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Abrigo atingido por alagamentos começa a transferir animais no RJ

A ONG Focinhos de Luz, que está sofrendo com alagamentos desde o último sábado (29), começou a transferir os animais do local. Trinta cachorros já foram levados para lares e abrigos temporários no Rio de Janeiro.

Os cães estão recebendo prioridade porque os canis foram os locais mais afetados pela água das fortes chuvas que atingiram a cidade.

Foto: Divulgação/Focinhos de Luz

De acordo com a ONG, o nível da água diminuiu, mas o estado dos animais ainda é crítico. Para tentar resolver a situação, a Focinhos de Luz fez uma campanha de adoção temporária de animais.

“Estamos extremamente preocupados com a situação. Precisamos de um lar temporário urgentemente para os nossos cães. A água entrou com tudo nos canis e eles não podem ficar lá até baixar. Por favor nos ajudem”, afirmou a ONG em rede social.

Aproximadamente 70 gatos foram levados para outras áreas da ONG, que não foram afetadas. A entidade também perdeu rações, que foram atingidas pela água, e está pedindo doações.

“A gente está analisando como será a chuva de hoje. Vamos ver como será com os gatos. Como são animais mais territorialistas, talvez seja pior transferi-los”, afirmou uma das integrantes da ONG, Cláudia Abreu Campos, em entrevista ao G1.

Foto: Divulgação/Focinhos de Luz

A entidade disse ainda, em publicação nas redes sociais, que não têm “recursos suficientes para conter a quantidade de água que cai na cidade”.

“A sede sempre sofreu com as chuvas fortes no Rio de Janeiro e, mais uma vez, isso se repete. Parece que a cada ano que passa os meses chuvosos nos castigam mais. Nossos gatis e canis foram muito afetados e estão completamente alagados, o que coloca os animais em risco”, informou uma publicação.


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Polícia resgata 270 cachorros explorados para venda na Espanha

Os cachorros foram levados para ONGs de proteção animal. Dois cães mortos também foram encontrados durante a operação policial


A Polícia Nacional da Espanha resgatou, na quinta-feira (23), 270 cachorros que eram explorados para reprodução e venda. Os animais estavam em dois canis clandestinos em Madri. A operação culminou na prisão de cinco pessoas, sendo dois veterinários.

A maior parte dos cães era das raças chihuahua e lulu da pomerânia. Eles viviam confinados em gaiolas pequenas, que às vezes abrigavam mais de um animal.

Foto: Policia Nacional via Reuters

No local, foram encontrados cachorros com as cordas vocais cortadas, procedimento cruel executado para impedir que o animal consiga latir. As informações são do G1.

Dois cachorros foram encontrados mortos e seus corpos, enrolados em jornais, estavam congelados. Dentre os sobreviventes, havia animais com doenças de pele.

Após o resgate, os cachorros foram entregues a ONGs de proteção animal, que aguardam a Justiça decidir o destino definitivo de cada um deles.

O grupo preso na operação policial é o maior distribuidor de chihuahua e lulu da pomerânia para venda na Espanha. O comércio era divulgado nas redes sociais, de acordo com a agência Reuters.

Cada cachorro era vendido por até 3 mil euros (o equivalente a R$ 13,8 mil), segundo o jornal El País. Em mais de 10 anos explorando os animais, o grupo lucrou mais de 2 milhões de euros (R$ 9,2 milhões).


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Tutores descobrem que cães comprados vieram de canis envolvidos com maus-tratos

Casos de maus-tratos a animais em canis que os exploram para reprodução e venda são comuns. Apenas no estado de São Paulo, mais de 4,6 mil denúncias relacionadas a criadores foram registradas em 2018, segundo dados da Polícia Ambiental. Muitos tutores que optam por comprar animais, no entanto, não tem consciência dessa realidade. Outros, passam a descobrir com o tempo.

Nanaïs34/Creative Commons

É o caso da médica veterinária Daniela Mello, que comprou um chihuahua em uma das lojas da rede Petland e, recentemente, descobriu que o animal veio de um canil fechado por maus-tratos. Hoje, ela lamenta o sofrimento dos pais de Mogli, como é chamado o cão, devido aos maus-tratos que eles sofreram para que o chihuahua nascesse.

