fácil. E inofensiva para os animais. Os chifres se tornam rígidos apenas no estágio seguinte ao desenvolvimento, por conta da mineralização.

No laboratório

De posse das amostras coletadas, os cientistas passaram a analisar o material. Examinaram particularmente o RNA, a molécula que ajuda a executar as instruções genéticas específicas. E fizeram uma comparação dos resultados com as obtidas em células-tronco de humanos, retiradas de medula óssea.

Só então identificaram os genes específicos. E os aplicaram em camundongos, observando como diferentes níveis de expressão desses genes afetavam o crescimento de tecido.

No experimento, Yang constatou que, quando o gene uhrf1 era desativado, o tecido ósseo ainda crescia, mas bem mais devagar. Por outro lado, se o gene era totalmente funcional, a proliferação nos bichos era tão rápida quanto nos chifres de veado.

Fenômeno semelhante foi observado quando o gene s100a10 foi expresso: os depósitos de cálcio aumentaram e as células manipuladas se mineralizaram mais rapidamente.

Seres humanos

Uma das possíveis abordagens terapêuticas do estudo, no futuro, seria para tratar de casos de osteoporose em seres humanos, doença que deixa os ossos “fracos”.

O que acontece é que em ossos saudáveis, dois tipos de células funcionam como forças opostos. São os osteoblastos e os osteoclastos. O primeiro grupo produz tecido ósseo novo. O segundo, destrói o tecido antigo.

Em um organismo saudável, esse mecanismo funciona em sintonia – ou seja, um lado vai destruindo ao mesmo tempo que o outro vai construindo.

A osteoporose é uma doença causada por um desequilíbrio no processo. No caso, os osteoclastos agem de forma mais intensa do que os osteoblastos. Como resultado, os ossos começam a se romper

“Ainda estamos no início da pesquisa, mas o objetivo final é descobrir como podemos aplicar a mesma biologia que permite a regeneração óssea em chifres de cervídeos para a judar a tratar doenças ósseas humanas, como a osteoporose”, acredita Yang.

Os cientistas planejam continuar estudando ossos externos de diversas espécies de cervos, para confirmar se em todas elas o mecanismo gênico é o mesmo.

“Há muito trabalho a ser feito, mas nosso estudo já começou a lançar as bases para futuros tratamentos”, diz.

Fonte: G1

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Cervos são resgatados em um canal da Califórnia

Dois cervos estavam lutando desesperadamente para não se afogarem em um canal, até que um grupo de bombeiros chegou para realizar o resgate, no início desta semana. Um dos bombeiros conta que a corça quase começou a nadar em direção a eles, como se estivesse pedindo ajuda.

Não se sabe como a corça e o cervo foram parar dentro do canal. Acredita-se que o casal possa ter brigado e caído nas encostas íngremes, dificultando que eles conseguissem sair por conta própria. Assim que o casal foi visto, ficou evidente que eles precisavam de ajuda e, felizmente, uma equipe de bombeiros chegou para resgatar os animais.

“Quando nos deparamos com a corça ela estava extremamente cansada e quase nadou em nossa direção pedindo ajuda ”, disse Holly Wagner, um dos bombeiros.

Por sorte, Janice Odestig, outra bombeira da equipe, tinha um laço no porta-malas e sabia usá-lo. Os bombeiros conseguiram pegar os cervos e retirá-los da água. Fora alguns arranhões, os dois animais pareciam saudáveis quando foram resgatados e logo depois partiram para o bosque do Lago Natoma, de onde provavelmente vieram.

O Corpo de Bombeiros, que havia twittado atualizações sobre o casal de cervos, informou aos seguidores que ambos haviam saído do canal com segurança.

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Caçadores matam cervos filhotes e fêmea grávida em reserva na Inglaterra

Quinze cervos foram baleados e deixados em um campo em um incidente suspeito de caça furtiva em uma reserva natural de Worcestershire, na Inglaterra. Os policiais estão investigando o crime que aconteceu na beira da Floresta Wyre e examinando as balas removidas de quatro dos animais mortos, para descobrir alguma evidência que possa levá-los aos responsáveis pelo assassinato.

Reprodução | The Daily Mail

O presidente da associação Wyre Forest Deer Management, Edward Brown, disse em entrevista ao jornal The Daily Mail que este foi o pior crime cometido em uma onda de tiroteios que aconteceram nos últimos anos na floresta. De acordo com Brown, os guardas do parque inclusive já tem em mente um possível responsável, e os investigadores já inciariam a investigação de um empresário local.

