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Adaptação à poluição pode ter levado tartarugas a desenvolverem ‘ossos mutantes’

Arquivo Pessoal

Tartarugas-verdes sofreram mutações ósseas que podem estar relacionadas à poluição marinha causada pelos seres humanos. Os animais foram encontrados em Peruíbe, no litoral de São Paulo.

As hipóteses iniciais sobre a motivação do surgimento dos ossos “mutantes” são: transformação da espécie, mudança de hábitos alimentares e adaptação à poluição. A descoberta é do professor e biólogo Edriz Queiroz Lopes, que decidiu estudar o tema após encontrar muitas tartarugas encalhadas nas praias. A pesquisa é resultado de sua tese de doutorado aliada ao seu trabalho na coordenação do projeto SOS Tartarugas Marinhas.

“Estudamos os animais que encontramos encalhados e mortos nas praias e, destes, 80% dos indivíduos tinham consumido lixo”, explicou o pesquisador ao G1.

“Recolhemos algumas para estudo em laboratório e, sempre que tentava montar a ossada, acaba sobrando um osso que eu não sabia encaixar com o restante. Decidi fazer uma tomografia computadorizada mais detalhada e acabei me surpreendendo com o que eu vi”, disse.

Dois ossos foram identificados na parte inferior das bocas das tartarugas. Nenhum deles havia sido registrado pela literatura científica, segundo o biólogo, que fez sua pesquisa nos laboratórios de biologia da Universidade de São Paulo (USP).

“Esses ossos ficam em uma região do crânio das tartarugas chamada hióide, que dá sustentação para a língua delas. São ossos que tem uma estrutura separada do crânio, que ajuda na musculatura e nunca tinham sido percebidos. De 10 tartarugas que estudamos, seis tinham essa formação e, para a Ciência, quando o resultado supera 50% dos indivíduos estudados, pode ser considerado um achado”, afirmou.

O surgimento dos ossos pode estar relacionado a vários fatores. “Pode ser uma adaptação por conta da poluição marinha, pela mudança de hábitos alimentares ou até mesmo uma transformação da espécie”, revelou.

Reprodução

“Ainda não sabemos o motivo disso ocorrer, mas posso afirmar que tem a ver com os hábitos alimentares. Vamos encontrar a função desse osso nas tartarugas e expandir a pesquisa para entender se acontece só nos animais do litoral de Peruíbe ou se em outras regiões do Brasil essa mudança também acontece”, completou.

Publicada em um artigo internacional, a pesquisa pode auxiliar outros pesquisadores do tema, segundo o professor. “O primeiro passo é citar a existência e isso nós fizemos. Agora, quem correr, vai poder descobrir qual a função. É algo novo e que vai contribuir muito para a preservação das tartarugas”, disse.

“É uma felicidade muito grande poder compartilhar esse estudo, resultado de um trabalho feito com muito amor e carinho. Descobrir algo que vai poder ajudar as tartarugas, que são animais criticamente ameaçados. É muito importante”, concluiu.


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Destaques

Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare
Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare
Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare
Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare
Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare
Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

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Empresas investem no veganismo para contribuir com a evolução humana

Divulgação
Divulgação

Para atender um público engajado, é necessário se envolver em suas causas. O empresário Ricardo Cruz, da Nação Verde, multimarcas de produtos naturais e veganos, adota uma estrutura “sem hierarquia” em sua empresa e diz fazer parte do “lado B da economia”.

“Empresas bem-administradas e realmente preocupadas com valores podem contribuir para a evolução da humanidade de forma mais tangível do que qualquer outro tipo de organização”, afirma.

A empresária Juliana Muradas, do restaurante natural e empório Deli Fresh Food, que está na região da Savassi, na capital mineira, afirma que seu restaurante é “um negócio de propósito”. “Eu acredito que o meu produto atende esse consumidor exigente porque eu era esse tipo de consumidora”, conta.

O elo de confiança é confirmado pela relações públicas Diana Junqueira, cliente da Deli. “Eu confio no produto que é vendido aqui, conheço a Juliana e sei que ela acredita no que faz”, conta Diana, que frequenta o local de duas a três vezes por semana.

