Jornalismo cultural

Cardiologista vegetariano Ellsworth Wareham morre aos 104 anos

Wareham vivia em Loma Linda, onde as pessoas têm uma expectativa de vida bem superior à média mundial (Acervo: CCTV America)

O cardiologista vegetariano Ellsworth Wareham, de 104 anos, faleceu no último sábado. Wareham ficou famoso por seu estilo de vida bastante ativo. Ele dormia de oito a nove horas por noite, acordava às cinco da manhã e iniciava o dia comendo cereais integrais com leite de amêndoas. Mais tarde, fazia exercícios, cuidava do jardim e passa o resto do dia com a família, de acordo com reportagem especial da CCTV America.

Essa foi a rotina do médico que se aposentou aos 95 anos. E como ele ainda conseguia ser tão ativo e saudável? “Não consumo nada de origem animal” – era a resposta de Ellsworth Wareham que morava em uma pequena cidade onde as pessoas têm uma expectativa de vida bem superior à média mundial.

Em Loma Linda, na Califórnia, não é difícil encontrar vegetarianos, inclusive, o maior mercado da cidade não comercializa nenhum tipo de carne. Além disso, também baniram o fumo, e o índice de comercialização e consumo anual de álcool está entre os mais baixos dos Estados Unidos.

Nesse cenário com uma população predominantemente adventista não era difícil encontrar o centenário Wareham, que vivia em uma casa de dois andares, onde não demonstrava nenhuma dificuldade em subir a escada. Também era o médico aposentado que cuidava do próprio jardim, um exercício que o permitia se sentir mais próximo da natureza.

Com boa saúde e clareza mental exemplar, ele creditava todos esses benefícios a uma decisão que tomou há 54 anos – banir todos os alimentos de origem animal da sua alimentação. À época, Ellsworth Wareham teve contato com uma pesquisa científica realizada pela Cleveland Clinic, que associou o consumo de proteínas de origem animal com a elevação do colesterol e o aumento do risco de se contrair doenças cardíacas. O ideal, segundo a pesquisa, seria a adoção de uma dieta vegetariana estrita e com baixo teor de gordura.

“Quando eu estava praticando a medicina, eu dizia aos pacientes que a dieta baseada em vegetais é o caminho mais saudável. Sugeri manterem-se afastados de produtos de origem animal o tanto quanto possível. Você pode falar sobre exercícios de relaxamento, atitude mental positiva e as pessoas vão aceitar. Mas se você falar sobre o que estão comendo, elas se mostram muito sensíveis sobre isso. Se um indivíduo estiver disposto a ouvir, tentarei explicar com base científica o que acho melhor para ele”, declarou.

Wareham reconhecia que a realidade de uma parcela bem significativa da população dos Estados Unidos era bem diferente da sua. Segundo o médico, um terço da população dos Estados Unidos vai morrer em decorrência de doença coronariana, e tendo como agravante o consumo excessivo de alimentos de origem animal. “Se você puder evitar isso, vale a pena”, sugeria com a experiência de quem trabalhou no Loma Linda University Medical Center, considerado um dos melhores hospitais de tratamento de doenças cardíacas dos EUA.

Saiba mais

Nascido em 3 de outubro de 1914, o médico Ellsworth Wareham, que também é ex-veterano de guerra, realizou uma das primeiras cirurgias de coração aberto dos Estados Unidos.

Ele orientou residentes da Universidade Loma Linda até os 95 anos.

Referências

http://www.cctv-america.com/2015/10/03/dr-ellsworth-wareham-the-secret-to-living-longer-2

http://www.collective-evolution.com/2015/05/04/100-year-old-vegan-heart-surgeon-retired-at-95-heres-why-hes-been-a-vegan-for-50-years/

http://www.foxnews.com/health/2014/12/16/100-year-old-surgeon-wwii-vet-who-retired-at-age-5-shares-secrets-to-longevity.html

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Jornalismo cultural

O cardiologista de 103 anos que se tornou vegetariano há 53 anos

“Sugeri manterem-se afastados de produtos de origem animal o tanto quanto possível” (Foto: Reprodução)

Em outubro, o cardiologista Ellsworth Wareham completa 104 anos. Ele dorme de oito a nove horas por noite, acorda às cinco da manhã e inicia o dia comendo cereais integrais com leite de amêndoas. Mais tarde, faz exercícios, cuida do jardim e passa o resto do dia com a família.