Um spitz alemão comprado por uma mulher que preferiu não se identificar também sofreu as consequências de ter nascido em um canil que ficou conhecido por maltratar animais. O filhote foi comprado em uma pet shop nos Jardins, em São Paulo, e pouco meses depois foi diagnosticado com alopecia, uma doença de pele sem cura. Pior foi saber que o animal vinha de um canil que praticava maus-tratos. As informações são do blog Comportamento Animal, do Estadão.

“Quando soube, chorei, chorei muito, porque nunca imaginei que um dia eu poderia ter financiado aquela barbárie”, disse. “Eu fiquei muito decepcionada, sempre me preocupei com essas questões de qualidade de vida dos pais do meu cachorro, é uma sensação de profunda tristeza saber que o meu bebê vive tão bem, enquanto os pais estavam naquelas condições insalubres”, completou.

A tutora afirma que os proprietários da pet shop que venderam o cachorro também não sabiam das condições do canil. “A dona do canil os recebia em um ambiente totalmente diferente daquele encontrado pela polícia”, explicou. Lidyane, proprietária da pet shop, está avaliando se continuará vendendo cães no estabelecimento.

Ao ser questionada se recomendaria que outras pessoas comprassem animais, a mulher respondeu que prefere indicar a adoção. “Com a quantidade de cães de abrigo, tanto SRD como os de raça, eu sugeriria adoção”, afirmou.

Pikakoko/Creative Commons

Assim como o spitz alemão, o buldogue francês comprado pela gerente de Estudos Clínicos, Camila Canale, também apresentou doenças devido a forma como foi criado no canil. O animal foi comprado em uma loja da Petz, que revendia cães do canil Céu Azul, fechado por maus-tratos na última semana. Camila pretendia comprar um pug, mas decidiu antes conversar com o marido. Quando retornou ao estabelecimento, o cão havia sido vendido e ela decidiu, então, levar o buldogue. A tutora conta que os vendedores não fizeram nenhuma pergunta para ela e nem a alertaram sobre problemas que poderiam ocorrer com o animal. “Foi uma compra impulsiva. Estava muito triste pela perda do meu cachorro e pensei que outro animal poderia me ajudar neste período difícil” contou Camila, que comprou o buldogue logo após a morte de um labrador da família.

O buldogue, porém, veio muito doente. Durante os oito anos de vida dele, diversos tratamentos foram feitos para várias patologias, algumas associadas a fatores genéticos. “Conversei muito com meu marido sobre a origem dos próximos animais que teríamos e quando nos interessamos pelo filhote na Petz, tínhamos uma falsa segurança que ele viria de um criador responsável e que seria saudável. Só percebemos que algo estava errado depois de mais ou menos 2 meses com o filhote. Levamos ao veterinário e veio a confirmação de displasia femoral”, lamentou. O buldogue veio do canil Sakura Kennel, ainda em atividade.

“Hoje sou totalmente contra a venda de animais em pet shop. A forma como ele é vendido o transforma em objeto. Se alguém compra por impulso e não tem noção da responsabilidade de cuidar de um animal, certamente devolve ou ‘se livra’ de alguma forma. Acredito que hoje, as ONGs que fazem adoção, tenham mais cuidado com a escolha dos tutores de animais que os pet shops que vendem”, alertou Camila.

Foto: Camila Canale

Portas abertas para a adoção

Nas últimas décadas, a forma como os animais são tratados por empresas do ramo tem mudado. A Cobasi é um exemplo dessa mudança. Há 21 anos, a empresa começou a trabalhar com a adoção de cachorros e gatos.

“Em 1998 fiz uma viagem aos Estados Unidos e observei a forma que eles trabalham a adoção nas lojas e achei importante trazer um projeto desse para o Brasil. Assim que retornei da viagem quis implementar as adoções nas lojas e criei o primeiro centro de adoções na Cobasi Villa Lobos, primeiro dentro de um pet shop”, contou Ricardo Nassar, Sócio Diretor da Cobasi.