Essa proximidade entre produtor e consumidor também é uma tônica para a loja colaborativa Mooca, na região da Savassi. “A bandeira que a gente levanta é a do consumo local. A gente aproxima o produtor do cliente, mostra o trabalho envolvido nas peças, e o que, em um primeiro momento, parecia caro, para muitos fica até barato”, conta uma das sócias da Mooca, Marina Montenegro.

Sem culpa. Segundo ela, outra “bandeira” que a loja levanta é do consumo “guilt-free” (sem culpa). “Os parceiros da loja já estão pensando nessa ideia de oferecer produtos sem crueldade, sem testes”, conta Marina. A estratégia tem funcionado. A Mooca começou em novembro de 2015 como uma loja temporária. Hoje, o projeto já firmou um endereço fixo e oferece consultoria para quem tem uma ideia de negócio ligado ao artesanato e precisa de ajuda para tirá-la do papel.

Fonte: O tempo

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Animais que escapam do cativeiro sofrem em dobro por não conhecer seu habitat

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Care2
Reprodução/Care2

No último mês, ganharam as manchetes os casos de um chimpanzé que escapou de um zoológico, um polvo que encontrou a liberdade depois de viver em um aquário e um golfinho que também havia fugido de um cativeiro e foi visto com seu filhote.

Esses animais não foram os primeiros a escapar do cativeiro e foram precedidos por muitos outros. Porém, nem sempre se pode afirmar que eles fogem para voltar aos seus habitats naturais, reporta o Care2.

De acordo com Brian Ogle, um instrutor de antrozoologia especializado em animais, a realidade não é tão romântica.

“Quando olhamos para animais que vivem em cativeiro nos zoológicos, normalmente aquilo é tudo o que eles conhecem. Eles não pensam em voltar para a natureza porque na maioria dos casos o zoológico não os tirou de lá”, explica.

Se o motivo da fuga varia de acordo com cada animal, é provável que eles estejam à procura de algo que não encontram no cativeiro, acrescenta Ogle.

“Muitos animais podem querer encontrar algo que lhes falta. Se eles são predadores, podem querer caçar. Outra causa é a procura por um parceiro para acasalar, entre outras necessidades básicas que lhes são negadas na vida de exploração e confinamento”.

Nota da Redação: Ainda que tenham nascido em cativeiro, os animais possuem instintos, necessidades e emoções complexas que só o ambiente natural pode satisfazer. Privá-los da liberdade já é um enorme desrespeito e, quando conseguem escapar, se veem perdidos e incapazes de sobreviver – e sua melhor chance é serem resgatados por um santuário.

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Causa animal pode comemorar algumas vitórias nos últimos anos

(da Redação)

Foto: Vinoth Chandar/Flickr
Foto: Vinoth Chandar/Flickr

Embora haja muitos fatos que causam revolta em relação a exploração animal, ainda é necessário relembrar alguns pontos importantes da luta pela causa animalista. Muitas pessoas visitam zoológicos e aquários quando crianças e acham um lugar divertido. Ao passar dos anos, nós descobrimos que há diversos motivos para discordar desta primeira conclusão. As informações são do One Green Planet.

Dentro da luta contra a crueldade no mundo, há alguns exemplos que mantém a esperança das organizações de defesa animal. Essas vitórias pedem celebração e mostram que as coisas realmente podem mudar para melhor se dermos tempo para as iniciativas de ativistas e associações de todo o mundo agirem.

Rinhas de galos proibidas ao redor do mundo

Este esporte sangrento existe há 6 mil anos e foi espalhado no passado pela Pérsia até a Asia, para depois chegar à Europa. Ainda hoje, a rinha de galos é popular em alguns países, principalmente na América Latina e Ásia, mas outros já se livraram deste cruel “esporte”.

Por exemplo, em 1835, Inglaterra e País de Gales criaram o Ato contra a Crueldade aos Animais, tornando as rinhas de galo ilegais. A Escócia se uniu ao grupo 60 anos mais tarde, em 1895, quando esta prática cruel conseguiu ser banida, então, de todo Reino Unido.

