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Local onde tartaruga marinha pôs ovos em Boa Viagem (PE) terá segurança reforçada

Ninhada deve nascer no final de março;
preocupação é com os picos das marés

Foto: Reprodução/ TV Globo

Numa reunião de emergência nesta quarta-feira (2), ambientalistas, autoridades e pesquisadores decidiram reforçar a proteção ao redor do ninho que uma tartaruga marinha fez na praia de Boa Viagem. A proteção será feita até o nascimento dos filhotes, esperado para o final de março.

O secretário de Meio Ambiente, Roberto Arrais, e a professora da UFRPE e especialista em tartarugas, Rosilda Barreto Santos, participaram da reunião com a Brigada Ambiental, da Emlurb, que está em contato contínuo com representantes do Projeto Tamar e do Ibama (Rio Grande do Norte). Na ocasião foi definido que, mesmo correndo os riscos naturais, os ovos ficarão no local exato da desova.

Os especialistas estranharam quando viram que o ninho fica numa área atingida pela água nos picos das marés. Faltaram poucos metros para que a tartaruga conseguisse botar os ovos num local mais seguro, na vegetação. A preocupação agora é evitar que as marés altas removam os ovos.

“A desova foi realizada em um local atípico, exatamente na linha da água; normalmente ela é realizada no local de vegetação. O fato é que os ovos até podem ser molhados, mas, se forem deslocados, o risco de o animal morrer é muito grande”, explicou o secretário Roberto Arrais.

Já foram colocados no local sacos de areia para formar uma barreira contra a água e evitar que os curiosos se aproximem ou toquem nos ovos.

Ao observar a localização, a professora Risolda Barreto Santos alertou para a necessidade de mais uma medida. “É preciso colocar um toldo para proteger do sol, pois com muito calor nascem mais fêmeas, mas os machos estão em extinção”, explicou a especialista. A proteção também já foi providenciada.

Nesta reunião também foi feita a revelação de que a tartaruga que botou uma centena de ovos na praia mais movimentada do Recife não é uma tartaruga verde, como se pensou inicialmente.

A cabeçuda (Caretta caretta), como todas as tartarugas marinhas, está ameaçada de extinção. Ela chegou às 13h30 da tarde da última sexta-feira (28) e não se incomodou com o movimento. Cavou o ninho, botou os ovos e voltou para o mar.

Fonte: Globo

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Tartaruga cega viaja mais 2 mil quilômetros para centro de animais deficientes

Uma tartaruga cega encontrada na Grécia foi levada para um centro de animais marinhos na Grã-Bretanha onde será alimentada e monitorada.

Batizada de Homero, a tartaruga foi transportada de avião por um trajeto de mais de 2 mil quilômetros acompanhada por uma equipe de especialistas. Como não pode caçar e se alimentar sozinha, o Blue Reef Aquarium, em Newquay, passa agora ser a sua “casa definitiva”.

Homero, que pertence à espécie Caretta caretta, foi encontrada cega e com ferimentos na cabeça, provavelmente causados pela hélice de um navio. Seu nome é inspirado no poeta grego Homero, considerado o autor de Ilíada e Odisseia.

A tartaruga Homero foi encontrada cega e com ferimentos na cabeça. (Imagem: BBC)
A tartaruga Homero foi encontrada cega e com ferimentos na cabeça. (Imagem: BBC)

“Nos primeiros dias vamos avaliar de perto sua condição e comportamento e também seu regime alimentar”, disse David Waines, diretor do Blue Reef Aquarium.

“Se tudo estiver bem, ela será transferida para um gigantesco tanque de 250 mil litros onde será monitorada continuamente. Nossos funcionários vão alimentá-la e cuidar dela”, completou.

Santuário marinho

O Blue Reef Aquarium é o principal centro de resgate e reabilitação de tartarugas no Reino Unido. As tartarugas Nemo e Steve, que pertencem a mesma espécie de Homero, já passaram pelo centro e, depois de cuidadas, foram devolvidas ao seu ambiente natural, as Ilhas Canárias.

A espécie Caretta caretta é popularmente conhecida no Brasil como “tartaruga-cabeçuda” e se caracteriza por ser um animal presente em águas mais quentes.

Mas o centro não dedica cuidados especiais somente a tartarugas. Recentemente, um raro polvo da região do Mediterrâneo foi encontrado por pescadores e levado ao Blue Reef Aquarium. O polvo foi apelidado pela equipe do aquário como Inka.

Além de cuidados especiais para animais resgatados, o Blue Reef também conta com um centro de reprodução marinha. O último nascimento registrado foi o de um trio de raias, após um período de gestação de seis meses.

Fonte: BBC

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Tartaruga marinha põe 130 ovos em Ubatuba, litoral norte paulista

Uma tartaruga da espécie Caretta caretta, mais conhecida como tartaruga-cabeçuda, desovou no último sábado (12) na praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, litoral norte paulista.

Segundo o Instituto Chico Mendes, o ninho tem 130 ovos e está sendo monitorado pelo projeto Tamar. Várias pessoas e moradores da praia viram quando ela terminou de desovar, cobriu o ninho de areia e retornou ao mar.

Tartaruga Marinha
Tartaruga marinha. Imagem: O Globo

Os ovos devem demorar cerca de dois a três meses para eclodir e o ninho foi transferido para um local seguro. Segundo o o instituto, esta é a segunda desova na região de Ubatuba desta temporada. O primeiro ninho foi feito na Ilha das Couves, três semanas atrás.

A desova em São Paulo costuma ser de machos. De acordo com o instituto, as areias do litoral norte paulista raramente atinge temperaturas ideais de desova, como no Rio, Espírito Santo e Nordeste, por serem mais frias. “Para muitos répteis, a temperatura em que os ovos são incubados define o sexo dos filhotes que nascerão. No caso das tartarugas marinhas, as temperaturas mais altas dão origem a fêmeas, enquanto temperaturas mais baixas dão origem a machos”, diz o instituto.

No ano passado, um ninho foi encontrado em Maresias e nasceram 80 filhotes. Em 2005, dois ninhos foram encontrados em Ubatuba – na Praia Grande nasceram 18 filhotes, mas o da Praia do Tenório não teve sucesso.

O instituto diz que é pouco provável o nascimento de fêmeas. Se nascessem, depois de 30 anos de idade elas poderiam retornar à região para desovar e completar o ciclo de vida. As tartarugas marinhas vivem cerca de 100 anos.

Fonte: O Globo

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Centro italiano socorre tartarugas em risco de extinção

O Centro de Educação ao Ambiente Marinho (Ceam), da cidade italiana de Isola di Capo Rizzuto, socorreu e devolveu ao mar Jônio cinco tartarugas da espécie Caretta caretta, que corre risco de extinção.

Desde janeiro, o instituto já resgatou e tratou de 20 tartarugas. Todas, antes de serem devolvidas ao seu habitat, são marcadas com uma etiqueta para fins científicos. 

“Quero cumprimentar a todos os colaboradores pelo trabalho que desenvolvem continuamente com sacrifício, empenho e dedicação, entre tantas dificuldades”, disse Crotone Gianluca Bruno, vice-presidente da província de Cretone, na região da Calábria, onde fica Isola di Capo Rizzuto.

Bruno também ressaltou que “o esforço da administração” local será destinado à “implementação das diversas atividades” em prol dos animais aquáticos, “visando operar com o Ministério do Meio Ambiente”.

A espécie Caretta caretta é tutelada pela Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens ameaçadas de Extinção.

Fonte: Agência ANSA

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