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Moradores ajudam baleia presa em equipamentos de pesca fantasma

Cerca de 100 mil animais marinhos são vítimas dessas ferramentas anualmente


Nicole Drayton

Os equipamentos de pesca fantasma, aqueles que são abandonados por pescadores em rios e oceanos, transformam-se em armadilhas mortais para milhares de animais marinhos todos os anos. Cerca de 650 mil toneladas desse tipo de equipamento são despejadas nos oceanos anualmente e cada um deles pode matar de 30 a 40 animais. Ao todo, cerca de 100 mil animais são vítimas neste mesmo período de tempo e um deles pode ter sido a baleia que encalhou recentemente na praia La Lune, de Trinidad, no Caribe.

As marcas no corpo da baleia indicam que ela foi pega por uma rede e bateu contra as rochas. Moradores locais perceberam a situação e se empenharam em deixar o animal confortável até que ele fosse devolvido ao oceano. Em busca de ajuda, os moradores contataram Eric Lewis, curador do Museu Moruga. Juntos, passaram horas cortando a rede e usando a água do oceano para molhar a baleia.

“Com muita colaboração, conseguimos virar a baleia e devolvê-la ao oceano, também tivemos apoio policial, mas essa não é a primeira vez que uma baleia encalha aqui”, contou Lewis ao site One Green Planet (12). Para ele, além das armadilhas, as águas turvas da região não são favoráveis aos animais e muitos acabam encalhando nas pedras.

Uma petição foi elaborada em defesa dos animais e contra a pesca fantasma, solicitando a regulamentação desses equipamentos. A petição pode ser assinada AQUI. 


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Notícias

Cachorrinha grávida que vivia nas ruas encontra um lar bem a tempo de ter seus filhotes

Foto: Reddit/Rannapup
Foto: Reddit/Rannapup

Quando Kathy Alston encontrou uma cachorrinha abandonada de apenas 6 meses que passeava pelas ruas de St. Kitts, no Caribe, ela soube que tinha que fazer algo e ajudá-la – então ela percebeu que a cadelinha estava grávida.

“Existem muitos cães em situação de rua que vivem nas praias selvagens das ilhas, e essa garotinha era uma delas”, disse Alice Alston, filha de Alston, ao The Dodo. “Um amigo da minha mãe que vive em outro bairro a viu e contou a minha mãe sobre ela. Minha mãe é uma técnica veterinária que ama todos os animais e os ajuda o tempo todo. Ela queria oferecer à cachorrinha um lugar seguro para dar à luz”.

Foto: Reddit/Rannapup
Foto: Reddit/Rannapup

Alston sabia que não poderia deixar a futura mãe sozinha tentando se defender nas ruas. Ela a levou e a deixou o mais confortável possível, e logo nasceram seis lindos filhotes.

Logo após o nascimento, um dos cachorrinhos parou de respirar, mas Alston foi capaz de ressuscitá-lo e salvar sua vida.

Foto: Reddit/Rannapup
Foto: Reddit/Rannapup

A cachorra, mais tarde chamada Jo-Ellen, ficou incrivelmente grata a Alston por salvar a ela e seus filhotes, e se tornou uma mãe maravilhosa.

“Jo é aparentemente uma mãe natural e também gosta de brincar com o outro cão jovem da minha mãe, Dean”, disse Alston.

Foto: Reddit/Rannapup
Foto: Reddit/Rannapup

Os seis filhotes cresceram e logo os olhos de todos eles se abriram completamente.

“Os filhotes estão todos se esforçando e saindo-se muito bem e em toda a caminhada estão começando a pegar o jeito”, disse Alston.

Foto: Reddit/Rannapup
Foto: Reddit/Rannapup

Alguns dos amigos da técnica veterinária já concordaram em adotar alguns dos filhotes e depois de tudo o que passaram juntos, Alston está pensando em manter Jo-Ellen com ela.

Jo-Ellen e seus filhotes tiveram um começo muito incerto, mas graças a Alston, eles estão prontos para encontrar lares e famílias que os amarão para sempre.