Atualmente, a empresa é parceira de 27 entidades de proteção animal e eventos de adoção são organizados em 28 lojas no país. O objetivo é ampliar as unidades com eventos de adoção. “Nesses 21 anos de centros de adoções já conseguimos lares para mais de 30 mil animais”, comemorou Ricardo.

Na terça-feira (19), a Petz anunciou que também não irá mais vender filhotes de cães e gatos em suas lojas. A decisão, tomada tardiamente, veio após um escândalo tornar pública a parceria da empresa com o canil Céu Azul, fechado na última semana por maus-tratos. A pressão feita por ativistas e internautas para que a empresa parasse de vender cachorros e gatos surtiu efeito.

Rex Sorgatz/Creative Commons

“É uma decisão assertiva, seguindo o caminho que a Cobasi tomou há alguns anos de não comercializar esses animais e promover a adoção”, disse Ricardo, da Cobasi.

O fim das vendas de cachorros e gatos na Petz foi cobrado durante cinco anos pela entidade Ampara Animal, que levou profissionais à empresa, apontou a existência de grandes redes, brasileiras e americanas, que não vendem animais. Porém, o presidente da Petz, Sergio Zimerman, mostrava-se irredutível. Foi necessário um lamentável caso de maus-tratos ligado à empresa ocorrer para que as vendas fossem finalizadas. Esse tipo de comércio era realizado pela Petz desde a inauguração da empresa, há 16 anos.

As últimas ninhadas que estão nas lojas permanecerão à venda, segundo o presidente. O dinheiro arrecadado com a venda dos filhotes será destinado a ONGs – prática, no mínimo, controversa, que opta por doar a entidades dinheiro adquirido com base na exploração e crueldade animal ao invés de disponibilizar os cães e gatos para adoção.

No entanto, apesar das mudanças, nem todas as lojas puseram fim às vendas. É o caso da Petland, que ainda comercializa animais, mostrando que está desalinhada com a luta pela defesa dos animais, amplamente difundida em todo o mundo. “Estamos avaliando os possíveis cenários e desdobramentos, antes de tomar qualquer decisão”, afirmou um porta-voz da empresa.

A Petland, porém, também realiza ações sociais voltadas aos animais. São mais de 150 eventos de adoção realizados por ano, parcerias com 23 entidades, doações feitas para as ONGs por franqueados e pela franqueadora através do programa sócio-colaborador & ONG Aila, além da empresa reverter parte das vendas dos produtos da PET CHOICE, marca própria, para ONGS parceiras, realizar o SRDay, no último sábado do mês de outubro, quando o valor arrecadado em royalties das lojas é destinados a três entidades parceiras e fazer o programa voluntários por um dia, no qual ONGs são visitadas para que os animais recebam amor e carinho dos voluntários. Todas essas ações, no entanto, não anulam a exploração animal perpetuada pela empresa ao comercializar seres vivos.

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Polícia Ambiental recebeu mais de 4,6 mil denúncias de maus-tratos em canis de SP em 2018

1,7 mil cães que foram resgatados na semana passada do Canil Céu Azul em Piedade (SP) (Foto: Reprodução)

O polêmico caso dos 1,7 mil cães que foram resgatados na semana passada do Canil Céu Azul em Piedade (SP), e que agora estão recebendo cuidados do Instituto Luisa Mell, chamou a atenção para uma situação que pode ser ainda mais alarmante do que se imagina. De acordo com a Polícia Ambiental de São Paulo, só em 2018 a corporação recebeu 4670 denúncias de maus-tratos em canis onde animais são criados com finalidade de venda.

Isso significa uma média de 389 denúncias por mês e no mínimo 12 por dia. Por enquanto, se um animal for maltratado em um canil, o responsável pode ser punido com detenção de três meses a um ano e multa de R$ 3 mil. Em caso de morte, a reclusão pode ser ampliada em 1/3 e a multa pode subir para R$ 6 mil.

No entanto a pena ainda é considerada branda por defensores dos animais. Inclusive a Frente Mista de Defesa dos Animais, relançada hoje em Brasília, disse que vai defender punição de um a quatro anos de detenção em caso de maus-tratos.

