Histórias Felizes, Notícias

Cachorro e porquinho têm um encontro marcado para brincar juntos toda semana

Foto: Amanda Quick
Foto: Amanda Quick

As amizades mais improváveis são as vezes as mais gratificantes, Carlton e Colt estão aí para provar isso. Os dois são diferentes em muitos aspectos, mas eles têm uma coisa muito importante em comum – eles se amam de todo o coração.

Para o que aos olhos de muitos seria incompatível, foi amizade à primeira vista.

“A amizade deles foi instantânea!”, Disse Amanda Quick, tutora de Carlton, ao The Dodo. “Colt não conseguia tirar os olhos de Carl. Eles estavam fazendo brincadeiras, barulhinhos e pastando juntos, até lutando e brincando nas pilhas de folhas”.

Foto: Amanda Quick
Foto: Amanda Quick

Ambos os animais são resgatados, abandonados por suas famílias anteriores. Carlton foi originalmente vendido como um “mini porco” – também conhecido como porcos micro ou xícara de chá – uma raça que não existe realmente. Quando viram que ele estava crescendo demais, sua família o largou em uma fazenda na zona rural do Texas (EUA).

Quando Quick viu pela primeira vez uma foto de Carlton, ela soube que o lugar dele era ao lado dela: “Eu sempre quis resgatar um porco, meus dois cães são resgatados”, disse Quick. “Assim que vi seu doce rosto de bebê, soube que ele era único. Eu dirigi uma hora para pegá-lo naquela noite.

Quando o porco de boa sorte não está jogando tigelas de cachorro ou derramando o café de sua mãe, ele gosta de aconchegar-se com seus irmãos cães”.

Foto: Amanda Quick
Foto: Amanda Quick

“Ele é um causador de problemas nato. Pensei em mudar o nome dele para `Que droga Carl´, porque digo essa frase umas 100 vezes por dia”, disse Quick. “Ele está me fazendo rir ou me dando os melhores aconchegos o tempo todo. O que mais eu poderia querer?”

Um dia, Quick resolveu levar Carlton com ela para seu treino semanal de canto com sua amiga Mary. Mal sabia ela que Carlton encontraria sua alma gêmea, um cachorro chamado Colt, lá.

Agora, seus encontros se tornaram uma tradição amada e muito aguardada.

Foto: Amanda Quick
Foto: Amanda Quick

“Desde a primeira vez, Carlton espera na porta todas as segundas-feiras”, disse Quick. “Ele sabe quando é hora de partir. Ele vai do carro até a porta da frente de Mary e Colt começa a pular no segundo em que entramos. Mesmo depois de semanas, eles ainda estão tão empolgados em se ver toda segunda-feira”.

Para Colt, essas visitas o mantêm jovem, de acordo com Quick: “Ele não fica tão empolgado com os cachorros em casa. Ele tem 8 anos e é bastante artrítico, então guarda a energia para Carl”.

Foto: Amanda Quick
Foto: Amanda Quick

Quick capturou recentemente essa alegria em um vídeo que ela postou no Facebook na quarta-feira (11). Você pode assistir ao vídeo adorável aqui.

A mãe de Carlton não está surpresa que o porco especial tenha tantos amigos únicos: “Ele é apenas uma boa alma”, disse Quick. “Ele estende o amor a qualquer espécie e tem o dom de saber quem mais precisa”.

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Pássaro da Amazônia bate recorde mundial como a ave que emite o som mais alto já registrado

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Um pássaro endêmico da Amazônia se tornou o animal que emite o som mais alto já registrado.

O pássaro araponga-da-amazônia (Procnias albus) foi capturado em vídeo produzindo seu zumbido ensurdecedor e mais alto que o som de uma serra elétrica ou os decibéis emitidos em um show de rock.

É um pequeno pássaro branco com bico preto, parece despretensioso e pesa apenas meio quilo (250g), mas emite o monstruoso ruído de 125dB (decibéis) ao procurar por um companheira.

O araponga-da-amazônia foi filmado entre as copas das árvores nas montanhas no norte da floresta amazônica, cantando para uma fêmea para tentar agradá-la e seduzi-la.

Os cientistas que filmaram o pássaro disseram que as fêmeas podem colocar sua audição em risco ao pousarem tão perto dos machos, mas pode valer a pena para que elas possam examinar seu parceiro.

“Tivemos a sorte de ver as fêmeas se juntando aos pássaros do sexo masculino em seus poleiros”, disse o professor Jeff Podos, biólogo da Universidade de Massachusetts.

“Nesses casos, vimos que os machos cantam apenas suas músicas mais altas”.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

“Não apenas isso, eles giram dramaticamente durante essas músicas, de modo que cantam a nota final da música, diretamente tocando nas fêmeas”, disse o biólogo.

