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Cidade de Yulin, na China, se prepara para controversa carnificina de cachorros

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Divulgação

A cidade chinesa de Yulin, na província sudoeste de Guangxi, se prepara nesta segunda-feira (20) para dar início à controversa carnificina de cachorros, em um ambiente cada vez mais tenso pelos crescentes chamados para colocar fim à prática.

Milhares de cachorros, com números distintos de diferentes organizações já que não há dados oficiais, serão mortos na terça-feira (21) para incluí-los no menu do dia do festival de Carne de Cachorro de Yulin, diante dos protestos de defensores dos animais que o consideram um espetáculo “bárbaro” e “cruel”.

As jaulas com cachorros e gatos se amontoavam nesta segunda-feira no mercado Dashichang em Yulin, preparados para ser o prato principal na terça-feira durante a celebração do solstício de verão, enquanto ativistas deslocados ao local ainda tentam libertar alguns deles.

Até hoje, a organização Humane Society Internacional (HSI) conseguiu resgatar 54 cachorros e gatos, 20 nesta segunda-feira, segundo explicou à Agência Efe a diretora para a imprensa internacional de HSI, Wendy Higgins.

Nos últimos anos, ocorreram enfrentamentos entre os vendedores de cachorros e os ativistas, e hoje alguns restaurantes especializados em carne de cachorro optaram não mostrar os cartazes de publicidade para evitar problemas.

As cenas no mercado de Dongkou de Yulin, onde a carne de cachorro é vendida uma vez que os animais são sacrificados, se assemelham a outras de mercados ao ar livre da China, onde os cães ficam pendurados em ganchos de açougueiro pela boca, preparados para ser cortados e servidos aos clientes.

O festival gera controvérsia não só pela prática de comer estes animais, comum na Ásia, mas pela procedência dos mesmos: a maioria dos cachorros que acabam servidos no prato neste festival são animais domésticos roubados ou de rua, segundo um estudo da Fundação de Animais da Ásia de 2015.

“O cumprimento da lei é responsabilidade do governo chinês, mas até agora foi ignorado. Por isso, é por isso que ativistas chineses vão até as estradas para deter os caminhões de cachorros adquiridos de maneira ilegal”, explica Higgins em comunicado .

Neste ano, as autoridades fizeram controles nas vias de acesso ao município, respondendo a algumas destas organizações, apesar dos ativistas consideram que o que será necessário é “uma ordem para fechar de maneira definitiva os matadouros”.

Fonte: Notícias Bol

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Dois cavalos morrem durante corrida considerada a grande carnificina do Reino Unido

(da Redação)

Foto: sem crédito

A cruel corrida Grand National, realizada em Liverpool, resultou este ano na morte trágica de dois cavalos. Morte acompanhada ao vivo por cerca de 600 milhões de pessoas que assistiram a terrível prova pela TV, em todo o mundo.

O jornal britânico Daily Mail chamou a corrida de “grande carnificina nacional”. Entidades protetoras dos animais no Reino Unido protestaram antes e durante a corrida classificada como uma das mais “assustadoras” da história.

Os cavalos são obrigados a correr e e a saltar obstáculos com alto grau de dificuldade. Esta prova é considerada a maior e mais difícil do mundo.

Foto: reprodução site Grand National

Apenas 19 dos 40 competidores que iniciaram a prova chegaram até o fim. Tony Moore, presidente da ONG “Luta Contra a Crueldade Animal na Europa”, levou um grupo de cerca de 40 pessoas que se manifestavam do lado de fora. Após a corrida, ele disse: “Se eles realmente se preocupam com os cavalos, porque é que os responsáveis, jóqueis e treinadores impõem a esses animais tamanha crueldade? Nós continuaremos a campanha de sensibilização contra esta tragédia e talvez consigamos mudar algo, fazendo as pessoas pensarem sobre a que elas estão submetendo os cavalos, afirmou.”

Um comentarista da rede BBC ironizou o corpo deitado de um cavalo morto, classificando-o como obstáculo. “O público se engana ao acreditar que o Grand National é um espetáculo esportivo, quando, na realidade, é um abuso de animais  que está em pé de igualdade com as touradas espanholas. Esta corrida não deve ter nenhum futuro em um país civilizado. A BBC merece condenação especial, é particularmente cruel e repugnante que um membro da sua equipe de comentaristas descreva os cavalos mortos como obstáculos”, diz Andrew Tyler, da Animal Aid.