 

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Irlanda usa tecnologia antiterrorismo para rastrear fábricas clandestinas de filhotes

O Projeto Capone, é baseado em um software que examina sites de vendas de filhotes, rastreando imagens, números de telefone e endereços semelhantes para identificar criadores, que geralmente usam nomes falsos e vários números diferentes para cobrir seus rastros.

Foto: Pixabay

Fábricas de filhotes não cumprem os padrões de bem-estar animal; os cães geralmente são mantidos em compartimentos pequenos e apertados – muitas vezes sujos, onde são vulneráveis ​​a doenças e depois forçados a realizar ciclos de reprodução constantes.

O designer de software, amante de animais e ativista Keith Hinde, desenvolveu o novo programa – que é semelhante ao usado pela polícia para investigar casos de abuso infantil ou terrorismo – para impedir que essa crueldade ocorra.

“Se você postar um anúncio em um site, estamos monitorando e, em cerca de cinco minutos, ele estará em nosso banco de dados” , explicou ele ao The Times . “Nós poderemos ver o quanto você está envolvido na venda”.

De acordo com o Live Kindly, as informações descobertas – como o fato de que meio milhão de animais foram listados para venda online no ano passado – são passadas para instituições de caridade do Reino Unido , como a Dogs Trust e a HM Revenue and Customs, porque a maior parte do comércio ilegal de cães é feito com dinheiro na mão.

A Irlanda é considerada a capital dos canis da Europa graças às leis relaxadas de reprodução, de acordo com o Times. Graças ao Projeto Capone, houve duas invasões a fábricas de filhotes ilegais na Irlanda em agosto passado, resgatando 125 cães no total. A Hinde também desenvolveu tecnologia para ajudar a Associação de Bem-Estar dos Coelhos – que desde então tem sido compartilhada com organizações maiores de bem-estar animal – e até criou sua própria organização sem fins lucrativos chamada Tech4Pets.

Foto: Pixabay

No Reino Unido, no ano passado, mais legislações foram aprovadas para reprimir as fábricas de filhotes. Em dezembro, entrou em vigor a “Lei de Lucy” – batizada em homenagem a uma cadela resgatada em um canil -, proibindo as vendas em todo o país de cachorros e gatinhos vindos de fábricas de filhotes. Califórnia e Ohio, nos EUA, também introduziram leis mais duras para essa indústria cruel em 2018.

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Cão sofre violência em canil
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Fotos flagram a extrema violência cometida por adestradores contra cães

O que eles descobriram é revoltante para qualquer amantes de cães.

Cão sofre violência em canil
Foto: One Voice

Eles descobriram tutores que gritavam ameaçadoramente com os animais e utilizavam métodos de treinamento brutais baseados em restrições e no medo.

A associação acredita que este treinamento violento tem causado o aumento no abandono ou até mesmo no número de mortes induzidas em cães de raças definidas devido a problemas comportamentais e comportamentos agressivos.

Métodos arriscados e violentos

A One Voice denunciou os métodos cujo uso frequente foi testemunhado pelos investigadores que estavam nos clubes (que permaneceram anônimos).

Por exemplo, eles viram muitos casos em que o tutor foi instruído a colocar seus próprios pés na coleira do cão para fazê-lo se deitar, o que pode machucar seu pescoço e fazer com que o cão entre em pânico, impedindo que ele se mova.

Outra técnica, chamada de “campainha”, é especialmente considerada violenta, além causar ferimentos. Os tutores foram instruídos a puxar a coleira com força para tentar agitar o cachorro e impedir o mau comportamento. Em um caso, um investigador filmou um cachorro sendo puxado pelo ar, caindo dolorosamente ao lado deles.

Cão sofre violência em canil
Foto: One Voice

A One Voice explicou em uma publicação no Facebook: “As consequências destes métodos de treinamento são imensas. Os cães podem ficar traumatizados por toda vida, desenvolver problemas comportamentais e até sofrer ferimentos físicos”.

Em um vídeo que apresenta algumas das descobertas da investigação, é possível ver um cão, que teve uma garra arrancada durante um exercício. “Onde está a relação especial entre humanos e cães aqui? Este ‘treinamento’ acostuma os cães à violência, os traumatiza e faz com que eles se tornem muito agressivos”, enfatiza o grupo.