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Destaques

Dois homens são filmados surfando nas costas de tubarão-baleia ameaçado de extinção

Foto:@CEN
Foto:@CEN

Os dois homens, que se acredita serem um turista e um guia turístico, posaram orgulhosamente para fotos enquanto estavam em pé sobre as costas de um tubarão-baleia em um feriado o México.

O animal, que é uma espécie protegida, é inofensivo para os seres humanos e se alimentam de plâncton.

As fotos foram tiradas perto das ilhas Isla Holbox ou Mujeres, no Mar do Caribe, que pertencem ao estado de Quintana Roo, no sudeste mexicano.

Os tubarões-baleia, que normalmente atingem mais de 40 pés de comprimento, são espécies protegidas no México.

Foto:@CEN
Foto:@CEN

Fotos dos homens andando em cima do mamífero provocaram indignação e revolta nas mídias sociais.

“O operador da excursão e o turista que subiu naquele pobre animal deveriam ser punidos”, disse um usuário.

Outra pessoa disse: “São pessoas incivilizadas que eu condeno da maneira mais forte.”

Um comentário dizia: “O operador da excursão e o turista que subiu naquele pobre animal deveriam ser punidos”.

A Comissão Regional da Península de Yucatán, que supervisiona esta área costeira, disse que está investigando a “autenticidade” das imagens.

A comissão questionou se as fotos foram tiradas na região por causa do tipo de corda usada.

No entanto, o World Wildlife Fund já está trabalhando com a comunidade de Isla Holbox, onde as fotos podem ter sido tiradas, devido às preocupações com as viagens de observação de baleias.

O WWF disse: “Infelizmente, alguns guias estavam permitindo que os turistas montassem nos tubarões, e a WWF foi convidada a ajudar a desenvolver um código de conduta para a nova indústria.

Foto:@CEN
Foto:@CEN

“Junto com seus parceiros, o WWF negociou com as partes envolvidas para estabelecer regulamentos que ajudassem a tornar o turismo lucrativo sem prejudicar os animais”.

Os tubarões-baleia são uma espécie em extinção porque são caçados pelo óleo de seus fígados que são usados para impermeabilizar barcos.

Em 2016, haviam pouco mais de 7 mil desses animais no oceano. O maior tubarão-baleia já mediu 61 metros de comprimento e eles são as maiores espécies de peixes.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

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Jornalismo cultural, Notícias

Artistas internacionais se apresentam em festival no Caribe contra a poluição plástica

Por David Arioch

Músico australiano Cody Simpson foi uma das atrações do Play it Out (Foto: Divulgação/EPA/ONU)

No final de semana, artistas, celebridades e líderes políticos se reuniram no Estádio Nacional Sir Vivian Richards, na ilha de Antígua e Barbuda, para participar do festival Play it Out, que visa ampliar a conscientização e inspirar ações para combater a poluição plástica.

Além de apoiar o ativismo global, o festival teve como objetivo reconhecer iniciativas concretas que ajudam a responder ao problema da poluição plástica, incluindo a campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, que se propõe a acelerar ações previstas no Plano de Ação Caribenho para Plásticos.

Com apresentação das atrizes Meagan Good e Amanda Cerny, o evento contou com apresentações do rei do gênero caribenho soca, Machel Montano e da cantora Ashanti, vencedora do Grammy, além de outros nomes como DJ Robin Schulz; da dupla de R&B Nico & Vinz; da banda de indie-rock St. Lucia; da banda colombiana de eletropop Bomba Estereo; do músico australiano Cody Simpson; e do cantor de reggae ganês Rocky Dawuni.

O evento foi organizado pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, junto aos governos da Noruega e de Antígua e Barbuda.

Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo

Segundo a ONU, 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico e a estimativa é que em 2050 a quantidade de plásticos na água supere a de peixes. Vale lembrar também que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla apenas 1%. Sem a destinação adequada, grandes quantidades de resíduos plásticos chegam aos oceanos e afetam a vida marinha, já que muitos animais acabam consumindo esse tipo de produto que interfere até mesmo no comportamento reprodutivo das espécies.

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Notícias

Maus-tratos: ativistas denunciam corte de asas de flamingos no Caribe

Ativistas denunciam que as asas de flamingos rosas são cortadas para impedir que as aves voam e saiam da Renaissance Island, uma ilha no Caribe. O corte de asas, segundo os defensores de animais, é feito com o intuito de manter os animais na ilha para explorá-los para entretenimento humano, atraindo turistas.