Nota da Redação: As corridas de cavalo são cruéis e precisam acabar. Grande parte dos cavalos explorados para corridas são forçados a correr ainda muito jovens, antes mesmo de terem completado seu desenvolvimento ósseo. Eles são submetidos a treinos extenuantes e corridas frequentes, tomam anabolizantes para aumentar a “força” e tomam muitos analgésicos para suportar a dor. São duramente chicoteados durante a corrida e, quando não mais aguentam correr, são enviados para matadouros como recompensa pelos anos de exploração. Até mesmo cavalos campeões acabam em matadouros, um exemplo é Exceller, que ganhou para o seu explorador cerca de 1,7 milhão de dólares em corridas.

Fim às corridas de cavalos!

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Ano novo, vida nova!

Para variar, nessa hora, como em todas as horas, penso nos animais. E no quanto eles dependem de nós, humanos, para resgatarem seu inerente direito à vida, para terem suas necessidades respeitadas – como indivíduos e como espécies – para poderem viver e morrer mais naturalmente, sem tanto sofrimento, sem o sofrimento imposto por nós.

Quanto mais penso nisso, mais estranho me parece. Quem somos nós, irmãos humanos, para determinar a vida e a morte de irmãos de outras espécies, muito mais antigas que nós e que dividem conosco a “sua” terra? Quem somos nós para determinar a vida e a morte de quem quer que seja?
Como podemos nós, ainda, participar e apoiar as crueldades da exploração que pessoas menos esclarecidas infligem sistematicamente a esses seres dignos, delicados e pacíficos?

É preciso que sejamos insensíveis, cegos, surdos e terrivelmente egoístas para não perceber o clamor que vem do alto, permeando o ar que respiramos: acordem… olhem o que estão fazendo com vós mesmos, com vossa Mãe primeira, com vossos irmãos animais e perguntem-se: por quê?

Por que tornamo-nos seus carrascos? Por que fazemos com eles o que abominamos que se faça a outros ou a nós mesmos? Porque não enxergamos com os olhos da alma seu sofrimento, sua dor, sua humilhação. Tudo isso pode parar no momento em que decidimos: chega! Nunca mais quero participar disso.

Ano novo, vida nova.

Nina Rosa

Fonte: Instituto Nina Rosa

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Natal é carnificina! Assinado Babe, o porquinho

As festas de fim de ano se aproximam e, mais uma vez, me lembro de um diálogo entre os animais do filme Babe, o porquinho atrapalhado (de Chris Noonam, 1995), que culmina com a frase: “Natal é carnificina!” De fato, se observarmos bem, verificaremos que muitas vezes identifica-se uma “boa mesa” pela quantidade de proteína animal que ela oferece. Quanto mais especial é uma ocasião, tanto maior tende a ser a quantidade de proteína animal em nossas mesas, sobretudo carnes e pratos (tanto doces quanto salgados) atolados de creme de leite, uma opção que sequer condiz com a nossa condição climática pois, quando o Natal é celebrado, é verão aqui.

No caso específico do Natal é interessante pensar que essa festa de celebração de “paz e boa vontade” envolva tão pouca boa vontade para com os animais.

Diversas ONGs (como, por exemplo, a Compassion in World Farming  fazem campanhas a respeito do sofrimento dos animais que nos servem de alimento e nessa época, em especial, em favor dos perus que se tornaram um prato típico das festas de fim de ano. Esses pobres animais são criados em condições miseráveis e sofrem uma morte dolorosa para que possamos saborear sua carne, isto é, são obrigados a amargar uma existência de sofrimento unicamente para satisfazer um gosto dos seres humanos.

De resto, o Natal se tornou, em grande medida, uma festa do comércio, uma festa voltada para o consumo, quando deveria ser uma ocasião de compartilhamento e de compaixão. Com-paixão é o sentimento de quem sofre junto, de quem é capaz de se colocar no lugar do outro, de com-partilhar. A “pena” é um sentimento superficial que resulta de quem não tem capacidade de se colocar no lugar do outro, ou acha que não está sujeito ao mesmo tipo de experiência. Quando experimentamos o verdadeiro sentimento de compaixão não mais toleramos que os animais sejam vistos como meras fábricas de proteína. Seu sofrimento não se resume ao abate: muitos passam a vida toda confinados sem jamais tocar o solo ou sentir o calor do sol, são transportados para os matadouros sem água ou alimento, suportando temperaturas extremas. Há ainda “a separação entre mães e filhotes, a separação de rebanhos, as marcas com ferro em brasa, e outros sacrifícios que não levam em consideração os interesses dos animais”, como bem destaca o filósofo Peter Singer. Serão os animais nossos companheiros de jornada na Terra, ou meros recursos para nos servir e atender os nossos desejos hedonistas? Assim, no que tange aos animais, devemos ter em mente que não somos mais caçadores-coletores e temos à nossa disposição uma ampla variedade de fontes de proteína que nos garantem uma alimentação balanceada.
 