Essa tem sido a rotina do médico que se aposentou aos 95 anos. E como ele ainda consegue ser tão ativo e saudável? “Não consumo nada de origem animal” – é a resposta de Ellsworth Wareham que mora em uma pequena cidade onde as pessoas têm uma expectativa de vida bem superior à média mundial.

Em Loma Linda, na Califórnia, não é difícil encontrar vegetarianos, inclusive, o maior mercado da cidade não comercializa nenhum tipo de carne. Além disso, também baniram o fumo, e o índice de comercialização e consumo anual de álcool está entre os mais baixos dos Estados Unidos.

É nesse cenário com uma população predominantemente adventista que podemos encontrar o centenário Wareham, que vive em uma casa de dois andares, onde não demonstra nenhuma dificuldade em subir a escada. Também é o médico aposentado que cuida do próprio jardim, um exercício que o permite se sentir mais próximo da natureza.

Com boa saúde e clareza mental exemplar, ele credita todos esses benefícios a uma decisão que tomou há quase 53 anos – banir todos os alimentos de origem animal da sua alimentação. À época, Ellsworth Wareham teve contato com uma pesquisa científica realizada pela Cleveland Clinic, que associou o consumo de proteínas de origem animal com a elevação do colesterol e o aumento do risco de se contrair doenças cardíacas. O ideal, segundo a pesquisa, seria a adoção de uma dieta vegetariana estrita e com baixo teor de gordura.

“Quando eu estava praticando a medicina, eu dizia aos pacientes que a dieta baseada em vegetais é o caminho mais saudável. Sugeri manterem-se afastados de produtos de origem animal o tanto quanto possível. Você pode falar sobre exercícios de relaxamento, atitude mental positiva e as pessoas vão aceitar. Mas se você falar sobre o que estão comendo, elas se mostram muito sensíveis sobre isso. Se um indivíduo estiver disposto a ouvir, tentarei explicar com base científica o que acho melhor para ele”, declara.

Wareham reconhece que a realidade de uma parcela bem significativa da população dos Estados Unidos é bem diferente da sua. Segundo o médico, um terço da população dos Estados Unidos vai morrer em decorrência de doença coronariana, e tendo como agravante o consumo excessivo de alimentos de origem animal. “Se você puder evitar isso, vale a pena”, sugere com a experiência de quem trabalhou no Loma Linda University Medical Center, considerado um dos melhores hospitais de tratamento de doenças cardíacas dos EUA.

Saiba Mais

Nascido em 3 de outubro de 1914, o médico Ellsworth Wareham, que também é ex-veterano de guerra, realizou uma das primeiras cirurgias de coração aberto dos Estados Unidos.

Ele orientou residentes da Universidade Loma Linda até os 95 anos.

Referências

http://www.collective-evolution.com/2015/05/04/100-year-old-vegan-heart-surgeon-retired-at-95-heres-why-hes-been-a-vegan-for-50-years/

http://www.foxnews.com/health/2014/12/16/100-year-old-surgeon-wwii-vet-who-retired-at-age-5-shares-secrets-to-longevity.html

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Entrevistas, Notícias

Cardiologista alerta sobre doenças causadas pelo consumo de carne e laticínios

Arquivo Pessoal

Ela é vegana há 10 anos e docente na Faculdade de Medicina do ABC, que não utiliza animais vivos no ensino há 10 anos. Em sua trajetória profissional, Odete observa também a falta de informação sobre os problemas de saúde causados pelo consumo de produtos animais. Nesta entrevista exclusiva à ANDA, ela discute essas enfermidades, além da importância do ativismo e da conscientização do público.

ANDA: Quais são os problemas cardíacos que podem ser provocados pelo consumo de carne e de laticínios?

