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Empresa anuncia “carne de porco” feita com produtos vegetais

A Impossible Foods usou tecnologia para imitar o gosto da carne de porco em um produto fácil de cozinhar


A empresa norte-americana Impossible Foods anunciou uma carne de porco feita com produtos vegetais. O anúncio foi feito durante a Consumer Eletronics Show (CES), em Las Vegas (EUA).

Reprodução/O Estado de S. Paulo

A startup já é conhecida por ter criado, em 2016, um hambúrguer vegetal que imita carne. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Impossible Foods usou tecnologia para imitar o gosto da carne de porco em um produto fácil de cozinhar – que, segundo a empresa, não tem glúten, nem hormônios de animais e tem base de soja. Não há previsão de quando o produto será vendido.

No evento, a startup anunciou a Impossible Sausage, que imita a linguiça e é popular no café da manhã norte-americano. Em sistema de testes, o produto será vendido em 139 unidades do Burguer King nos Estados Unidos até o final de janeiro.

O presidente executivo da empresa, Patrick Brown, disse que, ao ampliar o seu catálogo de alimentos, a Impossible Foods trabalha para eliminar o consumo de carne e tornar o planeta mais sustentável.

“O desenvolvimento do hambúrguer e da carne de porco é semelhante em linhas gerais, mas a cada tipo de carne há detalhes importantes na definição da fórmula”, disse o executivo.

O startup também está elaborando uma versão de bacon vegetal. “Só vamos lançá-la quando sentirmos que o maior fã de bacon do mundo achá-la extremamente deliciosa. Mas estamos no caminho”, afirmou Brown.

Atualmente, a empresa atua apenas nos Estados Unidos e faz testes em mercados selecionados na Ásia.


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Queda drástica no consumo de carne na China comprova mudança de hábitos

Um declínio maciço no consumo de carne na China tem comprovado um fenômeno de conscientização no país asiático. Restaurantes vegetarianos dobraram de quantidade em 5 anos em Xangai, demonstrando a aderência do público consumidor a uma alimentação livre de carnes e mais adeptas aos vegetais.

Milhares de chineses estão migrando para comida vegetariana, o que é fenômeno notável, já que a China lidera o mercado mundial de carne de boi, porco e de aves. Aproveitando a onda do veganismo e vegetarianismo, os restaurantes estão se tornando veganos para encobrir esse novo hábito de consumo popular.

Consumo de carne tem diminuído drasticamente na China, o que simboliza novos hábitos alimentares mais saudáveis (Foto: Pixabay)
Consumo de carne tem diminuído drasticamente na China, o que simboliza novos hábitos alimentares mais saudáveis (Foto: Pixabay)

O aumento de adeptos a uma dieta sem carne mostra também um aumento da consciência de saúde entre as pessoas na China. Os hábitos alimentares chineses estão testemunhando uma mudança de paradigma. De acordo com o Financial Express, um relatório sugere que a população da China está mudando de fato para a comida vegetariana.

Além disso, o relatório sugere que as pessoas relacionam alimentos não vegetarianos com pressão alta e obesidade. Isso tornou os restaurantes veganos mais competitivos no mercado do que nunca, variando esse tipo de negócio e dando mais opções aos consumidores.

Han Lili, um artista de Xangai, disse à PTI que o número de restaurantes veganos se multiplicou de 49, em 2012, para mais de 100 no ano passado na maior cidade da China, Xangai. Outro relatório da empresa de pesquisa Euromonitor apontou que a demanda por carne no país asiático sofreu um declínio nos últimos anos.

Um consumo de mais vegetais na alimentação simboliza mais saúde e refeições mais ecologicamente corretas (Foto: Pixabay)
Um consumo de mais vegetais na alimentação simboliza mais saúde e refeições mais ecologicamente corretas (Foto: Pixabay)

Consumo mais responsável e sustentável

Como consequência da substituição da carne nas refeições, o consumo de vegetais aumenta significantemente. Por isso, as importações de hortaliças e frutas registraram um pico desde a crescente tendência do vegetarianismo.

De acordo com dados do comércio das Nações Unidas, as importações de abacates cresceram sozinhas e registraram um aumento de 13 mil vezes entre 2010 e 2016.

O relatório sugere que a mudança também é um impacto de muitas orientações dietéticas na China aconselhando a comida vegetariana saudável e ecologicamente correta.

A natureza agradece os novos hábitos, já que cerca de 150 milhões de toneladas de dióxido de carbono são liberadas na atmosfera todos os anos somente pela indústria de carne chinesa.

Alternativas

Várias empresas estão apostando na criação de alimentos que possam substituir de forma responsável e deliciosa o consumo de carne. Recentemente, a marca vegana Right Treat anunciou o lançamento da Omnipork, alternativa vegana de carne de porco.

Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)
Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)

O Omnipork é um hambúrguer vegano feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em Hong Kong a partir de junho.

Várias empresas estão se concentrando na Ásia, à medida que o veganismo no continente tem aumentado. A startup de tecnologia de alimentos acabou de anunciar este ano que construiria sua primeira instalação com base na Ásia para desenvolver alternativas vegetais culturalmente viáveis para alimentos de origem animal, enquanto a Impossible Foods fez sua primeira incursão no mercado asiático na semana passada com a estréia de seu Impossible Burger em três restaurantes com sede em Hong Kong, onde os chefs usam o hambúrguer vegetal em pratos como Impossible Bao, Impossible Thai Burgers e Impossible XinJiang Hot Pockets.

