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Senador lamenta crueldade com animais em Marajó (PA)

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) comentou, nesta terça-feira (11), os “fatos lamentáveis” de crueldade contra cães em Santa Cruz do Arari (PA), que ganharam divulgação no Brasil e no mundo. Em sua avaliação, as ocorrências revelam a pobreza extrema em que vive o povo da região do Marajó, que precisa de “ação afirmativa, firme e estratégica” do governo federal para seu desenvolvimento.

Segundo o parlamentar, o prefeito de Santa Cruz do Arari ofereceu uma recompensa de R$ 5 a R$ 10 para cada cachorro capturado na cidade, e a Secretaria de Transportes do município teria cedido uma embarcação para deixar os animais vivos em uma ilha distante. Flexa disse que as imagens dos cães sendo arrastados pelas ruas, registradas pelos moradores e divulgadas pela internet, “chocaram e ainda chocam a todos”.

“Esse tipo de violência contra os animais é algo repugnante e nos dá um sentimento de revolta. É absolutamente injustificável, uma vez que existem diversas outras formas de controle populacional de animais” , lamentou. Em sua opinião, os fatos – que estão sendo apurados pela Secretaria de Saúde Pública do Pará, pelo Ministério Público e pela Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Civil do estado – mostram que a região do Marajó se transformou em “terra de ninguém”. O senador citou problemas como baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), exploração de crianças, biopirataria, tráfico de drogas e desintegração das famílias.

Flexa classificou como “desenvolvimento festivo” o plano anunciado em 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que previa 190 ações para Marajó com investimento federal de R$ 2 bilhões – segundo o senador, “quase nada” foi realizado, mas foi realizado em abril um encontro na sede da Superintentência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) em Belém para reativar o plano de 2006. “Mais conversas, mais promessas. Disto, o povo do Marajó está cansado” disse.

Fonte: O Repórter

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Polícia Ambiental combate caça no litoral do Paraná

A Operação Caápua – criada pelo Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde (BPAmb/FV) no ano passado – prendeu duas pessoas e apreendeu cinco armas de fogo, munições e outros materiais utilizados em caça no litoral do Paraná. A atividade foi decorrente do cumprimento de Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário de Paranaguá, na última quinta-feira (21), após denúncias anônimas feitas ao 0800 643 0304 da unidade de polícia ambiental.

“A informação era de que no litoral paranaense, mais precisamente na área urbana e rural de Paranaguá, em residências de caçadores, existiam animais e pássaros silvestres em cativeiro”, explica o tenente Durval Tavares Junior, que comandou a Operação. A polícia apreendeu oito pios (apito para atrair pássaros), sete armadilhas para captura de animais, seis facões, dois estilingues, uma luneta, roupas camufladas e dez unidades de palmito in natura.

“Encontramos ainda partes do corpo de animais silvestres do litoral como patas de capivara, tatu e o rabo de um tamanduá mirim”, informa o tenente. Os materiais aprendidos foram encaminhados, juntamente com os detidos para a Delegacia de Polícia Civil de Paranaguá, para que as medidas cabíveis fossem tomadas.

De acordo com o capitão Adilson Correa, Coordenador da Operação Viva o Verão no litoral, pela Força Verde, desde o início das atividades até o momento já foram apreendidas 32 armas relacionadas à prática de crimes ambientais na região. O tenente Tavares explicou ainda que a abordagem seguiu as determinações legais e, por isso, a ação foi um sucesso.

Operação Caápua

Criada em julho de 2009, a Operação Caápua – palavra de origem tupi – tem como objetivo principal combater a caça de animais silvestres no Estado do Paraná, principalmente os que se encontram em extinção. “Desde o mês de julho de 2009, já foram apreendidos por esta operação 276 armas de caça, 1.368 munições de diversos calibres, 1.760 quilos de pescados, além da recuperação de 1.935 pássaros e 410 animais silvestres”, revela o Comandante do BPAmb, Coronel João Alves da Rosa Neto.

