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Égua explorada pela Polícia Militar morre em ação de policiamento no RS

Justiceira, como era chamada a égua, foi explorada em atividades que visavam exclusivamente o benefício humano por 14 anos, sem ter direito a viver em prol de seus próprios desejos


Uma égua explorada pelo 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon) da Brigada Militar de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, morreu momentos antes do início de uma ação de policiamento de uma partida de futebol entre os times Internacional e Tolima, na quarta-feira (26), no Estádio Beira Rio.

Justiceira, como era chamada, tinha 19 anos. Não se sabe ainda o que causou a morte. Ao G1, a Brigada Militar afirmou que o animal se alimentou e embarcou no caminhão normalmente, sem demonstrar desconforto visível, e caiu ao solo após descer do veículo e andar alguns metros.

Foto: Lauro Alves/Agência RBS

Forçar animais a exercerem atividades em prol dos seres humanos, sejam elas quais forem, caracteriza exploração, havendo ou não maus-tratos. Isso porque treinar animais, obrigando-os a aprender comandos anti-naturais e a viver obedecendo regras impostas por humanos, impede que eles vivam suas vidas da maneira que desejarem, atendendo as suas próprias vontades. O caso da égua Justiceira, portanto, é mais um dos tantos registrados no Brasil dentro e fora da polícia.

Apesar de alegar que o animal era bem tratado e tinha assistência veterinária, a polícia explorava Justiceira. A depender das ações das quais era obrigada a participar, a égua provavelmente teve sua vida colocada em risco, já que cavalos explorados pela polícia costumam ser envolvidos, por exemplo, em ações de combate a protestos, nas quais são inseridos em cenários repletos de bombas de gás lacrimogênio e situações de violência.

Foto: Lauro Alves/Agência RBS

Justiceira nasceu na fazenda da Brigada, em Santa Maria, e era explorada há 14 anos. Os cavalos, segundo a polícia, costumam fazer parte da Brigada por 20 anos em média.

O corpo do animal foi levado ao quartel para ser avaliado por um veterinário, na intenção de tentar apontar a causa da morte. Após avaliação médica, o animal será enterrado.


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