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Cavalos explorados em corridas são condenados à morte

Explorados por seres humanos, estes belos animais são condenados à morte | Foto: Divulgação

“Ao vencedor, os louros da vitória”, tanto nas corridas de cavalos como em outras competições, vencer é sinônimo de alegria. A questão aqui é “quem” sai ganhando e com certeza não são os animais.

Por detrás das roupas finas, chapéus elegantes, coquetéis, apostas e encontros de celebridades que ocorrem nos dias de corridas de cavalos, há uma verdade cruel e aterradora: o assassinato contínuo e frio de seres inocentes em nome da ganância e ambição dos criadores.

Cavalos criados para serem campeões nas corridas têm um desenvolvimento cruel e desumano. Para torná-los mais velozes na pista, eles são reproduzidos forçadamente de modo a ter os tornozelos mais finos possíveis, dessa forma, eles seriam mais rápidos segundo os criadores. Esse tipo de anomalia manipulada e imprudente, os torna mais suscetíveis a se machucar em função da fragilidade da articulação.

O triste resultado disso são animais inocentes quebrando suas pernas e sendo condenados à morte por isso. Poderiam permanecer vivos se tratados de forma adequada e com o objetivo de recuperar-se, porém, seria um custo a mais, e na ótica ambiciosa dos criadores, é mais barato se livrar deles como objetos descartáveis.

A gananciosa indústria de corridas de cavalos não dá a mínima para isso, uma vez que a população de cavalos está explodindo graças a contribuição imprudente deles. Nos Estados Unidos, por exemplo, os cavalos perdedores são mortos de forma cruel em países vizinhos, uma vez que nesse país essa prática é proibida.

Cavalos são seres preciosos, belos e livres e não existem para servir a interesses monetários ou passatempo de ricaços desocupados e cruéis que preferem assassiná-los a oferecer-lhes uma nova oportunidade de vida. Esses animais tem sido irresponsavelmente criados e abusados para benefício humano.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, um dos países com maior número de cavalos criados para este fim, mostram que 92,3% dos cavalos enviados para a morte são sadios e perfeitamente adaptáveis a uma vida normal, seu único “erro” foi perder nas corridas.

Encontrar pessoas com dinheiro, condições e terras para adotá-los demanda tempo e esforço, em vez disso, eles são enviados de barco para morte em outros países, como Canadá e México, onde essa prática é legalizada.

Aqueles que vencem nesse circo cruel de entretenimento são normalmente mantidos em boas condições, o interesse é meramente comercial, são tratados bem apenas para que continuem a fazer dinheiro para os criadores.

Se para os seres humanos o cavalo que vence ou perde a corrida não passa de um jogo de apostas, para os animais é uma questão de vida ou morte.

Vencer ou perder é questão de vida ou morte para os animais |Foto: Divulgação

Levantando a discussão, trazendo o assunto à tona, divulgando, são ações que colaboram na luta pelo fim desse tratamento chocante e cruel dado aos cavalos pela indústria de corridas. Assinando petições que se opõem a esses maus-tratos como esta é outro grande passo que pode ser dado na ajuda a esses animais.

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Mais uma morte de um cavalo, recentemente do cavalo Lilbitluso em abril de 2018, na corrida Grand National, gerou revolta de quem é contra a crueldade animal. (Foto: GettyImages)
Notícias

Grand National: a crueldade da corrida que mata dezenas de cavalos

A corrida de cavalos treinados mais famosa do mundo, a Grand National, registra números recordes de mortes de animais no que é considerado um ‘esporte de tradição’ no Reino Unido.

A lista de mortes de animais é extensa. Segundo o Metro, 43 cavalos já morreram na Grand National até o início de 2018. Agora, mais uma morte entrou para a lista.

Mais uma morte de um cavalo, recentemente do cavalo Lilbitluso em abril de 2018, na corrida Grand National, gerou revolta de quem é contra a crueldade animal. (Foto: GettyImages)
Mais uma morte de um cavalo, recentemente do cavalo Lilbitluso em abril de 2018, na corrida Grand National, gerou revolta de quem é contra a crueldade animal. (Foto: GettyImages)

Nos tradicionais dias de Grand National de 2018, em Aintree, Reino Unido, foi anunciado que o cavalo Libitluso foi morto na quinta-feira, dia 12 de abril. Libitluso era um belo animal de 10 anos de idade, treinado por John O’Shea, e caiu durante a corrida. Devido aos graves e extensos ferimentos, o animal foi morto por decisão dos veterinários que o atenderam.

