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Jovem encontra peixe encalhado e o mata em parque em Taquaritinga (SP)

Um dos pescadores revelou que segurou o peixe com as mãos para conseguir matá-lo após encontrá-lo em uma poça de água


Um jovem encontrou um peixe encalhado em uma poça de água, após uma forte chuva, e ao invés de salvar a vida do animal, decidiu matá-lo. O caso aconteceu em Taquaritinga, no interior de São Paulo, no Parque Municipal da cidade.

Foto: Reprodução/EPTV

O animal, que era uma carpa de 36 kg, foi parar fora da represa, assim como outros peixes, após a chuva.

O caso foi noticiado pelo jornal EPTV 2 como se fosse um ato a ser comemorado. Um dos pescadores disse que “grudou em cima” do peixe, enquanto o animal tentava escapar. “Enfiei a mão na guelra dele, na boca e fui puxando”, disse o homem, que considerou “divertido” e “emocionante” o ato brutal promovido contra o animal.

Um caso semelhante foi registrado em dezembro envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, que torturou e matou um peixe por diversão em Salvador, na Bahia, durante o recesso de final de ano. A cena foi registrada na Base Naval de Aratu.

Imagens divulgadas pelo G1 mostram o presidente pescando o animal, que é retirado da água por dois homens que acompanham Bolsonaro. O peixe se debate, tentando resistir à ação da dupla, mas é levado até o presidente, que o segura nas mãos, faz uma foto e depois deixa o animal caído no chão, agonizando.

Nota da Redação: peixes são animais sencientes – isso é, têm capacidade de sentir – que possuem sistema nervoso central e, portanto, sentem dor e sofrem. Retirá-los da água, condenando-os a sofrer por asfixia, é um ato de crueldade. Assim como qualquer ser vivo, os peixes devem ter resguardado seu direito à vida e ao bem-estar, sem que sejam pescados e covardemente mortos.


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Megafauna de água doce está à beira da extinção, diz estudo

O peixe-gato gigante do rio Mekong é classificado como criticamente ameaçado | Foto: Zeb Hogan/EPA
O peixe-gato gigante do rio Mekong é classificado como criticamente ameaçado | Foto: Zeb Hogan/EPA

As populações de animais gigantes que antes dominavam os rios e lagos do mundo caíram muito nos últimos 50 anos, de acordo com o primeiro estudo abrangente sobre o assunto.

Algumas megafaunas de água doce já foram declaradas extintas, como o golfinho Yangtze, e muitas outras estão agora à beira da extinção, desde o peixe-gato gigante, o Mekong e a arraia-comum até os crocodilos da Índia até o esturjão europeu. Apenas três tartarugas gigantes chinesas são conhecidas no mundo e todos são do sexo masculino. Em toda a Europa, norte da África e Ásia, as populações despencaram 97% desde 1970.

A morte dos animais por sua carne, pele e ovos é a causa do declínio, juntamente com a crescente demanda humana por água doce para plantações, para suas muitas represas, bem como a poluição generalizada. Os cientistas avaliaram 126 espécies, cobrindo 72 países, e descobriram que os números caíram em uma média de 88%.

Muitas das criaturas são espécies-chave em seus ecossistemas, como os castores, os pesquisadores disseram que sua perda terá impactos sobre toda a fauna e flora e sobre os muitos milhões de pessoas que dependem das hidrovias para sua subsistência.

“Os resultados são um alerta para nós sobre a situação dessas espécies”, disse Zeb Hogan, da Universidade de Nevada, EUA, que participou da equipe de pesquisa. “Muitos deles estão em risco de extinção e quase todos eles precisam da nossa ajuda. Agora será uma corrida para ver o que pode ser entendido e protegido antes que seja tarde demais”.

O rio Mekong, no sudeste da Ásia, abriga espécies de peixes mais gigantescas do que qualquer outro rio na Terra e Hogan trabalhou lá por duas décadas. Mas ele disse que as populações caíram para quase zero à medida que a crescente população humana aumentou a pressão sobre elas.

Pescador cambojano segura uma arraia gigante | Foto: Zeb Hogan/AP
Pescador cambojano segura uma arraia gigante | Foto: Zeb Hogan/AP

O Mekong também abriga o maior bagre do mundo, que pode pesar quase 300 kg, e a maior espécie de carpa e arraia de água doce. Todos agora são classificados como criticamente ameaçados, um passo da extinção.