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Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)
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Carne de porco à base de vegetais reduzirá o consumo de carne na Ásia

A nova marca Right Treat – criada pela cadeia de mercados vegetarianos Green Common, do fundador David Yeung – lança seu primeiro produto, a carne vegana Omnipork, em Hong Kong.

O empreendedor eco-consciente David Yeung – fundador da cadeia de supermercados vegetarianos Green Common, com sede em Hong Kong – desenvolveu a carne alternativa com a missão de desacelerar o crescente apetite da Ásia por carne de porco.

Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)
Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)

“A filosofia por trás do Right Treat é que acreditamos que é possível alcançar uma vitória de longo prazo entre o planeta, a humanidade e os animais”, disse Yeung à VegNews. “Não deve haver conflitos entre o prazer alimentar e o bem-estar pessoal. O consumo e o aproveitamento dessa geração não devem se tornar responsabilidade e sofrimento das gerações futuras e de outros seres”.

O Omnipork é feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em restaurantes selecionados – onde os chefs preparam pratos como bolinhos, carne de porco agridoce vegana e pratos de carne de porco assada – em Hong Kong a partir de junho, antes do lançamento do Green Common até o final deste ano.

Várias empresas estão se concentrando na Ásia, à medida que o consumo de carne do continente continua aumentando. A startup de tecnologia de alimentos acabou de anunciar este ano que construiria sua primeira instalação com base na Ásia para desenvolver alternativas vegetais culturalmente viáveis para alimentos de origem animal, enquanto a Impossible Foods fez sua primeira incursão no mercado asiático na semana passada com a estréia de seu Impossible Burger em três restaurantes com sede em Hong Kong, onde os chefs usam o hambúrguer vegetal em pratos como Impossible Bao, Impossible Thai Burgers e Impossible XinJiang Hot Pockets.

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Você é o Repórter

Deputado Aloísio Classmann quer obrigar o consumo de carne na merenda escolar

Edghar Martins
edgharmartins@hotmail.com

Enquanto no mundo inteiro organizações médicas e científicas incentivam a redução do consumo de açúcar e a adoção de dietas vegetarianas como forma de promoção da saúde, no Rio Grande do Sul o deputado estadual Aloísio Classmann (PTB)  propõs uma situação nada ética para com os animais.

Segundo reportagem publicada no jornal Zero Hora (RS), em 26 de agosto de 2009, na Coluna “Página 10”, de Rosane de Oliveira, depois do suco de uva, a carne de porco pode se tornar obrigatória no cardápio dosmerenda escolar estudantes de escolas públicas gaúchas. O deputado estadual Aloísio Classmann (PTB) protocolou um projeto de lei prevendo a inclusão do alimento na merenda escolar.

Deputado Aloísio Classmann, do PTB
Deputado Aloísio Classmann, do PTB

Os telefones e email do deputado Aloísio Classmann são:
Tel.: (51) 3210-2610 / 3210-2208
E-mail: aloisio.classmann@al.rs.gov.br

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Vanguarda Abolicionista

Pandemia da gripe suína ou quando vai dar pra comer um porquinho?

Quantos telespectadores que ouviram os termos ‘OMS’, ‘pandemia’ e ‘gripe suína’, nos últimos dois dias, foram capazes de pensar um pouco além do espetáculo das máscaras modelo Michael Jackson, e duvidar, um pouco que seja? O benefício da dúvida. O mesmo cidadão médio que repete seu mantra boca-suja contra o governo e contra os políticos – mas veste o cabresto por conta própria, toda vez que tem eleição – é incapaz de questionar algo que vá mexer com sua própria vida, ou com o que lhe parece confortável e aprazível. Como ter carne de porco à disposição no comércio.

A grande preocupação de muitos desses que se atropelam nos calçadões e disputam um lugar nas filas mais compridas é apenas ‘quando é que já vai dar pra comer um porquinho tranquilo?’ – porque o que quer que o governo ou a televisão digam, está valendo. A indignação é seletiva, e nesses casos é como a criança liberada de um castigo, o raciocínio se resumindo a ‘algo errado – proibido de fazer – esperar algum um tempo – livre novamente’.

Para quem já vive uma vida domesticada, marcado a ferro no RG, a gripe suína – perdão, eu não decorei o mais recente eufemismo ditado pela bancada ruralista – é apenas um problema a mais a ser comentado, algo que os jornais falam, morre gente em países distantes, tem que lavar melhor as mãos, e pronto. Ninguém vai pensar que a suinocultura está, neste momento, mantendo presos animais e contabilizando os lucros dos filhotes vindouros, enquanto o dono de tudo – eis a raiz – envia seus próprios filhotes para estudar Zootecnia ou similar em uma universidade paga por todos. Até pelos que não concordam com a escravidão, digo, criação.

Alguns poucos, e aí se incluem muitos dos autointitulados ‘protetores de animais’, avançam um pouco no pensamento, e se confortam em repetir o mantra – ô coisa útil – ‘… pelo menos são bem tratados, meu cunhado tem fazenda e blablablá’. Esquema ‘Babe, O Porquinho’, fazenda da Vovó Donalda e tal. Lembrei também do Patolino e do Gaguinho brigando por um pernil assado.

Nesse mar de bosta líquida oriunda dos chiqueirões é que os abolicionistas têm que nadar enquanto levantam o dedo para pedir a palavra e apresentar alguns argumentos razoáveis. Mas a audiência geralmente está com os beiços lambuzados e deseja mesmo um chá digestivo, e não desconfortos filosóficos como guardanapo. E a resposta mais provável é um arroto.

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