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Empresa de carnes vegetais celebra 30 anos com crescimento de demandas

Reprodução

Neste mês de setembro, o grupo holandês Vivera, indústria de alimentos à base de vegetais que busca imitar o sabor e a textura de carne tradicional, completa 30 anos. Em comemoração, a companhia do mercado vegetariano, que atualmente comercializa mais de 50 produtos em cerca de 27 mil supermercados ao redor do mundo, anunciou futuros investimentos, equivalente a mais de R$ 187 milhões para aumentar a produção, segundo informações do grupo Distrifood.

A meta é ampliar o dobro do volume de alternativas à carne, de 17 milhões de quilos para 45 milhões, até o ano de 2025. A indústria conta com três fábricas em funcionamento e tem o objetivo de gerar a duplicação de empregos nos próximos anos. A CEO da Vivera, Willem van Weede, afirma que a expansão deve favorecer a baixa nos preços dos produtos para o consumidor.

Apesar do impacto da pandemia do novo coronavírus, os planos da companhia se mostram promissores, visto que a Vivera testemunhou o crescimento de 30% da demanda por alternativas à carne, prevendo faturamento equivalente a R$ 542 milhões em 2020 e R$ 1,6 bilhão nos próximos 4 anos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a redução do consumo de carne é a maior transformação para o enfrentamento da mudança climática. Diminuindo o consumo, é possível ajudar no combate às emissões de gás carbono no planeta em 24%, o equivalente a retirar 240 milhões de carros das ruas. Além disso, o órgão ressalta que comer carne causa impacto não só ao meio ambiente, mas também a saúde humana e a qualidade de vida dos animais.


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Jornalismo cultural, Notícias

Açougueiros oferecem alternativas à carne em resposta à demanda no Reino Unido

Por David Arioch

“Se eles estão olhando para a sua ingestão de carne e estão procurando algo diferente, então esta é uma ótima alternativa” (Foto: Divulgação)

O que até alguns anos atrás parecia improvável, hoje já é uma realidade cada vez mais comum. Em resposta à demanda, açougueiros no Reino Unido estão comercializando também alternativas à carne. Um exemplo é a Thurston Butchers, de Suffolk, que desde ontem (13) começou a estocar e oferecer os produtos da marca THIS, que diz criar “a alternativa à carne mais realista do mundo”.

Entre os produtos oferecidos pela empresa, e que têm atraído a atenção dos açougueiros, estão substitutos de bacon e de frango. “As pessoas provavelmente acham que é absurdo um açougueiro vender produtos veganos. Mas eu vejo isso como uma alternativa – nós realmente recebemos muitas solicitações de alternativas vegetarianas ou veganas de nossos clientes”, explica Alistair Angus, que comanda a Thurston Butchers.

Fundada por Andy Shovel e Pete Sharman, a THIS surgiu com o objetivo de incentivar o consumo de mais alimentos à base de plantas. “Fiquei francamente surpreso quando a Thurston Butchers entrou em contato. Não é todo dia que uma marca baseada em plantas consegue o endosso de tradicionalistas amantes da carne”, diz Andy Shovel.

“Se eles estão olhando para a sua ingestão de carne e estão procurando algo diferente, então esta é uma ótima alternativa”, justifica o açougueiro Alistair Angus. A THIS destaca que sua missão é conquistar principalmente os amantes da carne, e que seus produtos, que têm ervilha como um dos ingredientes principais, resultam de dois anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com especialistas em texturas e aromatizantes – mas sem o impacto ético ou ambiental da carne.

Os produtos da THIS já estão sendo comercializados em alguns açougues no Reino Unido e também na Holland & Barret, Ocado, Patty & Bun e Chilango.

De olho nos veganos, açougues canadenses comercializam “carnes vegetais”

A demanda por proteínas de origem vegetal está crescendo no Canadá, e assim como no Reino Unido, os açougues estão comercializando “carnes vegetais” – e não se trata de açougues veganos ou vegetarianos, mas de açougues convencionais mesmo.

Em vez de declarar guerra ao veganismo, como tem acontecido em algumas regiões do Reino Unido e da França, onde já ocorreram conflitos entre veganos e açougueiros, há quem prefira se adaptar a uma nova realidade. Exemplo disso é a Meridian Meats & Seafoods, que tem compartilhado em sua conta no Instagram as suas opções de “carnes vegetais” disponíveis em todos os seus açougues.