Finalizo sugerindo três sites onde o leitor poderá encontrar receitas vegetarianas saborosas e nutritivas. O leitor poderá segui-las passo a passo, ou apenas encontrar inspiração para fazer sua própria criação. Muitas são as opções que vão desde as mais saudáveis e simples, como frutas (incluindo nozes, castanhas, etc); simples mas meio junk food como o Not-dog (cachorro quente com salsicha vegetal); até pratos sofisticados como “bobó sem camarão”, “bacalhau sem bacalhau” (uma receita portuguesa com certeza! Visite  Animal Org  e delicie-se com este prato fantástico).
As opções são infinitas. Estes são apenas alguns exemplos de pratos saborosíssimos e que não implicam em sofrimento para os animais.

E há muitos outros…

Boas Festas e lembre-se: procure ser vegetariano (de preferência vegano) o ano todo!

Que 2010 seja um ano melhor para todos os animais, humanos e não- humanos!

Paula Brügger, Professora do Depto. de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ex-membro da Comissão de Ética no Uso de Animais – (CEUA), Mestra em Educação e Doutora em Ciências Humanas – Sociedade e Meio Ambiente.É autora dos livros “Educação ou adestramento ambiental?”, que está na 3ªedição, e “Amigo Animal” – reflexões interdisciplinares sobre educação e meio ambiente. Atualmente coordena o projeto educacional “Amigo Animal”. É colunista da Anda.

Fonte: Guia Vegano

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Nepal decide continuar com a carnificina religiosa de animais

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Nem mesmo uma carta de Brigitte Bardot foi suficiente para convencer as autoridades nepalesas a cancelar o sacrifício em massa de animais durante o festival de Gadhimai, deusa à qual o festival é dedicado. O festival hindu acontece a cada cinco anos e atrai gente muita gente da Índia, onde sacrifícios são proibidos em partes do país.

Imagem: Best Friends Animal Society
Imagem: Best Friends Animal Society

Estima-se que mais de 200 mil animais sejam mortos, entre búfalos, porcos, cabritos, galinhas e pombos. Os participantes são levados a crer que os sacrifícios espantam o mal e atraem fortuna.

Várias ONGs, autoridades e até mesmo Ram Bahadur Bamjan, um adolescente considerado por muitos uma reencarnação de Buda, se mobilizaram para evitar o derramamento de sangue que acontece em Bara, a 160 quilômetros da capital Katmandu, nos dias 24 e 25 de novembro.

Ramjan disse que irá visitar a área do festival e apelar diretamente aos participantes para que eles não façam sacrifícios. Os discípulos do rapaz acreditam que ele tem meditado sem comida ou água nas florestas do sul do Nepal desde 2005. Eles acreditam que ele passa meses sem se mover, sentado com seus olhos fechados sob uma árvore.

Fonte: AP

Nota da Redação: Como sempre, a desculpa para se realizar uma carnificina é a tradição. Mas ninguém sabe explicar como essa tradição começou e, de qualquer forma, tradições nascem e tradições podem morrer. Não há espaço para esse tipo de coisa no mundo contemporâneo. Rituais religiosos podem ser executados com simbolismos, como é o caso da hóstia católica. Provavelmente existe um grupo de criadores e transportadores de animais que se beneficia financeiramente desse evento e que obviamente não tem interesse que ele acabe.

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Os bastidores das fazendas de extração de pele na China

Por Adriane R. de O. Grey  (da Redação- Austrália)

Quando investigadores de Swiss Animal Protection SAP/East International, em anos recentes, infiltraram-se em fazendas extratoras de pele na China, descobriram que muitos animais ainda estão vivos e debatendo-se ao terem suas peles arrancadas para comercialização no mundo da moda.