(Foto: Alamy / Jornal The Sun)

O fato dos flamingos não voarem já tem gerado desconfiança em alguns turistas. Isso porque a espécie é migratória, o que garante que, num comportamento normal, os flamingos não permaneceriam na ilha o tempo todo, sem se deslocarem. As informações são do portal GreenMe.

Os ativistas recomendam aos turistas que optem por fazer turismo na ilha caribenha de Bonaire, onde os flamingos selvagens vivem livres. No site TripAdvisor, o usuário JohhnyTram comentou que os “flamingos vagueiam livremente em Bonaire e você pode dirigir pela estrada da praia e ver centenas deles em um habitat natural”.

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Rede 'fantasma' encontrada por mergulhadores no mar do Caribe. (Foot: Dominick Martin-Mayes)
Notícias

Animais marinhos são encontrados mortos em rede à deriva no Caribe

Durante um mergulho no mar do Caribe, um mergulhador capturou imagens subaquáticas de rede ‘fantasma’ na costa das Ilhas Cayman. Centenas de peixes e tubarões mortos podem ser vistos flutuando na rede que matou inúmeros animais marinhos, possivelmente por muitos meses.

Dominick Martin-Mayes, um pescador de 27 anos e instrutor de mergulho que fez a descoberta inicial, disse ao The Independent que ele e alguns amigos encontraram uma “rede sólida de peixes e tubarões mortos e em decomposição” no último dia 17.

“No começo, achamos que era um tronco, mas à medida que nos aproximamos, podíamos ver que era uma rede”, disse Dominick. Eu pulei na água e isso me tirou o fôlego – a primeira coisa que vi foi um tubarão”.

O governo das Ilhas Cayman recebeu a denúncia e emitiu um alerta na terça-feira , recolhendo esforços para realocar a rede. Tim Austin, vice-diretor do Departamento de Meio Ambiente local, disse ao Cayman Compass que a quantidade de criaturas emaranhadas na rede indicava que ela havia ficado à deriva por um longo período de tempo.

Rede 'fantasma' encontrada por mergulhadores no mar do Caribe. (Foot: Dominick Martin-Mayes)
Rede ‘fantasma’ encontrada por mergulhadores no mar do Caribe. (Foot: Dominick Martin-Mayes)

“Não queremos que mais animais morram, precisamos parar com sua pesca fantasma mortal”, contou Austin.

Martin-Mayes disse que ele e seus amigos cortaram a rede, em tentativa de resgatar animais ainda vivos da rede, que ele estima ser de até 15 metros de comprimento. “Nós fizemos o que pudemos para libertar um pouco da vida presa, mas a maior parte já estava morta”.
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Ao encontrar a rede no mar do Caribe, os pescadores tentaram rebocá-la de volta à costa, mas era muito pesada. Quanto às chances de as autoridades encontrarem a rede, Martin-Hayes sugeriu ser “altamente improvável” por conta da rede ser “um objeto muito pequeno em um oceano muito grande”.

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Poluição no Caribe
De olho no planeta

Fotos denunciam a gravidade da poluição gerada por plásticos no Caribe

“Isso precisa parar”, disse a profissional.

Poluição no Caribe
Foto: Caroline Power

 

Power compartilhou imagens de ondas de lixo plástico flutuando em algas marinhas em uma parte do mundo equivocadamente caracterizada como cristalina. A organização Blue Planet Society disse que o lixo poderia ser originário do rio Montagua, na Guatemala.

Foto: Caroline Power

A fotógrafa parece ter publicado as imagens na esperança de fazer as pessoas refletirem sobre o seu consumo de plástico de uso único. Ela escreveu na publicação do Facebook: “Reflita sobre suas vidas diárias. Como você transportou sua comida na última vez  em que comeu fora? Como foi servido o seu último alimento na rua?”

“As chances são de que foi isopor e servido com um garfo de plástico e depois colocado uma sacola de plástico. Você ainda utiliza sacos de lixo de plástico? Garrafas de refrigerante de plástico? Bolsas Ziplock? Embalagem plástica em seu alimento? Você compra papel higiênico que é embrulhado em plástico ao invés de papel? Você coloca suas frutas e vegetais em sacolas de produção no supermercado?”, continuou.