Ao Daily Hive, o presidente e CEO da Meridian Farm Market, Josh Penner, justificou que o papel deles é vender boa comida, que vá ao encontro dos valores pessoais dos clientes. “Eles nos dizem o que querem e estamos sempre ouvindo”, explica e acrescenta que as novas opções podem também conquistar o paladar de quem não é vegano nem vegetariano.

Essa mudança de comportamento no mercado canadense também foi estimulada recentemente pela última atualização do Guia Alimentar do Canadá, desenvolvido por médicos nutrólogos e nutricionistas.

No guia, o governo canadense qualifica oficialmente a “dieta vegana” ou “vegetariana estrita”, em referência a uma dieta sem alimentos ou ingredientes de origem animal, como saudável. Além disso, destaca a importância do consumo de vegetais e encoraja a drástica redução do consumo de alimentos de origem animal.


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Maior produtora de carne da Europa começará a produzir alternativa vegana

Por Rafaela Damasceno

A Danish Crown, uma das maiores produtoras de carne da Europa, suspenderá as mortes dos porcos em uma de suas instalações da Alemanha e tem planos de começar a produzir carnes e hambúrgueres veganos.

Um porquinho
Imagem ilustrativa | Foto: TRIOAKFOODS/FACEBOOK

A empresa é a maior produtora de carne de porco da Europa e essa novidade gerou várias especulações. Segundo a Agribusiness Intelligence, as mortes só irão parar porque a unidade da empresa não pode exportar para a China, e a Just Food disse que a Danish Crown confirmou que estava matando porcos em excesso.

Independentemente dos motivos, a Vegconomist acredita que a crescente demanda por produtos de origem vegetal e a diminuição da procura por alimentos derivados dos animais influenciou na decisão. Para o site, é muito claro que a Danish Crown está tentando uma abordagem livre de crueldade ao produzir carnes veganas pensando no futuro.

Futuro lucrativo

O UBS Group AG, um banco de investimento multinacional e empresa de serviços financeiros, previu que o mercado de proteína de origem vegetal valerá 85 bilhões de dólares (mais de 318 bilhões de reais) em 2030.

Segundo a Bloomberg, a capacidade de criar alimentos que imitam carnes, ovos e produtos lácteos (liberando menos gás carbônico e sem a necessidade de matar animais) se tornará mais financeiramente viável na próxima década.

Nota da redação: A atitude da empresa é positiva, mas as mortes pararam em apenas uma instalação. Milhares de animais continuam sofrendo e morrendo e o ideal seria suspender todas as produções dos produtos de origem animal. O veganismo é um estilo de vida e adotá-lo implica comprometimento, respeitando os animais em todos os sentidos e condenando qualquer tipo de exploração. As empresas deveriam se aliar à ética e ao reconhecimento dos direitos animais, ao invés de pensar em atender a demanda vegana apenas por lucro.

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Mercado de carne vegana crescerá na próxima década

Por Rafaela Damasceno

O UBS Group AG, um banco de investimento multinacional e empresa de serviços financeiros, previu que o mercado de proteína de origem vegetal valerá 85 bilhões de dólares (mais de 318 bilhões de reais) em 2030.

Uma cesta de compras de mercado com carne vegana
Foto: Beyond Meat

O novo relatório, de 67 páginas, é quase o dobro da previsão feita por analistas em maio, que disse que o mercado valeria 41 bilhões de dólares na próxima década. Atualmente, o valor estipulado para o setor é de 4,6 bilhões de dólares.

“A carne fabricada foi quase uma piada há 20 anos”, afirma Wayne Gordon, estrategista da UBS Global Wealth Management. “Não é motivo de riso hoje, considerando a ascensão enorme da indústria nesses últimos anos.

Opções de carne vegana estão sendo incluídas nos restaurantes e mercados de todo o mundo. Até mesmo as redes de fast-food não querem perder espaço: o Burger King da Suécia lançou recentemente uma linha de hambúrgueres veganos.

A popularidade do alimento se deve a várias razões. As pessoas estão se tornando conscientes do impacto ético e ambiental do consumo de produtos de origem animal, além de estarem se preocupando mais com a saúde.

No ano passado, a Nações Unidas (ONU) revelou que a liberação de gases de efeito estufa da agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, ônibus, aviões e foguetes juntos. Segundo ela, combater o consumo da carne se tornou o problema mais urgente do mundo.

