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Tartaruga gigante é submetida a procedimento cirúrgico

O animal deve ser reconduzido ao mar na manhã deste sábado

Equipe utilizou cimento ósseo para fechar o ferimento na cabeça do animal. (Foto: Maurício Aresso e André Zenobini)

A tartaruga gigante que chegou ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Furg (RS) no último dia 28 foi submetida a um procedimento cirúrgico na manhã de sexta-feira. O animal, encontrado com um sério ferimento na cabeça, teve o corte fechado com cimento ósseo (metil metacrilato de metila). O procedimento foi realizado pelo traumatologista Flávio Hanciou, do Hospital Universitário da Furg, com auxílio da equipe de técnicos do Cram.

Hanciau explica que o animal teve uma perda óssea na cabeça e essa perda comprometeria a vida dele, uma vez que no corte se desenvolveriam larvas e se alojariam caranguejos. Por isso, a parte perdida foi substituída por cimento ósseo, o mesmo usado para artroplastia total de quadril e de joelho em seres humanos. É um material de fixação rápida e biocompatível com seres humanos e animais. Segundo o médico, foi um procedimento que exigiu grande precaução para proteger o cérebro da tartaruga do cimento ósseo, pois o material gera grande calor quando solidificado. “Fizemos uma proteção e substituímos a calota perdida”, relatou o médico.

Em 35 anos de atividade, essa foi a primeira experiência de Hanciau com procedimento cirúrgico em tartaruga marinha. De acordo com o traumatologista, como se trata de um animal em crescimento, é provável que, com o passar dos anos, vá se formando tecido normal do organismo embaixo do cimento ósseo e esse material seja eliminado. Ele observou que a importância do procedimento está no fato de que o animal precisa ser liberado em seu ambiente o quanto antes, já que fora do mar é submetido a grande estresse.

Conforme o veterinário Pedro Luis Bruno Filho, do Cram, concluído o procedimento, a tartaruga de 1,14 metro de comprimento de casco e peso de 135 quilos, também chamada de tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), foi recolocada em um tanque. Bruno Filho relatou que o animal estava bem ativo, com estado corporal bom e reagiu bem ao procedimento. A intenção da equipe do Cram é reconduzi-lo ao mar neste sábado, por volta das 10h.

No Cram, como se alimenta de gelatinosas – como água-vivas e medusas, as quais procura em grandes profundidades do mar -, a tartaruga gigante está sem se alimentar, mas recebe soro e vitaminas por via subcutânea ou intracavitária. Também é tratada com antibiótico por via intramuscular. O animal foi encontrado na beira da praia do Cassino na noite do último domingo, 27, e recolhido na manhã de segunda-feira pelo 2º Pelotão Ambiental da Brigada Militar.

Trata-se de uma tartaruga juvenil, de aproximadamente 20 anos, que deve ter se ferido em um acidente com alguma embarcação. Essa espécie é a maior das tartarugas marinhas. Quando adulta, chega a medir até dois metros de comprimento e a pesar até 750 quilos. É uma das três espécies que mais ocorrem na costa do Rio Grande do Sul. As outras duas são a verde e a cabeçuda. Elas se alimentam nesta região. As três estão ameaçadas de extinção, mas a de couro está entre as criticamente ameaçadas. A desova, no Brasil, ocorre basicamente no Espírito Santo.

Fonte: Jornal Agora

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Centro de Recuperação recebe 21 pinguins vindos da Bahia

Animais foram encaminhados ao Centro de Recuperação para que sejam reconduzidos ao mar. (Foto: Fábio Dutra)

O Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Furg recebeu, por volta das 19h30min de segunda-feira, 22 pinguins-de-magalhães enviados da Bahia. Os pequenos animais viajaram em um avião de Salvador até Porto Alegre, de onde o Ibama da Capital os transportou até Rio Grande. Vinte deles foram tratados na Bahia e um em Aracaju, sendo que este último foi levado para Salvador visando ao envio para o Cram.

