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Vinte e dois carneiros são encontrados mortos em propriedade rural no ES

Vinte e dois carneiros foram encontrados mortos em uma propriedade rural no distrito de Imburana, no Espírito Santo.

Carneiros foram encontrados mortos em propriedade rural (Foto: Clero Ferreira de Freitas)

O dono da propriedade, Clero Ferreira de Freitas, afirmou em um vídeo que a morte dos animais foi causada por uma onça. Nas imagens, os carneiros mortos são expostos.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) informou que não foi notificado oficialmente sobre o caso pelo dono da propriedade e afirmou que, após observar vídeos divulgados pela população, nos quais foi observada a presença de danos físicos nos carneiros, acredita que provavelmente um animal tenha sido o responsável pelas mortes.

Apesar de levantar a possibilidade da causa das mortes, o Instituto afirmou que “uma equipe irá ao local para avaliar se há relação com alguma endemia”. As informações são do portal G1.

É importante, segundo o Idaf, sempre notificar o Instituto em caso de morte de animais em propriedades rurais para que um inquérito seja aberto e uma investigação iniciada.

Nota da Redação: caso a morte dos carneiros tenha sido realmente causada por uma onça ou por qualquer outro animal, é importante reforçar que ao matar os carneiros, o animal age por instinto e, de forma irracional, toma tal atitude apenas com o único intuito de se alimentar, o que é natural na vida selvagem.

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Notícias

Prefeitura embarga rodeio por maus-tratos a animais em Itaipuaçu (RJ)

A Prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, embargou a realização de um rodeio de carneiros. O evento, que aconteceria nos próximos dias 13 e 14 no distrito de Itaipuaçu, foi proibido por ser pautado em maus-tratos a animais, o que é crime.

(Foto: Divulgação)

O rodeio era destinado a crianças e as ensinaria a explorar e a maltratar carneiros, usando-os para entretenimento humano e tratando-os como objetos e não como vidas. As informações são do portal Maricá Info.

Além dos maus-tratos, o evento também não possuía qualquer autorização para ser realizado, questões que não são admitidas pelo município, segundo a Prefeitura.

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Destaques, Notícias

Investigação: ovelhas e cabras são brutalmente assassinadas em matadouros

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Animals Australia
Animals Australia

A organização de proteção animal Animals Australia divulgou um vídeo chocante que mostra cabras e ovelhas tendo suas gargantas cortadas com facas e deixadas para sangrar até a morte em países como Malásia, Líbano, Kuwait, Omã e os Emirados Árabes Unidos.

O vídeo perturbador, feito por investigadores da Animals Austrália, revelou que os matadouros assassinam os animais de forma morte lenta e extremamente dolorosa.

No Líbano, por exemplo,  a organização descobriu que ovelhas  foram comercializadas para serem assassinadas por compradores individuais e que foram mortas em lajes concretadas.

“O governo deve agir imediatamente e descobrir quais empresas australianas estavam envolvidas e revogar sua licença”, disse o político Andrew Wilkie.

Wikie enfatizou que deve ser colocada em prática a “eliminação progressiva da exportação de animais vivos” e que investigações anteriores mostraram que essas práticas eram generalizadas nesses países.

“É errado para qualquer pessoa em qualquer país tratar e lidar com animais dessa forma. É errado que qualquer país permita que os animais sofram assim e tenham mortes miseráveis e solitárias como essas”, afirmou.

A líder de investigações da Animals Australia Lyn White disse que ficou completamente perturbada com as imagens: “A exploração e assassinato de animais na Malásia e em numerosos locais foram algumas das cenas mais angustiantes que testemunhei. Não foi nada menos do que um banho de sangue”.

Nota da Redação: Inúmeros animais são assassinados pela indústria da carne em todo o mundo e este caso não é uma exceção. As ovelhas e cabras tiveram suas vidas encerradas de maneira tão indigna e dolorosa porque as pessoas ainda possuem hábitos que financiam a exploração animal. Independentemente da forma com que os animais são mortos, assassinatos  são atos extremamente bárbaros e jamais poderão ser defensáveis. A única maneira de acabar com isso é procurar fontes de alimentos vegetais e, assim, preservar estas vidas inocentes.

