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Cientistas se unem para pedir o fim do consumo de carne em prol planeta

Livekindly/Reprodução
Livekindly/Reprodução

Mais de 21 mil cientistas do mundo todo atestam que os seres humanos precisam mudar definitivamente seu comportamento, incluindo a redução da quantidade de carne que comem e passar a consumir mais alimentos à base de plantas, a fim de evitar que alcancemos os níveis perigosos de mudança climática que ameaçam o planeta.

Os cientistas assinaram um artigo em conjunto no Journal of Bioscience (Jornal de Biociência, na tradução livre) intitulado “Cientistas do mundo todo avisam à humanidade: Uma Segunda Notificação”.

Publicado inicialmente em 2017, o número de cientistas oferecendo apoio ao artigo e à sua mensagem subiu de 15 mil para mais de 21 nos últimos dois anos.

O relatório avalia o estado do planeta em comparação com 1992, quando a Union of Concerned Scientists – junto com 1700 cientistas independentes – publicou um artigo intitulado “World Scientists Warning to Humanity” (Cientistas do mundo todo: um aviso a humanidade, na tradução livre).

O relatório de 1992 afirmava que “os humanos estavam em rota de colisão com o mundo natural”, pedindo a raça humana que considerasse os efeitos prejudiciais de várias questões ambientais, incluindo o esgotamento da camada de ozônio, o declínio da vida marinha, as zonas mortas oceânicas, a perda florestal e as mudanças climáticas.

De acordo com a “Segunda Notificação” dos cientistas em 2017, a humanidade não apenas deixou de fazer progressos suficientes na solução geral desses desafios ambientais já previstos, mas na verdade piorou a situação de forma alarmante.

A declaração do grupo é clara, precisamos fazer melhor que isso. De acordo com o relatório, devemos promover uma mudança na alimentação passando a consumir mais alimentos à base de plantas, aumentar a educação ambiental para crianças, interromper o desmatamento das florestas, pastos e outros habitats nativos e, entre muitas outras mudanças, desenvolver e promover novas tecnologias verdes.

Ele afirma que “a humanidade não está tomando as medidas urgentes necessárias para salvaguardar a nossa biosfera em perigo”.

Desde a publicação inicial do relatório, vários estudos científicos chegaram à mesma conclusão. Em 2018, a maior análise da produção de alimentos já realizada revelou que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no planeta é adotar uma dieta vegana.

As Nações Unidas também apoiam uma mudança na agricultura animal. No final do ano passado, a organização classificou o consumo de carne como o “problema mais urgente do mundo”.

“Nosso uso de animais como tecnologia de produção de alimentos nos trouxe à beira da catástrofe”, disse a ONU em um comunicado.

“A pegada de gases de efeito estufa deixada pela agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar o acordo climático de Paris sem uma queda maciça nos números da agricultura animal ”.

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De olho no planeta

Camada de ozônio não mostra recuperação em áreas populosas do planeta

O fato preocupante está em um relatório que afirma que, enquanto o ozônio está se recuperando sobre a Antártica, ele diminuiu em latitudes mais baixas.

Foto: Alphr

Após a descoberta de que produtos químicos artificiais prejudicam drasticamente o ozônio global, o Protocolo de Montreal de 1987 foi estabelecido para eliminar os clorofluorocarbonos (CFCs). Foi amplamente reconhecido que as ações foram um sucesso e o protocolo de 31 anos resultou na recuperação em regiões onde o ozônio tinha sido mais prejudicado, acima da Antártica.

Porém, este êxito pode não ser tão abrangente. O estudo, publicado na Atmospheric Chemistry and Physics ressalta que a parte inferior da camada de ozônio tem caío, o que é particularmente preocupante para regiões povoadas em torno do Equador. Segundo o Alphr, essas regiões têm uma luz solar mais forte e a diminuição do ozônio gera menos proteção contra os raios UV que causam câncer.

“O ozônio tem diminuído globalmente desde os anos 80, mas enquanto a proibição de CFCs está provocando uma recuperação nos polos, o mesmo não parece ocorrer em latitudes mais baixas” diz Joanna Haigh, coautora da pesquisa.