Foto: Caroline Power

De acordo com o Inhabitat, Power desafiou as pessoas e as empresas a guardar seu lixo, depois de separar o lixo orgânico e reciclável, por uma semana. “Você se sentirá enojado com quantos itens de utilização única você usa”, disse.

Todos os anos, oito milhões de toneladas métricas de plástico acabam nos oceanos em todo o mundo. Segundo o Independent, isso prejudica mais de 600 espécies ao redor do mundo. Cerca de 100 mil animais marinhos e mais de um milhão de aves perecem como consequência do problema.

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De olho no planeta

Plástico, animais mortos e corpos humanos são achados no mar

Imagens da ‘ilha de lixo’ no Mar do Caribe viralizaram recentemente

Latas, potes, talheres de plástico, roupas velhas, seringas e até animais mortos. Essa é a cena típica de qualquer lixeira. Mas esta não uma lixeira qualquer. Trata-se de uma ilha de lixo que flutua no Mar do Caribe, entre as costas de Honduras e Guatemala, uma camada de objetos descartados que periodicamente chega às praias e que, ultimamente, tornou-se uma fonte de tensão nas relações bilaterais entre os dois países.

Embora não seja um fenômeno novo, ele é desconhecido de grande parte da comunidade internacional. Até por isso, as imagens do “mar de lixo” no norte de Honduras viralizaram nas redes sociais nas últimas semanas.

A fotógrafa britânica Caroline Power publicou várias fotos que mostravam as águas próximas à ilha turística de Roatán, cobertas de uma massa de detritos de todos os tipos.

Os governos da Guatemala e de Honduras fizeram uma reunião para tentar resolver o problema

Após a publicação das fotos e a chegada do lixo flutuante em vários municípios da costa norte hondurenha, ambos os governos realizaram uma reunião para discutir possíveis soluções para o imbróglio que se estende há mais de três anos, de acordo com as autoridades locais.

Mas as conversas ficaram mais tensas em um ponto fundamental: quem é o principal responsável pelos derramamentos?

De um lado, Honduras acusa seu vizinho de causar a poluição que atinge as praias de Omoa, Puerto Cortés e as Ilhas da Baía. Do outro, a Guatemala diz que é o país vizinho que derrama o lixo que o afeta.

Após as reuniões bilaterais, o governo de Tegucigalpa deu a seu vizinho guatemalteco cinco semanas para controlar os vazamentos.

Caso contrário, dizem, eles recorrerão a organizações e tratados internacionais.

Os efeitos

Carlos Fonseca vive há 60 anos na comunidade de Travesía, no município de Puerto Cortés, no norte de Honduras, e diz que há alguns anos passou a ser rotina limpar o lixo que chega à sua casa.

“Nas estações chuvosas, limpamos logo cedo e à tarde está cheio de lixo de novo, como se não tivéssemos feito nada. São pilhas e pilhas de lixo por todos os lados”, conta à BBC Mundo.

Fonseca diz que são os vizinhos que, na maioria dos casos, são encarregados de limpar o lixo que chega à praia, ante a passividade das autoridades municipais.

Materiais de plástico se acumulam em ‘ilha de lixo’ próximos à Roatán, ilha turística de Honduras

“É uma situação infeliz, porque é lixo, traz doenças. Não sei se é daqui ou da Guatemala, mas para a gente é um pesadelo”, diz ele.

José Antonio Galdames, ministro dos Recursos Naturais e Meio Ambiente de Honduras, disse à BBC que o problema do lixo que chega ao país está se tornando “insustentável” não só para o município de Omoa, um dos mais afetados, mas também para algumas ilhas e praias que constituem alguns dos principais destinos turísticos da nação centro-americana.

Na opinião do ministro, a presença de detritos flutuantes tem um impacto negativo em quatro dimensões básicas, pois gera danos ambientais, ecológicos, econômicos e de saúde.

“As pessoas não querem ir à praia porque têm medo da contaminação. Não é bom se deitar em uma areia onde você coloca suas costas e há uma agulha embaixo, ou você entra na água e fica com medo de encontrar algo contaminado”, afirma.