Segundo a Bloomberg, a capacidade de criar alimentos que imitam carnes, ovos e produtos lácteos (liberando menos gás carbônico e sem a necessidade de matar animais) se tornará mais financeiramente viável na próxima década.


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Esse ativista costmava te desafiar, agora ele está indo atrás do seu paladar

Foto: Jo-Anne McArthur
Foto: Jo-Anne McArthur

*Traduzido por Eliane Arakaki

Bruce Friedrich passou décadas tentando persuadir as pessoas a parar de comer carne. Quando ele viu isso não estava funcionando, ele colocou seu foco em criar alternativas melhores.

Bruce Friedrich costumava ser o cara que invadia desfiles de moda para espalhar sangue falso nas modelos que usavam casacos de pele. Isso quando ele não estava distribuindo panfletos nos campus da universidades ou criando vídeos para expor a terrível realidade da produção de carne.

Mas ele percebeu em um certo ponto que seu ativismo não estava atingindo o objetivo – Levando menos pessoas a matar, comer e usar animais.

“Tentamos convencer o mundo a se tornar vegano e isso não funcionou”, disse Friedrich em uma entrevista recente.

Hoje em dia, ele espera que o capitalismo possa funcionar onde o ativismo e a persuasão não alcançaram.

A organização fundada por Friedrich em 2015, o Good Food Institute, está no centro de uma nova indústria que busca alternativas à carne que não percam em sabor ou preço. Sua organização, sediada em Washington, faz de tudo, desde a criação de fundos de capital de risco até a realização de parcerias entre investidores e startups.

O trabalho transformou Friedrich, de 49 anos, em um porta-voz das pessoas que perceberam que fazer os outros se sentirem mal em comer carne não os faz consumir menos.

“Você pode ficar azul de tanto falar com as pessoas sobre como os animais sofrem”, disse Suzy Welch, ativista pelos direitos animais e escritora. “Então Bruce veio e disse: ‘Pode haver uma alternativa’”.

Welch e seu marido, Jack Welch, ex-executivo-chefe da General Electric, conheceram Friedrich em 2015. Desde então, o casal se tornou financiador do Good Food Institute, e eles confiaram nele para avaliar as cerca de meia dúzia de empresas nas quais eles investiram dinheiro.

Há sinais iniciais de que a estratégia de Friedrich está avançando. Empresas como a Impossible Foods e a Beyond Meat estão se tornando marcas fortes. As vendas de alternativas a carne aumentaram 22% no ano passado e 18% no ano anterior, segundo a Euromonitor International.

Mas também estão transformando a organização do Sr. Friedrich em um saco de pancadas. O Instituto Good Food tem enfrentado fazendeiros que criam de bois e vacas, que têm promovido legislações de nível estadual que criariam dificuldades para que as startups comercializassem suas proteínas alternativas para os comedores de carne.

Quando Friedrich escreveu um ensaio para o The Wall Street Journal, elogiando o conglomerado de alimentos Tyson por sua adoção de proteínas vegetais, ele foi denunciado por amantes da carne por vender “tolices hipócritas” e foi acusado por veganos por promover alimentos processados de uma empresa que ainda mata animais.

“Não os parabenize!”, dizia um comentário em tom de crítica destinado ao Sr. Friedrich.

Agora ele passa mais tempo refletindo sobre os comentários dos comedores de carne do que sobre seus antigos aliados, os veganos.

“Eu não me importo muito se vegetarianos ou veganos são favoráveis”, disse ele.

“Não queremos que as pessoas pensem de maneira diferente sobre sua comida. Queremos mudar a comida”.

Os anos de ativismo

O Sr. Friedrich foi criado em Norman, Oklahoma (EUA), onde seu pai era professor universitário. Ele não tinha muito contato com animais ou com a agricultura, a não ser pela viagem ocasional de pesca com seus avós, da qual ele se recorda com algum pesar.

Ele foi um ativista desde cedo, mas sua questão de escolha foi inicialmente a pobreza. No Grinnell College, em Iowa, ele dirigiu a filial local de uma organização focada na pobreza mundial. Depois de se formar, mudou-se para Washington, D.C., e passou seis anos vivendo no abrigo católico Catholic Worker, onde recebia um salário de 5 dólares por semana e usava roupas vindas das doações de que outros residentes que não as queriam mais.

Enquanto hoje ele anda todo penteado e bem barbeado, naquela época ele tinha a aparência hippie do “visual Jesus” – cabelo comprido e barba espessa.