O motivo do declínio do ozônio nas latitudes mais baixas é desconhecido. Os pesquisadores  acreditam que pode ser causado pelo uso de produtos químicos com cloro e bromo conhecidos como substâncias de curta duração (VSLSs), utilizadas em removedores de tintas e solventes. Outra razão pode ser a mudança de um padrão de circulação atmosférica decorrente das mudanças climáticas, que faz com que mais ozônio seja carregado dos trópicos.

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Camada de ozônio
De olho no planeta

Cientistas descobrem nova ameaça à camada de ozônio

 

Camada de ozônio
Foto: Reprodução, Youtube

Na década de 1980, cientistas descobriram que determinados químicos tinham feito um “buraco” na camada de ozônio da Terra, que nos protege da radiação ultravioleta do sol.

Diversos países promulgaram o Protocolo de Montreal, que foi feito para eliminar substâncias químicas nocivas como clorofluorocarbonos e hidrofluorocarbonos. Desde então, os satélites que monitoram o buraco de ozônio não viram nenhuma evidência de recuperação, segundo o Aol.

Isso pode ter ocorrido devido às condições atmosféricas. Um estudo de 2013 da NASA descobriu que o calor e o vento na estratosfera terrestre alteram o tamanho médio do buraco de ozônio a cada ano. Em 2016, por exemplo, cientistas da NASA determinaram que as flutuações ocorreram devido a alta temperatura da estratosfera.

Alguns pesquisadores argumentam que a camada de ozônio tem enfrentado uma nova ameaça de substâncias nocivas que não são reguladas pelo Protocolo de Montreal. Elas são utilizadas de diversas maneiras e, anteriormente, acreditava-se que se degradavam antes de alcançarem a estratosfera.

No entanto, um estudo recente descobriu que há mais delas na atmosfera do que o esperado. Os níveis de diclorometano, por exemplo, aumentaram 60% na última década.

Os pesquisadores dizem que é necessário expandir o Protocolo de Montreal para incluir essas substâncias prejudiciais. Até que isso ocorra, os cientistas irão monitorar as flutuações do buraco do ozônio.

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Polinésia francesa
De olho no planeta

Depleção do ozônio impacta precipitação em regiões tropicais

A nova descoberta mostra como os climas de áreas extremamente remotas estão relacionados.

Polinésia francesa
Foto: Wikimedia

O esforço para fechar o buraco na camada de ozônio acima da Antártica a cada primavera considerado uma das maiores conquistas da política ambiental internacional. No final da década de 1980, a comunidade internacional comprometeu-se a reduzir drasticamente o uso de substâncias que esgotam a camada de ozônio.

Isso resultou na recuperação constante da camada acima da Antártica e, em 2014, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que, se isso continuasse, a recuperação seria completa até 2050.

No entanto, uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo Centro Oeschger para Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da Universidade de Berna concluiu que a depleção da camada de ozônio teve consequências previamente desconhecidas sobre o clima, informou o Phys.

Os pesquisadores descobriram que até mesmo as chuvas nas regiões tropicais do Pacífico são afetadas pelo buraco de ozônio.

“O fato de ocorrerem relações no sistema climático entre lugares tão distantes é fascinante. Porém, é perturbador que as pessoas sejam responsáveis por isso”, declarou o climatologista Bernese Stefan Brönnimann, que conduziu o estudo que acaba de ser publicado na revista Environmental Research Letters.

Simulações com uma variedade de modelos climáticos diferentes e análises estatísticas de dados analisados nos últimos 60 anos mostram que o buraco na camada de ozônio geram um cume ao Leste da Nova Zelândia. A partir desse ponto, um padrão de circulação ondulada se estende sobre o Pacífico Sul e causa um aumento da precipitação no coração da Zona de Convergência do Pacífico Sul.

Por exemplo, a precipitação entre outubro e dezembro em Rikitea, na Polinésia Francesa, aumentou 50% entre os anos 1960 e 1990. Uma grande parte desse aumento ocorreu devido ao buraco na camada de ozônio. Essa tendência se inverterá durante a recuperação do buraco do ozônio que ocorrerá nas próximas décadas: as precipitações na região irão diminuir novamente.

