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MP vai investigar cavalgada em que burro agonizou até a morte no Tocantins

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu uma investigação sobre a Cavalgada Ecológica do Cantão, realizada em Pium, no Tocantins, após imagens de um burro ensanguentado, que agonizou até a morte, atingirem grande repercussão. O registro foi feito por moradores da cidade.

Testemunhas denunciam morte de burro em cavalgada em Pium (Foto: Divulgação)

O caso é investigado pelo promotor Anton Klaus Matheus Morais Tavares. No documento do MPE, o órgão lembrou que ferir ou mutilar animais é crime passível de pena de detenção de até um ano, além de multa, e que a punição pode ser maior caso os animais morram. As informações são do G1.

O órgão solicitou que a Polícia Civil abra uma investigação e pediu documentos sobre o evento para os organizadores da cavalgada, que conta com o apoio da Prefeitura de Pium e do Sindicato Rural da cidade.

O MPE alega que a investigação tem o objetivo de impedir que novos casos de maus-tratos ocorram.

Na época da morte do burro, a prefeitura alegou que não havia identificado o dono do animal e que havia água para os cavalos e burros no evento.

O caso é investigado também pela Agência de Defesa Agropecuária.


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Promotoria oficia órgãos para coibir maus-tratos em cavalgada em Araguaína (TO)

A 12ª Promotoria de Justiça de Araguaína enviou ofícios a órgãos públicos municipais, estaduais e a instituições privadas envolvidas na organização da cavalgada da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara 2019), que será realizada no próximo domingo (9).

Cavalos são explorados em cavalgada (Foto: SRA)

O procedimento é necessário, segundo o promotor Gustavo Schult Júnior, porque a cavalgada interfere na qualidade de vida e no bem-estar dos animais e dos cidadãos. As informações são do portal AF Notícias.

A Promotoria solicitou que a Ciretran adote estratégias para prevenir acidentes de trânsito, que Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Sindicato Rural e Batalhão da Polícia Militar Ambiental previnam acidentes com pessoas e animais no interior do parque de exposição e que a polícia ambiental seja imediatamente acionada caso acidentes ocorram.

Caso indícios ou atos de maus-tratos ou a morte de animais ocorram, o presidente do Sindicato Rural deverá comunicar o caso à Polícia Ambiental imediatamente. A recomendação foi motivada por casos de maus-tratos contra animais registrados recentemente em uma cavalgada realizada no município de Pium.

Testemunhas denunciam morte de burro em cavalgada em Pium (Foto: Divulgação)

Os órgãos oficiados terão três dias para se pronunciar sobre o acatamento dos termos presentes no documento e informar sobre providências a serem adotadas para prevenir danos aos animais e às pessoas.


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Tribunal suspende lei que instituiu Código de Direito e Bem Estar Animal da Paraíba

O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) suspendeu por unanimidade, nesta quarta-feira (5), a eficácia dos dispositivos da Lei nº 11.140/2018, que instituiu o Código de Direito e Bem Estar Animal da Paraíba, até o julgamento do mérito. A decisão representa um retrocesso para os direitos animais e atende a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA-PB) contra o Estado.

Foto: Theo Marques/Folhapress

A justificativa da FAEPA para pedir a suspensão dos dispositivos é de que eles impedem a utilização de métodos usuais de manejo adotados pela agropecuária e a realização de atividades como a cavalgada. Segundo a Diretoria de Comunicação Institucional do TJPB, a Federação alegou ainda que os dispositivos impõe regulações às profissões de médicos veterinários e zootecnistas, gerando despesas aos poderes Executivo Estadual e Municipal, o que, segundo a FAEPA, padece a lei do vício de iniciativa, já que a norma tem origem no parlamento.

O desembargador Leandro dos Santos, relator da ação, concedeu a medida cautelar solicitada pela Federação.

“É preciso analisar a plausibilidade do pedido e os evidentes riscos sociais, ou individuais, que a execução provisória da lei questionada gera imediatamente ou, ainda, das prováveis repercussões pela manutenção da eficácia do ato impugnado”, disse o relator.

O desembargador disse ainda que, ao editar a norma com proibições aos produtores rurais, o legislador estadual entrou em conflito com a a Política Agrícola Nacional (Lei nº 8.171/1991), interferindo nas normas elaboradas pela União.