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Bárbarie na China: carneiros são forçados a lutar até a morte em uma batalha sangrenta

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução/VCG via Getty Images
Foto: Reprodução/VCG via Getty Images

Imagens fortes de carneiros ensanguentados sendo obrigados a batalhar até a morte foram registradas em uma vila da China. As informações são do Mail Online.

No dia 22 de março na vila de Lihejing, Província Henan, mais de 40 pessoas se reuniram durante uma celebração em um templo para assistir à competição cruel imposta aos animais.

Dúzias de carneiros grandes e treinados para a agressividade lutaram uns contra os outros cercados de espectadores, apostando dinheiro em qual animal sucumbiria primeiro à morte ou exaustão.

Foto: Reprodução/VCG via Getty Images
Foto: Reprodução/VCG via Getty Images

Os animais são criados normalmente para exploração da carne e da lã no noroeste da China e na Mongolia. Eles são classificados em grupos por idade e peso e treinados cruelmente pelos pastores para brigar entre si.

As imagens mostram os animais pulando e colidindo com seus poderosos chifres, até que comecem a sangrar e não suportem mais. Homens observam de perto e fazem suas apostas, enquanto mulheres e crianças acompanham de longe.

Foto: Reprodução/VCG via Getty Images
Foto: Reprodução/VCG via Getty Images

Todo ano, durante a celebração do templo, moradores se reúnem para promover atividades culturais e rezar por uma boa colheita. Infelizmente, a crença popular sustenta a barbárie entre carneiros, alegando que garante uma boa colheita no próximo ano.

Nota da Redação: Tortura e mortes brutais em nome da cultura e da religião não são novidade, mas atingem ainda mais os animais não-humanos, que não têm seu direito básico à vida e à integridade física garantidos. As tradições não podem se sobrepor à ética, pois a humanidade já aboliu várias formas de crueldade antes sacralizadas e a transformação social caminha na direção da não-violência, compaixão e respeito por todas as espécies.

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Ladrões invadem chácara e matam animais em Nova Andradina

Quatro carneiros foram mortos de uma chácara na madrugada desta quarta-feira (25) em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande. Os ladrões também levaram dez galinhas da propriedade.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Segundo relato do proprietário da chácara, ao chegar no local, ele percebeu que a propriedade havia sido invadida, provavelmente durante a noite, e quatro carneiros haviam sido mortos e levados. As vísceras dos animais estavam espalhadas pelo local.

O dono da propriedade disse ainda que os autores sequestraram dez galinhas e teriam tentado matar uma vaca, porém, sem sucesso. Assim que percebeu o crime, o proprietário foi à 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina para relatar a ocorrência.

O caso será investigado, e a suspeita é de que os animais tenham sido levados para consumo durante as festividades de fim de ano. (Com informações Nova News)

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Decat resgata animais abandonados em terreno baldio, em Campo Grande (MS)

Na última sexta-feira (05), policiais civis da DECAT (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), em ação conjunta com funcionários do CCZ (Centro Controle de Zoonoses), resgataram quatro carneiros que eram mantidos sem alimentação e sem água, em um terreno baldio, em Campo Grande (MS).

A proprietária do terreno disse não saber de quem eram os animais, que ficaram sob responsabilidade do CCZ. Se identificado, o tutor dos carneiros responderá pela prática do crime de maus-tratos contra animais, cuja pena pode chegar a um ano de detenção e multa.

Fonte: MS Notícias

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Peta denuncia durante protesto “mutilação de carneiros” na Austrália

A PETA promoveu hoje um protesto simbólico à porta da Embaixada da Austrália, em Lisboa, contra a tradição daquele país de retirar pele dos carneiros com tesouras de jardinagem para impedir a infestação de larvas de moscas.

Quase nu, pintado de vermelho, imitando sangue, e deitado sob uma bandeira australiana, um membro da PETA fez  uma alusão à esta prática. Outros membros da PETA, uma organização internacional, seguravam cartazes que mostravam um cordeiro com uma ferida sangrando nas costas.