Os governos de Honduras e Guatemala fizeram acusações mútuas sobre a origem do lixo

Ian Drysdale, engenheiro ambiental que coordena uma iniciativa para a proteção do Sistema Arrecifal Mesoamericano, garante que essa barreira de coral, a segunda maior do mundo, é uma das principais afetadas pelo lixo.

“Devido aos movimentos das correntes marinhas, isso pode ter um impacto negativo em toda a barreira, tanto na parte que pertence a Honduras quanto na que pertence à Guatemala. Eu já encontrei lixo diversas vezes na região dos recifes de coral”, conta à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Atrás do ‘culpado’

Mas de onde vem tanto lixo?

Galdames diz que por trás da poluição atual está o lixo que arrasa o rio Motagua, que atravessa a maior parte da Guatemala e desemboca em Honduras.

“A maior parte da bacia do Motagua está no lado guatemalteco. Dos 95 municípios que estão ao longo do rio, 27 estão despejando resíduos sólidos.Nós temos apenas 3 municípios que fazem fronteira com o rio. Por isso, 86% das descargas provêm deles”, diz o ministro hondurenho.

Autoridades dizem que a ‘ilha de lixo’ causa uma série de problemas ambientais, ecológicos, econômicos e de saúde

Ele acrescenta que, quando as autoridades de seu ministério realizam inspeções, geralmente encontram objetos escritos “Made in Guatemala”.

Mas isso não é o pior.

“Estamos recebendo roupas, plástico, lixo hospitalar, objetos manchados com sangue, agulhas, seringas, animais e até mesmo corpos humanos”, diz.

A versão do ministro indica que, na ausência de aterros na maioria dessas comunidades na Guatemala, na época de chuvas, a água drena o lixo para o rio, que o leva ao mar e depois, pelo movimento das correntes marinhas, se move para alguns municípios e ilhas de Honduras.

Rafael Maldonado, do Centro de Ação Jurídica Ambiental e Social da Guatemala, apoia essa teoria e acrescenta que, por trás dessa situação, há políticas equivocadas de sucessivos governos do país.

“A responsabilidade por este conflito do lixo é do governo guatemalteco, que durante anos evitou tomar medidas para evitar novos despejos nos rios”, diz ele. De acordo com o especialista, para evitar o investimento público milionário para criar um sistema capaz de evitar que o lixo termine nos rios, as autoridades da Guatemala adiam desde 2006 um regulamento para evitar a contaminação do Caribe.

“O que está acontecendo em Honduras é o resultado de uma má gestão ambiental na Guatemala. Honduras está recebendo o lixo de grande parte da Guatemala, incluindo a capital, que despeja seu lixo no rio Motagua e o leva para o mar. Isso acontece há anos e os governos não deram qualquer importância para não ter que fazer o investimento necessário”, diz ele.

Após as reuniões bilaterais, o governo de Tegucigalpa deu a seu vizinho guatemalteco cinco semanas para controlar os vazamentos

No entanto, o Ministro do Meio Ambiente da Guatemala, Sydney Alexander Samuels, considera que seu país está tomando as medidas necessárias para controlar os despejos no Caribe e garante que os rios hondurenhos são os principais responsáveis pela atual situação.

“As acusações só levam em conta a parte da Guatemala. Eles também devem considerar o que estão fazendo. Eles têm um rio lá, o Chamelecón, que é praticamente um esgoto de Puerto Cortés e San Pedro Sula. A maior parte do lixo que chegou a Roatán é de Honduras”, disse ele à BBC Mundo.

Samuels sustenta que seu governo nunca recebeu informações sobre a citada descoberta de corpos humanos entre no lixo transportado pelo rio.

“Eu nunca ouvi falar de cadáveres humanos lá. Se for esse o caso, teria que ser investigado de onde eles vieram. Eu não tinha ouvido isso”, diz ele.

O lixo flutuante chega a várias localidades da costa norte do Caribe

“Sim, nós contaminamos o Mar do Caribe através do rio Motagua. Mas eu esclareço que não é só o Motagua, mas também Chamelecón e Ulúa (dois rios de Honduras), e também asseguro que no próximo ano já não estaremos transportando lixo para esse mar, pois teremos toda a infraestrutura para que isso não aconteça”, afirma.