O Sr. Friedrich cresceu luterano e se converteu ao catolicismo enquanto vivia no abrigo, seu ativismo foi em parte resultado de sua fé. Ao contrário de alguns ativistas, ele disse, ele não é motivado por nenhum apego sentimental ou emocional a outras criaturas.

Ele se tornou vegano depois de ler o livro “Dieta para um Pequeno Planeta”, e decidiu dedicar sua vida à causa enquanto vivia no abrigo e leu o livro “O Cristianismo e o Direito Animal”.

“Eu não tinha uma afinidade especial com os animais”, disse ele. “Eu tenho um temperamento muito alemão, baseado em lógica, para o bem e para o mal”.

O Sr. Friedrich conseguiu um emprego na People for the Ethical Treatment for Animals (PETA) e se casou com outra líder da organização. Eles tiveram um filho, que agora está grande.

Durante seus quase 15 anos na PETA, ele se tornou o líder de campanhas públicas. Ele foi responsável por algumas das campanhas mais importantes da organização, incluindo a Kentucky Fried Cruelty, a Wicked Wendy’s e a Murder King, que destacaram o tratamento de animais atendidos por cadeias de fast food.

O Sr. Friedrich costumava estar nas linhas de frente. Ele foi preso pelos incidentes com sangue falso na Fashion Week. Ele também tirou a roupa e correu na frente do Palácio de Buckingham, com o site GoVeg.Com pintado em seu corpo, pouco antes da chegada do presidente George W. Bush.

Mas o provocador não era dogmático. Os colegas de Friedrich disseram que ele estava disposto a jogar suas velhas ideias e estratégias ao mar, mesmo quando isso significasse uma parceria com antigos oponentes.

Durante a chamada campanha McCruelty, Friedrich passou de demonstrar o lado de fora do McDonald’s (com as refeições infelizes falsas, cheias de galinhas de plástico ensanguentadas) para negociador direto com a empresa e até elogiá-la quando melhorou as condições de vida de suas galinhas poedeiras.

“Ele sempre teve essa capacidade de ver amigos e aliados em potencial, onde outros só viam inimigos”, disse Milo Runkle, que começou como voluntário na PETA com o Friedrich e fundou a Mercy for Animals.

Friedrich sempre achou que a batalha seria vencida por meio da persuasão às pessoas pararem de comer carne. Muitos dos vídeos e documentários que ele fez foram focados em vencer os consumidores, como o pequeno documentário “Meet Your Meat”, narrado por Alec Baldwin.

“Eu realmente pensei que só precisávamos educar as pessoas sobre o fato de que não há diferença moral entre comer um animal doméstico e comer um animal de fazenda”, disse ele. “Por um bom tempo, eu falei sobre a inevitabilidade da nossa vitória, puramente através da educação.”

Mas o consumo per capita de carne nos Estados Unidos continuou subindo. Em partes do mundo que crescem mais rapidamente, como a China e o Brasil, o aumento foi ainda mais acentuado.

Lobby, Pesquisa, Divulgação

O Sr. Friedrich deu um tempo da PETA em 2009 e passou dois anos lecionando inglês e educação cívica em uma escola de ensino médio em Baltimore.

Esses anos coincidiram com a criação de start-ups que queriam enfrentar a indústria da carne. A Beyond Meat foi fundada em 2009 e a Impossible Foods começou em 2011. Antes, já haviam hambúrgueres vegetarianos, mas as novas empresas se concentravam na criação de produtos com sabor suficiente para atrair carnívoros.

Quase todos os fundadores dessas empresas contam – como o Friedrich – que chegaram ao negócio depois de perceber que os esforços para impedir as pessoas de comer animais não estavam funcionando.

Pat Brown, o fundador da Impossible Foods e ex-professor da Universidade de Stanford, decidiu formar sua empresa depois de organizar uma conferência sobre os problemas criados pela pecuária e perceber o pouco impacto que o evento teve.

“Toda a educação e toda a consciência do problema, e a preocupação com o problema, não resolvem o problema”, disse ele. “Só precisamos entregar o mesmo valor aos consumidores, mas usar uma tecnologia melhor para produzi-lo”.

Friedrich passou a considerar então fundar sua própria empresa de alimentos. Mas ele decidiu que faria mais diferença criando uma organização sem fins lucrativos que fornecesse um conjunto de recursos compartilhados para todas as empresas do setor.