Liana Costa, estudante portuguesa, era uma das manifestantes deste protesto junto à embaixada australiana a exigir o fim da “mutilação de carneiros e cordeiros”, tradição que afirma que “é possível parar optando por outras soluções de desinfestação”. “Esperemos que o nosso protesto seja ouvido e que parem com a tradição”, disse.

Esta prática bárbara, consiste no corte de pedaços de pele das costas dos cordeiros para impedir a infestação de larvas de moscas denominadas ‘flystrike’. Na Austrália, o tipo de ovelha mais comum é o merino, pelas suas pregas na pele que significam mais lã por animal. As moscas colocam os ovos nas dobras de pele e as larvas criadas podem comer a ovelha viva. Para prevenir a assim denominada “flystrike”, os fazendeiros australianos fazem a chamada “mulesing”, forçando cordeiros vivos sobre as costas, segurando-lhes as pernas entre barras de metal, para o corte de fatias de carne e pele em redor da cauda.

A PETA (“People for the Ethical Treatment of Animals” em inglês, “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais” em português) é uma organização não governamental com sede na Virgínia, nos Estados Unidos da América, mas com simpatizantes em vários países do mundo, que se dedica à defesa dos direitos dos animais.

Para quem não tem ideia de como são feitas as tosquias, pode veralgumas imagens nesse vídeo de dois minutos.

Fonte:  DN Portugal

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Macaco-narigudo digere comida como os animais ruminantes

Você já ouviu o nome científico Nasalis larvatus? Lembra algo relacionado a nariz, e com razão: este nome pertence a um primata que em português é chamado de macaco-narigudo. Mas sua aparência, graças ao enorme nariz, não é a única característica incomum da espécie. Assim como vacas e carneiros, e ao contrário de todos os demais primatas, o macaco-narigudo é um ruminante.

Regurgitar alimentos é a única estratégia para digerir melhor os alimentos que o ser humano não possui. As espécies ruminantes usam esse procedimento para tirar mais proveitos dos nutrientes, e o macaco-narigudo está incluso nesta categoria.

A descoberta foi feita por cientistas japoneses, da Universidade de Kyoto. Eles se basearam em observações diretas, através de binóculos e monitoramento por vídeo, de cerca de 200 macacos desta espécie, tomando nota de alguns de seus hábitos. Os cientistas eram do Japão, mas os macacos observados moram em uma floresta tropical na Malásia, e foi lá que a análise aconteceu.

Os macacos foram observados ao longo de 11 dias em seu habitat natural, e 23 deles foram observados regurgitando alimentos. A técnica é um pouco diferente das usadas pelas vacas: no caso do macaco, ele força o abdome para que a comida volte, faz pressão na garganta e puxa a comida com a mão, mantendo-a na boca. Pode parecer nojento, mas os cientistas garantem que é eficaz.

Fonte: Hypescience

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A virtude da beleza

“Os sentimentos egoístas são mais danosos à beleza dos que os radicais livres, que as toxinas, que o excesso de oxidantes, que as gorduras não saturadas”


Uma leitora, depois de ter assistido a um programa de moda num canal de TV a cabo, gentilmente me pediu para comentar o uso de peles de animais no vestuário feminino. Pois é. Seria apenas uma escolha cruel, não fosse absolutamente inútil e de gosto duvidoso. Existem tecidos das mais variadas texturas para aquecer o corpo em época de frio, sem recorrer a chinchilas, focas, leopardos, raposas, linces, castores canadenses e carneiros persas.

Ensinou Pitágoras, o primeiro dos grandes filósofos: “O luxo mais simples é o mais excelente”, e ainda, “Procure ser elegante e puro sem excitar a inveja e sentimentos subalternos” .

Uma pessoa dotada de certa sensibilidade não carregará em seus ombros ou em contato com seu corpo a pele de um ser suprimido com violência. Por mais colorida e tratada que seja, carrega o espanto da morte, do sacrifício desnecessário, da crueldade que se fez possível pela ganância de alguns e pela vaidade fútil e efêmera da mulher. Justificar-se- ia para um esquimó – como meio de sobreviver entre gelos eternos -, mas nunca para uma mulher que pretenda realçar sua beleza física (ou mais frequentemente para encobrir seus defeitos).

