Notícias

Surto de cinomose mata mais de 200 cães em Castilho (SP)

Cães da cidade de Castilho, em São Paulo, têm sofrido com um surto de cinomose na região. Mais de 220 cachorros faleceram por conta da doença, desde o início do ano, segundo o Centro de Zoonoses (CCZ) do município.

Mais de 220 cães morreram pela doença em Castilho
Número de casos de cães com cinomose teve forte aumento este ano em Castilho (Foto: Reprodução / YouTube)

Este número contrata com apenas 30 casos ocorridos em todo o ano de 2016. A média de 30 casos por ano era a considerada normal. Contudo, este é o número de casos registrados a cada mês deste ano.

O CCZ informou que ainda é desconhecido o motivo do surto, mas a temática preocupa, principalmente, durante o inverno, quando a chance de contaminação cresce.

Para evitar a contaminação da doença, os cães devem tomar a vacina todos os anos, mas ela não é fornecida pelo CCZ. Cada dose custa, em clínicas particulares, de R$ 20 a R$ 60, por isso é importante seguir as dicas dos veterinários sobre a melhor marca para comprar.

A moradora de Castilho, Ester Kishi, conta que uma cadelinha foi abandonada em seu portão sofrendo com leishmaniose. “Cuidei dela e passei a amá-la, mas quando ela foi diagnosticada com o vírus da cinomose não conseguimos salvar”, lamenta.

Cadela descasando no colo de tutora
Ester Kishi ama cães, mas perdeu dua cadelinha por conta da cinomose (Foto: Reprodução / Tv TEM)

Já a autônoma Regiane Frabça diz que perdeu sua cadela por conta da cinomose. “Ela estava grávida, abortou e uns dias depois morreu. Nem quero ter mais cachorro por enquanto, porque fiquei muito triste e só restou a lembrança”, conta.

Fernando Luís Jorge, veterinário do CCZ, afirma que o número de animais doentes aumentou muito este ano. A Prefeitura calcula que na área urbana da cidade vivam cerca de 2,7 mil cães.

Cinomose

Os sintomas da doença são vômito, desânimo, falta de apetite, emagrecimento e diarreia com sangue.

O tempo seco e frio facilita a transmissão da doença, o que gera preocupação das autoridades e moradores da cidade, uma vez que a doença não tem cura e tem um índice de contágio muito elevado.

“O clima nesta época é muito favorável e a vacinação é a única maneira de evitar a cinomose. Quando o animal contrai o vírus, sofre muito e, na maioria das vezes, é preciso sacrificar”, explica o veterinário.

Ele aconselha os tutores a ficarem atentos ao comportamento dos seus animais e em caso de qualquer sintoma descrito acima, procurar imediatamente um veterinário. “A população tem que se conscientizar de que é preciso vacinar”, diz.

Nota da redação: Acreditamos que todos os animais, como seres sencientes, têm direito de lutar por suas vidas, mesmo após a contaminação de doenças como cinomose e leishmaniose. O sacrifício não deve jamais ser a primeira opção para lidar com esses casos. Além disso, os tutores devem ser responsabilizados pela não vacinação dos animais, tendo em vista que está é a única forma de prevenir a contaminação da cinomose.

​Read More