“A depleção significativa de ozônio era conhecida por alterar os ventos sobre o Oceano Austral, mas o efeito até os Trópicos não foi demonstrado anteriormente”, explica Stefan Brönnimann.

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Desobediência Vegana

Os reacionários do antiaquecimento global

Das asneiras que escutamos diariamente, a mais difundida e a que possui mais adeptos é a de que o ser humano não tem participação nenhuma nas alterações climáticas que estamos acompanhando há muitos anos, mesmo antes de se falar em aquecimento global.

Mudanças climáticas versus aquecimento global

Desde que entrei na faculdade de Biologia, em 1998, acompanho estudos sobre o clima e alterações no ambiente, estudos sobre o impacto humano na biosfera e as alterações climáticas previstas em modelos matemáticos, que atualmente começam a se cumprir.

Antes mesmo de se nomear “aquecimento global”, o assunto já era explorado e diversos ecossistemas  já apresentavam mudanças em decorrência das atividades humanas.

Achar que o ser humano não tem nada a ver com isso, é no mínimo um cinismo irremediável e um apelo à ignorância.

Os grupos contrários aos milhares de estudos sobre o aquecimento global são reacionários e inclusive são contra vegetarianos, pregam a favor da pecuária e do desenvolvimento a qualquer custo. É a ignorância de muitos séculos que sempre tem suas raízes profundas e seus puxa-sacos de plantão, que fazem trabalho voluntário para espalhar mentiras e retroceder a humanidade um pouco mais.

Existe uma pequena diferença entre os termos mais usados na mídia. Aquecimento global refere-se ao aquecimento do planeta Terra, como um todo. Que tem causas naturais, obviamente, mas também muita participação humana (não esquecendo que somos animais e fazemos parte da natureza também).

Mudanças climáticas são os efeitos do aumento ou diminuição da temperatura na Terra. Tanto um aumento quanto a diminuição da temperatura no planeta pode provocar mudanças climáticas e diversas consequências, como o fim dos solos férteis ou resfriamento de determinadas regiões.

O fato é que o incremento de 6 bilhões de animais humanos joga na atmosfera gases e altera  ecossistemas o suficiente para que algo se altere na atmosfera.

O buraco na camada de ozônio foi um grande exemplo que quase ninguém contestou. A consequência climática do buraco na camada de ozônio é aumento de temperatura! E alguns ainda insistem que não há aquecimento global.

A alteração na camada de ozônio, além do aumento da temperatura, também faz com que os raios solares se tornem mais nocivos para animais e plantas, causando reações nas plantas e doenças graves nos animais, especialmente o humano. Embora digamos “buraco na camada de ozônio”, o que ocorre realmente é que há áreas (chamadas de buracos) em que o ozônio é mais rarefeito, deixando passar raios nocivos para a Terra. E estas áreas não são fixas, elas podem mudar de um ponto a outro. Se não esquecermos que poucos países deixaram de poluir, veremos que o assunto pode ter acabado na mídia, mas o problema do buraco na camada de ozônio ainda está em andamento.

Um detalhe que os leigos não percebem é que aquecimento global não envolve somente o gás carbônico.

Envolve também toda a destruição dos ecossistemas, banhados, áreas úmidas e a poluição das águas que também reforça o aumento da temperatura em determinadas regiões.

O mau uso do solo pela pecuária, o desmatamento, a poluição generalizada e também a superpopulação humana contribuem para aumentar o uso dos recursos, o que, em última análise, afeta o clima.

Como explicar que todas estas atividades humanas não estão contribuindo em nada, e que há um resfriamento, se os estudos demonstram que o aquecimento em diversas áreas, elevação dos mares e visível derretimento das geleiras é algo impressionante e aquele tipo de atitude ideal para colocar um entrave numa humanidade que já não faz nada.

Na próxima coluna, vamos falar que tipo de proposta é esta, que nega o aquecimento global e pretende livrar a humanidade de alguma responsabilidade nesta Terra.

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