Mas a perda acelerada de gigantes do rio – definida como espécies pesando mais de 30 kg – está acontecendo em todo o mundo. “O esturjão europeu, outrora muito comum, foi extirpado de todos os principais rios europeus, com exceção do Garonne, na França”, relatam os pesquisadores na revista Global Change Biology, o que significa que o seu alcance diminuiu em 99%.

O castor da Eurásia, um “engenheiro” de habitat vital, perdeu mais da metade de sua faixa anterior, embora esteja sendo reintroduzido no Reino Unido, na República Tcheca, na Estônia, na Finlândia e em outros lugares.

A antecipada escalada dos perigos que o mega-peixe enfrenta em bacias como a Amazônia, o Congo e o Mekong, devido ao boom na construção de hidrelétricas, é muito preocupante, disseram os pesquisadores. Animais de grande porte geralmente precisam de grandes áreas para prosperar e as barragens bloqueiam as rotas de migração e o acesso a áreas de alimentação. Dois terços dos grandes rios do mundo não funcionam mais livremente.

Os animais de água doce estão diminuindo muito mais rapidamente do que os animais terrestres e a perda da megafauna de rios e lagos também põe em perigo criaturas e plantas menores. A ruptura de cadeias alimentares delicadas provoca danos, assim como a perda de piscinas naturais mantida por castores e crocodilos, segundo o The Guardian.

“A perda de biodiversidade é um dos maiores desafios enfrentados pelo nosso planeta, levando à erosão dos serviços ecossistêmicos [como alimentos e água limpa] e ameaçando o bem-estar humano”, alertaram os pesquisadores.

Alguns cientistas acham que a Terra está no início de uma sexta extinção em massa da vida, a primeira causada por uma espécie – os seres humanos – em vez de mudanças físicas no planeta. Em maio, um relatório histórico alertou que a aniquilação da vida selvagem estava corroendo as bases das economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo.

No entanto, o novo estudo cita alguns sucessos como resultado de esforços persistentes de conservação, incluindo aumentos populacionais em duas espécies de esturjões nos EUA, o castor americano e o golfinho do rio Irrawaddy Asiático – embora este último ainda seja classificado como vulnerável.

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Destaques, Notícias

Crueldade contra as carpas é alvo de protestos por ativistas pelos direitos animais

Por Camila Arvoredo  (da Redação)

Foto: Reprodução

As carpas, além de serem vistas como um produto tradicional, constituem também um dos pratos principais da ceia de Natal polonesa. Elas são frequentemente vendidas vivas em tanques de água em péssimas condições até os últimos dias do Natal.

Segundo informações do jornal “The News”, o célebre chefe de cozinha e jornalista Robert Maklowicz se posicionou em defesa das carpas durante a campanha de conscientização do Clube Gaia (“Klub Gaja”), um movimento ecológico que afirma que o Natal para as carpas é um momento de execução.

Em um ato de protesto contra as condições em que as carpas são mantidas e o modo como são mortas, ativistas do grupo de direitos dos animais “Viva!” enrolaram-se em papel celofane e deitaram-se no meio de um Shopping Center na cidade de Warsaw, Polônia.

Cezary Wyszynski, um dos ativistas da organização disse à rádio Polish que a tradição de comer carpa para o Natal só existe na Polônia e Ucrânia e que o ato de comer o peixe é recente. “As civilizações evoluem e abandonam as suas más tradições e não há razões para que não possamos passar a novos costumes”, disse Wyszynski.

Nota da Redação: O direito à vida é inerente a todos os seres vivos sencientes. Os animais não querem ser mortos, ainda que de forma “humanitária” e generosa. Eles querem a vida – assim como nós. Ainda que seja para presenciar, lamentar ou agir contra as terríveis ações dos humanos em todas as direções da existência.

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Crianças matam carpa a pedradas em cartão-postal de Cachoeira do Sul (RS)

(da Redação)

Um funcionário da Secretaria de Obras flagrou, na tarde desta quarta, uma triste cena no principal cartão-postal da cidade de Cachoeira do Sul (RS), o Chateau d’Eau. Crianças abateram a pedradas a maior carpa exótica do monumento, com aproximadamente 50cm e 1,5 kg e, mesmo após morta, batiam no animal, que foi atirado na grama.

Comunicado sobre o fato, o prefeito Sergio Ghignatti viu as fotos do ferimento mortal na cabeça da carpa e lamentou a situação: “É o tipo de coisa que nos causa desgosto e que estraga o nosso dia”.

*Com informações de Radio Fandango

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