As imagens chocantes já foram vistas mais de 300 mil vezes e milhares de comentários expressaram o horror enfrentado pelos cães em nome da “educação”.

“Esses clubes de obediência devem ser fechados e as pessoas que os administram devem ser perseguidas”, comentou Martine O na página da One Voice no Facebook.

“Esses ‘adestradores’ não são professores. É o momento de ocorrer algum tipo de curso de treinamento criado por verdadeiros educadores de animais para que possamos regular a profissão adequadamente”, acrescentou Oswaldo L.

É evidente que esses métodos terríveis não são usados por todos na indústria. Outras técnicas melhores, como o reforço positivo, incentivam os seres humanos e cães a trabalharem juntos em um relacionamento construído à base de respeito, em vez de à base de dor e medo.

“A violência simplesmente não pode existir em relacionamentos saudáveis, duradouros e valiosos entre humanos e animais”, afirmou a One Voice em seu site.

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De olho nas leis

Projeto de Lei de Certificado de Origem dos Animais vence mais uma etapa

Divulgação

Canis clandestinos que tratam animais como meros objetos podem estar com os dias contados. A Comissão dos Direitos do Consumidor da Alesp – Assembleia Legislativa de SP aprovou nesta terça-feira, dia 29, o PL 372/2015 do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), que exige a emissão de certificado de origem dos animais, no ato da venda, pelos estabelecimentos comerciais de SP. O PL agora aguardará para ser pautado e votado pelos deputados antes de seguir para o governador.

Feliciano Filho já tem um projeto de mesmo teor aprovado em Campinas (SP), na época em que foi vereador naquela cidade. “Já é um sucesso absoluto em Campinas. O PL 372 é contra os criadores de fundo de quintal que com total irresponsabilidade cruzam mães com filhos e irmão com irmão sem qualquer assistência veterinária. Em decorrência disso nascem filhotes com má formação, acarretando muito sofrimento as famílias que se afeiçoam aos bichinhos, mas os perdem em poucos meses. É um prejuízo no bolso e no amor que dedicam aos seus amiguinhos”, comenta o deputado.

Divulgação

Outro problema advindo dos canis clandestinos é o abandono das matrizes (fêmeas selecionadas para a procriação) após estarem exauridas de tanto dar cria. Muitas vezes elas são sacrificadas. Isso sem falar no processo de escravidão no qual são inseridas sem direito a passeio, banho de sol e carinho. Muitas vezes, é concedido apenas um breve contato com os filhotes na hora da amamentação. Não se permite o convívio da mãe com os filhotes gerando ainda mais angústia para essas pobres fêmeas.

Muita gente não sabe o que acontece nos bastidores das “fábricas de filhotes”, mas a realidade é um cenário de sofrimento.

Consta da justifica do PL:

“A partir do momento em que estes estabelecimentos estão obrigados a emitir um certificado de origem do animal vendido – com o respectivo número de inscrição do criador nos órgãos competentes – a comercialização de animais certamente tornar-se-á mais transparente, diminuindo-se, consequentemente, o número de problemas advindos da comercialização de animais originários de estabelecimentos com pouco ou nenhum critério, que costumeiramente lançam no mercado inúmeros animais sem sequer dar ao consumidor qualquer garantia de sua origem, causando-lhe, consequentemente, sérios prejuízos, seja de origem financeira, seja de ordem moral”.

Acesse o PL 372 na íntegra aqui.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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Canil é destruído e voluntários buscam ajuda em Américo Brasiliense (SP)

Instituição cuidava de 140 animais
Canil foi destruído em Américo Brasiliense (Foto: Tom Oliveira/ ACidadeON/ Araraquara)

O local que cuida de 140 animais, encontrou 55 dos cães que haviam fugido. Após a depredação do local, voluntários buscam doações para reconstruir o abrigo e mantimentos para os animais.

“A nossa situação é crítica, tenho medo se chover”, disse a voluntária Léa Mara Carvalho. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil investiga o caso.

Segundo Léa, os animais estão muito assustados e a preocupação é que isso volte a acontecer. “Estamos precisando de socorro. Os canis estão sem cobertura, chove, faz frio, vamos ter que fazer alguma coisa e não sabemos o que. Precisamos de material de construção, comida, cobertor”, destacou.