Nota da Redação: a decisão judicial não levou em consideração os maus-tratos cometidos contra os animais explorados pela agropecuária e em práticas como a cavalgada e deixou os animais reféns de toda a crueldade promovida por aqueles que os exploram para consumo e entretenimento humano. Por essa razão, a ANDA repudia o ato de suspender os dispositivos da lei que instituiu o Código de Direito e Bem Estar Animal da Paraíba.


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Animais morrem em cavalgada e um deles sangra até a morte no Tocantins

Um burro e um cavalo morreram durante a “Cavalgada Ecológica”, em Pium, no Tocantins, no último final de semana. Moradores denunciaram que o burro agonizou e sangrou até a morte na região central do município.

Foto: Divulgação

Os animais percorreram 75 km. O percurso começou no sábado (1º) e terminou na tarde de domingo (2). O evento, que submeteu os animais à crueldade, foi realizado no Parque de Exposições da cidade. As informações são do portal AF Notícias.

A causa da morte do burro e do cavalo pode ter sido o excesso de esforço físico somado ao calor e a possíveis maus-tratos. Os tutores dos dois animais ainda não foram identificados.

Moradores afirmam que esta não é a primeira vez que um caso de morte de animais é registrado devido a esforço físico durante a cavalgada.

“Como tradição, a famosa cavalgada ecológica acontece em Pium todos os anos, reunindo milhares de pessoas do município e região. Mas infelizmente são os animais que sofrem ao serem utilizados para exaltar o ego dos tutores. Obrigados a andar mais de 70 km no sol quente, muitos não conseguem chegar ao destino final devido à falta de cuidado. Nos eventos passados não foi diferente, no ano de 2016, 2017 e 2018 morreram vários animais devido a maus-tratos. Alguns participantes reclamam da falta de fiscalização pelos direitos dos animais, porém até hoje nenhuma ONG se pronunciou a respeito disso”, relatam os moradores.

A Prefeitura de Pium foi procurada, mas não se pronunciou sobre o caso até o momento.


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Égua é espancada ao demonstrar exaustão durante cavalgada no Ceará

Uma égua foi espancada na última segunda-feira (10) durante uma cavalgada após demonstrar exaustão no Centro de Milagres, município do estado do Ceará. Moradores da região presenciaram os maus-tratos. O agressor, que não é tutor do animal, o espancou por ele não aguentar mais correr.

Indignados com a situação, os moradores interviram e impediram que o homem continuasse a agredir a égua. Eles prestaram socorro ao animal, que ficou caído no meio da rua, agonizando. O tutor da égua foi localizado e esteve no local para resgatá-la com um reboque. As informações são do portal G1.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

O estudante de medicina veterinária e fundador do grupo de proteção animal Amigos Protetores dos Animais de Rua (AMPAR), José Paulo Neto, esteve no local da agressão e presenciou o sofrimento da égua. Ele também se dirigiu, na última terça-feira (11), à Delegacia Municipal de Milagres e relatou o ocorrido, mas não formalizou denúncia. Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada.

A diretora da Associação Protetora dos Animais do Cariri (APAC), Mariangela Bandeira, conta que casos de maus-tratos a animais são frequentes na região do Cariri e entorno. É comum, segundo ela, que animais sejam explorados, espancados e posteriormente abandonados.

Apenas nos últimos 15 dias, segundo Mariangela, a ONG atendeu a duas situações do tipo. Em uma delas, foi socorrido um cavalo com câncer que foi explorado a vida inteira e abandonado após adoecer. Ele foi encontrado caído à beira de uma via, com fome e sede. O caso gerou grande repercussão local. Mas apesar dos atendimentos ofertados pela entidade, o cavalo não resistiu e morreu.

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Égua ferida é abandonada durante cavalgada em Parauapebas (PA)

Uma égua foi abandonada no trajeto de uma cavalgada da FAP 2018, no último sábado, em Parauapebas, no Pará. Com uma perna machucada, o animal foi deixado embaixo de sol intenso nas proximidades da PA-257 e do Supermercado Hiper Senna. Debilitada, sem forças para ficar em pé, a égua permaneceu no local por bastante tempo até receber socorro.