Segundo o alquimista, o mediador plástico – influenciado de vontades e desejos, de práticas e contatos – processa o bem, o mal, a grandeza e a pequenez do indivíduo para que possam ser por ele assimilados na esfera espiritual e naquela corpórea. Dessa forma não se escapa ao processo constante de causa e efeito, ao Karma, que reserva a cada um o justo mérito e o inexorável castigo.

A monstruosidade moral produz feiura física. Pois existe um mediador plástico no ser humano que dilata o ventre e as mandíbulas do guloso, aponta os lábios do avarento, torna impudente o olhar da mulher impura e venenosa a expressão do invejoso.

A natureza que frequentamos, que ingerimos, que respiramos, que vestimos transmite sua semelhança. São eles os elementos alquímicos que modificam nossa exterioridade.

Os sentimentos egoístas, e neles deve-se incluir os que estimulam a matança de animais para enfeitar mulheres fúteis, são mais danosos à beleza dos que os radicais livres, que as toxinas, que o excesso de oxidantes, que as gorduras não saturadas. Apagam-se o brilho do olhar, a maciez da pele e dos cabelos. O charme exala.

Lembrem-se as mulheres: a beleza é um empréstimo que a natureza faz à virtude. Perdida a virtude, não há como se conservar a beleza.

Vittorio Medioli

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Você é o Repórter

Posto Veterinário São Luis do Paraitinga precisa de ajuda

leticia.cavichioli
leticia.cavichioli@gmail.com

Queridos amigos!
 
Segue as novidades de nosso Posto Veterinário em São Luis do Paraitinga
Estamos em nossa terceira semana em São Luis do Paraitinga após ser atingida pelas enchentes do ano novo.
 
Estavamos com uma barraquinha na praça do coreto e este sábado conseguimos um local para oficializar o Posto Veterinário.
Mais de 300 Animais atendidos entre cães, gatos, papagaios, coelhos, carneiros, cavalos e as atividades realizadas foram:
Atendimento veterinário e medicação gratuita no posto veterinário
Distribuição de ração, vermífugos, produtos antipulgas e carrapatos e shampoos
Vacinação dos animais que tiveram contato com a água da enchente (Duramune –  Fort Dodge)
Visita às populações ribeirinhas para atendimento veterinário devido a dificuldade de deslocamento
Cadastro e foto de animais achados e perdidos durante a enchente
Orientações gerais
Doações do dia 02 a 25 de janeiro
Aproximadamente 900kg de rações de cães e 400kg para gato
Em doses (para animais de 20kg) = 120 doses de vermífugos, 80 doses de antibióticos (Entre comprimidos e injetáveis – Grandes e Pequenos animais),
150 shampoos antipulgas para cães e gatos
80 banhos anti pulgas e carrapatos (Amitraz ou Cipermetrina)
5 caixas de luvas de procedimento e 30 toalhas descartáveis
Iodo povidine, líquido de dakin, alcool 70%
Seringas, agulhas, gazes, algodão, atadura
Injetáveis (Anestésicos, antibióticos, antinflamatórios, anti-pirético, vitaminas)
Sprays (Unguento, prata, mata bicheiras, etc)
Potinhos, caminhas, roupinhas, biscoitos e brinquedos.
Equipamentos para contenção (Focinheiras, cambão, cordas)
Suas doações são muito importantes! Continue nos ajudando!
 
Ainda precisamos de:
Rações
Vacinas para cães e gatos
Sprays Mata- bicheiras e repelentes
Produtos anti-pulgas e carrapatos (Shampoos, pulverização, banhos, etc)
Caso você seja veterinário/médico e possa doar, precisamos de :
Ampolas de Atropina
Anestésicos orais e injetáveis
Cateter (diversos tamanhos)
Equipo
Soro fisiológico (250mL)
Focinheira e/ou luva de contenção para gato
Colares Elizabetanos ou RX velhos (diversos tamanhos)
Para a população de São Luis do Paraitinga, estão precisando de alimentos enlatados diversos, roupa de cama e cobertores
 
