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Granado se compromete a retirar campanha que faz apologia a animais explorados

O Ministério Público de Minas Gerais recebeu uma denúncia após a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) publicar uma matéria criticando a campanha publicitária de novos produtos da Granado que mostrava animais explorados em circos e safáris


Elefantes fantasiados equilibrando-se sobre bolas coloridas no picadeiro de um circo; leões e girafas, com selas sobre suas costas e presos a um carrossel para servir de entretenimento humano; cavalos com plumas sobre as cabeças como se guardassem o espetáculo. Animais selvagens forçados a exibir-se de forma antinatural.

Imagens da campanha de lançamento dos produtos da Granado | Foto: site da Granado

Algumas destas cenas cruéis, que serviram de propaganda para as colônias infantis Safari Encantado e Fantástico Circo, da Granado, remontam aos circos com animais, já banidos inclusive em mais de 40 países pelo mundo (entre eles Índia, Itália, Irlanda, Bolívia, Grécia, Inglaterra, Peru, Portugal, Escócia, Irã, Israel, México, entre outros).

A embalage e todo o conceito de lançamento dos produtos enaltevia práticas que esta o sendo abolidas no mundo. A matéria publicada pela Agência de Notícias dos Direitos Animais (ANDA), serviu de base para uma denúncia feita ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal contou com a importante atuação da promotora de Justiça do Estado, Luciana Imaculada de Paula, que também é coordenadora de Defesa da Fauna.

O MPMG firmou um termo de compromisso com a Granado para por fim, em Minas Gerais, à produção e venda das embalagens com ilustrações de animais no circo e no safári, após considerar que, nos produtos “Fantástico Circo” e “Safári Encantado”, destinados ao público infantil, a Granado utilizou “ilustrações artísticas de animais em situações não-naturais, tal como elefante se equilibrando em cima de uma bola, carrossel composto por leão, girafa e outros”.

O MPMG lembrou ainda que a Constituição Federal veda práticas que coloquem em risco a função ecológica da fauna e da flora, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade e que a prática circense que submete animais a abusos é proibida em Minas Gerais por lei, assim como a caça e o safári são proibidos em todo território nacional.

No termo de compromisso assinado pela Granado, a empresa se compromete a parar de comercializar os produtos com as imagens dos animais explorados imediatamente após a assinatura do termo e que irá manter, em suas lojas físicas e virtuais, durante seis meses, materiais de conscientização, visivelmente expostos, informando sobre a importância do apoio às causas de proteção animal.

O termo estabelece ainda que sejam retirados dos eventos da Granado os materiais com as ilustrações dos animais explorados e que a empresa destine R$ 35 mil à ONG Asas e Amigos da Serra e R$ 20 mil ao Ministério Público para o combate da exploração à fauna por meio do projeto de educação ambiental humanitária, direcionado a alunos dos ensinos infantil e fundamental.

Ao final do documento, o MPMG reforça que o não cumprimento do acordo em seus termos ou prazos sujeitará a Granado ao pagamento de multa por dia de atraso no valor de R$ 1 mil.

Maus tratos a animais em circos

Truques antinaturais como os mostrados nas imagens da campanha publicitária, como elefantes equilibrando-se sobre bolas, e tantos outros que ocorrem em circos como tigre e leões saltando por argolas em chamas, ursos dançando, macacos fazendo acrobacias com bastões são conseguidos à custa de muita dor aos animais. Choques com bastões elétricos, chicotadas, pauladas, privação de alimentos, banhos de água gelada são alguns dos “motivadores” usados para fazer os animais se comportarem conforme desejado pelos “treinadores”.

Animais nasceram livres para viver em seu ambiente natural, selas de montaria em suas costas, “carrosséis vivos” ou enfeites e fantasias sobre seus corpos não passam de violência e abuso contra suas vidas.

Uma empresa que defende a “conscientização de práticas de maus-tratos, da posse responsável e do valor da vida animal” precisa definitivamente ser conscientizada sobre suas próprias práticas de marketing.