Odete Miranda – A maior causa de mortalidade no Brasil e no mundo são as doenças cardiovasculares, seguida por neoplasias (cânceres). Sabemos que o maior fator contribuinte é o estilo de vida para ambas as causas de morte. Assim os produtos de origem animal são os que contribuem para o aumento do colesterol ruim, promovendo lesão no interior do vaso sanguíneo que culmina com a formação de placas de gordura, predispondo a doenças como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, doença obstrutivas nas artérias dos membros inferiores e doença renal.  Muitas pessoas acreditam que o consumo de carne vermelha seja o vilão para o aumento do colesterol, bem como as frituras. Porém, vários tipos de carne branca também possuem alto teor de gordura saturada que também são nocivos à saúde humana. Quem tiver interesse pode consultar a tabela brasileira de composição de alimentos.  O que se preconiza é eliminar os ácidos graxos trans da dieta, reduzir o consumo de gordura saturada (animal), aumentar o consumo de poliinsaturados e monoinsaturados (gordura vegetal), reduzir açucares e incluir na dieta frutas, grãos e hortaliças.  Acredito que o mais fácil é saber que tudo que vem do animal tem gordura saturada.

ANDA: Quais são os benefícios trazidos por uma alimentação sem crueldade a nossa saúde que você observa em seus pacientes?

Odete Miranda – A grande maioria dos pacientes é onívora, e essa maioria também possui colesterol fora da meta estipulada para controle das doenças ateroscleróticas. Verificamos pacientes com insuficiência arterial periférica e que possuem muitas dores nas pernas principalmente ao caminhar, outros com angina pectoris, infartos do miocárdio, reinfartos, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, doença obstrutiva em carótidas, doença renal crônica etc. Ao abordá-los e orientá-los que devem reduzir o consumo de produtos de origem animal, no primeiro momento sinto que há uma decepção e vem a pergunta “O que eu vou comer então?” e aí conversamos sobre as outras possibilidades mais baratas e mais saudáveis. No decorrer do acompanhamento, eles percebem que realmente sentem-se melhor, os níveis laboratoriais de seus exames melhoram e os renais crônicos otimizam a função renal.  O que mais os motiva a reduzir o consumo de carne é a própria saúde, não a crueldade em que o animal é submetido.

ANDA: Além dos problemas ambientais, a  ONU já reconheceu a associação entre o consumo de carne  e doenças humanas. De que forma isso pode incentivar as pessoas a optar pelo veganismo?

Odete Miranda – O ser humano tem uma preocupação imensa pela sua sobrevida, se isso lhe conferir saúde e houver uma divulgação extensa, as pessoas reduzirão em muito o consumo de carne. O que percebo quando abordo o paciente nos seus hábitos de vida ele encara o comer carne como algo necessário para sua saúde, muitos falam: “mas eu posso não comer carne alguma?  Falta informação na sociedade. Falta informação entre profissionais da saúde.

ANDA: A forma como o veganismo é retratado na imprensa também pode contribuir ou não com esse cenário. Como você avalia a atuação da imprensa quanto a este assunto desde o início da sua carreira?

Odete Miranda – A imprensa é uma fatia da sociedade, frequentemente vincula churrasco com encontros, amigos, alegria, lazer. Essa propagação de informações vai reforçando o comportamento de que em toda comemoração deve ter carne, assim como bebida para que as pessoas possam se divertir.  Bem no inicio da minha carreira, pouquíssimo se ouvia falar em veganismo. Agora já há um pouco mais de divulgação, mas ainda há muita resistência na mídia, no governo, na sociedade. Veganismo pressupõe término da indústria da carne.

ANDA:  Em sua opinião, a crescente difusão de informações sobre o veganismo aumentou a conscientização sobre os direitos animais ou não? O que pode ser feito para que mais pessoas se tornem veganas?

Odete Miranda – Sem dúvida, as pessoas passaram a olhar os animais como seres sensíveis, que merecem respeito. O mundo está cada vez mais aberto a reconhecer os animais como seres sensíveis que pensam, interagem, possuem desejos próprios. Não podemos mais escravizá-los.  Informação, ética universal.  Todas as pessoas devem saber o que realmente se passa com os animais que são mortos, o sofrimento imenso que cada um desses seres vive em toda a sua vida e a responsabilidade que cada um de nós possui ao financiar a indústria da morte. Por outro lado, também devem saber que comer carne não as fortalece, não as cura e não torna um encontro mais agradável entre seus pares. Devem saber que esses alimentos são contribuintes para as doenças do coração e para o aparecimento de diversos tipos de cânceres e, finalmente, devem saber que precisamos ser éticos em todas as esferas. Só assim valerá ser humano.