Para entregar as doações, segue contatos dos voluntários de diversas cidades:
Campinas
Helia  (19) 8810-1250 helialin@yahoo.com.br
Suzano/Poá
André (11) 6739-3135 andre.rossi@juliosimoes.com.br
ou Leandro (11)6739-3137 leandro.marcon@sanofi-aventis.com
Mogi das Cruzes
Fernanda (11) 8224-4461 fernanda.devasconcelos@gmail.com
São Paulo
Jaqueline (11) 8296-5091 jackangelozzi@hotmail.com
ou  Carol (11)7588-4727 cmb_medvet@yahoo.com.br
Taubaté
 Taís – Pet e Cia (12)9145-8109
ou Juliana juhcalilzuck@hotmail.com
Quem quiser levar direto para São Luis do Paraitinga
Assis (12) 9102-2518 oarteiroassis@hotmail.com
ou Talita (12)9724-9969
 
Confira as fotos do Posto Veterinário!
 
1- Doações recebidas no novo local
2- Frente Posto Veterinário
3 – Equipe reunida após amputação de rabo em gato (Vejam o colar feito com garrafa pet !)
4 – Escombros nas ruas de São Luis do Paraitinga
 
Fazer o bem sem olhar a quem!
Cada um fazendo um pouquinho, conseguiremos um grande resultado!
 
Muito obrigada!
 
Helia Lin
Médica Veterinária
helialin@yahoo.com.br
(11)8107-2557

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Notícias

Sucuri de 5 metros é capturada em Chapadão do Sul (MS)

Por volta das 17 horas desta quinta-feira (28), O Corpo de Bombeiros de Chapadão do Sul (MS) foi chamado por funcionários da fazenda Campo Bom, para dirigirem-se até um retiro, que fica nas proximidades do Rio Aporé, para recolherem uma cobra sucuri de aproximadamente 5 metros de comprimento.

Sucuri de 5 metros capturada em fazenda. (Imagem: O Correio)
Sucuri de 5 metros capturada em fazenda. (Imagem: O Correio)

No local, o funcionário da fazenda estava com uma cobra sucuri presa. O funcionário afirmou aos bombeiros, que vários animais, como porcos e carneiros, estavam sumindo, e acredita que a cobra é a responsável pelo sumiço dos animais.

O funcionário afirmou que ele encontrou a cobra perto do Rio Aporé, onde fez a captura dela.

Os bombeiros recolheram a cobra para o quartel dos bombeiros, e ela deverá ser solta na manhã desta sexta-feira (29) na reserva da Fazenda Padrão.

Fonte: O Correio

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Ano novo, velhos números…

Sendo um físico teórico, um dos meus instrumentos de trabalho mais preciosos é a matemática. Por isso, com o tempo, apaixonei-me pelos números e, cada vez mais, enxergo neles uma beleza ímpar. Há ocasiões em que quase chego a duvidar de que sou um físico legítimo, pois a matemática envolvida nos problemas de pesquisa às vezes me fascina muito mais do que as questões físicas em si. Ao acompanharem meus trabalhos, alguns colegas, em tom de galhofa, dizem: “Olha, só posso parabenizá-lo por ter entrado para o time dos matemáticos puros.” Outros, mais austeros, aconselham: “Acho que você deveria perder menos tempo com a matemática e mais tempo com a física.” Mas eu sou teimoso e ainda acho que uma equação fala mais do que três bilhões e meio de palavras. A beleza dos números me seduz.

Todavia, sou um caso quase isolado: a maioria das pessoas detesta lidar com números, torce o nariz para fórmulas, sofre engulhos só de ver um gráfico. Mas sigo convicto da verdadeira maravilha que os números representam. Não é fantástico perceber, embora não se saiba a razão, que qualquer número par pode ser escrito como a soma de dois números primos? Não é simplesmente de cair o queixo que uma mesma proporção esteja presente em fenômenos tão distintos quanto a multiplicação de indivíduos nas sucessivas gerações de um casal de coelhos e também em diversas medidas do corpo humano (a altura total e a medida do umbigo até o chão; a altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça; a medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax; etc.)? Ou, mais fundamentalmente, não é desconcertante o fato de que um mesmo conjunto de símbolos, uma mesma construção lógica, que é a matemática, sirva bem a propósitos tão prosaicos quanto contar conchinhas na beira da praia mas também nos permita calcular há quantos bilhões de anos nosso universo existe?