Ainda neste período, foram apreendidas pela Operação Caápua – que significa “aquele que vive no mato” –, 325 metros de redes de diversas malhas e 43 tarrafas, utilizadas em pesca predatória. “Estes resultados representam a atuação da Força Verde junto à preservação do meio ambiente”, frisa o coronel.

O Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde atende pelo disque-denúncia 0800 643 0304.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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Pássaros encontrados em cativeiros são soltos em Teresópolis (RJ)

Setenta e quatro aves silvestres voltaram a viver em seu habitat natural na manhã desta sexta-feira (6). Encontrados em cativeiros por fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente/Parque Estadual dos Três Picos e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade/Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, os pássaros foram soltos em um sítio às margens da estrada Rio-Teresópolis, vizinha ao PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). “Nesse local só estão sendo soltas espécies como coleiro, pichanchão, sabiá e azulão, por exemplo, que podem ser encontradas na nossa região. Outras que foram apreendidas na mesma operação, como o coleiro do brejo e o cara-suja, serão levadas para suas regiões de origem”, explica Guilherme Andreoli, biólogo e analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente.

As aves foram apreendidas na última quinta-feira (5) em operação no Segundo Distrito. No local também foram encontradas duas espingardas, munição e armadilhas para captura de animais, entre outros materiais de caça. A ação conjunta dá continuidade à Campanha Pássaro Legal é Pássaro Solto, lançada no início do ano e que desde janeiro apreendeu mais de 1.500 aves nativas da Mata Atlântica, entre espécies capturadas ilegalmente e doadas pelos criadores para serem devolvidas à natureza.

Imagem: Marcello Medeiros/ Diário de Teresópolis
Imagem: Marcello Medeiros/ Diário de Teresópolis

Maritaca, pichanchão, sabiá-laranjeira, sabiá-una, curió, azulão, canário-da-terra e tico-tico foram algumas das espécies apreendidas. As aves foram encaminhadas para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e avaliadas por biólogos e veterinários, sendo devolvidas à mata as que estavam em boas condições. As machucadas ou já adaptadas ao cativeiro foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Chico Mendes, antigo Ibama.

O estudante de biologia Alessandro Silva acompanhou a soltura das aves e destacou a importância da campanha de conscientização. “Isso serve de exemplo para aqueles que insistem em manter pássaros presos. Foi uma experiência única ver essas aves de volta a sua verdadeira casa”, disse.

Segundo o Secretário Municipal de Meio Ambiente, o criador que quiser doar seu animal não legalizado pode procurar a Secretaria de Meio Ambiente. “Nossas portas estão abertas para recebermos doações. Além das apreensões, investimos na conscientização da população para combater essa cultura de manter pássaros silvestres presos em gaiolas”, alertou Flávio Castro, ressaltando que este tipo de crime continuará sendo combatido pela intensificação das operações.

“Nosso objetivo com essa operação conjunta é mudar a cultura ilegal de manter pássaros presos em gaiolas, prática que não traz benefício nenhum à sociedade e que é considerada crime ambiental”, destaca o Secretário, acrescentando que a iniciativa pretende sensibilizar a população e estimular a entrega voluntária de aves em cativeiro.

A fiscalização é feita com base em denúncias, que são investigadas antes de os fiscais saírem em campo. Os responsáveis são conduzidos para a 110ª Delegacia Policial, onde são autuados por crime ambiental, ficando sujeitos ao pagamento de multa cujo valor oscila de R$ 500 a R$ 5 mil por animal apreendido e também ao cumprimento de uma pena que varia de seis meses a um ano de detenção.

A sede de Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Soberbo, e o núcleo Jacarandá do Parque dos Três Picos, no Meudon, bem como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, localizada na Rua Rui Barbosa, nº 170 – Centro, Rio de Janeiro, funcionam como pontos fixos para a entrega voluntária de pássaros.