(Foto: Reprodução / Pebão)

Após ser identificado, o tutor da égua, João de Deus do Nascimento, foi até o local e retirou o animal do sol, levando-o para a sombra de uma árvore, onde permaneceu agonizando por horas. Nascimento afirma que o neto dele permitiu que a égua fosse levada para a cavalgada sem a autorização dele. As informações são do portal Pebão.

O caso de maus-tratos repercutiu nas redes sociais, chegando ao conhecimento da Associação dos Amigos Protetores dos Animais e do Meio Ambiente (APAMA), que conseguiu a ajuda do médico veterinário Carlos Alberto Pacola, da Clínica 4 Patas. O profissional prestou socorro à égua, que está sendo medicada com antibiótico, soro e anti-inflamatório.

(Foto: Reprodução / Pebão)

Em nota, a entidade afirmou que “é com muita tristeza que mais uma vez a história se repete”. A APAMA disse que as cavalgadas já viraram tradição na região, mas “o que pouca gente sabe é que há uma ‘tradição dentro da tradição'”.

“Dentro de cada cavalgada há a tradição dos maus-tratos, da tortura, da judiação e da humilhação, e que muitas vezes resulta em abandono e morte do animal”, reforçou.

 

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Vídeo registra agressão a bezerro durante cavalgada em Araguaína (TO)

Um bezerro foi agredido durante uma cavalgada no município de Araguaína, no estado do Tocantins. As agressões foram registradas em um vídeo (veja abaixo) que foi divulgado em rede social e já alcançou, até o momento, 45 mil visualizações e mais de 860 compartilhamentos.

Momento em que homem chuta bezerro (Foto: Reprodução / Facebook)

Nas imagens, é possível ver o momento em que um integrante de uma das comitivas que fizeram parte do evento puxa o bezerro pelas patas e o faz cair no chão. Em seguida, o homem sobe em cima do bezerro e começa a dar chutes nele tentando forçá-lo a levantar. Sem sucesso, ele desce de cima do animal.

Em outro momento do vídeo, o bezerro é registrado já de pé, enquanto o homem o puxa por uma corda. Ele então começa a caminhar. Logo após, um homem, que está montado em um cavalo começa a agredir o bezerro novamente com tapas e outro integrante da cavalgada, também em cima de um cavalo, dá chicotadas no bezerro.

Enquanto o vídeo é gravado, diversas pessoas pedem para que os participantes do evento parem de maltratar o bezerro. “Gente, olha o absurdo. Não bate nele. O animal está cansado. Alguém faz alguma coisa. Para de puxar”, disse uma mulher.

O Sindicato Rural de Araguaína se declarou, em nota, contra os maus-tratos impostos ao animal. “O Sindicato Rural de Araguaína repudia veementemente qualquer forma de lida que machuque os animais”, afirmou. “A Diretoria da Cavalgada está analisando as imagens e, comprovado a prática ilegal relacionada à vida animal, serão tomadas as providências, em conformidade com o regulamento que rege a organização da Cavalgada e que podem incluir, inclusive, punição à comitiva”, acrescentou.

Nos comentários do vídeo no Facebook, pessoas denunciaram o uso de esporas, que ferem os animais, e as condições do evento, que conta com um percurso longo e exaustivo, além de ser feito embaixo de sol forte. “Todos os anos a gente se depara com cenas assim, lamentável”, escreveu um internauta. “Mais um dos motivos pelos quais eu não assisto cavalgada. O nível de atrocidade com os animais é imenso”, disse outra. Um dos comentários lembrou que tamanha crueldade só ocorre porque há público para assistir ao evento.

Um dos usuários do Facebook publicou um comentário na publicação do vídeo lembrando de um caso de maus-tratos ocorrido em outra cavalgada em que ele esteve presente, reforçando o quão frequentes são os abusos cometidos contra os animais nesses eventos. O internauta conta que presenciou um integrante da cavalgada que “usava esporas estreladas com grande violência no pobre cavalo, cansado e já sangrava bastante nas grandes feridas causadas por ele, além dele e outros açoitarem o bicho ferozmente e covardemente, a boca do bicho sangrava de tanto puxarem o arreio com ferros de metal que ficam internos na boca, eles pensam que os animais não cansam do grande peso e a longa distância e são obrigados a ir até o fim como veículos de aço movido a motor. Muito triste ver todos os anos esta selvageria”.