Sim, os números estão repletos de beleza, mas também podem ser extremamente cruéis. Há contextos em que a beleza dos números se esvazia por completo; então, a matemática já não é capaz de provocar qualquer sensação de enlevo. Ao contrário, nesses casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona tudo que há de pior em nós, seres humanos: a desesperança, a revolta, o ódio. Os números que descrevem o holocausto animal constituem um desses casos.

Em 2003, com base nas estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization
of the United Nations) sobre agricultura, o Secretariado da União Vegetariana Europeia, apresentou o número de animais mortos no mundo para consumo humano durante aquele ano. Os números foram estabelecidos a partir de relatórios provenientes de mais de 210 países, mas devemos levar em conta que alguns países e territórios não fornecem dados. Os números foram os seguintes:

– Galinhas e frangos: 45 bilhões e 900 milhões

– Patos: 2 bilhões e 260 milhões

– Porcos: 1 bilhão e 240 milhões

– Coelhos: 857 milhões

– Perus: 691 milhões

– Gansos: 533 milhões

– Carneiros, ovelhas, cordeiros: 515 milhões

– Cabras: 345 milhões

– Bois, vacas, vitelos: 292 milhões

– Roedores: 65 milhões

– Pombos e outras aves: 63 milhões

– Búfalos: 23 milhões

– Cavalos: 4 milhões

– Asnos, mulas, machos: 3 milhões

– Camelos e outros camelídeos: 2 milhões

A matéria do Centro Vegetariano* sobre o tema alerta ainda que a soma de todos esses números fornece um total de mais de 50 bilhões de animais, sem ter em conta os animais aquáticos (peixes e crustáceos). Os números referem-se apenas aos animais abatidos nos matadouros. Excluem-se os animais de criação extensiva (geralmente para consumo doméstico), assim como os que são alvo da caça, difíceis de contabilizar por não haver qualquer tipo de controle. Certamente não estão incluídos nos números os desafortunados animais assassinados em rituais religiosos e tampouco os cães e gatos
exterminados em sua globalizada Auschwitz particular, os famosos centros de controle de zoonoses. De tudo isso, só podemos depreender que a realidade é muito pior.

Diante desses números, toda beleza se esvai, escorre feito o sangue dos inocentes animais mortos em nome de nossos vícios e de nossa ganância, restando, então, a carcaça exangue do puro horror. São dados antigos, mas basta olhar ao redor para perceber que as coisas não podem ter melhorado (e, nesse caso, mesmo que os números caíssem pela metade, a chacina ainda teria dimensões dantescas).

Em um trabalho publicado em 2001, Luiz Antonio Pinazza, redator de pecuária e política agrícola da Revista Agroanalysis**, da Fundação Getúlio Vargas, joga um balde de água fria no otimismo vegetariano:

*A formulação das tendências de consumo é investigada pelo The International Food Policy Research Institute (IFPRI), seguindo um modelo alimentar mundial em que se incluem dados originários de 37 países e grupos de países e 18 produtos. Conhecido como Impact (International Model for Policy Analysis of Agricultural Consumption), o cenário do início dos anos 90 até 2020 prevê um aumento do consumo da carne e do leite de respectivamente 1,8 e 3,3% nos países em vias de desenvolvimento e de 0,6 e 0,2% nos países desenvolvidos. Ou seja, até 2020, em toneladas métricas, os países em vias de desenvolvimento consumirão mais 100 milhões de toneladas de carne e mais 223 milhões de leite. *

Resumo da ópera: o número de animais mortos só vem crescendo e vai crescer ainda mais. Se, em 2003, as estatísticas mais modestas apontavam 50 bilhões de vítimas, hoje, no final de 2009, estamos, certamente, encerrando um ano em que tal número foi superado e vamos receber, de braços abertos, um novo ano em que, mais uma vez, o recorde será batido. Ano novo, vida nova? Infelizmente, penso que não: ano novo, velhos números; ano novo, idênticas atrocidades. Um interessante testemunho do século XIX pode ajudar a ilustrar a constância do banho de sangue em que vivemos imersos.