Qualquer produto, especialmente os voltados para o público infantil, divulgados com essa temática de maus-tratos a animais como algo bonito e divertido passa para o público a imagem de que usar animais como entretenimento e exploração animal é algo correto e normal. Essa mensagem vai diretamente na contramão da consciência mundial de que animais são seres sencientes (sentem emoções, amor, alegria, sofrimento, dor) e capazes de entender e interagir com o ambiente em que vivem.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


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cena do comercial lançado pela aldi
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Rede de supermercados lança campanha publicitária incentivando famílias a se tornarem veganas

O novo anúncio lançado pela Aldi, empresa multinacional alemã, uma das maiores redes de supermercados do mundo, conta a história da família Clayton. A família se comprometeu a se tornar vegana em janeiro, depois de comer demais durante o período de feriados de final de ano. A mensagem geral da campanha é que, embora possa ser um desafio para alguns abandonarem a carne e laticínios, a compra de alimentos à base de vegetais na Aldi é fácil e acessível.

cena do comercial lançado pela aldi
Foto: Facebook | Reprodução

A legenda do anúncio, compartilhada na página do supermercado no Facebook, diz: “A família Clayton está tentando uma dieta vegana por um mês. Pode ser um desafio, mas o custo não será. Você está tentando o Veganuary?”

O Veganuary é uma campanha de um mês destinada a incentivar as pessoas de todo o mundo a tentarem abandonar a carne e os produtos lácteos da sua dieta durante um mês. No ano passado, o desafio foi um enorme sucesso, com 62% dos participantes optando por permanecerem veganos após o término de janeiro.

https://www.facebook.com/AldiUK/videos/544171115994433/

Com um número crescente de supermercados em todo o Reino Unido, a Aldi contém uma série de alimentos à base de plantas em suas lojas, bem como uma seleção de vinhos veganos – incluindo o prosecco orgânico. Em seu site, até oferece um guia para quem deseja aprender mais sobre como se tornar vegano, além de uma série de receitas inspiradoras.

No ano passado, a rede se juntou à iniciativa Peas Please, que, com a ajuda dos principais supermercados, visa reverter o declínio do consumo de vegetais no Reino Unido. Como parte de sua promessa, Peas Please, o supermercado prometeu transferir seus legumes para uma área da loja com maior alcance. Ele também prometeu rodar 12 campanhas publicitárias destacando suas promoções em frutas e vegetais.

“Trabalhar com a Peas Please nos deu a oportunidade de ajudar nossos clientes a aumentar o consumo de vegetais frescos”, disse Julie Ashfield, diretora-gerente de compras da Aldi UK, em um comunicado. “Também continuaremos nosso trabalho no desenvolvimento de ideias de receitas para compartilhar e inspirar clientes.”

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Kopenhagen lança produto e propaganda que podem induzir ao envenenamento de animais

A Kopenhagen lançou um novo produto e promoveu também uma campanha publicitária que podem induzir o público ao envenenamento de animais.

(Foto: Reprodução / Facebook)

Ativistas e simpatizantes da causa animal criticaram a empresa por associar a imagem de gatos à palavra chumbinho – nome de um veneno, de venda ilegal, frequentemente utilizado para matar animais.

O novo produto da Kopenhagen é o Mini Chumbinho Lingato, que faz parte da linha infantil de chocolates e associa o chumbinho a um gato, por ter o desenho do animal na embalagem. O chocolate é um mix entre dois produtos tradicionais da marca, o Chumbinho e o Língua de Gato. Esses dois últimos também estão sendo foco de polêmica por terem sido divulgados em uma campanha publicitária que, novamente, associa o chumbinho a um gato.

Na campanha, a Kopenhagen coloca a imagem dos produtos Chumbinho e Língua de Gato um ao lado do outro, junto das mensagens “eu acho que vi um gatinho” e “eu acho que lambi um chumbinho”, sendo que a primeira frase foi colocada em cima do produto Chumbinho, com um símbolo que indica que a frase foi dita pelo produto, e a segunda em cima do Língua de Gato, com o mesmo indicativo.

A propaganda não foi bem aceita pelo público, que afirmou que a empresa deu a entender que o gato colocado na embalagem do Língua de Gato havia dito que teria lambido um chumbinho, o que faz uma clara associação ao envenenamento de animais.