O Good Food Institute, que Friedrich fundou com 540 mil dólares da Mercy for Animals, tem 65 funcionários e departamentos separados para lobby, pesquisa científica e engajamento corporativo.

Até agora, as empresas de carnes de origem vegetal tiveram mais sucesso, mas o Good Food Institute também está investindo recursos significativos para ajudar as empresas que querem cultivar células de carne em laboratórios.

A ideia é criar tantas alternativas à carne quanto possível, e Friedrich está usando todas as ferramentas à sua disposição, desde a incubadora de novas empresas até a criação de fundos de capital de risco, dois dos quais vieram do Good Food Institute.

Um dos grandes empreendedores do Vale do Silício, Paul Graham, que fundou a Y Combinator, escreveu recentemente no Twitter que acreditava que as start-ups levariam “a uma rápida transformação da carne em algum momento”.

Mas Graham disse que previu efeito colateral que seria um grande golpe para nas fazendas familiares e criaria mais desigualdade econômica.

Os substitutos da carne serão criados por novas empresas, startups o que significa mais “Bezoses”, disse ele, referindo-se ao fundador da Amazon, Jeff Bezos.

Friedrich discorda. Ele acredita que um movimento em direção a uma dieta vegana ajudaria as fazendas menores em detrimento dos grandes conglomerados de carne. Mas a mudança “tem que acontecer”, disse ele.

“Precisamos mudar a carne, porque não vamos mudar a natureza humana”, disse ele.

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Pesquisadores canadenses trabalham no aperfeiçoamento de bifes veganos

A Beyond Meat é uma das maiores empresas de carne vegana do mundo. Foto: Instagram

O mercado de carnes vegetais está em ascensão, trazendo novidades deliciosas e animadoras para quem busca por produtos livres de crueldade animal.

A doação de 330 mil dólares (cerca de 1 milhão de reais) para a Universidade de Guelph foi financiada pelo Good Food Institute (GFI) em Washington DC e permitirá que a equipe desenvolva tecnologias para uso no mercado de carne à base de vegetais, que deve valer 1 bilhão de dólares (aproximadamente 4 bilhões de reais) em vendas no varejo em 2019.

“Nosso objetivo é que mais cientistas – e os recursos financeiros necessários para seu trabalho – encontrem seu caminho para a pesquisa de carnes à base de plantas e células“, escreveu a GFI em seu site.

O projeto de pesquisa, liderado pelo Prof Mario Martinez, vai explorar como fornecer a “textura de carne fibrosa e ‘sensação de boca'” de produtos de carne convencionais .

De acordo com o site da Food in Canada , o professor de ciência dos alimentos Benjamin Bohrer disse que a equipe pretende “tornar a Universidade de Guelph o lugar para empresas iniciantes virem para descobertas e inovação” em um mercado emergente que provavelmente complementará a produção pecuária tradicional”.

O mercado de carne vegana

A Beyond Meat e a Impossible Foods são apenas duas das empresas que oferecem alternativas vegetais para as pessoas que querem ainda desfrutar de um hambúrguer, bem como empresas como a NovaMeat, sediada em Espanha, que recentemente imprimiu em 3D um bife feito com algas marinhas.

De acordo com um relatório publicado no ano passado pela Coherent Market Insights, empresa de consultoria e pesquisa de mercado, O mercado global de carnes veganas deverá ultrapassar 6,5 bilhões dólares até 2026 (cerca de 25 bilhões de reais).

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Fábrica de “carne vegana” vai gerar 300 empregos

Marca vegana já exporta alimentos para 18 países (Foto: Divulgação)

A empreendedora Heather Mills anunciou que vai abrir mais uma fábrica de “carne vegana” na Inglaterra. O empreendimento deve gerar pelo menos 300 empregos.

A iniciativa faz parte de um projeto de expansão da VBites, marca de produtos veganos fundada por Heather em 1993 e que já exporta alimentos para 18 países.

Segundo a VBites, seus mais de 100 produtos são baseados em ingredientes naturais, sem corantes artificiais, transgênicos, gorduras hidrogenadas e colesterol. A empresa já foi reconhecida como uma das fornecedoras de alimentos mais éticas do Reino Unido.

Além disso, a VBites tem contribuído na popularização dos alimentos sem ingredientes de origem animal. Prova disso é que seus produtos são facilmente encontrados no Reino Unido.