O romancista russo Leon Tolstói (1828-1910), por sua vez, levou a cabo a experiência à qual a maior parte de nós se recusa, aquela mesma experiência considerada pelo filósofo escocês John Oswald (1760-1793) como um alerta à sensibilidade natural do homem: Tolstói visitou um matadouro. O escritor, bem como qualquer vegetariano de qualquer outra época, estava acostumado a viver em uma sociedade erigida sobre a exploração animal. Já ouvira todas as razões antigas e conhecidas pelas quais, supostamente, matar animais para comer é aceitável e até natural, coisas como “Deus permite”, ou “todo mundo faz assim”. A respeito disso, escreveu ele:

“Não existe mau cheiro, som, monstruosidade aos quais o homem não consiga se acostumar a ponto de deixar de ver, escutar e cheirar a aparência, o som e o odor do mal.”

Tal convicção reforçou-se ainda mais com sua visita ao matadouro, descrita por ele nas seguintes palavras:

“ (…) na longa sala, já impregnada com o cheiro de sangue, só havia dois açougueiros. Um soprava a perna de um carneiro morto e batia no estômago inchado com a mão; o outro, um rapaz de avental emplastado de sangue, fumava um cigarro torto. (…) Depois de mim entrou um homem, aparentemente um ex-soldado, trazendo um jovem carneiro de um ano, preto com uma marca branca no pescoço, de patas amarradas. Este animal ele o pôs sobre uma das mesas, como se numa cama. O soldado velho saudou os açougueiros, que evidentemente conhecia, e começou a perguntar quando o seu patrão lhes permitia ir embora. O camarada com o cigarro aproximou-se com o facão, afiou-o na borda da mesa e respondeu que estavam de folga nos feriados. O carneiro vivo estava ali deitado, tão silencioso quanto o morto e inflado, a não ser por sacudir nervosamente o rabo curto e os lados a se alçarem com mais rapidez que de costume. O soldado baixou gentilmente, sem esforço, a cabeça levantada; o açougueiro, sem parar de conversar, agarrou com a mão esquerda a cabeça do carneiro e cortou-lhe a garganta. O animal tremeu, e o rabinho endureceu e parou de abanar. O camarada, enquanto esperava o sangue correr, começou a reacender o seu cigarro, que se apagara. O sangue corria, e o carneiro começou a agonizar. A conversa continuou sem a mínima interrupção. Era horrivelmente revoltante.”

Para nós, hoje, seria um alívio (ainda que um alívio questionável) descobrir que os matadouros de agora são menos “revoltantes” do que aquele que Tolstoi descreve. A verdade é bem outra. A frieza com que os animais são mortos é exatamente a mesma. São diferentes apenas duas coisas: hoje, os animais são mortos em escala industrial, no que poderíamos de chamar de verdadeiras “linhas de desmontagem”, que contam com as mais bizarras tecnologias (esteiras com ganchos para suspender as vítimas, serras elétricas, tonéis de escalda etc.); além disso, os matadouros não param mais nos feriados – funcionam noite e dia, ininterruptamente, para atender a imensa e crescente demanda por carne. O que mudou, em suma, foram os números, muito mais grandiloquentes do que seria capaz de imaginar o mais megalomaníaco dos genocidas.