O que eles tem de pista, até o presente momento, é o depoimento de uma testemunha ocular, que relatou ter avistado uma “gangue” ao redor da floresta no sábado, dia em que aconteceu o crime, que provavelmente foi perturbada enquanto tentava roubar a carne dos animais.

A história se apoia no que foi encontrado pela polícia no local: os animais foram deixados intactos na floresta, o que dificilmente acontece quando o plano é bem sucedido. “Geralmente eles levam as carcaças com eles. A carne no incidente deve valer em torno de R$ 48,5 mil, mesmo em revendedores clandestinos”, acrescenta Brown.

“Nós presenciamos os filhotes saindo da floresta procurando por suas mães, totalmente angustiados. É inacreditável que essa ‘carnificina’ tenha acontecido aqui. Eu nunca vi nada parecido”, ele lamentou, ao relatar o incidente à polícia. “Um dos cervos estava pronto para dar à luz. Quando a abri [para procurar uma bala a ser usada em provas], pude ver que a bebê fêmea já estava virada para a frente, pronta para sair”.

Reprodução | The Daily Mail

Das 15 carcaças encontradas no local, três eram filhotes com apenas um mês de idade, e foi isso o que mais incomodou o presidente da associação. Se os caçadores estavam em busca de carne a ser vendida no mercado negro, não faria sentido matar um filhote – a carne dele é muito difícil de ser comercializada.

“Eu vivi nesta área toda a minha vida e fui presidente por 25 anos. Este é o pior incidente do seu tipo que encontramos, embora seja possível que mais cervos tenham sido levados no passado sem nos darmos conta”, ele acrescenta, incrédulo com toda a situação.

As carcaças foram removidas e levadas para um resfriador em um complexo da Comissão Florestal, onde as balas foram recuperadas e a investigação continua em curso. A polícia de West Mercia espera em breve encontrar os responsáveis pelo crime, e que eles possam ser punidos por todo o mal que causaram aos animais inocentes e indefesos vivendo tranquilamente na reserva florestal.

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Pampas Safari: cervos podem ser mortos após execução de questões técnicas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu uma nota por meio da qual afirmou que restam poucas questões técnicas que impedem os proprietários do Pampas Safari de matar os cervos que vivem no local.

(Foto: Tycho B. Fernandes)

Desde o ano passado, os donos do parque tentam matar os cervos sob a alegação de que os animais estariam contaminados pela tuberculose. No entanto, resultados de exames realizados em mais de 20 amostras coletadas de cervos do Pampas Safari não apontaram a presença da doença. Os laudos foram emitidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).

Diversas ações na Justiça tentaram proteger a vida dos cervos. Todas elas, no entanto, foram derrubadas e o caso chegou atualmente em um ponto em que não há mais questões legais que possam impedir o extermínio dos animais, segundo informações divulgadas pelo portal GaúchaZH.

De acordo com o Ibama, entre as questões que faltam ser cumpridas para que os cervos sejam mortos estão autorizações para o transporte para algum matadouro.

A defesa do Pampas Safari não explicou, ao ser questionada pelo GaúchaZH, se o pretendido é matar apenas os cervos ou também os demais animais que vivem no local, dentre eles camelos, capivaras e macacos. Não há informações sobre o número de cervos ainda vivos mantidos pelo parque.

Guia de Trânsito Animal não foi emitida, diz secretário

A alegação de que não há mais impedimento para a morte dos cervos foi rebatida pela deputada estadual Regina Becker Fortunati (PTB-RS). Através das redes sociais, Regina afirmou que recebeu da promotora de Justiça do Meio Ambiente, do Ministério Público de Gravataí, Carolina Barth, a informação de que “o Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, afirma não ter emitido Guia de Trânsito Animal (GTA), que autoriza a retirada dos cervos do Pampas Safari”.

Segundo a deputada, “se houver descumprimento da recomendação do Ministério Público – de que não seja emitida a guia de trânsito – as medidas judiciais cabíveis serão tomadas imediatamente”.

Regina tem trabalhado no caso desde o início na tentativa de impedir que os cervos sejam exterminados. “Estarei atenta a qualquer irregularidade. Vamos lutar para garantir a vida desses animais, até o último recurso. Não desistiremos!”, concluiu a deputada.