O canil funciona com a ajuda de voluntários e gasta, em média, R$ 700 por mês em remédios e cerca de R$ 4 mil em ração. Um veterinário voluntário faz os atendimentos no local.

5 animais permanecem perdidos
Canil foi destruído em Américo Brasiliense (Foto: (Tom Oliveira/ACidadeON/Araraquara)

Doações

Muitos voluntários foram ao canil ajudar a organizar e reconstruir parte do que sobrou. A intenção inicial é proporcionar o mínimo de condição para os animais que permaneceram no local. Além disso, eles pedem doações de casinhas, cobertores e alimentos.

Os postos para arrecadação são:

– Posto Brasiliense, em frente à Prefeitura
– Posto Bela Vista
– Banca da Matriz
– Loja Echarpe

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MP aciona a Justiça contra maus-tratos a animais em Caratinga (MG)

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Animais não tinham comida e nem água

A não implantação de um novo Centro de Zoonoses (CCZ) e a não adoção de políticas públicas eficientes no controle de animais abandonados e domésticos, pedidas ao município de Minas Gerais pelo Ministério Público, foram os motivos de duas ações feitas contra o município a fim de executar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) não cumpridos pela administração. As ações foram encaminhadas na 5ª Promotoria de Justiça de Caratinga, no Vale do Rio Doce.

Depois da confirmação de crimes de maus-tratos no canil municipal e a inadequação do local, os TACs foram firmados. O local onde os animais eram mantidos além de inadequado, não possuía água e nem comida, além da falta de funcionários e a prática de morte induzida constante em animais debilitados.

Depois de não concretizar o acordo para adequar o funcionamento do canil às normais legais, em março de 2016, a administração fez outro acordo com o MPMG para melhorar as condições do CCZ da cidade. Dessa vez, a administração cumpriu apenas parte do ajuste, tendo providenciado local adequado e provisório para manter, tratar e promover adoção aos animais abandonados, enquanto o CCZ estava sendo readequado.

De acordo com o promotor de Justiça Igor Augusto de Medeiros Provinciali, a administração não informou ações que comprovassem o início da execução: “Apesar de ter apresentado os projetos de execução do novo centro, a administração não informou ações que comprovassem o início da execução. Também não comprovou o envio de projeto de lei à câmara para normatizar o controle das populações dos animais domésticos e a prevenção das zoonoses no município. Expirado o prazo de 12 meses para o cumprimento das obrigações, o MPMG verificou a necessidade de execução do acordo”, explicou.

Pedidos

Itens como a construção no prazo de 90 dias do Centro de Controle de Zoonoses e o dote de estrutura material e de pessoal mínimo, com servidores capacitados; multa de R$100 mil, decorrente do descumprimento do acordo, e demais valores que vierem a vencer no curso do processo; apresentação em 30 dias de cópia do projeto e do cronograma das obras, contendo licenças ambientais, obras de saneamento básico, iluminação e fornecimento de água potável; a realização de campanhas de adoção dos animais resgatados, entre outras medidas e o recolhimento de animais que possam transmitir doenças à saúde da população, que estejam em fase de doença terminal ou que apresentem quadro irreversível de saúde, são pedidos ao MPMG. A ação de execução das obrigações foi distribuída à 2ª Vara Cível de Caratinga.

Para garantir o cumprimento das obrigações, o MPMG pede o bloqueio de verba dos cofres municipais e a execução das obras por terceiros, caso os prazos não sejam atendidos.

De acordo com Igor Augusto, a responsabilização do gestor público anterior e de pessoas que possam estar dificultando o cumprimento de parte do TAC assinado está sendo apurada.

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Após críticas, empresa encerra campanha de compra de animais

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Fonte: Jornal de Notícias

A empresa El Corte de Inglés, que vende roupas, acessórios e itens para casa, decidiu cancelar a campanha de venda de animais domésticos através de financiamento, após ser alvo de críticas nas redes sociais.

A campanha ultrajante permitia aos consumidores o pagamento por um animal em prestações de até 12 vezes sem juros em compras superiores a 200 euros.