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Estados Unidos regulamentam a produção de carnes cultivadas em laboratórios

Com a descrição dos procedimentos feita por reguladores norte-americanos, os produtos produzidos pelo cultivo de células em laboratório têm um caminho mais claro para chegar aos supermercados.

Carmen Rottenberg, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), disse que espera que as inspeções sejam semelhantes às de outras usinas de processamento de carne, mas observou que ainda há muita coisa desconhecida, já que as empresas ainda não expandiram a produção comercial.

Rottenberg também contou que a agência espera que um novo rótulo seja necessário para a carne cultivada em células, o que significa que provavelmente termos como “carne moída” ou “hambúrguer” não poderão ser usados.

O acordo sobre a supervisão conjunta da USDA e a Food and Drug Administration foi formalizado na última quinta-feira (7), diz que o FDA vai regulamentar os primeiros estágios do processo, incluindo coleta e crescimento de células, antes de passar a supervisão da produção e rotulagem.

As empresas produtoras

A Memphis Meats é umas das mais conhecidas mas não é a única empresa que desenvolver este tipo de alimento.

A empresa californiana de tecnologia alimentar JUST, conhecida por sua maionese sem ovo, ofereceu um teste de sabor da primeira ‘pepita’ de frango cultivada em laboratório em janeiro do ano passado e em parceria com um produtor de carne bovina do Japão lançará carne Wagyu.

Outra empresa que vem crescendo muito no mercado é a startup de carne israelense baseada em células a ‘Future Meat Technologies’ que recebeu um investimento de 2,2 milhões de dólares (cerca o milhões de reais) da gigante de carne Tyson.

Richard Branson, fundador do grupo Virgin, entrou no mercado crescente de carnes feitas a partir de culturas celulares.

“Acredito que daqui a 30 anos não precisaremos mais matar nenhum animal e que toda a carne será limpa ou vegetal, terá o mesmo sabor e será muito mais saudável para todos”, disse Branson em um post no Site da Virgin em 2017 após o investimento na Memphis Meats.

“O sistema alimentar de carne limpa é seguro, bom para o planeta e para os animais e satisfaz os consumidores. Na escala Memphis Meats, espera-se uma conversão muito melhor de calorias; use muito menos água e terra; produzir menos gases de efeito estufa e ser mais barato do que a produção convencional de carne. E é um enorme passo em frente para o bem-estar animal”.

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A indústria de carne vegana representa uma oportunidade de três trilhões de dólares

Harburgueres veganos, nenhuma animal sofreu para a confecção desses alimentos | Foto: Impossible Foods
Harburgueres veganos, nenhuma animal sofreu para a confecção desses alimentos | Foto: Impossible Foods

Pat Brown fundador e CEO da Impossible Foods, conta que a empresa produz 226 toneladas de carne vegana por mês. Eles desenvolvem e comercializam também laticínios feitos à base de vegetais e já levantaram 450 milhões de dólares.

A empresa cria produtos a partir de carne vegana, como o efeito “sangue escorrendo” do hamburguer vegano Impossible Burger, fez os comentários acima durante uma entrevista à CBNC. Ele explicou que o mercado de produtos animais como um todo tem previsão de alcançar cerca de três trilhões de dólares de valor em dez anos. “É gigantesco”, destacou ele.

Os meios de fabricar esses produtos, no entanto, estão desatualizados. Isso deixa a porta aberta para empresas de tecnologia de alimentos – como a Impossible Foods e sua concorrente Beyond Meat – atacar e transformar essa indústria, afirmou.

Ele continuou: “Se há uma coisa que sabemos, é que quando uma tecnologia antiga e sem melhorias bate de frente com uma tecnologia melhor desenvolvida e que esta continuamente sendo aprimorada, é apenas uma questão de tempo antes que o jogo termine”. Ele acrescentou: “Acho que os nossos investidores vêem isso como uma oportunidade de 3 trilhões de dólares”.

A Impossible Foods já está passando por um crescimento veloz. Seus hambúrgueres veganos, que parecem “sangrar” – cozinham da mesma forma e têm gosto de carne bovina – já estão nos cardápios dos restaurantes em toda a América, inclusive na cadeia de fast food White Castle.

A franquia “Impossible Slider” (hambúrguer vegano) é entre clientes e críticos de gastronomia, o renomado crítico gastronômico Ryan Sutton – que trabalha para a Eater – elogiou o hambúrguer dizendo que ele era “um dos melhores hambúrgueres de fast food da América”.