 

 

 

 

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Marca-passos oferecem esperança para cães enfermos

Dispositivos médicos são frequentemente implantados para acelerar a diminuição da frequência cardíaca de cães provocada por doenças que, se não tratadas, reduzem drasticamente as suas vidas.

Guiedo, um cão de 12 anos, recebeu recentemente um marca-passo depois de ser diagnosticado portador de problemas de coração, uma condição na qual o sinal elétrico que faz com que o órgão se contraia e bombeia o sangue é bloqueado.

“Nem passou pela minha cabeça não fazer a cirurgia”, disse Maxine Mager, fundadora do santuário de animais Creative Acres Animal Sanctuary in Brighton, Colo., onde Guiedo e outros 400 companheiros, animais domésticos e selvagens vivem.

A condição de Guiedo o colocou em risco de morte súbita. Então, no dia depois do diagnóstico, Mager levou o cão idoso para um veterinário cardiologista, um dos 230 nos EUA e Canadá treinados para fazer esse tipo de cirurgia.

Os procedimentos são similares aos feitos em humanos. Sob anestesia, o marca-passo é colocado através da veia jugular até o lugar correto no coração. Uma incisão pequena, feita atrás do pescoço, permite a inserção do marca-passo sob a pele e conexão para os fios.

O procedimento requer que o paciente permaneça no hospital depois da operação.

Esse procedimento não é algo novo. A primeira cirurgia foi feita em 1967 e tem se tornado bastante comum na medicina veterinária, com centenas de animais de estimação recebendo o marca-passo a cada ano.

Cerca de 20 animais de estimação são operados e recebem marca-passo nas Univerisdades de Veterinária em hospitais de aprendizado. Alguns gatos fazem o procedimento, mas a maioria dos pacientes consiste em cães idosos, entre 6 e 10 anos de idade.

O marca-passo estende e melhora a vida de um cão por mais 3 a 5 anos, apesar de alguns pacientes viverem o dobro.

A maioria dos tutores detecta uma mudança bastante significativa em seus pets após a cirurgia.

“As vezes os tutores não acham que o cão esteja mostrando sinais clínicos da doença e, outras vezes em que ele esteja usando o marca-passo, o cão começa a correr como um filhote de novo”, diz Dr. Henry Green, um veterinário cardiologista e professor da Universidade Purdue, em West Lafayette, Ind.

Na universidade a cirurgia custa em torno de $2,000. Quando particular, o preço cresce para $3.000 a $4.000.

Os veterinários contam com marca-passos doados por usuários humanos.

“Não existem marca-passos desenvolvidos especialmente para animais, então temos que usar equipamentos humanos”, diz a veterinária cardiologista Kate Meurs, da Companion Animal Pacemarker Repository, na Universidade do Estado de Washigton, a qual distribui dispositivos doados para os hospitais veterinários por todo o mundo.

Novos equipamentos não são fabricados, porque são muito caros, segundo Meurs. Um novo marca-passo pode custar em torno de $5.000 a $10.000, de acordo com uma porta-voz da indústria de marca-passo.

Os marca-passos usados em Purdue vêm de vários lugares, incluindo uma funerária que remove dos corpos de cadáveres humanos. Mais ou menos 10% dos marca-passos que a clínica usa vêm de humanos.

Depois da cirugia em dezembro, Guiedo, está cheio de energia.

Como diretora de um Santuário onde não se matam os animais, Mager diz que ela não acredita em eutanásia para animais com condições de tratamento médico, não importa quão caro seja. De fato, alguns meses depois de receber o marca-passo, Guiedo fez uma cirurgia na pata.

Ela afirma ter gastado perto de $5.000 nas cirurgias de Guiedo e valeu cada centavo.

Mais informações: U.S. National Heart, Lung, and Blood Institute.

Com informações de Cão em quadrinhos

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