Protetores e organizações que defendem os direitos animais mostraram sua indignação com a campanha, publicada no Facebook da empresa, e começaram a lançar críticas para que acabassem com o programa.

“Isto é promover o abandono dos animais e manter os que se encontram para adoção nos canis municipais e associações”, criticou a organização Intervenção e Resgate Animal (IRA), na sua página de Facebook.

A empresa publicou a seguinte resposta: “Valorizamos muito a opinião dos nossos clientes e da comunidade onde estamos inseridos. Neste sentido, decidimos cancelar a nossa campanha de animais domésticos, depois de recebermos vários apelos. Aproveitamos para acrescentar que nos esforçamos por contribuir para o bem-estar dos animais, colaborando ativamente com várias instituições”.

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PAN quer antecipar proibição de morte de animais em canis municipais

Reprodução/iStock
Reprodução/iStock

O PAN nos Açores quer antecipar, de 2022 para 2018, a aplicação de legislação regional que prevê o fim do morte de animais nos canis municipais, apelando a todos os cidadãos para que se unam em torno desta causa.

O ano de “2022 é demasiado. Não conseguimos ver alguma justificação intelectual para que sejam necessários seis anos. Achamos que 2018 é o ano certo em termos de adaptação das juntas de freguesia e câmaras”, afirmou à agência Lusa o dirigente do PAN nos Açores, Pedro Neves, que hoje iniciou uma recolha de assinaturas para poder levar a discussão no parlamento a legislação em vigor.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprovou em maio um diploma que proíbe o assassinato de animais de companhia e errantes, medida que entra em vigor daqui a seis anos, e estabelece medidas para a sua redução e controlo a curto prazo.

O projeto de decreto legislativo regional inicial partiu do PCP, que acabou por o retirar, tendo sido substituído integralmente por outro, subscrito, além do parlamentar comunista, também pelo PS.

Para Pedro Neves, houve “falta de vontade política” e agora é preciso que a democracia participativa e a cidadania mostrem o que vale, levando o parlamento a alterar o que está em vigor, alegando que seis anos para as autarquias se adaptarem à legislação é “desleixo”.

O diploma em vigor estabelece as circunstâncias em que pode ser praticada a morte induzida de animal de companhia ou animal errante, impondo que “os métodos não podem causar dor e sofrimento desnecessários”.

O decreto define, ainda, as regras de recolha de animais e o seu registo, atribuindo aos municípios do arquipélago a responsabilidade do programa de esterilização e de campanhas de sensibilização.

Além das mortes, Pedro Neves considerou existirem outras soluções para implementar o controlo populacional dos animais errantes, apontando o exemplo da esterilização, maior consciencialização dos cidadãos, entre outras.

Com a recolha de assinaturas, o PAN pretende, ainda, fazer aprovar no parlamento regional a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais nos Açores.

“Só existe [um centro de recolha de animais] em Ponta Delgada, nos Açores. Queremos que seja aprovada uma rede de centros oficiais”, defendeu Pedro Neves, explicando que os centros têm condições mínimas adequadas para reter os animais diferentes dos canis.

Segundo o responsável, os centros dispõem de espaços próprios para quarentena dos animais, esterilização e as ‘boxs’ têm um chão que não é de cimento.

Pedro Neves adiantou que, em menos de uma hora, foi possível recolher no Mercado da Graça, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, mais de 150 assinaturas, não tendo ainda sido possível contabilizar as assinaturas recolhidas na ilha Terceira (Angra do Heroísmo e Praia da Vitória), ilha do Faial, (Horta) e ilha do Pico (Madalena). Para que a iniciativa de alteração da legislação, proposta pelo PAN, chegue ao parlamento regional são necessárias 1.500 assinaturas.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Noticias ao minuto

 

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Saiba tudo sobre a “tosse dos canis”

Divulgação
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O que é a tosse dos canis?

A traqueobronquite infecciosa canina (chamada de Tosse dos Canis) é uma síndrome respiratória complexa que envolve a ação de agentes virais e bacterianos de forma isolada ou concomitante. É uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses frios.

Acomete cães e gatos?

Acomete cães.