Confira abaixo o vídeo do momento das agressões:

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Prática cruel: cavalgada é retomada em Formoso do Araguaia (TO)

A cavalgada foi retomada durante a abertura de uma feira agropecuária no município de Formoso do Araguaia, no Tocantins, após dois anos de proibição.

(Foto: Divulgação)

A prática cruel – que força cavalos a caminhar com o peso de uma pessoa nas costas, de baixo do sol, obrigando-os a realizar atividades em benefício humano ao invés de viver de acordo com propósitos próprios – estava proibida na cidade devido a uma contaminação por mormo, doença infectocontagiosa que pode levar os animais a morte. A região, entretanto, foi recentemente considerada livre da enfermidade e, por isso, a cavalgada foi novamente autorizada.

A feira na qual a cavalgada foi realizada, que trata animais como meras mercadorias e os comercializam para que continuem a ser explorados pelos compradores, segue em funcionamento até o próximo dia 19. As informações são do portal G1.

Quase 100 animais, entre mulas, cavalos e bois, foram forçados a participar da cavalgada, que percorreu as principais ruas e avenidas do município. Moradores dos municípios de Gurupi, Sandolândia, Figueirópolis e São Miguel estiveram presentes.

Exploração e crueldade

A ativista vegana Paula Aviles publicou um vídeo no YouTube sobre o sofrimento dos cavalos, para que assim as pessoas possam entender o porquê da necessidade de se manifestar contra a cavalgada. Ela explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.

A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.

Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.

Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.

Confira o vídeo abaixo:

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Comemoração cruel: aniversário de Jales (SP) será celebrado com cavalgada

A Prefeitura de Jales, no interior de São Paulo, vai comemorar os 77 anos da cidade explorando animais por meio de uma cavalgada. O evento cruel deve ser realizado em 15 de abril.

Cavalos são explorados e maltratados em cavalgadas (Foto: Divulgação)

O trajeto da cavalgada já foi traçado e terá início na Avenida João Amadeu, em frente ao Sindicato Rural de Jales, a partir das 8 horas. Lamentavelmente, o evento é apoiado pela igreja, que fará parte da ação da Prefeitura por meio de um padre que irá dar a benção aos cavalos.

Os cavalos começarão a percorrer as ruas e avenidas da cidade às 10 horas. Por duas horas, expostos ao sol e sendo obrigados a suportar o peso dos cavaleiros, eles circularão pelo município. Ao meio dia, o evento será encerrado.

O objetivo do prefeito Flávio Prandi Franco, conhecido como Flá, é fazer “o evento voltar a ser grandioso como foi em seus tempos áureos” e reunir moradores das cidades vizinhas, como Auriflama, Araçatuba, São José do Rio Preto, Mirassol e Birigui.

Ativista expõe crueldade das cavalgadas

A ativista vegana Paula Aviles publicou um vídeo no YouTube sobre o sofrimento dos cavalos, para que assim as pessoas possam entender o porquê da necessidade de se manifestar contra a cavalgada. Ela explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.

A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.

Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.

Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.

Confira abaixo o vídeo da ativista:

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Ministério Público pede suspensão de cavalgada no interior da Bahia

O Ministério Público Estadual solicitou que seja proibida a realização de uma cavalgada prevista para acontecer hoje (29), no município de Biritinga, situado na comarca de Serrinha, na Bahia, em razão do completo descumprimento de normas e medidas sanitárias e ambientais e da falta de estrutura mínima para a realização do evento. O pedido foi feito em uma ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Letícia Baird. Segundo ela, o evento poderá trazer graves riscos à saúde pública, ao meio ambiente, à segurança pública e ao bem-estar dos animais.

Homem agride cavalo durante cavalgada (Foto: Divulgação)

Na ação, o Ministério Público alerta que o responsável pelo evento, Juraci de Jesus Santos, não comprovou o cumprimento das exigências sanitárias e ambientais, além de não existir autorização administrativa para a realização do evento. Segundo a promotora de Justiça, o organizador comunicou a realização da cavalgada ao Município de Biritinga, sem apresentar as documentações necessárias e sem adotar as providências administrativas e legais.