Na Espanha a prática também é proibida (exceto na província de Andaluzia e nas Ilhas Canárias) e a França baniu as rinhas de todas as regiões, menos onde é classificada como “tradição”. Incrivelmente a tradição ainda é utilizada como desculpa para a manutenção da crueldade.

Nos Estados Unidos, Louisiana foi o último estado a proibir as rinhas. Agora, todo o país vetou o “esporte”.

Total banimento da dissecação em Israel

Israel baniu completamente o uso de animais em salas de aula para dissecação em 1999. O ministro da Educação na época, Yossi Saridm, disse que “é mais importante ensinar estudante de Israel compaixão para com animais, que irá produzir mais compaixão com humanos”. Cerca de 100 pessoas escreveram para o ministro, pedindo a proibição completa (e este era o jeito, antes das petições online).

Caça a coelhos e raposas com cães e cavalos é banida no Reino Unido

Somente na Inglaterra e no País de Gales 20 mil raposas são mortas anualmente. Em 2001 a Escócia já havia proibido tal prática, mas em 2004, com a entrada da Inglaterra, o Reino Unido inteiro passou a banir esta caçada horrível.

Touradas são banidas da Catalunha

Touradas são consideradas como o símbolo da Espanha, entretanto, na realidade se trata de um esporte cruel e destrutivo, que toma mais de 13 mil vidas de touros a cada ano. Segundo agências de proteção animal, este é o número oficial, mas o número real chega a ser três vezes maior. Para colocar fim a essa terrível prática, ativistas conseguiram 180 mil assinaturas para uma petição contra as touradas. A petição, juntamente com o trabalho de todo o lobby conseguido junto aos políticos do país, ajudou a concretizar os votos contra as touradas na Catalunha, em 2011.

Neste ano, o estado de Senora, no México, foi o primeiro a proibir as touradas, após uma demonstração de compaixão e amor aos animais por mais de 18 mil pessoas no estádio local.

Circos com animais são banidos ao redor do mundo

Animais em circos fazem lembrar espetáculos itinerantes, onde “curiosidades” eram exibidas em pequenas tendas. Entretanto, tristemente, estes espetáculos ainda são muito comuns. Para evitar que a crueldade sobre os animais ainda seja fruto de exploração humana, alguns países proibiram a exibição de animais selvagens, já outros, de todos os tipos de animais.

Enquanto esta forma de exploração ainda é permitida nos Estados Unidos, a racionalidade e a compaixão fizeram com que a Inglaterra a proibisse neste ano. Um mês depois, a Catalunha colocou para aprovação uma lei que proíbe o uso de animais em circos.

Chipre, Grécia, Croácia e Áustria também tomaram iniciativas para banir por completo os animais em circos, já a Bélgica, neste ano, criou uma lei para promulgar a proibição.

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Causa antitouradas lidera lista de movimentos sociais no portal do governo de Portugal

O promotor do movimento mais votado na Internet terá uma audiência com o primeiro-ministro.

Tem havido em Portugal vários protestos contra as touradas (Foto: João Matos/Arquivo)

Em menos de uma semana, ultrapassou-se a meta das duas centenas de movimentos que surgiram no novo portal do governo de Portugal. Os temas mais populares são a educação, que tinha a meio da tarde de desta segunda-feira duas dezenas e meia de movimentos criados, e a defesa anti-tourada, com dois movimentos que, no seu conjunto, lideram no número de seguidores.

O Movimento do Sérgio – os apelidos disponíveis são raros -, Abolição das Corridas de Touros foi criado na terça-feira e já ronda os 2760 apoiantes sendo, destacado, o mais popular. A que se somam os cerca de 190 apoiantes do Movimento de Tojo, Contra as Touradas.

No top 5 das causas com mais seguidores, quatro são de educação: em defesa da Educação Visual e Tecnológica – disciplina que o Governo quer retirar do 2.º ciclo do ensino básico – (tem quase 1620 apoiantes), mas também pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (420). O movimento A Escola É para Ensinar. A Família Educa e o Em Defesa dos Guias-intérpretes Nacionais eram os seguintes.

