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Cientistas descobrem que mães golfinho cantam para seus filhos no ventre

Foto: Shane Gross/Shutterstock
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A inteligência dos golfinhos nunca deixa de surpreender os seres humanos, seu cérebro é de deixar qualquer um com inveja. Quando se compara o tamanho do corpo desses animais com o tamanho de seu cérebro, eles têm um índice parecido com o dos humanos (6,5 para nós; 5,5 para eles). E ganham com folga dos chimpanzés (apenas 2,6), outros gênios do reino animal.

Ao redor do mundo, golfinhos provam o tempo todo sua inteligência e capacidade de cognição únicas, são donos de um cérebro fora do comum. Há espécies que não só aprendem a usar ferramentas, como ensinam seus filhos a usá-las. Há outras que jogam uma espécie de vôlei subaquático com algas apenas para se divertir. Há orcas – que não, não são baleias, mas golfinhos oceânicos – que usam dialetos para se comunicar.

Uma nova pesquisa mostrou que os golfinhos “cantam” para seus filhos ainda me gestação, em seus ventres. Os golfinhos usam “apitos ou assobios personalizados” para identificar e se comunicar uns com os outros, da mesma forma que usamos nomes. Os golfinhos-mãe foram observados fazendo um assobio personalizado para o bebê nos meses que vão até o nascimento e perduram até duas semanas depois.

Isso foi estudado antes, mas esta nova pesquisa analisou as taxas em que ocorriam esses assobios e se eles mudavam após o nascimento. Audra Ames, do Laboratório de Comportamento e Cognição de Mamíferos Marinhos da University of Southern Mississippi, mostrou algumas de suas descobertas na conferência anual da American Psychological Association, relatórios da Live Science.

“É uma hipótese que isso faça parte de um processo de impressão”, disse Ames à Live Science na conferência.

“Nós realmente vemos que bebês humanos desenvolvem uma preferência pela voz de sua mãe no último trimestre. Não sabemos se isso é algo que está acontecendo aqui, mas pode ser algo similar”, acrescentou ela.

Os cientistas gravaram 80 horas de áudio – ambos dois meses antes e depois do nascimento. O grupo de golfinhos observados, incluía uma fêmea de 9 anos que estava grávida de um golfinho do sexo feminino, mais tarde chamada de Mira.

Eles descobriram que a mãe fez um novo assobio que se intensificou em torno do nascimento e depois começou a diminuir ao longo dos meses seguintes. Também foi descoberto que outros golfinhos na área permaneceram mais quietos nesse período, o que eles acreditam ser um esforço consciente para não confundir o filhote e garantir que ele “não se prenda no apito errado”.

Além disso, quando a mãe começou a diminuir suas repetições, os outros golfinhos do grupo começaram a aumentar as taxas de seus próprios assobios. O assobio da mãe para o filhote neste período inicial também divergia do assobio que outros golfinhos faziam.

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Estudo revela que gorilas criam músicas para cantar enquanto comem

Foto: Reprodução/Dangerous Minds
Foto: Reprodução/Dangerous Minds

De acordo com um artigo de Brian Owens na revista New Scientist, um cientista alemão que trabalha no Congo descobriu um fato novo e divertido sobre os gorilas, eles murmuram e até cantam durante as refeições. Comportamentos especificos relacionadas à comida haviam sido documentadas em chimpanzés e bonobos anteriormente, mas nunca em gorilas.

Foi observado ainda que os animais não apenas vocalizam, os gorilas parecem emitir dois tipos diferentes de som enquanto comem. Um deles era “um tom de baixa freqüência constante” que soa como um murmúro de satisfação, ou um zumbido: E não é como se eles “cantassem a mesma música várias vezes”, comentou Luef. “Parece que eles estão compondo suas ‘pequenas canções de comida’”.

De acordo com Ali Vella-Irving, especialista em primatas de Toronto, “Cada gorila tem sua própria voz: você pode realmente dizer quem está cantando. E se é sua comida favorita, eles cantam mais alto”.