O engenheiro ambiental consultado pela BBC, por outro lado, também acredita que Honduras tem responsabilidade no atual “mar de lixo”.

“Há muitas comunidades em Honduras que não têm nem sequer um caminhão para coletar o lixo. A gente despeja o lixo nos rios e mais de 80% dos rios hondurenhos fluem para o Mar do Caribe. Esse costume de culpar o outro pela sua responsabilidade é muito comum. Acho que o problema do lixo é de todos”, diz ele.

Pressões e soluções

Além da disputa em torno das responsabilidades, outro tema que gera polêmica entre os dois países são as possíveis soluções para essa situação.

O ministro do Meio Ambiente de Honduras, embora não queira ignorar o trabalho do país vizinho para conter o despejo, questiona que as propostas da Guatemala estão orientadas “a médio e longo prazo”.

“Eles estão falando sobre as soluções que entrarão em vigor em 2018. Mas nós pedimos para que eles tomem medidas imediatas: limpar os rios, limpar as praias, parar de jogar o lixo nos rios e fechar os despejos clandestinos. E que estabeleçam um sistema de alerta precoce para que possamos estar preparados para saber que o lixo chegará”, diz ele.

“Não estamos à procura de problemas, não estamos à procura de ações judiciais. Estamos procurando responsabilidades comuns, mas diferenciadas, esse é o princípio. Se você tiver responsabilidade em 86% dessa bacia, deve ser sua responsabilidade procurar uma solução”, acrescenta.

Galdames afirma que, se ele não receber uma resposta positiva até o final de novembro, seu país tomará medidas antes das organizações internacionais.

Fonte: UOL Notícias

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ONG vai ao Caribe salvar animais após furações Irma e Maria

Divulgação

A ONG Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) deslocou três equipes para auxiliar no resgate dos animais – as consideradas vítimas esquecidas – do desastre que alastrou as ilhas do Atlântico: o furacão Irma e sua sequela, o furacão Maria.

Milhões de animais de fazenda, domésticos e selvagens foram afetados e, em consequência, estão vivendo situações de estresse e choque ou estão machucados e adoecendo.

As equipes conseguiram driblar os voos cancelados enquanto trabalhavam com redes locais de veterinários e grupos de bem-estar animal para fornecer os primeiros cuidados nas ilhas de Antígua, St. Maarten e Barbuda.

O Irma foi o furacão mais forte do Atlântico na história e, para decidir qual seria a região que receberia mais esforços a Proteção Animal Mundial analisou caso a caso. “Nossa organização conta com uma equipe de resposta de desastre dedicada em tempo integral localizada ao redor do mundo.

Para atuar nessas situações, revisamos a escala do desastre, os impactos e danos causados aos animais e a capacidade do governo e da comunidade de recuperação e reconstrução de um ambiente minimamente saudável para esses animais” explica Helena Pavese, Diretora Executiva do Brasil. Após esse processo, a ONG implementa as equipes de resposta a desastres nos locais mais necessitados.

A situação em Barbuda, nesse momento, é trágica. A ilha ficou completamente destruída e foi necessário evacuar rapidamente os moradores, que tiveram que deixar seus animais para trás. “Em toda minha carreira trabalhando com desastres, eu nunca vi nada parecido com isso. Uma ilha totalmente abandonada cheia de animais vagando desamparados”, comentou Scott Cantin, membro da equipe de gerenciamento de desastres da Proteção Animal Mundial.

A World Animal Protection tem mais de 50 anos de experiência em resgatar, tratar, alimentar e cuidar de animais após desastres em todo o mundo. Nesse período, foram 250 respostas a desastres, ajudando mais de sete milhões de animais. “Na última década, por exemplo, ajudamos milhares de animais no Caribe. Prestamos cuidados veterinários aos burros nas Ilhas Turcas e Caicos após o furação Ike e levamos atendimento médico emergencial e comida para cerca de 110.000 animais doentes e desalojados após o furacão Matthew.” relembra Helena. “Este ano, também, já estivemos resgatando e ajudando animais em Serra Leoa, Índia e Nepal”.