Na ação, o MP pede liminarmente à Justiça que proíba a realização da cavalgada, sob pena de multa de R$ 10 mil, resgate dos animais e apreensão de instrumentos utilizados, bem como que obrigue o Município de Biritinga e o Estado da Bahia a não autorizarem, apoiarem ou patrocinarem qualquer ato que contribua com a realização de práticas de cavalgada que não observem as normas sanitárias e ambientais aplicáveis. “Para além do manifesto risco de comprometimento à saúde pública e defesa sanitária, é importante uma ampliação do olhar das autoridades, inclusive do Poder Judiciário, para os direitos animais. Embora aparentem inofensivas, as cavalgadas, tal como hoje ocorrem, violam o bem-estar dos animais”, afirmou Letícia Baird.

Nota da Redação: a decisão da promotora de Justiça é louvável, entretanto, obrigar o município de Biritinga e o Estado da Bahia “a não autorizarem, apoiarem ou patrocinarem qualquer ato que contribua com a realização de práticas de cavalgada que não observem as normas sanitárias e ambientais aplicáveis” não é suficiente, já que cavalgadas que atendam às normas sanitárias e ambientais ainda assim irão impor dor e sofrimento aos animais, já que os maus-tratos e a exploração são questões inerentes às cavalgadas.

Fonte: MPBA

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Cavalo é sacrificado após sofrer fratura durante cavalgada no RJ

A cavalgada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, realizada em Conselheiro Paulino, distrito do município de Nova Friburgo (RJ), resultou na morte de um dos cavalos explorados pelo evento, que teve a pata traseira esquerda fraturada e, por essa razão, foi sacrificado.

Suspeita-se que o tutor do cavalo seja um morador do bairro Alto de Olaria. Testemunhas afirmam que dois homens montavam no cavalo quando o acidente aconteceu e que fugiram em seguida. Atitude irresponsável e cruel, já que o peso de uma única pessoa já é suficiente para causar desconforto a um equino, podendo prejudicar sua coluna, o que é ainda pior quando duas pessoas montam no cavalo e fogem covardemente ao notar que ele se machucou (informações a respeito de estudos que confirmam que o peso de um humano prejudica a coluna do cavalo podem ser adquiridas clicando aqui).

O cavalo foi sacrificado após fraturar uma das patas (Foto: Luciana Silva)

A médica veterinária Lorrayne Jander esteve no local e relatou que, além da fruta, o cavalo tinha pequenas lesões no corpo e carrapatos. “Recebemos uma denúncia por volta das 17h, chegando ao local, constatei que o animal estava caído, com marcas de sangue no chão e fratura completa na pata esquerda. O animal apresentava pequenas lesões pelo corpo e a presença de carrapatos”, disse.

Segundo a veterinária, a opção pelo procedimento de morte induzida foi uma forma escolhida por ela para impedir que o cavalo continuasse sofrendo. “Fraturas em equinos são casos muito complexos, já que o animal não entende que não pode apoiar o membro no chão. Não existe nenhum tipo de imobilização eficiente, já que o peso do animal é superior a 400 kg. Assim sendo, a indicação nesses casos, a fim de não deixar o animal em sofrimento, é o sacrifício. O animal foi devidamente sedado, anestesiado, colocado em cima do caminhão e posteriormente sacrificado de acordo com as boas práticas do Conselho Regional de Medicina Veterinária”, contou.

A agonia do cavalo foi registrada em vídeo pela vereadora Luciana Silva (PMDB). “Quando cheguei ao local, já estava um funcionário da Secretaria Municipal de Serviços Públicos com o caminhão e a máquina que faria a remoção do cavalo. Depois chegaram o funcionário da prefeitura responsável pela remoção e a doutora Lorrayne. Ficamos lá o tempo todo conferindo o atendimento e prestando o auxílio necessário. Infelizmente, tive que filmar para que as pessoas vejam o sofrimento que esses animais passam”, afirmou.

