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Autoridades de Angola defendem a preservação do hipopótamo

O responsável provincial da divisão da fauna do Instituto de Desenvolvimento Florestal de Angola sugeriu, no sábado, na  cidade de Sumbe, a realização de estudos que identifiquem as zonas com mais hipopótamos para preservar esta espécie animal.

Francisco Jaime afirmou que alguns hipopótamos são abatidos, principalmente por camponeses, porque danificam as culturas, que procuram para se alimentarem.

“Há várias áreas com rios que cruzam os municípios de Ebo, Kassongue e da Cela, onde se registra grande concentração deste mamífero, que necessitam ser classificadas como reservas naturais”, disse.

Estas áreas, ao serem classificadas como reservas naturais, salientou, permitem a sua catalogação e preservação, com vista à prática do ecoturismo, que pode ser de grande valia, na captação de receitas para o Estado.

Fonte: Jornal de Angola

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Camponeses matam peixes de um lago na China com pesticidas

Camponeses de uma localidade do leste da China mataram deliberadamente todos os peixes de um lago na província de Anhui, ao jogarem na água 560 quilos de pesticida, informou hoje a agência “Xinhua”. Com essa atitude, que também afetou as águas de outros lagos e rios nas proximidades, foi extinta toda a vida animal do lago Luojia, de quatro quilômetros quadrados.

Os camponeses teriam decidido matar os peixes para cultivar plantas aquáticas chamadas “euryale” no local, utilizadas na medicina tradicional chinesa e também em jardinagem, como ornamento.

O uso do pesticida também afetou parte do lago Poyang, com 22,7 quilômetros quadrados de extensão, localizado nas proximidades.

Analistas vêm trabalhando contra o relógio para evitar que o pesticida contamine outras águas da região. Se não for detida a contaminação, os pesticidas podem atingir rapidamente uma área de 33 quilômetros quadrados de áreas aquáticas.

Fonte: Último Segundo

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Conferência internacional decidirá futuro do comércio de marfim na África

Imagem: Diário de Notícias
Imagem: Diário de Notícias

Os países africanos preparam-se para um novo confronto em relação ao futuro dos seus elefantes e da oportunidade de novas vendas de marfim, a três meses de um encontro internacional crucial e numa altura em que o mercado negro está em alta.

O continente africano divide-se entre os que querem uma ampliação da moratória que proíbe o comércio de marfim e os que querem continuar a vendê-lo legalmente. O principal mercado de destino é o asiático, onde o marfim é muito procurado pelas suas qualidades decorativas. A solução deverá ser encontrada em Março, numa conferência em Doha.

A Tanzânia e a Zâmbia alimentam a discórdia, pedindo que a próxima conferência sobre espécies ameaçadas de extinção (CITES), que deverá decorrer entre 13 e 25 de Março, em Doha, autorize que vendam, respectivamente, 90 e 22 toneladas de marfim.

Este novo “contornar” das leis de interdição do comércio de marfim, imposta em 1989 para salvar o elefante africano, relançou a guerra entre os países do continente nos quais este paquiderme continua em perigo, e os que dizem já ter ultrapassado o problema.

Antigamente contavam-se milhões de elefantes na África, mas hoje não são mais de 400 mil a 600 mil. Mais da metade vivem na África austral, mas são apenas alguns milhares, e centenas vivem na África ocidental, central e oriental, onde são dizimados pela caça furtiva. Em alguns países, como no Burundi, na Gâmbia, na Mauritânia ou na Serra Leoa, os elefantes desapareceram completamente. “Nós não queremos ver amanhã que os elefantes só sobreviveram num único local da África”, disse Patrick Omondi, que vai liderar a delegação queniana em Doha.

A última conferência CITES, em 2007, decorreu com confrontos semelhantes, antes de chegar a um compromisso: a moratória das vendas de marfim prolongada durante nove anos, mas luz verde ao Zimbabwe, à África do Sul, à Namíbia e ao Botswana para venderem excepcionalmente 108 toneladas aos compradores chineses e japoneses.

Os defensores dos elefantes dizem que essa venda legal aumentou a procura de marfim, procurado em toda a Ásia pelas suas qualidades decorativas, e animou o mercado negro. No Quênia, o número de elefantes mortos pelos caçadores furtivos passou de 47, em 2007, para 214, em 2009.

“Se isto continuar assim, podemos assistir durante a nossa vida à extinção dos elefantes”, assegurou Patricia Awori, diretora da rede pan-africana de proteção da vida selvagem.

Mas o Zimbabwe pensa de forma completamente diferente. Estimando que o número dos seus paquidermes passou dos 55 mil em 1989 a 137 mil em 2006, este país afirma que “os elefantes tornaram-se cada vez mais um incômodo para os camponeses pobres”, cujos campos destroem.

A venda de marfim recolhido após a captura ou a morte natural é o melhor meio para sensibilizar as populações para o valor do maior mamífero terrestre, defende a Tanzânia no seu dossiê entregue à CITES. A sua proposta é de fazer uma emenda em sentido inverso, apoiado por sete países africanos, entre os quais a República Democrática do Congo e o Quênia, para aumentar a moratória de 9 para 20 anos, e proibir formalmente qualquer venda legal, exceto na África Austral. “Enquanto país que partilha o mesmo ecossistema que a Tanzânia, arriscamos perder ainda mais elefantes com a proposta” deste país, diz o ministro queniano encarregado do patrimônio animal, Noah Wekesa.

Uma coisa é certa: “o comércio ilegal de marfim, cujo volume tem aumentado desde 2004, deu um grande salto em 2009”, como revela Traffic, organismo internacional de monitoração dos mercados animais, que aponta para “uma implicação crescente do crime organizado”.

A quantidade de marfim apreendido duplicou num ano, atingindo 15 toneladas em 2009, com um preço de revenda que vai dos 750 aos mil dólares o quilo. “Isto começa verdadeiramente a escapar do controle, é como o tráfico de drogas”, afirma Awori.

Fonte: Diário de Notícias

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