O hambúrguer também foi lançado em Cingapura, com os respeitados chefs Gordon Ramsay, Wolfgang Puck e David Myers acrescentando o produto aos cardápios de seus restaurantes no país.

É com esse tipo de apoio de “chefs celebridade” que Brown espera convencer pessoas que comem carne animal a experimentar seu hambúrguer.

“Nós esperamos que os amantes de carne despertem dentro de si uma suspeita: como você pode fazer carne deliciosa sem envolver um animal? A melhor maneira de levar as pessoas a descobrir essa resposta é ter gurus da comida e pessoas que nunca vão se comprometer em relação a qualidade da comida, colocando sua reputação por trás desses alimentos veganos ”, disse ele.

Mais e mais produtos derivados de carne vegana estão constantemente surgindo. A Beyond Meat – os criadores do hamburguer vegano “Beyond Burger” – lançaram recentemente um novo produto similar a carne moída no mercado, mas vegano. Segundo a empresa, com a mesma textura, sabor e versatilidade que a carne moída derivada de vaca possui.

Um número grande de investidores influentes já identificaram o potencial do setor de carne vegana. Em fevereiro, relatos contam que Bill Gates, Richard Branson e Jeff Bezos fizeram um aporte conjunto de 90 milhões de dólares na startup de carnes veganas Motif Ingredients.

“Nós estamos apenas começando, mas estamos crescendo muito rápido”, disse Brown.

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Carne moída feita com ingredientes de origem vegetal.
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Empresa lança carne moída vegana na Nova Zelândia

A marca The Craft Meat Company, empresa de carnes da Nova Zelândia, desenvolveu uma carne moída feita com ingredientes de origem vegetal, ao qual deu o nome de “No Meat Mince” (sem pedaços de carne), para capitalizar a crescente demanda por alimentos veganos.

Carne moída feita com ingredientes de origem vegetal.
Foto: Supermarketnews/ Reprodução

A co-proprietária da empresa, Grant Howie, desenvolveu o novo produto livre de crueldade animal utilizando ingredientes como cogumelos, tomate, amêndoas, óleo de coco e proteína de soja. A ideia do novo produto veio após sua filha vegana lhe alertar para a crescente demanda por alimentos sem carne.

“Estamos vendo um aumento significativo na demanda global por proteínas alternativas, e o mercado da Nova Zelândia agora está experimentando um aumento maciço de consumidores vegetarianos e semi-vegetarianos”, disse Howie.

” No momento, estamos priorizando esse novo segmento de consumidores semi-vegetarianos, embora, naturalmente, veganos e vegetarianos também sejam consumidores-chave.” A marca planeja inaugurar uma linha de produtos em 2019 feita com carne de origem vegetal, incluindo hambúrgueres, salsichas e refeições prontas.

Diversas empresas globais do mercado de carnes desenvolveram recentemente produtos veganos, incluindo a norte-americana Tyson Foods, que planeja lançar sua marca Green Street, até o final do ano.

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Cientista com sua máquina, produzindo a carne vegana.
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Cientista italiano desenvolve carne vegana em 3D

Após três anos de pesquisa, o cientista Giuseppe Scionti, da Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, desenvolveu uma máquina capaz de produzir alternativas de “carne”, impressas em 3D, à base de ervilha e alga marinha, destinadas a combater a desnutrição e os efeitos ambientais da produção de carne.

Cientista com sua máquina, produzindo a carne vegana.
Foto: Consuelo Bautista

Usando o software AutoCAD, a máquina pode produzir até meio quilo de bife sem carne em 30 a 50 minutos a partir de uma pasta à base de proteína que é inserida usando uma seringa. “Eu uso técnicas que são normalmente usadas para carne artificial e, técnicas emprestadas da bioimpressão adaptadas para o uso de materiais para produzir um bife à base de vegetais”, disse Scionti.

O cientista já abordou alguns proprietários de restaurantes para negociar a venda da carne impressa em 3D aos clientes, mas admite que é necessário mais trabalho para que se torne mais apetitosa. “Sua aparência pode ser melhorada com um investimento de tempo e novos protótipos, já que esse aspecto é muito importante do ponto de vista do consumidor”, disse Scionti.

Segundo o site Vegnews, o cientista também planeja apresentar o projeto para a Organização Mundial de Alimentos, uma vez que a carne pode ser produzida com propriedades específicas para combater a desnutrição. No início deste ano, Oded Shoseyov, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, criou o “Chef-It”, um protótipo de máquina que imprime e cozinha hambúrgueres vegetarianos sob demanda.