A causa dos animais não se esgota na filosofia anti-tourada – e isso vê-se entre as 15 causas mais populares. Há quem defenda que Não Existem Raças Potencialmente Perigosas (o sexto mais votado, com 240 seguidores), queira Animais Reconhecidos pelo Estado Português, seja pela Transformação dos Canis de Portugal em Locais de Acolhimento e Tratamento a Animais de Rua, pela Abolição da Utilização de Animais em Circos, e promova caminhadas pelos animais no movimento 2 Pernas por 4 Patas.

A legalização da cannabis (estava em 14.º lugar) reunia esta tarde 96 seguidores, mas na área das drogas há também o movimento Quinhentos Milhões (11 seguidores) que defende a legalização controlada das drogas – os quinhentos milhões, alega, é o lucro anual estimado do mercado da droga em Portugal.

O movimento mais votado no Facebook terá uma audiência com o primeiro-ministro – para a qual ainda não há data. Apesar dos pedidos do jornal PÚBLICO sobre os temas dos movimentos que foram recusados, o gabinete não disponibilizou os dados.

Com informações do Público

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Colunistas, Desobediência Vegana

Arte urbana, caminhada e visão social

Foto: Marcio de Almeida Bueno e Instituto Visão Social.

No dia do rádio, 25 de setembro, participamos da Primeira Caminhada com Visão Social, realizada pelo Instituto Visão Social, que tem um programa de mesmo nome na Rádio da UFRGS. Estávamos junto com tantos grupos que, assim como nós, lutam por mais justiça neste mundo.

Éramos o único grupo representando os direitos animais, mas fizemos nossa presença valer a pena e lembramos a todos que a exploração animal está intimamente ligada a problemas como exploração infantil, exploração do trabalhador, divisão de lucros, outras formas de violência e muito mais. Gostaria de ter visto outros grupos como os de proteção animal, por exemplo, engajados nesta caminhada e em eventos semelhantes, para que o movimento tenha maior visibilidade.

Recentemente saiu na Revista IHU da Unisinos uma matéria sobre as terríveis condições de trabalho nos frigoríficos, revelando que a exploração pode atingir níveis absurdos em nome do lucro e da gula.

Nosso grupo foi representando também o grupo Chicote Nunca Mais, que faz um trabalho nobre e árduo salvando e aposentando cavalos de carroça. Estes que vivem o inferno aqui na Terra. O grupo, liderado pela Fair Soares, recolhe e encaminha cavalos para adoção e acompanha ativamente a implantação da Lei que proíbe carroças em Porto Alegre.Foto: Marcio de Almeida Bueno e Instituto Visão Social.

Foto: Marcio de Almeida Bueno e Visão Social.

Levamos um banner com a foto de um cavalo que foi vítima de violência e a frase “Gaúcho, gaúcho! Companheiro, amigo, onde estás que não ouves meus pedidos de socorro?!?”.

E por falar em gaúcho, a caminhada ocorreu ao lado do que sobrou do ‘Acampamento Farroupilha’, um monte de lixo, muita lama, restos de materiais e fogo. Curiosamente havia uma campanha a favor da preservação do ambiente, no mesmo local onde se colocava fogo.

Bem próximo está a vila Chocolatão, onde vivem em situação de miséria muitas pessoas, que usam cavalos e carroça para transportar o lixo. Eu visitei a vila com uma amiga para fazer doações, há alguns anos. Entrei na casa de uma senhora que apanhava do marido e tinha problemas físicos em decorrência disso. Lembro que fiquei com medo, mas nos receberam com humildade. Muitos não têm onde cozinhar, nem o que cozinhar. E  que na casa do líder comunitário havia uma TV de plasma ou algo do tipo.  Foram minhas impressões da época.