O professor Podos confessa ainda que gostaria “muito de saber porque as fêmeas voluntariamente ficam mais próximas dos machos quanto mais alto eles cantam”.

“Talvez elas estejam realmente tentando avaliar os machos de perto, embora correndo o risco de danificar seus aparelhos auditivos”, considera ele.

O pássaro emite uma chamada que soa como uma campainha e, no vídeo, começa com uma nota e depois passa para outra mais alta ainda.

Ele mantém a boca aberta enquanto faz o som e parece estar sentado no ponto mais alto de uma árvore.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Em comparação com outros animais, o chamado araponga-da-amazônia canta três vezes mais alto que o recorde anterior pertencente ao pássaro criócró ou piha-gritador (Lipaugus vociferans).

O ouvido humano começa a ficar danificado quando ouve sons a partir de 85dB – cerca de 40dB abaixo do choro do pássaro.

Ficar a um metro de distância de uma buzina de carro quando dispara é igual a cerca de 110dB, enquanto uma broca pneumática – ou britadeira – é de 100dB.

Uma serra elétrica tem cerca de 120dB e música rock ao vivo é de 110dB.

Os pesquisadores não sabem como o pássaro consegue fazer um barulho tão alto, mas concordam que é preciso um esforço significativo para tanto.

À medida que o canto fica mais alto, o professor Podos e seus colegas notaram que ele se torna mais curto – potencialmente porque os pássaros ficam sem fôlego enquanto o fazem.

Os arapongas-da-amazônia têm músculos invulgarmente grossos no abdômen e costelas particularmente fortes, o que pode ajudá-los a fazer o barulho alto, disseram os cientistas.

O professor Podos acrescentou: “Não sabemos como os pequenos animais conseguem ficar tão barulhentos. Estamos realmente nos estágios iniciais de compreensão dessa biodiversidade”.

A pesquisa foi publicada na revista Current Biology.


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Passarinhos também mudam de voz quando “conversam” com seus filhotes

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Divulgação

Da próxima vez em que você se sentir ridículo balbuciando sílabas infantis para um bebê, conforme-se: não é você que é bobo, a natureza é assim mesmo. O hábito de mudar a voz, exagerar nas repetições e falar mais devagar com filhotinhos – aquilo que em inglês se chama de “baby talk” – não é nem exclusividade humana. Pássaros cantores, outro animal que, como nós, se caracteriza pela complexidade de suas vocalizações, fazem a mesma coisa.

A descoberta é do neurobiólogo Jon Sakata, da Universidade McGill, no Canadá. Estudando os pequenos tentilhões-zebra, uma espécie de passarinho cantor da Austrália, ele notou que os filhotes aprendiam a cantar melhor e mais rápido quando conviviam com adultos. Aí Sakata se pôs a estudar a conversa entre pais e filhos. “Descobrimos que os tentilhões adultos cantam mais devagar quando estão com filhotes. Eles aumentam o intervalo entre frases e repetem elementos do canto”, disse Sakata ao site da universidade. Exatamente como os humanos ensinando os bebês a falar.

A pesquisa confirma a tese de que o aprendizado da linguagem é um processo mais complexo do que se supunha. Não são só as crianças que vão aprendendo a falar cada vez mais como os adultos – os adultos também modificam sua fala, para se aproximar das crianças, como que convidando-as para a conversa.

Sakata foi além e investigou a química do cérebro dos passarinhos. Descobriu que os filhotes que escutavam adultos cantando tinham quantidades maiores de dopamina e norepinefrina, neurotransmissores ligados à motivação e à atenção. É indício de que falar feito bebê realmente tem um efeito fisiológico poderoso nos filhotes. E isso vale para passarinhos tanto quanto para pessoas.

Fonte: Super Interessante

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Passarinho imita canto de pássaros maiores para afastar predadores

Um dos menores pássaros da Austrália, o Acanthiza pusilla, encontrou um meio inteligente para proteger seu ninho dos predadores: ele afasta os lobos, ou os falcões, imitando o barulho de pássaros bem maiores do que ele.

“A imitação não é perfeita, mas suficiente para enganar o predador”, explica Branislav Igic, da Australian National University, autor do estudo.

Os pesquisadores realizaram o experimento confrontando o pequeno Acanthiza pusilla com uma coruja de pelúcia. “Fiquei perplexo porque eu estava ouvindo melros, melifagídeos…mas não estava vendo nenhum”, conta Igic, que publicou seu estudo na revista britânica Proceedings B, da Royal Society.

“É surpreendente que um pequeno pássaro como este possa imitar muitas espécies, mesmo aquelas muito maiores do que ele, ele é muito astuto”, comemora.