Mini Chumbinho Lingato (Foto: Divulgação)

“Nome infeliz para um chocolate“, reclamou uma internauta na página da empresa no Facebook sobre o produto Mini Chumbinho Lingato. “A Chocolates Pan foi proibida de continuar fabricando os famosos cigarrinhos, mas a Kopenhagen pode relançar o Chumbinho associando o produto à morte de gatos? Ainda por cima na linha infantil?“, contestou outra.

Críticas também foram feitas em relação à campanha publicitária da empresa. “Propaganda criminosa, fazendo apologia aos maus-tratos a animais”, escreveu uma usuária do Facebook. “Eu só queria entender o que se passa na cabeça de alguém que faz uma propaganda que faz incitação a violência, apologia a envenenamento de animais, olha se for uma brincadeira foi de incrível mau gosto. Acho que a coisa já tá feia o suficiente para brincar com algo tão pesado assim”, disse outra internauta.

Em nota, a Kopenhagen respondeu as críticas dizendo que o nome do produto Chumbinho foi inspirado no formato dele – bolinhas redondas e pesadas – que, segundo a marca, é típico de um brinquedo infantil antigo. “Ressaltamos que o produto não tem associação alguma com o veneno em questão e é devidamente registrado e liberado pelos órgãos responsáveis”, afirmou.

O posicionamento da empresa, entretanto, não a exime do desserviço prestado por meio do lançamento de um produto e de uma propaganda extremamente irresponsáveis, que demonstram a falta de sensibilidade da empresa diante dos direitos animais. No caso da campanha publicitária, é necessário que o caso seja denunciado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), que, segundo o próprio CONAR, é “uma instituição que fiscaliza a ética da propaganda comercial veiculada no Brasil, norteando-se pelas disposições contidas no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária”.

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Campanha publicitária na Times Square promove a compaixão por todos os animais

A campanha apresenta diversos animais resgatados pelo santuário, incluindo a porca Amelia e a cabra Tula, juntamente com a mensagem: “Ajude-a a conhecer o amor”.

Foto: VegNews

A iniciativa também encoraja as pessoas a tirar fotos na frente dos outdoors e publicá-los nas mídias sociais com a hashtag #ineedyoutoo (também preciso de você).

Segundo a VegNews, o Catskill Animal Sanctuary foi iniciado em 2001 e, desde então, resgatou mais de quatro mil animais por meio de seu resgate de emergência.

No início deste ano, a Agência de Regulamentos de Publicidade do Reino Unido rejeitou todas as acusações contra a campanha “Leite humano é um mito”, do grupo de direitos animais Go Vegan World, e reconheceu que a indústria de laticínios não pode ser descrita como humana.

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ONG produz ensaio fotográfico para chamar atenção dos direitos animais

A vice-presidente da ONG, a modelo Marcele Becker, e o empresário Arthur Machado: ele arrematou o quadro de Romero Britto em um leilão beneficente (Foto: Rodrigo do Valle)
A vice-presidente da ONG, a modelo Marcele Becker, e o empresário Arthur Machado: ele arrematou o quadro de Romero Britto em um leilão beneficente (Foto: Rodrigo do Valle)

A ONG Ampara Animal está cheia de novidades. Acaba de entregar o quadro doado por Romero Britto, para um leilão beneficente da instituição, ao empresário Arthur Pinheiro Machado, responsável pelo maior lance. A quantia embolsada de 11 000 reais será utilizada para quitar dívidas com veterinários.

Além disso, a entidade acaba de ganhar o título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, o que quer dizer que as empresas do setor privado que colaborarem com ela terão dedução no Imposto de Renda sobre as doações realizadas.

Foto da atriz Paola Oliveira, que faz parte da exposição do Shopping Frei Caneca: famosas engajadas na campanha (Foto: Jacques Dequeker)
Foto da atriz Paola Oliveira, que faz parte da exposição do Shopping Frei Caneca: famosas engajadas na campanha (Foto: Jacques Dequeker)

Por fim, a ONG promove uma exposição de fotos que pretende chamar atenção para os direito dos animais. A mostra que vai até dia 21 de julho ocupa o piso 2 do Shopping Frei Caneca. Doze famosas interessadas na causa posaram para o fotógrafo Jacques Dequeker na companhia de lindos animais. As imagens com legendas engajadas chegaram a formar um calendário institucional da Ampara. Veja a galeria aqui.