Enquanto o meu e o seu dinheiro, o dinheiro público, é utilizado para uma festa regada a cerveja, capeta, matança de animais, violência (com direito até a ‘educação’ para as crianças sobre os direitos animais, através de uma ‘fazendinha’ lá dentro no meio da matança para o churrasco), a situação da vila continua a mesma, e a Lei que proíbe as carroças caminha a passos lentos para ser efetivamente implantada. A Lei prevê que estas pessoas tenham uma atividade melhor, sem trabalho infantil, sem jornadas longas e sem as infrações no trânsito cometidas por carroças, que colocam em risco a vida de todos. A Lei também prevê a aposentadoria dos cavalos. O que a Fair desde já está realizando, com minha admiração plena!

Adeli Sell escreveu “Só entra no Acampamento quem se dobrar à ditadura dos dirigentes (…) Hoje, o que manda no acampamento é o dinheiro, aqueles que pagam e que se submetem.”

Eu não pertenço a esta ‘tradição’ inventada, mas tenho que sustentar a festa que começa bem antes, na Expointer.

A caminhada nos deu um pouco mais de esperança, mais do que já temos, pois quem é ativista de verdade tem esperança de ver a cada dia algo acontecer em favor dos animais.

Mesmo uma pequena conquista esperamos todos os dias, pois é tolice acreditar que a libertação animal vai acontecer já, como muitos se iludem e anulam sua atitude pensando assim.

Junto ao Gasômetro, onde foi realizada a caminhada, havia exposições da Bienal do Mercosul e iniciei minhas visitas às obras de arte que tanto me encantam. O tema desta bienal é ‘Ensaios de Geopoética’. Mostrando visões da cidade esquecidas, a cidade não vista, como estava escrito em uma das obras.

Os ambientes urbanos são palco para obras de arte, tímidas e belas que insisto em fotografar todas as vezes que faço minhas caminhadas pela cidade. Uma das obras era a visão do aeromóvel, criação nossa, mas que nunca saiu daquele pequeno espaço. Nunca foi usado pelo povo. Pessoas do mundo inteiro vêm aqui para comprar a ideia e usá-las em seus países. Aqui ele fica esquecido. Assim como os cavalos que nós ativistas vemos todos os dias no asfalto quente, com problemas estruturais, dores e outras mil mazelas que para a maioria passa despercebida. Será que a bienal irá mostrar o lado esquecido dos animais abandonados, do lixo, dos cavalos de carroça e tantas outras facetas urbanas? Claro que da arte podemos esperar tudo, ou nada. Mas minhas próximas visitas mostrarão lados esquecidos da cidade, e eu insisto em lembrar sempre dos cavalos esquecidos por grande parte da população, não por alguns, que sofrem em imagens impossíveis de se ver.

Link para a matéria citada no texto: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=47225

Agradecimento aos integrantes da Vanguarda Abolicionista pode ser visto aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2011/09/agradecimento-do-instituto-visao-social.html

Para ajudar a Chicote Nunca Mais entre no site http://chicotenuncamais.org/

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Estudo mostra que cães menores são menos sujeitos a câncer

A maioria dos tutores de cachorros e veterinários sabe que cachorros pequenos vivem mais que os grandes. Porém, até pouco tempo atrás, não existia um exame completo e sistemático sobre causas de morte ligadas a raças.

Agora, um grupo de pesquisadores analisou mais de 74 mil casos de morte canina, registrados de 1984 a 2004 no Veterinary Medicine Database, registro do Instituto Nacional do Câncer que recebe dados de 27 hospitais veterinários na América do Norte.

A análise, publicada na edição de março/abril de The Journal of Veterinary Internal Medicine, descobriu que as causas de morte mais comuns variam consideravelmente por raça e idade.

Golden retrievers e boxers mostraram maior ocorrência de câncer, a principal causa de morte canina no total. Em diversas raças pequenas – como chihuahuas, pequineses, spitz alemães e poodles – o câncer foi muito menos comum. Para eles, a principal causa de morte foi o trauma (lesão por pancada).

Doenças do sistema nervoso central foram a causa de morte mais comum em cachorros mais velhos, enquanto doenças gastrointestinais afetaram igualmente todas as idades. A morte por doenças do sistema locomotor foram mais comuns em raças maiores, mas os cachorros grandes sofreram menos de problemas neurológicos e endócrinos.