Imitação não convence completamente os predadores, mas dá tempo para que os passarinhos atacados consigam se esconder.

O mimetismo vocal já havia sido observado em outras aves, mas este estudo é o primeiro a mostrar que eles fazem isso para assustar predadores.

Fonte: EM

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Passarinho mostra espetáculo raro ao cantar sem precisar abrir o bico

ave

Em uma floresta assim, as surpresas são infinitas. E no meio de tantas aves coloridas, umas grandes outras pequenas, algumas surpreendem por serem diferentes de tudo que a gente imagina. Tem até um passarinho que canta sem abrir o bico. Difícil acreditar? Mais difícil ainda é encontrar o bicho (veja aqui o vídeo do Globo Repórter).

Depois de tanto subir, é preciso descer. A dificuldade valoriza a busca. Caminhamos duas horas, cansamos muito com tanto peso nas costas. Até que o primeiro sinal soa como música. Chegamos à beira de um penhasco. Colocamos o equipamento montado e ficamos em silêncio. O guia Noé está concentrado. Os olhos vasculham o emaranhado de folhas e ramos. Ouvimos a música, mas onde está o cantor? Noé estica os olhos e, depois de muita espera, um vulto por trás de uma folha. Arisco e muito rápido, o bicho só se mostra de passagem. Um risco, saltitante.

Mais conhecido pelo nome inglês, club-winged manakin, o passarinho de dez centímetros, aparece e some novamente. Dá um baile nas nossas câmeras. Até que volta para a apresentação principal. Ele pousa em um galho à mostra e, finalmente, canta.

Para nossa surpresa, ele repete a performance várias vezes. O som, improvável, é um espetáculo raríssimo da natureza.

O manaquim macho eleva as asas sobre o dorso e vibra as penas, fazendo-as se chocar 107 vezes por segundo. Com a vibração, as quatro penas do meio se dilatam e emitem o som que lembra um apito.

Na verdade, não se trata só de arte: é uma exibição de corte. O macho dança e faz música para conquistar uma namorada. Foi a preferência das fêmeas que, em milhões de anos, selecionou os melhores.

Truque? Maravilha? Ou simplesmente dom. Um entre tantos que as criaturas da floresta receberam de presente da natureza.

Fonte: Globo Repórter

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Pássaros silvestres são apreendidos em torneio de canto, no Sul do ES

Aves participavam de Torneio de Canto em Iúna. (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Uma operação realizada pela Políca Militar Ambiental e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 20 pássaros na manhã deste domingo (6), no município de Iúna, no Sul do Espírito Santo. Os animais faziam parte do Torneio de Canto de Pássaros.

Pássaros apresentavam anilhas falsas, entre outras irregularidades. (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

A fiscalização, chamada de “Operação Resgate”, tinha como objetivo identificar os maus-tratos praticados. Além dos pássaros, também foram apreendidos 52 estacas, 10 troféus, cinco bebedouros, 19 pranchetas grandes e seis pranchetas pequenas. As multas somadas chegaram ao valor de R$ 20 mil. De acordo com a polícia, o torneio de canto de Iúna foi embargado e o organizador do evento foi autuado.

Alguns pássaros chegam a ser comercializados entre os criadores por quantia elevada, evidenciando uma atividade altamente lucrativa. Muitos desses animais ainda são provenientes do tráfico de aves silvestres, com anilhas falsas, clonadas com a mesma inscrição das anilhas fornecidas pelo Ibama.

Ao todo foram apreendidas 20 aves silvestres na operação. (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Com informações do G1

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Chuvas fazem cigarras reaparecerem em parques de Brasília (DF)

Durante o período de acasalamento, que dura cerca de duas semanas, os machos cantam para atrair as fêmeas. Com o início da temporada de chuvas, as cigarras se espalham pelas árvores de Brasília.

Para crescer, espécies trocam de exoesqueleto. No Parque Olhos d’Água, na Asa Norte, já é possível encontrar as cascas características da transformação dos animais em adultos.

Cigarras no Parque Olhos d'Água, em Brasília. (Fotos: Vianey Bentes /TV Globo)
Cigarras no Parque Olhos d'Água, em Brasília. (Fotos: Vianey Bentes /TV Globo)

Fonte: G1

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Estudo revela canção produzida por cauda de beija-flor

Foto: Reprodução/ Ne10

Canções de amor produzidas com penas da cauda de beija-flores. Um estudo publicado na última edição da revista americana “Science” explica a delicada aerodinâmica por trás da produção desses sons, que como pensado por muitos não saem de órgãos vocais.

Liderada por Christopher Clark, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), o experimento colocou as penas de 14 espécies de beija-flor num túnel de vento, a mesma estrutura que serve para estudar a viabilidade de protótipos de aviões.