Conforme Andréa Adornes, oceanóloga do Cram, são todos pinguins juvenis e foram encaminhados para o Centro de Recuperação para que sejam reconduzidos ao mar, já que Rio Grande fica mais próximo das colônias de reprodução da espécie (na Patagônia e Sul do Chile). Dez deles foram tratados no Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), de Salvador, e 10 no Centro de Triagem de Animais Silvestre (Cetas) do Ibama de Porto Seguro. Todos foram reunidos no Instituto Mamíferos Aquáticos para a viagem.

A oceanóloga diz que eles estão com bom peso e bastante ativos. No Cram, como é procedimento padrão, ontem eles estavam sendo submetidos à coleta de sangue, medição e pesagem, e recebendo anilhas, visando à liberação. Ainda não há data definida para a soltura. Segundo Andréa, eles serão soltos junto com outros cinco que chegaram do Rio de Janeiro em 7 de outubro deste ano.

Fonte: Agora

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Morre foca encontrada na Praia do Cassino, RS

Uma foca encontrada no domingo, 31, na Praia do Cassino, em Rio Grande (RS), morreu na madrugada desta segunda-feira,1º. De acordo com o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) da Universidade Federal do Rio Grande, onde estava o animal, a foca foi resgatada com marcas pelo corpo e tinha dificuldade para respirar.

O animal, com mais de 1,5 metro de comprimento e 80 quilos, foi resgatado pela Patrulha Ambiental da Polícia Militar e levada ao Cram, mas não resistiu.

“Faremos uma necrópsia na foca para avaliar a causa da morte. Ela estava muito ferida, com cortes profundos pelo corpo. Era um animal bastante raro”, diz Lauro Barcellos, diretor do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande.

Fonte: G1



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Espécie rara de ave é encontrada em Leiria, Portugal

Há cerca de três semanas, Luís Crespo, engenheiro no Gabinete Técnico Florestal da câmara de Leiria, recolheu uma espécie rara de ave, durante uma intervenção de limpeza junto à ETAR. A ave, uma espécie de painho-da-madeira’ (Oceanodroma castro), foi solta ontem, em Quiaios.

De acordo com informações fornecidas pela associação ‘Vertigem’, trata-se de uma “espécie colonial, com o estatuto de vulnerável ou em perigo, consta no livro vermelho dos vertebrados, com uma população muito reduzida – 400 a 800 indivíduos adultos – e uma ocupação extremamente limitada e de fragmentação elevada dado o seu grau de isolamento”.

Luís Crespo mostrou-se bastante satisfeito pela libertação da ave que ajudou a salvar e relembrou o momento: “Estava trabalhando junto à ETAR quando vi uma coisa caindo do céu. Pela forma de voar, deu-me a impressão de que seria um noitibó” (pássaro frequente em Portugal, no verão), disse. Depois que as máquinas pararam, o engenheiro, admirador do estudo de aves, foi recolher o pássaro caído, que se apresentava num estado elevado de desidratação.

“Não consegui identificá-la imediatamente. Após consultar um guia, identifiquei a subespécie”, explicou Luís Crespo, acrescentando que a ave “estava muito afastada da rota migratória”, já que se trata de uma espécie marítima.

Depois de consultar Domingos Patacho, presidente do Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, a decisão foi a de entregar a ave ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAMQ) no mesmo dia.

Ave em tratamento até à libertação

Contactada, a CRAMQ afirmou que a ave apresentava um peso “bastante inferior ao normal para essa espécie”. “Durante duas semanas de internação, esta pequena ave foi alimentada oito vezes por dia com uma papa de peixe, altamente calórica, e incentivada a tomar vários banhos por dia para preservar a sua impermeabilização”, informou um representante da organização.

Nos últimos dias, o painho atingiu um peso de 49 gramas e apresentou sinais de recuperação, tendo sido libertada na última quinta-feira nas falésias do Cabo Mondego.

Fonte: Diário de Leiria

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