Os autores reconhecem que o estudo é retrospectivo e sujeito a erros de classificação, tanto de raças quanto de doenças. Mesmo assim, Kate E.

Creevy, coautora e professora assistente de medicina veterinária na Universidade da Georgia, afirmou que conhecer as doenças a que uma raça tem propensão é bastante útil. “Podemos usar essa informação para evitar as doenças, em vez de apenas tratá-las”, explicou Creevy.

Fonte: Terra

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Saiba identificar os sintomas de dor no seu animal

Mudanças comportamentais, como apatia, falta de apetite, agressividade, entre outras são alguns dos sinais de problemas

A dor pode ser sintoma de problemas mais graves como infecções, doenças ortopédicas, entre outros (Foto: Flickr/ CC - ~ggvic~)

Os bichos, assim como o homem, sentem medo, tristeza, solidão e dor. Mas identificar o que está acontecendo com seu cão ou gato pode ser mais difícil do que parece. “Reconhecer a dor em um animal pode ser algo complexo. Envolve perceber sinais evidentes e sutis”, explica José Roberto July, médico veterinário da Julyvet Clínica Veterinária.

Segundo o especialista, o tutor tem que conhecer muito bem seu animal, assim como o comportamento natural de sua espécie e seu comportamento individual, para assim reconhecer mudanças que possam estar associadas a dores. Tudo isso porque o animal não pode verbalizar o que está sentindo, mas pode apresentar algumas alterações em seu comportamento.

Para o médico, cachorros calmos e comportados podem ficar agressivos, enquanto cães considerados bravos podem ficar apáticos. Já os gatos costumam se isolar. “Cada animal demonstra mudanças distintas. Podem ser mudanças na ingestão de alimentos, na frequência ou modo como faz suas necessidades ou na sociabilidade.
A automutilação também é um sintoma muito comum no animal com dor, e geralmente vem acompanhada de diminuição do apetite, depressão e apatia. As mudanças dependem e variam de acordo com o nível da dor, da tolerância do animal, das condições em que a dor ocorre, entre outros fatores.

Possíveis causas da dor

As causas para o animal sentir dor são muitas, segundo o dr. José Roberto July. Pode ser desde a uma reação local após vacinação a uma infestação por ácaros, que causam coceira intensa, além de uma dor menos grave, ou ainda por causa de artrite (inflamação das articulações), artrose (degeneração da articulação) ou até procedimentos ortopédicos.

Também são comuns dores mais intensas em vísceras (órgãos, como torção de estômago ou de intestino, infecção urinária, pancreatite, entre outros). Lembrando que todos esses casos podem fazer com que o animal se isole ou mesmo agrida ao ser tocado.

“Várias doenças podem causar dor em níveis variados, sendo importante observar os detalhes e a intensidade dessas manifestações. Um animal que reage à aproximação de uma pessoa rosnando pode estar sentindo menos dor que um que reage latindo e ameaçando morder”, avalia.

Uma vez observadas mudanças no comportamento que possam indicar dor, o tutor deve levar o animal ao veterinário para que ele seja avaliado, examinado, e a fonte da dor possa ser identificada e tratada de forma adequada.

Manifestação de agressividade pode indicar que o cão está sentindo dor. (Foto: Flickr/ CC – Robin Miller Photography – westcoastrobin)

Mudanças comportamentais em cães

Comportamento e aparência
Movimentos tensos; relutância em se mover; ficar deitado ou adotando uma postura incomum; morder, coçar ou proteger certas áreas do corpo; perda de apetite; tremores; respiração ofegante.

Estado de Alerta
Aparenta menos alerta (mais comum em casos de dor severa); inquietude ou aparentemente mais alerta (mais comum em casos de dor menos severa).

Resposta às pessoas
Agressividade anormal ou apreensão quando manipulados; mudança na forma como o cão reage ao tutor, como não abanar a cauda.

Vocalização
Mais quieto que o normal; ganindo ou uivando, especialmente quando sozinho; rosnando sem provocação.

Mudanças comportamentais em gatos

Aparência
Expressão facial apreensiva; testa franzida; deixa de se limpar.