Abro uma revista que assino e que acabo de receber em casa, uma publicação da comunidade judaica, e encontro mais uma matéria sobre os horrores perpetrados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Descubro que, apesar de o número exato de pessoas exterminadas pelos nazistas nos campos de concentração ainda ser objeto de pesquisa e debate, as estimativas mais avantajadas apontam para 3.5 milhões de poloneses não-judeus, 3.5 milhões de poloneses judeus, 2.5 milhões de judeus de outras  racionalidades, 6 milhões de civis eslavos, 4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 1.5 milhões de dissidentes políticos, 800 000 ciganos, 300 000 deficientes, 25 000 homossexuais, 5000 Testemunhas de Jeová, fornecendo um total de 22.130000 pessoas (sim, mais de 22 milhões). Faço mais um rápido cálculo mental e começo a rir: esse número representa mirrados 0,04% em comparação com os tais de 50 bilhões de animais mortos a cada ano. Súbito, a imensa tragédia do holocausto adquire contornos de brincadeira de criança. Olho para a televisão e vejo uma repórter alarmada informar que, apesar da constante queda nos números, mais de 2 milhões de pessoas ainda morrem em decorrência da AIDS todos os anos. Faço uma ágil regra-de-três, descubro que esse número – 2 milhões – é o número de animais oficialmente assassinados em apenas 20
minutos e caio na gargalhada. Aprimorando o ensaiado olhar de luto, a repórter passa à nova manchete, a qual ela própria define como “uma carnificina”: 38 mortos no feriado de Natal nas estradas federais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Recuso-me a fazer qualquer conta sobre isso; naquele momento, a notícia soa-me completamente ridícula, algo que nem merece ser computado.

Como disse, em certos casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona tudo que há de pior em nós, seres humanos, inclusive a frieza perante a desgraça. É quase  impossível não ser sufocado por tal número – 50 bilhões! –, frente ao qual todas as misérias humanas parecem ínfimas, desprezíveis, negligenciáveis, assim como aqueles centésimos e milésimos após a vírgula que são dispensados quando, em um problema matemático, enunciamos a resposta final. Não acho bonito, não é isso o que desejo, mas a frieza dos números toma conta de mim. Viro um cubo de gelo. Insensível.

É claro que a maneira mais decente de encarar esses funestos eventos, a matança de animais humanos e não-humanos, é pensar sobre o drama individual, sobre a experiência dolorosa de cada um deles, sobre a tortura física e mental que cada qual, intimamente, teve de suportar antes da morte. Quando resumimos (ou ocultamos) tudo isso através de números, deixamos de lado a real dimensão do drama e corremos o risco da insensibilização. É, de fato, uma pena que sejamos obrigados a conviver com estatísticas tão berrantes e macabras. E é ainda mais lastimável que, ao que tudo indica, essas estatísticas, no ano que se inicia, venham a ser ainda mais berrantes e mais macabras. Recuso-me, portanto, a festejar mais um ciclo de matança que se inicia. Enquanto todos estiverem fazendo a tradicional contagem regressiva para a chegada do novo ano, permanecerei calado. Minha contagem particular começará à meia-noite em ponto: um, dois, três, quatro, cinco… e vou contabilizando, em tempo real, os animais mortos nesse recém-nascido 2010. Mas a matemática, nessas horas, é implacável, e eu logo descubro ser impossível a tarefa: são mais de 38 000 assassinatos a cada segundo.

Ao redor do mundo, o ano já se inicia com a tétrica ceia, repleta de corpos chamuscados sobre as mesas, modesto prenúncio de tudo que está por vir. Paradoxalmente, as pessoas desejam paz umas às outras, com as bocas cheias de nacos de carne. Tenho vontade de repreendê-las, “Tirem o cadáver da boca para falar!”, mas fico quieto. Penso novamente em Tolstói, que há muito já alertava sobre quão vãos serão todos nossos anseios de paz enquanto a violência fizer parte de nossos atos corriqueiros. Dizia ele: “Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra”. Haverá mesmo.

Mais uma vez, os galináceos se salvarão, afinal ciscam para trás e, portanto, não é de bom agouro devorá-los em noite  réveillon; os porcos, no entanto, fuçam para a frente, e, por isso, tornam-se os defuntos mais cobiçados. O leitão da ceia é apenas um infeliz que se adiantou às estatísticas. Enquanto o porco fuça para a frente, fica para trás, bem para trás, perdendo-se na poeira da distância, qualquer sinal de escrúpulo ético.
Um novo ano se anuncia. Vai começar tudo de novo…

Referências Bibliográficas

* Centro Vegetariano
**Planeta Orgânico  


Rafael Jacobsen
é coordenador do Grupo Porto Alegre da SVB.

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