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Covardemente condenada à morte, tigresa morre eletrocutada em acidente

Uma tigresa que foi covardemente sentenciada à pena de morte por ter matado quatro pessoas no centro da Índia, morreu acidentalmente após tocar em uma cerca eletrificada. Ela foi eletrocutada dois dias após a Justiça ordenar sua morte.

A diretora da Pench Tiger Reserve, Rishikesh Ranjan, afirmou que, após o acidente, o corpo da tigresa foi recuperado. “A cerca foi colocada por moradores locais para se protegerem dos animais selvagens, principalmente dos javalis”, explicou.

(Foto: Agência France-Presse)

Conhecida como Kala (negra, em hindu), a tigresa foi retirada temporariamente da natureza em julho para que recebesse um colar com emissor de rádio. Após esse processo, ela foi devolvida à liberdade na reserva de Bor. A morte de outras duas pessoas, causada por ela depois desse período, entretanto, motivou a decisão do tribunal do Estado de Maharashtra, que ordenou a morte da tigresa, ignorando o direito à vida de todo ser vivo e desconsiderando o fato de que animais não matam por maldade, sendo apenas motivados por instinto de defesa ou fome, sem racionalidade.

Tigres, inclusive, não costumam matar pessoas. Os casos de Kala e de outra tigresa que também recebeu sentença de morte na Índia – país no qual vive a metade da população mundial de tigres, com 2.226 deles – são raros. As informações são da Agência France-Presse.

Ao contrário de Kala, que se acidentou, a outra tigresa sentenciada à morte teve efetivamente sua vida tirada. Após ser covardemente caçada por 44 dias, ela foi morta. O caso, que aconteceu em 2016, envolveu a utilização de drones, helicópteros e de elefantes e cães  – lamentavelmente explorados para praticar uma atividade cruel contra outra espécie.

A ordem de execução aconteceu devido à acusação de que a tigresa teria matado três moradores locais e ferido outros três. Em uma atitude grotesca e assombrosa, habitantes da região celebraram a morte da tigresa, vítima de um disparo feito por guardas florestais, exibindo o corpo dela durante aproximadamente três horas.

Nota da Redação: a aproximação de animais selvagens a centros urbanos é algo inapropriado tanto para eles, quanto para humanos. O correto é que cada um viva no lugar destinado para si. Entretanto, o homem tem destruído intensamente a natureza, colaborando assim para que animais selvagens percam seus habitats e migrem para outros locais, aproximando-se das cidades. Considerando então que o erro está sendo cometido por humanos, é inaceitável que os animais paguem por isso. Qualquer espécie que venha a ferir ou matar pessoas o faz unicamente por instinto de proteção ou fome, e não o faria se vivesse em seu habitat, tendo ao seu dispor tudo o que é necessário para a sobrevivência. 

Utilizar cercas eletrificadas com voltagens altas o suficiente para matar um animal que nelas toquem também não é uma prática justa e correta. Humanos não podem colocar seu direito à proteção acima do direito à vida de outros seres vivos. Ao invés de utilizar meios que possam provocar acidentes que levem à morte de animais selvagens, como aconteceu com a tigresa em questão, é necessário que as pessoas se conscientizem e trabalhem para minimizar os estragos já causados e impedir que mais destruição seja imposta à natureza e, por consequência, aos animais que a habitam.

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