Comportamento
Choramingando, rosnando, silvando quando se aproximam ou mexem nele; se escondendo ou se separando dos demais gatos; quieto demais; se lambe incessantemente; falta de apetite.

Postura ou movimento
Mancar ou manter um membro erguido sem tentar utilizá-lo; posição tensa e anormal, variando com o local da dor: dor na cabeça ou orelhas pode fazer o gato virar a cabeça para o lado afetado. Dor generalizada no tórax ou abdômen pode fazer o gato ficar encolhido ou curvado. Se a dor for torácica, o gato pode estender sua cabeça, pescoço e corpo. Um gato com dor abdominal ou nas costas pode se manter em pé, deitar de lado ou caminhar com um andar alterado.

Fonte: PetMag

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"Decoada" teria provocado mortandade de peixes no rio Negro

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apresentou hoje (07) para a imprensa o relatório preliminar 02/2011 com o resultado das análises feitas pela equipe da Gerência de Controle e Fiscalização/Laboratório do Imasul. De acordo com o gerente do Imasul, Roberto Gonçalves Machado foram observados os exames da demanda química e bioquímica da amostragem da água coletada no dia 31 de janeiro.

De acordo com o relatório a partir das informações obtidas no local e com as observações feitas, a morte dos peixes não ocorreu na calha do rio Negro e sim em duas baias denominadas “Baía do Dourado” na fazenda Santa Sophia, e “baia da fazenda rio Negro” na fazenda rio Negro. Essas baias têm contato direto com as águas do rio Negro.

A equipe do Laboratório do Imasul constatou ainda baixas concentrações de oxigênio dissolvido, variando de 2,6 a 0,3 mgO2/L, diminuindo gradativamente de acordo com a maior profundidade. O oxigênio dissolvido na água é fundamental para a manutenção da vida aquática e os valores inferiores a 2,0 mgO2/L podem provocar a morte de peixes. “Segundo o relatório preliminar há a possibilidade de ocorrência do fenômeno “decoada” como causa dessa mortandade de peixes”, afirmou o gerente do Imasul.

De acordo com Roberto Gonçalves Machado, o fenômeno se caracteriza pela entrada de água de baixa qualidade com altas temperaturas com índice de oxigênio quase zero dissolvido que chegam a uma quantidade significativa de forma rápida num determinado ambiente da planície pantaneira. “Nesse caso particular essa água de qualidade ruim chegou em duas baias marginais ao rio Negro no momento que não estava chovendo nessa região, mas na redondeza. Essa água veio lavando o campo trazendo água que já estava quente e com muita matéria orgânica em locais rasos dessa planície adjacente e que acabou levando essas águas para dentro essas baias”, explica.

Roberto Gonçalves explica ainda que essas águas quentes com grande material orgânico e pouco oxigênio dissolvido provocam choque num ambiente, com os peixes que estão praticamente de água parada nas baías. “Eles não tiveram tempo de sair deste ambiente e acabaram perecendo por causa do oxigênio”, justifica.

O gerente do Imasul afirma que o fenômeno é comum no pantanal e ocorre todos os anos no mês de janeiro em alguns locais. “É freqüente na região do Paraguai mirim, no pantanal do rio Paraguai e na região do pantanal do rio Negro, já tínhamos ocorrências em pequena escala, mas deste porte foi a primeira vez”, admitiu. O Imasul estima que centenas de toneladas de peixes tenham morrido por causa do fenômeno decoada. A extensão entre as duas baías onde aconteceu a “dequada” é de cerca de cinco quilômetros.

De acordo com fotos tiradas logo após a ocorrência de mortandade no rio Negro, puderam ser observadas as seguintes espécies de peixes: pintado, cachara, piranha, armau, jurupoca, pacu, piau, piraputanga, mandi e barbado.

Outra parte das amostras coletadas no rio Negro foi enviada para São Paulo para análise dos defensivos químicos e princípios ativos utilizados tanto na pecuária para limpeza de pastagens como na agricultura. “Não descartamos o fator extra de a mortandade ter sido ocasionada pela utilização de produtos químicos. Em uma semana estaremos recebendo este resultado”, comentou.