O resultado mostrou que a musicalidade é produzida quando o vento faz as penas dos animais tremularem, mais ou menos como uma bandeira hasteada, fenômeno que pode ser perigoso para aviões, mas que as aves conseguem tirar de letra.

Fonte: Ne10

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Barulho urbano muda canto de pássaro e o torna menos atraente

Os pássaros que vivem nas cidades estão cantando em uma frequência mais alta para serem distinguidos pelas fêmeas no meio do balbúrdia urbana.

Essa mudança causa, entretanto, um contratempo na hora do acasalamento: quanto mais alto o canto, menos sexualmente atraentes os machos se tornam.

Em uma comparação bem simplista, seria o equivalente a uma cantada no interior de um bar barulhento. Um homem elevaria a voz para ser ouvido pelas mulheres ao redor, mas ao fazer isso, também correria o risco de ser desprezado por falar alto.

Para chegar a essas conclusões, os estudiosos acompanharam o comportamento do chapim-real (o Parus major).

Analisando a comunicação entre macho e fêmea, a paternidade das crias e as gravações com canto de aves com diferentes ruídos de fundo, a pesquisa concluiu que as os pássaros que cantavam em alta frequência atraíram bem menos fêmeas, em comparação aos demais.

Já os que mantinham a cantoria em baixa frequência eram mais propensos à, digamos, “fidelidade” da fêmea.

Publicado na revista “PNAS”, o estudo de autoria de Wouter Halfwerk e sua equipe da Universidade Leiden (Holanda) teve como proposta mostrar como o som das cidades afeta negativamente o canto dos pássaros.

Fonte: Jornal Floripa

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Pássaros das cidades cantam mais para compensar o ruído

Os pássaros urbanos cantam mais tempo para assim conseguirem compensar os efeitos negativos do ruído das cidades, principalmente do trânsito, concluiu um estudo espanhol publicado na revista Behavioral Ecology.

Os investigadores estudaram os comportamentos das milheirinhas (Serinus serinus), uma das espécies de aves mais abundantes em Portugal, na região de Toledo.

O canto das aves é mais agudo nas cidades do que em zonas menos urbanas. Foto: Público/arquivo

“Estas aves podem gastar até mais 60 por cento do seu tempo a cantar a níveis de 70 decibéis. Mas, a partir desse nível, começam a cantar menos, provavelmente porque dedicar mais tempo ao canto pode interferir em coisas tão importantes como estar atento aos predadores”, explica o investigador Mario Díaz, do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas), em comunicado.

Segundo o estudo, os pássaros mudam os comportamentos rapidamente em função dos diferentes níveis de ruído. “Se é fim-de-semana, as aves cantam menos porque, geralmente, se registam menores níveis de ruído”, explicou Diáz ao jornal “El Mundo”. Além disso, o seu canto é mais agudo nas cidades do que em zonas menos urbanas. E quanto maior o nível de ruído, mais as aves cantam de noite.

“Quase todas as previsões [sobre como as espécies respondem às alterações do ambiente] são bastante catastrofistas porque, no geral, não contemplam a flexibilidade dos organismos às mudanças no seu ambiente. O nosso trabalho mostra que as espécies podem compensar estas variações através de comportamentos flexíveis. Mas só até certo ponto”, explica Diáz no comunicado publicado no site do CSIC.

O canto das milheirinhas, espécie de origem mediterrânica, serve para sinalizar território e dissuadir possíveis adversários e para atrair fêmeas.

Fonte: Ecosfera

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Animais também têm sotaques

Os gibões, uma família de primatas natural da Ásia, também têm sotaque. É o que indica uma pesquisa realizada pelo Centro Alemão de Primatas, ao afirmar que, assim como os humanos, é possível identificar variações regionais na comunicação entre os gibões. Agora, os pesquisadores podem utilizar essas variações para identificar e localizar diferentes espécies do macaco.

Esses animais utilizam diferentes vocalizações, comparadas a canções, para se comunicar com os colegas, além de demarcar território. Concentrando suas energias em uma única frequência, os gritos são longos e característicos, adaptados para viajar por longas distâncias através da densa vegetação da floresta tropical.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram mais de 400 gibões oriundos de 92 grupos em 24 localidades – ao todo, seis espécies diferentes –, e relacionaram o grito com a espécie e localização dos macacos, assim como sua variação genética. Os resultados mostram que cada gibão possui uma maneira ligeiramente diferente de cantar, o que varia de local para local.

De acordo com os cientistas, ser capaz de identificar um gibão pelo seu canto permite um melhor controle de suas populações, visto que muitas vezes é difícil obter amostras genéticas dos animais e sua coloração pode variar dentro de uma mesma espécie.

Fonte: Hypescience

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