Os investigadores de Swiss Animal Protection SAP/East International estiveram em fazendas de extração de peles na província chinesa de Hebei e imediatamente perceberam porque estranhos são proibidos de visitá-las. A China é um país que não possui leis de proteção animal, o que significa que os animais podem ser criados e chacinados da maneira que bem convier aos “produtores” de pele. Os investigadores descobriram horrores que foram muito além de seus piores temores e concluíram: “As condições das fazendas de extração de pele na China são um deboche aos padrões mais elementares de bem-estar animal. Nas suas vidas miseráveis e em suas indescritíveis mortes, nega-se a estes seres o mais simples gesto de gentileza ou ‘humanidade’ ”. Nas fazendas chinesas os milhares de coelhos, coiotes, raposas, martas, guaxinins, cães e gatos vivem em gaiolas de arame instaladas ao relento, sujeitas às condições mais extremas, expostas às chuvas intensas, às noites geladas e ao sol escaldante. As progenitoras, levadas à insanidade pelo tratamento brutal, o confinamento insalubre e a falta de lugar calmo e protegido para darem à luz, frequentemente matam seus filhotes após parirem. Doenças e ferimentos são largamente espalhados entre os animais cativos e a psicose da auto-mutilação é comum entre eles, que também se atiram e se ferem repetidamente contra as grades das gaiolas.

Peles animais que estão sendo transportadas em Kashgar, cidade da China Foto: mongabay.com
Peles animais que estão sendo transportadas em Kashgar, cidade da China Foto: mongabay.com

Segundo o relatório de  Swiss Animal Protection SAP/ East International ( http://www.animal-protection.net/furtrade/report_fur_china.pdf ), 85% das peles negociadas no mundo vem de fazendas. A China é o maior país exportador de roupas de pele e, de acordo com fontes industriais, o maior produtor e processador deste mercado. 70 a 75% das peles obtidas no país são originárias de animais cativos, criados em fazendas que se estabeleceram, em sua maioria, nos últimos dez anos.

Raposas do ártico criadas em cativeiro para extração da pele Foto: divulgação
Raposas do ártico criadas em cativeiro para extração da pele Foto: Reprodução Associação Pelos Animais

Entre as espécies selvagens que são criadas para a extração de pele estão o cão-guaxinim, a raposa-do-ártico e a raposa-vermelha, a marta e o coelho conhecido como rex rabbit. Um número crescente de negociantes de peles, extratores e designers mudaram gradualmente seus empreendimentos para a China, onde a falta de leis restritivas à cruel extração de peles e a mão-de-obra barata tornaram sua lida menos difícil e seu lucro mais amplo. 

25 a 30% da produção chinesa de peles é obtida de animais selvagens. Capturados por armadilhas, estes animais podem ficar presos durante dias. De cada 4 animais, 1 escapa pela auto-mutilação do(s) membro(s) por que ficou preso, mas acaba morrendo por perda de sangue, febre, gangrena ou pela captura por um predador natural. Quando não escapam da armadilha, são mortos da mesma maneira cruel que o são os animais cativos, por estrangulamento, espancamento ou pisoteio, para que sua pele não seja “danificada” e possa cumprir os padrões de excelência deste mercado macabro.

Raposa pega por armadilha Foto: Reprodução Associação Pelos Animais
Raposa pega por armadilha Foto: Reprodução Associação Pelos Animais

Em 2006, as fazendas chinesas possuíam 4 milhões de raposas e estimados 4 milhões de cães-guaxinim, dos quais são as maiores “produtoras” mundiais. O número de martas, de que a China aparece como o segundo país produtor, aproximava-se de 10 milhões e crescia rapidamente. Em 2007 havia 10 universidades chinesas oferecendo cursos sobre como estabelecer e manejar fazendas de extração de pele.

O mercado internacional de peles é complexo: as peles são extraídas por fazendeiros e passam por vários países até chegar ao consumidor final. Mais de 95% da pele produzida na China é exportada e 80% deste “produto” que parte de Hong Kong é destinado à Europa, aos Estados Unidos e ao Japão. A China comercializa as peles não manufaturadas ou sob a forma de casacos, acessórios como mantas e chapéus, brinquedos, aviamentos como botões, fitas, fivelas e até mobília. Uma busca aleatória por boutiques na Suíça e em Londres revelou diversas peças de vestuário que usavam peles e apresentavam a etiqueta “Made in China” sendo exibidas entre as mais badaladas marcas de roupa.

Raposa esperando para ter a pele extraída  Foto: Reprodução Associação Pelos Animais
Raposa esperando para ter a pele extraída Foto: Reprodução Associação Pelos Animais

Na última terça-feira, o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) enviou um apelo pedindo apoio para pressionar contra a extração de peles na China. Entre março e novembro, especialmente, os animais são chacinados e vendidos. Sua pele é processada para atender as grandes feiras que ocorrem nesta época onde grandes empresas do mundo da moda vêm comprar seus estoques.