A Proteção Animal Mundial trabalha para garantir que os animais sejam considerados no Quadro para a Redução do Risco de Desastre 2015-2030 da ONU, aprovado em Sendai, já que, ao proteger os animais das catástrofes, é dado um passo importante para garantir os meios de subsistência das comunidades mais carentes do mundo e reconstruir suas vidas após um desastre. Atualizações regulares são publicadas no site e redes sociais da ONG. Qualquer pessoa pode ajudar os animais acessando o site.

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Corais Acropora cervicornis
De olho no planeta

Jardinagem de corais beneficia recifes do Caribe

Corais Acropora cervicornis
Foto: Stephanie Schopmeyer, UM Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas

A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Miami (UM) da Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas e parceiros possui implicações importantes para a sobrevivência em longo prazo de recifes em todo o mundo, que enfrentam um declínio mundial por fatores estressores múltiplos, como o clima e a poluição dos oceanos.

“Nosso estudo mostrou que os métodos de restauração atuais são muito eficientes”, afirmou a bióloga de corais da escola UM Rosenstiel Stephanie Schopmeyer, principal autora do estudo.

“Os recifes de corais saudáveis são essenciais para a nossa vida cotidiana e foi comprovado que a restauração bem sucedida é uma ferramenta de recuperação de recursos costeiros perdidos”, completou.

No estudo, os especialistas queriam documenta o sucesso da restauração durante seus dois anos iniciais em vários locais de recuperação de corais na Flórida e em Porto Rico. As descobertas mostraram que os métodos de restauração atuais não causam danos excessivos às colônias e, quando são implantados, os corais de laboratório se comportam exatamente como as colônias selvagens.

As populações de corais de Staghorn tiveram uma queda de 90% no Caribe desde a década de 1980. Como resultado, a espécie foi listada como ameaçada de acordo com a Lei de Espécies Ameaçadas nos EUA em 2006 para ajudar a proteger essas espécies que são a base dos habitats de recifes biologicamente ricos, segundo o Phys.

As conclusões, publicadas na revista Coral Reefs, fornecem um guia para o sucesso dos esforços de restauração e recuperação das espécies ameaçadas em todo o mundo.

Milhares de corais são criados em laboratórios e plantados em recifes degradados a cada ano. Este estudo é o primeiro a coletar dados de sobrevivência e produtividade de restauração de corais em escalas regionais, incluindo dados de mil colônias individuais, mais de 120 genótipos diferentes em seis regiões geográficas para desenvolver pontos de referência com o intuito de analisar completamente o progresso e os impactos dos esforços de restauração em recifes da região.

Os recifes de corais são essenciais e oferecem habitat para diversas espécies marinhas e proteção contra incidentes naturais, como furacões. Como resultado, a restauração é vista como uma estratégia eficaz e econômica para controlar os efeitos do aumento da tempestade e do nível do mar nas costas.

“Os recifes estão declinando em um ritmo alarmante e os programas de restauração de corais são agora considerados um componente essencial para o plano de proteção e gestão de corais. Nossas descobertas fornecem os marcos científicos necessários para avaliar o progresso da restauração”, disse Diego Lirman, professor da UM Rosenstiel e coautor do estudo.

A pesquisa foi realizada em colaboração com os parceiros do Programa de Recuperação Acropora dos EUA: Nova Southeastern University, University of Miami, Florida Fish and Wildlife Conservation Commission, Mote Marine Laboratory, The Nature Conservancy, and the National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

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Peixes-boi saem de Cingapura para programa de repovoamento no Caribe

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Divulgação

Dois peixes-boi nascidos e criados no zoológico de Cingapura deixaram a cidade-estado na segunda-feira (08) rumo à Guadalupe, como parte do primeiro programa de repovoamento do mundo para este mamífero, que foi extinto na ilha caribenha francesa.

Os machos Kai, de sete anos, e Junior, de seis, saíram de Cingapura às 4h50 de segunda-feira (17h50 de domingo em Brasília) para a viagem de 34 horas em um voo de carga fretado da Singapore Airlines, disse o operador responsável.

Depois de uma cerimônia de despedida no domingo, que contou com a presença de representantes da embaixada francesa, os peixes-boi, que pesam centenas de quilos, foram levados sobre lonas até caixas abertas feitas sob medida e forradas com uma esponja grossa, em uma operação que envolveu dezenas de funcionários do zoológico.

