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Inea e Prefeitura se posicionam sobre cardume morto em Cabo Frio (RJ)

Peixes foram encontrados na manhã desta quinta-feira (5) (Foto: Arquivo pessoal)
Peixes foram encontrados na manhã desta quinta-feira (5) (Foto: Arquivo pessoal)

Uma equipe da Superintendência do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na região esteve vistoriando o Canal Itajuru e a Passagem, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, na manhã desta quinta-feira (5). A medida foi tomada após a aparição de uma grande quantidade de sardinhas encontrada no local.

De acordo com nota enviada pelo Inea, devido ao prolongado período de estiagem, que tem provocado alterações ambientais, como elevadas temperaturas das águas e aumento da sanilização, todas as possibilidades estão sendo investigadas.

“Durante a vistoria foi verificado que os peixes mortos eram sardinhas, marombas, lajes e coiós. O Inea vai propor uma operação conjunta com a Secretaria Municipal do Ambiente para fiscalizar e reprimir, caso seja flagrada a prática, que configura crime ambiental”, diz a nota.

Fonte: G1

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Cardume é flagrado subindo o Rio Cuiabá durante o período de piracema

(Imagem: reprodução)
(Imagem: reprodução)

Durante uma caminhada na manhã do último domingo (23), o escritor e médico Ivens Cuiabano Scaff flagrou um cardume de peixes exibindo uma atividade intensa no Rio Cuiabá. Ele conta que costuma caminhar todas as manhãs de domingo e seu destino final é o Rio Cuiabá. “Estava passando por lá quando vi uma aglomeração de pessoas na Ponte Júlio Muller. Quando me aproximei, vi os peixes. Eles davam encontrões uns nos outros, logo depois de um canal de esgoto que deságua no rio”, disse Ivens ao G1.

O médico e poeta cuiabano, que ocupa uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras, conta que nasceu na beira do rio e quando criança viu por várias vezes esse comportamento dos peixes. Scaff tem inclusive dois poemas que falam sobre o rio que leva o nome da capital mato-grossense, o Kyvaverá e o Não te amo mais Rio Cuiabá. “Tenho saudades do rio. Às vezes caminho a pé e volto”, revelou.

“Achei que eles estavam morrendo, mas um biólogo estava do meu lado e falou que era o acasalamento dos curimbatás [espécie de peixe]”, completou o escritor. Ivens publicou o vídeo em uma rede social e até o momento já ultrapasou 200 mil visualizações e quatro mil compartilhamentos.

O G1 procurou um especialista para explicar o comportamento dos peixes no vídeo. Segundo o professor e biólogo Emerson Giuliano Palácio Favaro, a qualidade da imagen não permite visualizar isso claramente nem a espécie. “O que é possível ver no vídeo é um aglomerado de peixes exibindo uma atividade intensa. Esta atividade pode ser um comportamento reprodutivo, mas também pode ser atividade alimentar”, observou.

Favaro ressaltou ainda que nos dias que antecederam a gravação do vídeo choveu bastante na capital mato-grossense, o que pode favorecer a concentração de partículas na água, o que atrai os peixes para se alimentarem. Sobre a relação do comportamento dos peixes com a piracema, o biólogo explica que isso geralmente ocorre em trechos de rios onde há corredeiras, o que aparentemente não é visível no vídeo. “Os saltos parecem mais resultado de uma atividade intensa dos peixes. Ainda, na Ponte Júlio Müller, o Rio Cuiabá não apresenta corredeiras evidentes para os peixes saltarem”, analisou.

Fonte: G1

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

Mar é de arco-íris

Eu vi a onda, indo e vindo com o mar, fazendo bolinhas de espuma com ele. Vi a calmaria, com zigue-zague suave da água em azul suave, como as feitas em desenho de criança pequena. Vi a gaivota voando sozinha perto da água, observando seu reflexo dizer para ela a beleza de ser que ela é. Vi o cardume entusiasmado de peixinhos coloridos indo esfuziantemente não sei para onde. E que diferença saber isso faria? Aí então eu ri, assustei os peixinhos e eles foram embora, abrindo um leque de cores para todos os lados, até ficar só o mar, a onda, eu, e a gaivota outra vez.

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

O azul mais bonito


Imagem: Luna Ilustrações

O barquinho ia tão devagar, que o mar resolveu ajudar. Mandou dezenas de golfinhos brincarem por perto, pra fazer a água rodopiar e o barquinho andar. E a água era tão clara que até os corais lá no fundo apareciam. E parecia que dançavam as anêmonas. Eram azuis de neon, e laranja de neon também. E outras cores que eu nem sei dizer que cores eram. Cardumes multicoloridos faziam força pra ficar ali, de tão forte que a correnteza ia. Tinha uma moreia escondida. Acho que ela se acha feia, por isso que se esconde. Uma arraia enorme voava beijando o fundo, fazendo poeira, até que sumiu. Coberta de areia, acho que foi dormir. Ou esperar o jantar passar, sei lá. A água-viva, que é o resumo do mar, também apareceu. Fez uma dança tão bonita, que eu sonhei com ela uns três dias. E lá se foi o barquinho que ia devagar até o vento chegar.

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Laudo sobre morte de peixes no Maranhão é divulgado

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais do Maranhão (Ibama/MA), divulgou ontem (30/09) o laudo oficial com a causa da morte de milhares de sardinhas em São José de Ribamar, a 30 quilômetros de São Luís.

A causa provável, de acordo com o relatório de autoria do Departamento de Ciências Aquáticas da Universidade Federal Maranhão (UFMA), foi a entrada de um cardume no igarapé que resultou em uma combinação de fatores:  “presume-se que houve uma queda significativa de oxigênio dissolvido na água, assim como o lixo acumulado, despejos de esgotos das casas próximas e bocas de bueiros. É provável, assim, a ocorrência de um bloom de algas – crescimento descontrolado de organismos aquáticos favorecido pelo excesso de nutrientes no ambiente – que reduziu drasticamente a quantidade de oxigênio dissolvido na água, provocando a morte dos peixes”.

De acordo com o laudo, no entanto, é necessário considerar que a ausência de amostras de água do igarapé no dia do evento impede que esta hipótese seja validada.

O laudo

O Ibama antecipou, porém, que, mesmo com a divulgação do laudo, “as informações ainda estão no campo hipotético”. A assessora de comunicação do Ibama, Ciclenia Brito, esclareceu que a linha de investigação seguiu a possibilidade de utilização do timbó pelo fato de que os peixes apresentavam hemorragia.

De acordo com o laudo assinado pelos professores da UFMA, Nivaldo Magalhães Piorski e Marco Valério Jansen Cutrim, não é possível definir a causa da morte dos peixes. “Com base apenas nos exemplares em mãos e observações in loco concluímos que é impossível afirmar contundentemente o fator responsável pela mortandade em massa”.

Fonte: Correio Brasiliense

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