A Grand National é projetada para ser uma longa corrida, além de punitiva e perigosa para os cavalos. Quarenta cavalos forçados a correr a velocidades alucinantes competem por espaço em um percurso de inúmeros de obstáculos e saltos – incluindo Becher’s Brook, obstáculo apropriadamente apelidado de “cerca assassina” – e terrenos perigosos. “É um desastre esperando para acontecer”, comentou Elisa Allen, diretora do PETA do Reino Unido, para o The Guardian.

“Alguns cavalos batem de cara no chão, enquanto outros colidem uns nos outros”, complementou Elisa. Dezenas de mortes de cavalos estão sendo contabilizadas na Grand National de Aintree, e ainda assim as corridas continuam.

A corrida de 2018 parecia não computar mais mortes de cavalos, mesmo após o cavalo Saint Are tendo passado por necessidade de consulta veterinária no decorrer do domingo, dia 15 de abril. Porém, a tragédia anual do Grand National já havia acontecido com a morte trágica de Lilbitluso na quinta-feira, após queda do animal na corrida Foxhunters ‘Chase.

Denúncia

A People for the Ethical Treatment of Animals, PETA (Pessoas em prol de Tratamentos Éticos para Animais, em tradução literal) denunciou o absurdo da corrida mais uma vez após a morte de Lilbitluso, e exigiu que a emissora ITV, responsável pela transmissão da Grand National, retirasse a cobertura da corrida da televisão – o que não aconteceu.

Em um comunicado, a PETA anunciou: “A ITV está transmitindo o Grand National, mesmo sendo um evento cruel que mate cavalos. Por favor, enviem uma mensagem para o presidente da empresa, Sir Peter Bazalgette, e peça a ele que retire o Grand National das nossas telas”.

A morte de Lilbitluso foi a primeira em corridas britânicas em abril, e aconteceu depois que seis cavalos foram mortos durante o Festival Cheltenham, em março deste ano.

O cavalo Libitluso foi morto no dia 12 de abril na Grand National. O animal caiu durante a corrida e teve graves ferimentos. Foi morto por decisão dos veterinários que o atenderam.
O cavalo Libitluso foi morto no dia 12 de abril na Grand National. O animal caiu durante a corrida e teve graves ferimentos. Foi morto por decisão dos veterinários que o atenderam.
(Foto: Animal Aid)

Foi anunciado em comunicado por organizadores da Aintree que “enquanto competia no Chase do Randox Foxhunter em Aintree, Lilbitluso caiu e foi rapidamente atendido por nossos especialistas em veterinária”.

“Infelizmente, a natureza do ferimento significava que era necessário colocá-lo para baixo humanamente por razões de bem-estar”, reforçou o comunicado. “Nossas simpatias são muito com seus donos e com a equipe que cuidou dele diariamente”.

Com mais de 7 km, a Grand National é uma das corridas mais longas do mundo – e uma das mais controversas, já que se baseia em cima da exploração e tortura de animais, já que os cavalos pagam os riscos da corrida com suas vidas, passando por sofrimento imensurável.

A PETA ainda reforçou seu posicionamento contra a Grand National e à exibição da corrida, explicando: “Toda vez que os cavalos são forçados a pular obstáculos excessivamente altos, são colocados em uma tremenda pressão nas pernas dianteiras esguias, resultando em pescoços, costas e pernas quebrados. Muitos sofrem ataques cardíacos no curso ou desenvolvem condições médicas debilitantes, incluindo hemorragias nos pulmões e úlceras gástricas”.

Além disso, “quando os cavalos ficam muito velhos ou param de se sair bem o suficiente nas corridas para serem lucrativos, eles geralmente são” aposentados” e encaminhados para a morte encomendada. Estima-se que cerca de mil cavalos da indústria de corridas são mortos em matadouros na Grã-Bretanha todos os anos e transformados em comida de cachorro ou carne barata. Outros, enfrentam terríveis viagens de exportação de cargas vivas de animais para a Europa. ”

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