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Em 3 semanas sai em SP laudo conclusivo sobre a vacina de raiva gratuita

Só daqui a três semanas o Instituto Pasteur, ligado ao Governo do Estado de São Paulo, irá emitir um laudo conclusivo sobre o que ocorreu com as doses da vacina contra raiva para cães e gatos, que começaram a ser aplicadas de forma gratuita, durante a campanha pública, e acabaram gerando reações exageradas nos animais, levando alguns, inclusive, à morte. Mas a suspensão do programa de imunização não se reverteu, necessariamente, num aumento da procura pelo medicamento na rede particular.

Segundo médicos veterinários de Mogi das Cruzes, a maioria das pessoas que vacinavam seus animais pelo sistema público pretende aguardar uma decisão do governo para poder, mais tarde, fazer o procedimento sem gasto algum. Para alguns, aliás, a situação é preocupante, pois, se os tutores dos animais não acreditarem mais na qualidade do produto, podem simplesmente deixar de fazer a vacinação. E, caso isso ocorra, há riscos de surgir uma epidemia.

Para quem ainda não vacinou seu animal, há duas opções: comprar as doses que são comercializadas em alguns pet shops, por um preço médio de R$ 10,00, ou então procurar clínicas privadas, que trabalham com uma oscilação de preço entre R$ 20,00 e R$ 30,00. De preferência que seja uma vacina de outro laboratório.

A vacinação contra raiva deve ser aplicada em todo cão e gato, a partir dos quatro meses de idade. A dose tem de ser reaplicada anualmente para que não perca a eficácia. O medicamento só não é recomendado para animais que estejam doentes, cadelas ou gatas prenhas, ou em período de amamentação. A vacina contra a raiva, assim como todas as outras, pode causar febre, desânimo e falta de apetite, mas esses sintomas devem passar até no máximo 24 horas após a aplicação.

Reações graves

No último dia 18 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde decidiu recomendar a todos municípios paulistas a suspensão imediata da campanha de vacinação contra raiva animal. Em apenas dois dias, 567 cães e gatos vacinados no Estado apresentaram reações, 38% consideradas graves, como cansaço extremo, dificuldade respiratória, convulsões e hemorragias. Pelo menos dez animais foram a óbito em São Paulo por choque anafilático. Em Mogi das Cruzes, três animais apresentaram reações, mas nenhum morreu, a cidade também suspendeu a imunização e aguarda uma segunda ordem da Secretaria de Saúde.

Com informações de O Diário

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Adoção de animais deve ser bem pensada

Para minimizar o sofrimento de gatos e cachorros abandonados nas ruas – só no Grande ABC estima-se que são 800 -, muitas pessoas os levam para casa. No entanto, esses bons samaritanos podem não ter condições para dar refúgio aos animais, o que traz problemas tanto para os humanos quanto para os bichos.

Para Marcos Ciampi, presidente da ONG Arca Brasil, é preciso praticar a posse responsável. “Ou seja, só ter a quantidade de animais que você pode cuidar. Ter animais nas ruas é um problema, mas há pessoas que se antecipam recolhendo-os, e criam outro. Não é juntando muitos animais em um mesmo lugar que vai resolver o problema. É preciso ter condições para mantê-los.”

Ciampi afirma que quem não tem recursos e infraestrutura mas insiste em cuidar dos animais acaba pedindo doação de rações para alimentá-los. “Essas pessoas que recolhem bichos da ruas têm de fazer com que seu lar funcione com espaço transitório, com a possibilidade de o gato ou cachorro ser adotado por outra pessoa.”

Wagner Zoriki, veterinário, adestrador e consultor de comportamento da ONG Cão Cidadão, lembra que é muito saudável ter animais em casa, mas que é preciso ter tempo para se dedicar a eles, para que doenças não se proliferem. “Os cachorros são sociáveis, vivem em grupo. Por isso, quem tem muitos bichos precisa ter cuidados e manter a vacinação em dia e o local onde ficam limpo”, explica. “Se eles não forem bem cuidados pode-se gerar zoonoses, doenças de animais transmissíveis ao homem.”

Refúgios

Ione Armelin, de Santo André, adora cachorros: tem 13 em casa. Ela queria ter outros, mas acha que não poderia cuidar de mais animais. “Os 13 que tenho é o que posso dar atenção, cuidar como se deve”, afirma.

A advogada Renata de Freitas Martins também é apaixonada por animais, mas acredita que não é tendo vários que o problema de abandono será solucionado. Ela tem quatro cães e sete gatos em casa. A paixão começou aos 4 anos quando passou a alimentar um gato na rua. Quando percebeu já tinha levado para dentro de casa.

Ativista, Renata é a favor da castração como solução. “Toda prefeitura recebe uma verba da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usada para matar animais. O mais correto seria usar esse dinheiro para castrar.”

Fonte: Plug Pet

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