O agente que causa uma infecção secundária na Tosse dos Canis, a Bordetella bronchiseptica, pode estar associada ao Complexo Respiratório Felino (uma infecção do trato respiratório), porém, há poucas informações referentes à patogenicidade da B. bronchiseptica em gatos. A importância clínica não é conhecida, uma vez que essa bactéria é isolada de muitos gatos sadios.

Em quais casos a doença pode levar o animal à óbito?

A infecção respiratória causada por agentes virais é frequentemente caracterizada por uma forma branda da doença e pelo surgimento de sintomas agudos de tosse seca, com melhora clínica rápida. Porém, quando há a associação de outros agentes na infecção, como a Bordetella bronchiseptica (uma bactéria), os quadros costumam ser mais graves devido a uma maior lesão do epitélio respiratório, podendo causar agravamento em pacientes acometidos por vírus respiratórios relativamente benignos (como o vírus da parainfluenza). Nesses casos, em que há múltiplos agente envolvidos com infecção bacteriana secundária. O animal pode vir à óbito.

Quais os sintomas?

A tosse pode se apresentar em variados graus e pode haver presença de secreção nasal purulenta. Os sinais podem se agravar caso ocorra infecção secundária, observando-se febre, anorexia e dispnéia. A tosse frequentemente piora com o exercício físico. Pode haver ainda engasgo e ânsia de vômito. Em alguns casos podem ser observadas tonsilite, rinite e conjuntivite, além de pneumonia intersticial ou broncopneumonia.

Como ocorre a transmissão?

As formas de transmissão mais comuns se dão através do contato direto entre cães, ou contato indireto, pelo ar, através de secreções respiratórias (suspensas no ar). Os agentes podem ainda se disseminar rapidamente por fômites (casinha, vasilha, brinquedos e outros objetos), em ambientes intensamente contaminados.

Há formas de evitar a doença? Quais cuidados protetores precisam ter? Existe vacina?

Além da vacinação, é necessário um controle ambiental. Lugares arejados, limpos e com uma baixa densidade de animais são ideais para a prevenção. No caso de suspeita de um animal que esteja infectado, recomenda-se que o animal seja isolado, que não saia para passear e que não habite espaços muito confinados. A desinfecção do ambiente (com hipoclorito de sódio, por exemplo) também é recomendada.

Todos os cães estão passíveis de contrair a doença ou existem raças mais predispostas?

Todos os cães estão passíveis de contrair a doença, porém os mais predispostos são os que vivem ou frequentam locais com alta densidade populacional, como “pet shops”, canis, hotéis e abrigos.

Por que o inverno é comumente o período mais propício para disseminação dessa doença?

Com o frio, é comum que a resistência dos animais diminua. Um sistema imunológico mais fraco facilita a transmissão entre os cães. A baixa umidade do ar resseca as vias aéreas e compromete a proteção natural do nariz, favorecendo a entrada de vírus e bactérias. Além disso, o tempo seco também dificulta a dispersão de partículas e secreções, que ficam suspensas no ar e podem ser inaladas, ajudando na transmissão da doença.

Como é feito o diagnóstico?

A realização de uma anamnese metódica e de um exame físico detalhado são essenciais para obter um diagnóstico eficaz. Informações sobre o habitat do animal, os locais anteriormente visitados, situações anteriores de estresse, contato com animais infectados e o estado vacinal são importantes. Na maioria dos casos clínicos, não se procura um diagnóstico definitivo, mas sim avaliar a gravidade desta doença e a existência de infecções secundárias. Hemograma de rotina e provas bioquímicas são apenas auxiliares para se estabelecer o estado geral do animal e monitorá-lo.

Como é feito o tratamento?

Os casos que não tiverem complicação se resolvem sem tratamento dentro de 4 dias a 3 semanas, dependendo da severidade. Mas o desconforto que a doença causa para os animais e para os proprietários justifica o tratamento. Os cães que possuem sinais persistentes por mais de 2 semanas devem ser avaliados para complicações secundárias ou para a reavaliação do diagnóstico. Normalmente, opta-se por uma terapia de suporte incluindo o uso de antibióticos, corticosteróides, mucolíticos, broncodilatadores ou antitússicos para diminuir a severidade dos sinais clínicos.

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