As imagens feitas pela vereadora foram compartilhadas por ela nas redes sociais. Nos comentários, internautas denunciavam a exposição de cavalos à péssimas condições durante a cavalgada, sendo obrigados, inclusive, a caminhar por grandes distâncias. “Elas relataram que os animais e seus tutores vieram de diferentes partes da cidade como Catarcione, Cascatinha e Vargem Alta. Até de madrugada foram vistas pessoas voltando com esses animais, que aparentavam exaustão e sendo açoitados”, explicou Luciana.

A subsecretária do Bem-estar Animal (Ssubea), Monique Malhard, afirma que o evento não foi divulgado, sendo esta a razão que teria dificultado o trabalho de fiscalização da prefeitura. “Em todos os evento desse tipo nós ficamos sabendo com antecedência, o que nos permite fiscalizar durante todo o trajeto de uma cavalgada, com o apoio de outras secretarias. O evento em Conselheiro Paulino não foi divulgado, o que prejudicou o nosso trabalho”, disse.

De acordo com a vereadora, há um projeto de lei em estudo que pretende impor fiscalização mais rigorosa a eventos do tipo. Lamentavelmente, o projeto não pretende por fim a esta prática exploratória.

A prefeitura publicou nota em que repudia os atos de maus-tratos realizados durante a cavalgada e afirmou que tomará as medidas cabíveis em relação ao acidente com o cavalo. “Até o momento, o tutor do cavalo não foi encontrado, mas, ainda assim, a Subea irá fazer um registro de ocorrência por maus-tratos a fim de facilitar a identificação do suspeito e evitar que situações como esta se repitam. Em tempo, a Prefeitura ressalta a importância de conscientização sobre os cuidados que devem ser tomados com os cavalos nas cavalgadas e que em hipótese alguma sejam abandonados à própria sorte. E reforça ainda que nem todos os animais estão aptos a participarem de cavalgadas”, reiterou.

Nota da Redação: ao contrário do que foi afirmado por nota publicada pela prefeitura, não há cavalos aptos a participarem de cavalgadas. Isso porque nenhum deles deve ser considerado digno de ser explorado em prol dos interesses humanos. Eventos que visam promover comemorações ou homenagens, com foco religioso ou não, podem ser realizados a pé, com bicicletas, carros ou qualquer outro meio que faça uso apenas de humanos que estejam participando do ato por vontade própria, sem que cavalos sejam explorados para isso. Havendo ou não maus-tratos, é inaceitável que cavalos sejam vistos como seres que devem realizar atividades para benefício humano, visto que eles existem por seus próprios propósitos e têm o direito de viver em liberdade, seguindo seus instintos e vontades. 

Além disso, é preciso que a ciência e a medicina veterinária evoluam e passem a indicar outros meios para casos de fraturas em animais de grande porte – como o barateamento e fornecimento de próteses -, permitindo que esses não tenham que perder a vida ao sofrer um acidente.

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Ativista organiza protesto contra cavalgada de São Caetano do Sul (SP)

A ativista vegana Paula Aviles está organizando uma manifestação contrária à cavalgada religiosa que acontece todos os anos no início de outubro, na cidade de São Caetano do Sul, interior de São Paulo. O evento, que tem o objetivo de homenagear Nossa Senhora Aparecida, está marcado para o próximo dia 12. O protesto acontecerá na mesma data, durante a realização da cavalgada.

Paula publicou um vídeo no YouTube sobre o sofrimento dos cavalos, para que assim as pessoas possam entender o porquê da necessidade de se manifestar contra a cavalgada. Ela explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.

A cavalgada é uma prática que explora e maltrata cavalos (Foto: Divulgação)

A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.

Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.

Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.

Ela denuncia também a exposição dos cavalos ao sol quente e o uso de chicotes nas cavalgadas realizadas em São Caetano do Sul. “É tortura do começo ao fim”, lamenta.

“Para homenagear uma santa você pode fazer sua romaria tranquilamente a pé, de bicicleta, carreata, você não precisa torturar nenhuma animal para fazer isso”, conclui a ativista.

Um evento foi criado no Facebook para divulgar o protesto contrário à cavalgada e uma petição on-line está recolhendo assinaturas contra a realização da prática cruel na cidade.

Confira abaixo o vídeo da ativista:

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