Nota da Redação: a ANDA repudia a exploração, o sofrimento e a morte de animais inocentes. Os cervos, assim como quaisquer outros animais, devem ter resguardado o direito à integridade física e à vida, inerentes a todo ser vivo. O assassinato de animais é uma prática cruel e injustificável, que deve ser combatida.

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Caça pode levar espécies de cervos a extinção

Por mais absurdo que soe, a caça ao troféu é temerosamente considerada uma “prática ecologicamente correta” pelos caçadores e alguns “administradores da vida selvagem”. Eles defendem o argumento pífio de que poucos cervos são mortos e que esses ainda são escolhidos “seletivamente”, ou seja, somente aqueles com características mais impressionantes, como grandes chifres ou crinas.

Esporte sangrento de mau gosto pode comprometer a continuidade da espécie de cervos | Foto: John Athayde
Esporte sangrento e de mau gosto pode comprometer a continuidade da espécie | Foto: John Athayde

Os defensores da caça ao troféu como uma prática amiga do meio ambiente apoiam-se em argumentos mal sustentados de que poucos animais são levados, e que eles são em sua maioria machos maduros. Que a taxa de animais mortos seria controlada para evitar a caça excessiva, e os machos mortos seriam substituídos rapidamente, dada a estrutura social e de acasalamento de muitas espécies caçadas.

Matar animais é um ato inaceitável, sejam eles selecionados ou não, e mais criminoso ainda é o fato de tornar isso um esporte. Para agravar a situação em andamento, ao matar animais com características desejáveis, os caçadores estão afetando diretamente quais traços serão transmitidos às próximas gerações também. Por exemplo, matar grandes leões machos pode resultar na reprodução de leões machos menores, o que – teoricamente – reduz o tamanho geral dos leões ao longo do tempo.

O estudo publicado contesta a crença de que a caça seja de alguma ajuda para a natureza, provando que os caçadores de troféus e outros matadores seletivos podem estar eliminando exatamente os indivíduos que estão melhor adaptados ao seu ecossistema, reduzindo a capacidade de sobrevivência da espécie a longo prazo.

Os autores usaram uma simulação para testar sua teoria. As variáveis como tamanho da população animal, taxa e direção da mudança ambiental, taxa e seletividade de caça, seletividade na escolha de parceiros e probabilidade de extinção. A hipótese era de que, se a mudança ambiental fosse aleatória ao longo do tempo, a caça seletiva não deveria ter grande efeito sobre a probabilidade de extinção, mas caso o meio ambiente mudasse para uma direção específica ao longo do tempo, a caça seletiva aumentaria, e muito, o risco de extinção.

A lógica por trás de sua hipótese é simples de acompanhar: a caça seletiva reduz a capacidade de uma espécie se adaptar a um ambiente que muda gradualmente. Os traços cobiçados pelos caçadores também são aqueles que possibilitam maior capacidade de sobrevivência da espécie. Se os animais mais aptos são mortos, a próxima geração é menos adequada. E se o mais forte dessa geração for morto, seus descendentes serão ainda menos aptos e mais fracos. O resultado final é uma espécie que não está em condições de se adaptar ao seu ambiente e, como resultado, é extintas.

Cervos na natureza, livres e seguros, conforme a natureza os fez | Foto: Divulgação
Cervos na natureza, livres e seguros, conforme a natureza os fez | Foto: Divulgação

Os pesquisadores observam, no entanto, que machos e fêmeas de algumas espécies podem ter diferentes características desejáveis, e que as fêmeas que acasalam com os machos mais desejados podem ter descendentes do sexo feminino indesejáveis. Portanto, o acasalamento com machos indesejáveis pode produzir fêmeas mais desejáveis. Mas os pesquisadores acreditam que isso é improvável, pois estudos de campo descobriram que a conveniência de homens e mulheres é geralmente semelhante e que a própria natureza gere esse “encontro” de parceiros apropriadamente.

Os resultados do estudo em geral mostram quão caótica pode ser tentar fazer uma “gestão da vida selvagem” através da caça. Embora seja verdade que o mundo real nunca é tão claro como as simulações podem retratá-lo – e os autores reconhecem isso – este estudo aponta que, sem sombra de dúvidas, uma abordagem mais ética e baseada na compaixão em primeiro lugar pode ajudar na prevenção do mal em lugar de tentar remediá-lo após já instaurado.

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