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Se norte-americanos cortassem o consumo de carne pela metade, 115 mil km² de terras seriam poupadas

Uma empresa norte-americana de carne vegana, a Impossible Foods, lançou seu relatório de sustentabilidade de 2018. Para fundamentar os estudos, ela se associou a pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca, que mediram o impacto ambiental de seu principal produto, o vegan ‘Impossible Burger’.

Reprodução | LiveKindly

Com base nos resultados obtidos, a pesquisa revelou não apenas que o impacto é bem mais ameno ao meio ambiente, mas outra questão alarmante: se 50% da população do país substituísse a carne consumida por versões veganas, as famosas ‘fake meats’, a pegada de carbono seria reduzida em até 45 milhões de toneladas – o equivalente a retirar as emissões de até 11 milhões de motoristas nos EUA por um ano. Além disso, seriam economizados cerca de 3,2 trilhões de litros de água – a quantidade de água usada por 90 milhões de americanos em um ano.

Intitulado “Missão: Terra”, o novo relatório registra o progresso da marca de tecnologia alimentícia com sede na Califórnia, e deu ainda mais motivos para que eles continuassem trilhando o caminho para o que foi o objetivo da marca desde a sua criação: tornar a agricultura animal obsoleta até 2035.

O sucesso da empresa já é nítido. Um de seus hambúrgueres veganos mais conhecidos, famoso por seu sabor e textura realista, agora é servido em mais de 3 mil restaurantes ao redor do mundo, não apenas nos EUA. Hong Kong e Macau, bem como em voos da Air New Zealand fazem parte do mercado consumidor.

Why is stacking so satisfying? Don’t care just eat. #impossibleburger

Uma publicação compartilhada por Impossible Foods (@impossible_foods) em

“Ao eliminar a necessidade de animais no sistema alimentar, vamos voltar enormes extensões de terra para a biodiversidade, reduzir a insegurança alimentar e os conflitos globais, e deixar a Terra curar a si mesmo”, disse o fundador e CEO da Impossible Foods, Pat Brown, em entrevista ao portal Live Kindly. “Eliminar a necessidade de animais no sistema alimentar é o caminho mais fácil para preservar nosso planeta – sem comprometer a qualidade de vida”.

Os especialistas também descobriram que uma mudança para a carne vegana também significaria a preservação de uma quantidade significativa de terra. Cerca de 190 mil km² de terra atualmente são usadas para a criação de gado e sua alimentação – uma área relativamente igual ao tamanho do estado do Paraná – seria liberado a cada ano e poderia ser usada para florestas de captura de carbono ou para o cultivo mais sustentáveis: como feijão ou grãos.

“Esperar que as pessoas eliminem ou até reduzam a carne, peixe e laticínios de seus animais que amam não é realista”, afirma o relatório. “Apesar do crescente reconhecimento de que a agricultura animal está destruindo o planeta, a demanda global por alimentos derivados de animais está aumentando. Precisamos resolver esse problema de outra maneira”.

Produzir o ‘Impossible Burger’ requer recursos significativamente menores do que a carne tradicional, de origem animal. De acordo com a empresa, seu hambúrguer vegano usa 75% menos água, 95% menos terra, e gera 87% menos gases do efeito estufa do que carne bovina. De acordo com o maior estudo de análise de produção de alimentos já realizado, a comida vegana é a maneira mais eficaz de combater as mudanças climáticas.

“A estratégia mais segura para a substituição da tecnologia mais destrutiva da Terra é criar deliberadamente alimentos que proporcionam maior prazer e valor para os consumidores de carne, peixe e laticínios, em seguida, um simplesmente oferecê-los como uma escolha – e deixar a demanda do mercado cuidar do descansar “, declara o relatório.

Usando um processo ambientalmente amigável de extrair heme, um não-OGM molécula, rica em ferro encontrado na soja, alimentos Impossível criou uma carne vegan Isso, para todos os cinco sentidos, parece ser a coisa real. Ele também se comporta como carne moída em todas as aplicações práticas de culinária, como hambúrgueres, almôndegas e até pratos internacionais. Em abril passado, o diretor financeiro da Impossible Foods, David Lee, disse que o objetivo final da empresa é criar carne vegana e laticínios para todas as regiões culturais do mundo.

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