Fonte: Diário de Teresópolis

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Apreendidas 250 emas vítimas de maus-tratos no oeste baiano

Agentes de fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que atuam no Refúgio da Vida Silvestre (RVS) Veredas do Oeste Baiano apreenderam, nesta semana, 250 emas criadas irregularmente em cinco propriedades rurais situadas no entorno da unidade de conservação. Na semana passada, apreenderam um caminhão com carregamento de carvão produzido ilegalmente na região a caminho de Minas Gerais.

O chefe do RVS, Carlos Dantas, disse que as emas deverão ser transportadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)/Ibama, em Brasília. A Operação Três Dedos começou há duas semanas com uma investigação sobre a situação desses animais em criadouros. O levantamento indicou que as propriedades rurais estão situadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Vermelho, mais especificamente nos municípios de Mambaí e Damianópolis, em Goiás, região rica em fauna silvestre típica do cerrado.

Na região, sobretudo no RVS Veredas do Oeste Baiano, há intensa procura por animais silvestres por caçadores e traficantes. De acordo com relatos de moradores, eles invadem as unidades de conservação em busca de todo tipo de animais silvestres. Há informações de que, no caso das emas, os caçadores matam os pais e vendem os filhotes. Os agentes do ICMBio dizem que a cada fiscalização realizada no RVS, eles confirmam as denúncias do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Animais, em 2003, de que a região faz parte da rota do tráfico internacional de animais silvestres.

No entorno do Refúgio, há todo tipo de irregularidades relacionadas aos animais silvestres. Verificou-se, nos locais vistoriados, que o proprietário rural criador de emas não registram os eventos do criatório, como o nascimento e o óbito das emas adultas e dos filhotes: esse procedimento é exigido pela legislação ambiental brasileira para criadouros de animais silvestres.

Há casos em que proprietários de criadouro não conseguem comprovar a origem dos animais e nem têm os documentos que os autorizam a manter a criação das emas, tais como a Autorização de Manejo (documento legal para criação de animais silvestres emitido pelo Ibama), o Responsável Técnico (profissional capacitado em manejo da fauna silvestre e habilitado no respectivo conselho de classe), e a marcação (anilhamento) dos animais.

Geralmente, eles não obedecem a nenhuma outra determinação estabelecida pelas várias instruções normativas do Ibama, como, por exemplo, as regras instituídas pela Instrução Normativa 169/08, que normatiza as categorias de uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro. A IN 169 orienta aos que desejam exercer esta atividade que deverão obter as Autorizações Prévia (AP), de Instalação (AI) e de Manejo (AM).

Por outra parte, há situações em que o proprietário tem os documentos que o autoriza a criar uma determinada quantidade de animais silvestres, como a Autorização de Manejo (documento de concessão para criação de animais silvestres), o Termo de Responsabilidade Técnica (em que o criador se compromete a registrar em documento tudo o que ocorre com os animais, desde o nascimento até a morte) e as notas fiscais que indicam a origem dos animais, mas ele desobedece a determinação e cria muito mais do que lhe é autorizado.

Na região do RVS, há um caso de proprietário que tem autorização do órgão ambiental de criar cinco emas, mas cria 152. Além de exceder o número permitido, o proprietário rural não assinala eventos ocorridos nos criatórios. A maioria das emas criadas nas propriedades rurais no entorno do RVS é clandestina e ilegal e deverá ser transportada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)/Ibama, em Brasília.

O Cetas vai definir os locais para os quais as emas serão levadas, mas, em tese e a depender da situação do animal, deverão ser distribuídas entre entre jardins zoológicos, instituições de pesquisa, criadouros conservacionistas ou, ainda, soltos na natureza. Poderão também ser levadas para outros criadouros comerciais devidamente autorizados. Os agentes do ICMBio em Mambaí avisam que as pessoas que criam animais silvestres em cativeiros podem devolvê-los sob proteção da lei. “A lei garante a elas a devolução voluntária. Para isso, basta nos procurar no escritório do Instituto Chico Mendes”, informa o chefe da RVS.