Segundo Roberto Gonçalves boa parte dos peixes foram ingeridos por jacarés e urubus e moradores locais que pegavam os peixes que estavam começando a agonizar e usaram na alimentação. “Eles usaram na alimentação sem que eles trouxessem nenhum tipo de transtorno para essas pessoas. A idéia por enquanto é que tenha sido o fenômeno dequada mesmo”, observa.

Outra equipe do Imasul retornou ao local entre os dias 1 e 03 de fevereiro e segundo Roberto Gonçalves encontraram poucos peixes e em estado de decomposição. “Observamos algumas espécies de peixe em bom estado e outros de forma jovem que nasceram no final de 2010 e que não foram afetados. O ambiente está se recuperando com a água que vai sendo diluída com o de melhor qualidade”, esclarece.

A apresentação do relatório preliminar contou com a presença do gerente da fiscalização do Imasul, Luiz Ferreira e do gerente de recursos de pesquisa e fauna, Vander M. Fabrício de Jesus.

Fonte: MS Notícias

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Afastada hipótese de ligação entre morte de peixes e aves

Cerca de 100 mil peixes-tambor foram encontrados mortos nas margens do rio Arkansas, perto de Ozark, nos Estados Unidos, praticamente na mesma altura em que a população de Bebee, também no Arkansas, foi surpreendida com uma chuva de pássaros mortos.

De acordo com o jornal diário CNN, os peixes, descobertos na passada quinta-feira por um operador de reboques marítimos, terão sido vítimas de uma doença.

Os peritos já recolheram algumas amostras dos peixes mortos para procederem a análises.

Keith Stephens, da Comissão de Pesca do Arkansas, relembra que é habitual morrerem peixes todos os anos, no entanto, admite que a quantidade deste ano é anormal, sugerindo que a causa seja uma doença.

“Os peixes mortos são todos de uma só espécie. Se fosse de um poluente teria afetado todos os peixes e não só os peixes-tambor”, argumentou.

O passagem de 2010 para 2011 ficou marcada ainda por outro fenômeno de morte massiva entre animais: na noite da passagem de ano, milhares de pássaros morreram na localidade de Bebee.

Assista ao vídeo da matéria da CNN:

Apesar de os dois incidentes terem acontecido no mesmo estado e de distarem apenas 183 quilómetros, os biólogos descartam a hipótese de ligação.

Segundo novas informações adiantadas pela CNN, os milhares de aves que caíram do céu um pouco antes da meia-noite do dia 31 provavelmente morreram de trauma.

As aves apresentavam evidências de trauma no peito, com coágulos de sangue no corpo e sinais hemorragias internas, revelou Keith Stephens, citando um relatório da Comissão de Pecuária e Aves.

Karen Rowe, um ornitólogo, disse que o incidente não é incomum e, geralmente, é causado por um raio ou granizo de alta altitude.

Os traumas físicos agudos terão conduzido a uma hemorragia interna e, por consequência, à morte. Não havia nenhum sinal de alguma doença crônica ou infecciosa, reforçou o relatório preliminar realizado pela Comissão de Pecuária e Aves do Arkansas. Mais testes serão feitos para descartar outras causas.

Fonte: Jornal de Notícias

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Notícias

Análise de peixes mortos no rio dos Sinos deve sair nesta segunda

Resultado será estudado junto a alguns outros laudos que já saíram de dois laboratórios.

O resultado da necropsia dos peixes que sofreram com a última mortandade do Rio dos Sinos deve sair a qualquer momento nesta segunda-feira. O laudo vai identificar a causa da morte dos peixes, retirados de dentro da pluma de poluição. Conforme o promotor regional de Meio Ambiente, Daniel Martini, o resultado será analisado junto a alguns outros laudos que já saíram dos dois laboratórios, mas que isoladamente não servirão para o confronto técnico dos resultados. “Com o resultado da necropsia do peixes, poderemos identificar a causa da morte. Vamos comparar isso com os resultados da análise da água”, explica.

Fonte: Diário de Canoas

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