Rotina nas fazendas peleiras
Depois de uma curta vida de maus-tratos imensuráveis, milhares de coelhos, raposas, martas, coiotes, guaxinins, cães e gatos, entre outros animais, são literalmente arrancados de suas pequeníssimas e imundas gaiolas de arame pelas pernas ou pelas orelhas. Apavorados, agitando-se e tentando tanto quanto possível escapar da dor e morte certa, eles são arrastados pelos impiedosos “trabalhadores” das fazendas. São, então, jogados no chão ou contra as paredes e outras superfícies duras ou pisoteados no pescoço e cabeça para que sua pele não seja “estragada” ou “manchada” por um sangramento externo e para que, fazendo-os pararem de debater-se, os “trabalhadores” possam obter um corte preciso de suas peles. Algumas fazendas usam gás, envenenamento por estricnina, choque elétrico, estrangulamento ou degola como métodos de pseudo-homicídio: muitos destes métodos causam fraturas nos ossos ou convulsões, mas não morte imediata. Os investigadores chocaram-se ao constatar que os animais seguem estrebuchando e lutando por suas vidas até o final. Pendurados por uma perna ou jogados sobre suas costas para a retirada da pele, muitos ainda estão conscientes e movimentam-se, numa inútil tentativa de fuga. Com suas vítimas inconscientes ou não, os inescrupulosos “trabalhadores” cortam suas peles, que são, então, retiradas por sua cabeças. Os corpos despidos, sangrando, são jogados em uma pilha de outros corpos semelhantes. Carcaças? Não. Depois de 10 minutos deste ato de horror, muitos animais ainda apresentam pulsação e piscam os olhos. Um investigador atônito registrou um cão-guaxinim tendo forças suficientes para, de cima da pilha de corpos onde foi jogado depois da carnificina, levantar sua cabeça e olhar para a câmera, esmorecendo segundos depois. Os outros animais, de suas gaiolas, observam com terror e desespero todo o processo que lhes aguarda, enquanto os “trabalhadores” implacáveis seguem o massacre.
       
Quem aboliu o uso de peles, quem se recusa a abolir
O PETA Asia-Pacific comemorou recentemente uma grande conquista: a estilista australiana Allanah Hill concordou em abolir o uso de pele de coelho de suas coleções (http://blog.peta.org/archives/2009/08/victory_aussie.php ). Allanah decidiu fazê-lo depois de receber milhares de pedidos de ativistas e pessoas simpatizantes da campanha Fur-Free, que ficaram absolutamente revoltadas ao assistirem ao vídeo investigativo sobre as fazendas chinesas de extração de pele. A estilista reúne-se a designers famosos e agora compassivos como Calvin Klein, Polo Ralph Lauren, Kenneth Cole, Ann Taylor, Stella McCartney, Betsey Johnson, Marc Bouwer, Peter Morrissey e Tommy Hilfiger que, depois de discutir com o PETA por meses, também resolveu banir as peles de suas criações e anunciou sua decisão na publicação Women’s Wear Daily.

A atriz nova-iorquina Nia Long é uma dentre muitas das beldades que aderiu ao movimento em defesa dos animais. Nia posou nua num trem de metrô para uma campanha publicitária onde se lê “prefiro ir nua a usar peles”. A atriz declarou que desde que se tornou mãe começou a entender a importância que têm todas as formas de vida e de como devemos nos responsabilizar por elas. E, seguindo esta lógica, acrescentou que para ela não há diferença entre a exploração de animais para o uso de suas peles e a escravidão ou o Holocausto. Nia gravou uma entrevista que pode ser assistida no link http://blog.peta.org/archives/2009/08/nia_longs_naked.php.

Para Giorgio Armani, no entanto, nenhum destes fatos parece consistente ou relevante, pois, contrariando uma declaração que deu no ano passado para a revista Times de que não usaria mais peles em suas coleções depois de falar com integrantes do PETA dos Estados Unidos, o estilista apresentou entre as suas mais recentes criações jaquetas e saias arrematadas com pele, casacos e até casaquinhos de bebê com detalhes em pele. O PETA pediu ao costureiro que, então, assistisse ao vídeo investigativo feito nas fazendas chinesas de extração de pele, mas Armani recusou o pedido. Se você quer registrar seu protesto acesse o site da campanha pela abolição do uso de peles: http://www.furisdead.com/index.asp.

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