Durante a fiscalização, os agentes do ICMBio encontraram vários outros tipos de infração à legislação ambiental, desde caça e captura de animais silvestre em risco de extinção até produção ilegal de carvão e retirada também ilegal de madeira do entorno do refúgio. Eles informam que as infrações ocorrem, sobretudo, no RVS Veredas do Oeste Baiano, situada em Jaborandi, na Bahia, e na APA Nascente do Rio Vermelho, em Goiás.

Há constantes denúncias de captura de animais silvestres para criação e tráfico, muitos dos quais criticamente ameaçados de extinção, tais como papagaios, micos, saguis, macacos, onça pintada, jabutis, raposas e todas as espécies de aves. Numa fiscalização realizada na noite de sexta-feira (23/10) para detectar caçadores, eles apreenderam um caminhão com 70 metros cúbicos de carvão. Os agentes encontraram também uma área de 1,5 hectares totalmente desmatada nas proximidades da unidade.

Com informações da Agência Brasileira de Notícias

Nota da Redação: Espera-se que os animais sejam encaminhados para adoção ou para criadouros conservacionistas, visto que não mais poderiam sobreviver na natureza por conta da ação humana.

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Jovem acha seu cão morto em laboratório de anatomia

Após perder seu cãozinho de estimação e procurá-lo sem sucesso na tentativa de encontrá-lo, uma universitária de Franca teve uma surpresa desagradável. Ela localizou o animal morto e já no formol no laboratório de anatomia da faculdade em que estuda.

A situação inacreditável acabou virando caso de polícia, com o registro de ocorrência neste final de semana no plantão policial. A tutora do cão, que reside no Jardim do Líbano, diz que o perdeu há semanas e desde então passou a procurá-lo recorrendo inclusive ao auxílio de ONGs (organizações não governamentais) voltadas aos animais.

Relatou também que na semana passada levou um susto no intervalo das aulas, quando uma amiga a chamou para ir ao laboratório de anatomia da faculdade de veterinária da universidade. No local deparou-se com cerca de dez cães mortos no formol, sendo um deles seu melhor amigo desaparecido.

Gabriela olha a foto de Perré, encontrado por ela em tanque de laboratório da universidade (Foto: Sérgio de Pinho/ Comércio da Franca)
Gabriela olha a foto de Perré, encontrado por ela em tanque de laboratório da universidade (Foto: Sérgio de Pinho/ Comércio da Franca)

A estudante contou ainda que indagou aos responsáveis sobre onde teriam achado seu cachorro, recebendo como explicação que eles vinham de São Paulo. Obviamente insatisfeita, denunciou o caso a uma ONG e foi à polícia.

Doação da Prefeitura

Ao representante da ONG, a universidade alegou que recebeu os cães por doação da Prefeitura de Franca, que mantém na cidade um serviço de captura de animais. O feriado do ‘Dia do Servidor’, antecipado para esta segunda-feira (26), impediu a confirmação do ocorrido, já que a prefeitura está fechada.

A representante da UIPA (União Internacional de Proteção aos Animais) na região de Franca, Maria Aparecida Bernardes, considerou o caso grave. Para ela, é preciso saber como o cão foi parar na universidade. Ela aproveitou para criticar o uso de animais vivos em instituições de ensino: ‘Por que não usam bonecos como fazem na medicina? Não há justificativa para tanta judiação.’

Fonte: Cosmo On Line

Nota da Redação: O caso é gravíssimo e deve ser apurado e investigado. Infelizmente, nada trará esta vida de volta. A situação choca a todos quando o cão é companheiro de uma jovem que sofre sua ausência, mas é igualmente grave e triste o assassinato cruel de cães sem lar ou tutores, bem como o sacrifício de outros animais que sofrem desnecessariamente em laboratórios, todos os dias.

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