Endereço

Rua Frei Caneca, 569
Consolação

(11) 3472-2000

Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo e feriado, 14h às 20h.

Fonte: Veja SP

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Estudantes do ensino médio lançam campanha para adoção de animais

Os estudantes do 1º ano do ensino médio do Colégio Nossa Senhora da Medianeira, de Candelária, realizam, na próxima terça-feira, o lançamento da campanha publicitária sobre adoção de animais. A apresentação acontece às 8h30 no auditório da escola. Durante um mês, os jovens tiveram que pesquisar sobre um assunto polêmico. O grupo composto por seis estudantes – Carlos Maximiliano Martins, Leonardo Wernz, Lucas Mainardi, Régis de Oliveira Júnior, Rubens de Moraes Müller e Willian Gelsdorf Volmer – decidiu correr atrás e ajudar o Projeto Sara – Sociedade Amiga do Reino Animal.

A idealizadora do Sara, Olga Maria, abriga em sua casa cerca de 120 animais. O trabalho começou em 2002 com 11 voluntários, tendo como objetivo inicial a conscientização das pessoas sobre a importância de cuidar dos animais. O encontro de terça-feira serve para a apresentação do Projeto Amigos do Peito, criado pelos estudantes para que os alunos conheçam a história do Sara.

A primeira atividade do novo projeto também será na terça-feira. Aqueles que ainda não possuem animais terão a oportunidade de adotar um cão ou gato. Haverá uma exposição de animais na escola, a fim de incentivar os alunos quanto à importância da adoção.

A atividade em classe exigiu que os jovens desenvolvessem uma campanha publicitária, enfatizando a liderança e mostrando que atitudes simples podem fazer uma grande diferença. Em seguida, os alunos precisaram fazer um pequeno projeto para aplicação em sala de aula. Mas a coordenadora e orientadora do trabalho, professora Áquelle Schneider, explica que o grupo foi muito além e correu atrás de uma história de luta. Agora, realizará trabalhos de voluntariado dentro da escola que envolverão estudantes, professores, funcionários e a comunidade.

Realidade

Todos os anos, no Brasil, são abandonados cerca de 20 milhões de animais. Destes, 90% nunca encontram um lar. Candelária tem atualmente cerca de 27 mil habitantes e em três anos foram abandonados mais de 800 bichos, segundo os dados da Secretaria de Meio Ambiente na cidade. Não há um canil municipal. Somente a casa de dona Olga abriga animais que foram encontrados nas ruas.

Fonte: Gazeta do Sul

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Cachorra será usada como “estrela” de campanha publicitária

Por Carol Keppler (da Redação)

Que uma pessoa decida tratar sua rotina com ritmo acelerado e desgastante, em troca de recompensas questionáveis é uma questão de livre arbítrio. Mas fazer o mesmo com seres que não podem opinar nem discordar só tem um nome: exploração.

Foto: Reprodução/Época Negócios
Foto: Reprodução/Época Negócios

 

 

Além do abuso em usar a própria cachorra para ganhar muito dinheiro, a modelo australiana Elle Mcpherson, vai expor a Bella numa campanha publicitária sem qualquer proposta educativa ou conscienciosa: a cachorrinha posará para vender acessórios de luxo para cães, da marca Dogside.com.

A mistura de labrador retriver com poodle (mistura recém batizada de labradoodle) foi envolvida em um contrato estimado em R$ 250 mil para aparecer usando roupas, echarpes, coleiras e todo tipo de “acessórios de estilo” para cães.

Além do perigo que representa o frenesi para a compra de filhotes iguais ao da celebridade – que provavelmente serão abandonados assim que outra moda surgir – a marca faz o tipo de publicidade completamente avesso aos direitos e à proteção animal. Animais não são seres humanos e devem ser tratados conforme sua natureza. Achar que os animais sentem-se bem com adereços de luxo é um grande desrespeito a sua espécie e a seu bem estar.

Como era de se esperar, os “labradoodles” estão em alta no Reino Unido, com filhotes chegando a custar mais de R$ 3.500. Há de chegar o momento em que as pessoas deixarão de comprar animais, compreendendo a crueldade e a tristeza gerada por esse tipo de comércio.

Com Informações do Época Negócios

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