Os comportamentos, no entanto, diferem conforme os primatas estão em cativeiro ou não. Em zoológicos, todo indivíduo canta durante as refeições, mas Luef descobriu que, na natureza, “geralmente eram apenas os gorilas do sexo masculino e dominantes que murmuravam e cantavam enquanto comiam”.

Ela especulou que a vocalização pode ser o método do gorila dominante de informar ao grupo que a refeição ainda não está concluída e que a hora de seguir em frente ainda não chegou. “Ele é quem toma as decisões coletivas para o grupo”, diz Luef. “Acreditamos que ele usa essa vocalização para informar os outros ‘Ok, agora estamos comendo’”.

Como há muita variação nas vocalizações e chamados entre indivíduos e espécies, as comunicações relacionados aos alimentos fornecem uma boa maneira de estudar a origem da linguagem, diz Zanna Clay, psicóloga da Universidade de Birmingham: “Esses comportamentos dão uma boa ideia da origem do significado em sinais de animais, e também as pressões sociais que podem impulsionar a flexibilidade que vemos na linguagem deles”.

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Pesquisadores revelam que peixes cantam da mesma forma que pássaros

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Getty

O oceano pode parecer um lugar tranquilo, mas preste atenção e você pode ouvir os sons de peixes de corais.

A maior parte desta música subaquática vem de peixes solistas, repetindo as mesmas chamadas mais e mais. Mas quando os chamados de peixes diferentes se sobrepõem, formam um coro.

Robert McCauley e colegas da Curtin University, em Perth, Austrália, gravaram peixes vocais nas águas costeiras de Port Headland, na Austrália Ocidental, ao longo de um período de 18 meses e identificaram sete corais de peixe distintos, que ocorriam ao amanhecer e ao anoitecer.

O chamado “nevoeiro” é feito pelo Black Jewfish (Protonibea diacanthus), enquanto o grito que o pesquisador Miles Parsons compara à “campainha do jogo de tabuleiro Operation” é de uma espécie de Terapontid. O terceiro é um batfish mais silencioso.

“Eu tenho escutado gritos e sons de peixe há quase 30 anos e eles ainda me surpreendem com sua variedade”, diz McCauley, que liderou a pesquisa.

Os sons desempenham um papel importante em vários comportamentos de peixes, tais como reprodução, alimentação e disputas territoriais. Os peixes predadores noturnos usam os sons para ficarem juntos para caçar, enquanto os peixes ativos durante o dia o usam para defender seu território.

“Você percebe os corais do crepúsculo e do amanhecer como ocorreria com os pássaros na floresta”, explica Steve Simpson, um biólogo marinho da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

As gravações foram capturadas por dois mergulhadores: o primeiro posicionado perto da costa de Port Headland e o segundo a 21,5 quilômetros de distância em águas pouco profundas.

“Este é um método que nos permite entender o que está acontecendo em Port Headland 24 horas por dia, por um ano e meio. Não conheço nenhum mergulhador que possa ficar lá embaixo tanto tempo!”, afirma Simpson.

Ouvir corais durante um longo período de tempo permite aos cientistas monitorar peixes e seus ecossistemas, particularmente em águas de baixa visibilidade, como aquelas em Port Headland.

“Estamos apenas começando a apreciar a complexidade envolvida e ainda temos apenas uma ideia grosseira do que está acontecendo no ambiente acústico submarino”, aponta McCauley, segundo o New Sciencist.

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Pássaros cantam para seus ovos para prepará-los para altas temperaturas

Divulgação
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Assim como os pais falam com a barriga de uma mulher grávida, alguns pássaros cantam para seus ovos antes de que choquem, e a razão pode ser para prepará-los para um mundo em aquecimento, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista científica Science.

O estudo examinou um hábito peculiar dos pássaros da espécie mandarim, que cantam para seus ovos particularmente quando o tempo está quente – acima de 26 graus Celsius – e o fim do seu período de incubação está próximo.

O que eles poderiam estar dizendo? Poderia ter a ver com a temperatura exterior?
Pesquisadores acreditam que sim, uma vez que os ovos não são afetados pelas temperaturas exteriores e são mantidos à temperatura constante de 37º quando os pais estão sobre eles.