Os animais serão periodicamente borrifados com água durante a viagem. Dois veterinários do parque nacional de Guadalupe e um aquarista do zoológico de Cingapura estão viajando com eles.

Kai e Junior, que nasceram em cativeiro, serão os primeiros peixes-boi a chegar no Grand Cul-de-Sac Marin, uma baía protegida de 15.000 hectares em Guadalupe, um território ultramarino francês no sul do Caribe.

Outros 13 peixes-boi de diferentes gêneros serão enviados de zoológicos de todo o mundo para se juntar a eles. Qualquer prole do grupo será lançada na natureza, como parte do programa de repovoamento.

“Estamos felizes de ter a oportunidade de contribuir para o repovoamento dos peixes-boi no Caribe, onde eles não foram avistados em mais de um século”, disse Mike Barclay, chefe-executivo da operadora do zoológico de Cingapura, Mandai Park Holdings.
“Projetos como este nos permitem fazer a nossa parte para proteger e conservar a biodiversidade mundial”, disse Barclay na cerimônia de despedida.

O programa de repovoamento começou a ser discutido em 2007 em Guadalupe, e incluiu educar a população sobre os animais, disse o consultor do projeto Ray L. Ball à AFP no domingo. “Você não pode reintroduzir uma espécie animal em um país se as pessoas não querem isso”, disse Ball.

Conhecidos localmente em Guadalupe como “maman d’lo”, ou mãe do mar, o peixe-boi das Índias Ocidentais era uma parte importante da ecologia do território, antes de ser caçado até sua extinção no início do século XX.

A espécie está listada como “vulnerável” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, com a variedade das Índias Ocidentais extinta no Caribe devido à caça excessiva.

O peixe-boi é um animal manso que pode crescer até atingir 4,5 metros de comprimento. Seus habitats naturais são as águas quentes litorâneas, manguezais e estuários onde pastam nas plantas.

Fonte: Estado de Minas

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Corais das Caraíbas têm redução de 50% e podem desaparecer sem proteção

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os recifes de corais das Caraíbas diminuíram cerca de metade nos últimos 50 anos devido a causas naturais, como tempestades ou crescimento de algas, e ao impacto de atividades humanas, como pesca ou construção, segundo um estudo internacional.

No trabalho “Recifes de Coral das Caraíbas: 1970-2012”, elaborado por um grupo de investigadores de vários países e agora divulgado, alerta-se que, se não forem aplicadas medidas que permitam a sobrevivência destes elementos da natureza, dentro de 20 anos não restarão muitos naquela região do mundo.

Os recifes de coral são os ecossistemas marinhos com mais diversidade biológica do planeta, além de contribuírem para a proteção da costa, purificarem a água do mar, absorverem dióxido de carbono e serem fonte de alimento.

Em 1972, a bióloga marinha Sylvia Earle dizia que os recifes desta região “estavam praticamente livres de algas”, o que permitia uma vida mais longa dos corais. Atualmente, as algas “estão a crescer muito e a envenenar” os corais, constataram os cientistas.

Jorge Cortés, investigador do Centro de Investigação em Ciências do Mar da Universidade da Costa Rica, explicou à agência EFE que a captura dos peixes que comem as algas ameaça a sobrevivência dos corais.

“Com o desaparecimento destes peixes, crescem as algas que matam os corais”, indicou.

O especialista em corais e biologia marinha acrescentou que juntando a este risco os “sedimentos devido à desflorestação, as alterações da costa para construção e a contaminação, os corais morrem”.

Apesar das alterações climáticas terem afetado os corais, os especialistas dizem que esta não é a principal causa da sua morte no passado recente ou atualmente, embora possa vir a sê-lo no futuro.

A ausência de espécies que comam as algas é o fator com maior responsabilidade na crise dos corais, defendem.

O investigador referiu estar demonstrado que os “recifes saudáveis ou com pouca pressão humana recuperam mais rapidamente dos impactos naturais do que aqueles sob pressão”.

Por isso, os especialistas defendem medidas de proteção dos peixes, como a proibição ou limitação de algumas artes de pesca.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: RTP Notícias

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