Mylene Mariette e Katherine Buchanan, da Universidade Deakin da Austrália, gravaram o canto de mandarins e o reproduziram para ovos em uma incubadora.

Alguns ovos foram expostos regularmente ao canto de mandarins adultos em geral, enquanto outros ouviram o canto de pais que estavam esperando o nascimento das suas crias e se comunicavam com seus ovos. Aqueles do segundo grupo cresceram mais lentamente e nasceram menores do que os outros pássaros.

Este tamanho compacto apresentaria uma vantagem de sobrevivência, porque ter um corpo pequeno faz com que seja mais fácil se resfriar em climas quentes.

Os pesquisadores continuaram rastreando essas aves por um longo período e descobriram que elas tinham mais descendentes do que as outras aves que não tinham ouvido os cantos preparatórios durante o tempo quente.

Os pesquisadores acreditam que esses cantos afetam de alguma forma o crescimento dos filhotes, uma vez que eles nascem no último terço do período de incubação, quando o sistema de temperatura e regulação das crias está começando a se desenvolver.

“Ao sinalizar acusticamente temperaturas ambiente elevadas para os seus embriões antes de chocar, os pais mandarins podem programar as trajetórias de desenvolvimento de suas crias”, disse o estudo.

Se a existência dessa estratégia for constatada em outros animais, isso sugeriria um mecanismo de sobrevivência até então desconhecido para ajudar criaturas a se adaptarem ao aquecimento global, disseram os pesquisadores.

Fonte: SWI

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Durante a gravidez, mamães golfinho cantam para os filhotes no útero

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Não é novidade que os golfinhos são inteligentes: eles conseguem diferenciar o lado direito do esquerdo, “conversam” para resolver problemas juntos, se reconhecem em frente ao espelho e até criam “nomes” próprios para si mesmos – assovios característicos que eles desenvolvem para se autoidentificar.

Agora, um estudo da Universidade do Mississipi mostra que toda essa inteligência também deixa esses mamíferos mais fofos: as mães “cantam” para seus filhotes enquanto eles ainda estão no útero – e continuam cantando até duas semanas depois que eles nascem. Para os cientistas, o objetivo das mães é tanto ensinar ao filho o “nome” delas quanto incentivá-los a criar o próprio assovio-assinatura.

O “nome” dos golfinhos é importante para que eles sejam reconhecidos e aceitos em seu bando – só para dar uma ideia, os outros conseguem lembrar de todos os assovios do bando, mesmo que fiquem 20 anos separados. Para conseguir essa proeza, os mamíferos trabalham duro: já aos dois meses de idade, eles começam a experimentar assovios diferentes até encontrar um que seja perfeito para eles. E não pode ser parecido com nenhum assovio que exista no grupo, nem mesmo com o da mãe.

Já se sabia que cada golfinho tem um nome desde 2013, quando a Universidade de Chicago publicou um estudo com 53 desses animais. Mas o mistério era entender como esses sons eram criados – e foi essa origem que os cientisas do Mississipi conseguiram, finalmente, compreender.

O estudo dos caras funcionou assim: usando os golfinhos do parque Six Flags Discovery Kingdom, na Califórnia, eles gravaram, por 80 horas, os sons emitidos pela mãe grávida – uma “golfinha” de 9 anos chamada Mira – e pelos outros golfinhos do bando. No final das análises, os estudiosos perceberam que a cantoria de Mira aumentava muito nas etapas finais da gestação e nas duas primeiras semanas depois do nascimento.

E tem mais: nesse período em que a mãe cantava loucamente, os outros golfinhos do tanque quase não emitiam sons – como se não quisessem atrapalhar Mira ensinando e incentivando o bebê. Depois das duas primeiras semanas, tudo voltava ao normal no tanque – e o filhote começava a ensaiar um assovio-nome.

O próximo passo dos cientistas é entender se essa cantoria também acontece com outras mamães no oceano – como as baleias beluga, por exemplo.

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Fonte: Super Interessante

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